| Review | Koldbrann - Parte 1 - Rebeldes de Ana Cláudia Dâmaso


Num mundo apocalíptico, a população saudável vive em cidades-bunker, chamadas de fortalezas, que os protegem dos perigos do mundo exterior, onde é melhor morrer, que deixar de ter o sangue vermelho. A limitação da liberdade alheia cria estruturas sociais muito restritas que todos são obrigados a cumprir.
Esta é a história de Diana Salvatore, uma jovem que se revolta contra o destino que lhe foi imposto.


Fiquei agradavelmente surpreendida com Koldbrann - Parte 1 - Rebeldes. Não sei o que esperava, para ser completamente honesta, mas não era isto. Ana Cláudia Dâmaso criou simultaneamente um mundo novo e familiar. Delirium. Fusão. Sangue Quente.  A autora propositadamente ou não, deu aos leitores algo novo ao qual se agarrar, baseando-se em situações já premeditadas por outros e esta ligação entre o novo e o familiar foi o que motivou a minha pessoa a ler grandes leituras como Os Jogos da Fome ou A Cidade dos Ossos e é um sentimento que estou sempre disposta a voltar a sentir.
Koldbrann - Parte 1 começou muito bem. Gostei da forma como as personagens foram apresentadas e, por momentos achei que aquelas seriam os nossos protagonistas, o que me confundiu. Foram momentos curiosos e bem construídos e algo que se manteve durante toda a leitura foi a sensação de realismo que a autora transmitiu e, por isso, senti que estava com os personagens. No entanto, logo desde o primeiro capítulo e também algo que se manteve durante a totalidade da leitura, foi o sentimento de que a acção, os grandes momentos de luta, passaram demasiado rápido e foram pouco exercitados e, embora sejam suficientes para justificar a sua existência, penso que podiam ter sido mais explorados.
O que quer que vás dizer... Não estou interessada.
Há um desenvolvimento muito natural da história e, embora o início seja pobre em acção, é forte na construção do mundo. A protagonista é alguém defeituoso e não perfeito e isso, sem dúvida que ajudou a aumentar o ritmo de leitura, pois adiciona mais uma dose de realismo. Houve alguns momentos dos quais não fui a favor e que revelaram imaturidade por parte de Diana e outros que não foram tão bem desenvolvidos como desejava. No entanto, o arco geral da história foi bem realizado e as pessoas que nos foram apresentadas nas primeiras páginas evoluíram e cresceram, sendo diferentes daquelas a que nos despedimos nas últimas páginas.
Em tudo o que Koldbrann - Parte 1 - representa, o meu único problema com o livro foi a repetição constante dos mesmos pensamentos e diálogos e a forma como, por vezes, a autora tem necessidade de justificar cada pensamento, sendo um dos exemplos o que diz respeito à população homossexual e o que eles são para uma comunidade como aquela que existe na Fortaleza, repetindo múltiplas vezes que não há preconceito por parte da protagonista.
Demorei-me a habituar às mudanças constantes de línguas e gostaria de ver a situação do mundo fora da fortaleza mais explorado, o que espero que aconteça nos próximos dois volumes. À semelhança da protagonista, encolhia-me sempre que ouvia o termo princesa ou princesas rebeldes, sendo isso já um problema pessoal da minha parte em relação à terminologia. Mas, de resto, foi uma leitura bastante satisfatória e que recomendo! Admito, contudo, que gostei muito mais da primeira metade do livro, pois havia mais descrições e um diálogo interno muito forte e gostava que isso se tivesse mantido ao longo da totalidade da leitura.



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