| Review | Outlander - A Libélula Presa no Âmbar

Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.

A Libélula Presa no Âmbar é o segundo livro de Diana Gabaldon na série Outlander. Um livro massivo, com mais de mil páginas e que cuja leitura, pela pouca disponibilidade de tempo, demorou imenso tempo a concluir. Era o meu némesis. Mas a verdade, é que, houve outra variável que me levou a arrastar a leitura. Pois enquanto Outlander - Nas Asas do Tempo conseguiu conquistar-me desde a primeira à última página, A Libélula Presa no Âmbar, conquistou-me nas primeiras páginas mas rapidamente perdeu a minha atenção no meio das intrigas e da vida social francesa, recuperando-me apenas com o culminar da história. 
O ritmo lento da leitura deveu-se, grande parte, ao meu pouco interesse pela vida em França, tão diferente da vida na Escócia. O meu desejo era voltar a ler sobre o estilo de vida das Terras Altas, sobre os clãs e a familiaridade da floresta. Os vestidos gigantes e os escândalos sociais não me interessaram por aí além e, a verdade é que neste segundo volume, talvez por me sentir entediada com a demora na acção e nas descobertas, dei por mim a pensar que havia demasiados elementos que eram perfeitamente dispensáveis. 
I stood still, vision blurring, and in that moment, I heard my heart break. It was a small, clean sound, like the snapping of a flower's stem.
A Libélula Presa no Âmbar é um livro com um elemento histórico muito forte, pelo que o arrastar da acção apanhou-me de surpresa. Mas, algo que apreciei foi o dado adquirido que a autora nos forneceu logo nas primeiras páginas. O regresso que esperávamos mas simultaneamente desprezámos. A continuação de uma vida que ficou mil páginas atrás. Uma vida que agora engloba outras personagens interessantes como Roger, cuja primeira aparição não fez denotar nada de extraordinário, sendo pouco mais do que uma criança, Brianna cujo espirito me alegrou e Fergus cuja personalidade encantou o meu coração. Ainda assim, apesar de conhecemos o futuro de antemão, a viagem até às últimas páginas foi atribulada e, apesar do aborrecimento que senti ao longo de mais de metade da leitura, a ligação entre os personagens e a sua profundidade são quase palpáveis e, por isso, o choque das últimas passagens provoca no leitor uma emoção muito real e as perdas e os horrores que existem são sentidos em todos os níveis. 
Lord, ye gave me a rare woman, and God! I loved her well.
A minha edição de A Libélula Presa no Âmbar também não é a melhor. A verdade é que há imensos erros não só gramaticais, como de paginação e formatação, assim como confusão entre os nomes dos personagens. Houve alturas em que achei a história estranha pela forma como se encontrava formatada em momentos onde o ponto de vista parecia rodar entre Jamie e Claire quando, na verdade, tal não acontecia. 
Em suma, A Libélula Presa no Âmbar foi uma leitura completamente diferente de Nas Asas do Tempo. O ritmo e o interesse na história foram completamente dispares e, embora houvesse momentos de interesse elevado,  a maior parte do livro foi um arrastão de política e de vestidos. Houve alturas em que li passagens na diagonal, tal era o meu desinteresse e, embora a autora tenha criado um mundo fantástico cheio de magnetismo, a forma como a acção é descrita e se arrasta tornou a leitura deste segundo volume penosa. 





E vocês? Quem é que já conseguiu ler a série? O que acham? Digam nos comentários em baixo!

10 comentários

  1. Só li o primeiro e jurei que não ia ler mais nenhum. Não gostei nada x) Na verdade, foi uma leitura bastante difícil, só terminei porque não gosto de deixar livros por ler. Tenho visto que as opiniões sobre este segundo não lhe são tão favoravéis como as do primeiro, por isso, nem quero imaginar como seria para mim voltar a essas personagens. Não é para mim :)

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    1. Gostei muito mais do primeiro do que do segundo! Este foi muito mais complicado para mim x) Então mas e a série? :P

      Beijinhos!

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  2. Não gosto muito de ver filmes ou séries, por isso não sei :p Mas se for uma adaptação muito fiel... vou definitivamente passar >.<

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    1. É uma adaptação fiel x) mas acredita que dá uma cor completamente do livro! :D

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    2. Pronto, menos mal :p É verdade que vejo muito mais gente falar bem da série do que dos livros... mas também não são todos que têm coragem para pegar em calhamaços destes >.>

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  3. ahahah verdade! mas a série é mesmo muito fixe ;)

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  4. Eu senti exatamente o mesmo que disseste. A minha edição é inglês e pensei que a minha falta de interesse se devesse ao facto de ser em inglês, letras pequenas, história lenta... até que a história melhora e não o larguei. Mas custou até chegar a esse ponto.
    Tenho agora o terceiro para ler comprei em inglês mas depois vi em promoção em portugue e comprei. Agora quando ler vai ser em portugues porque ler em gaélico ainda me atrasa mais xD

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    1. ahahah imagino, para gaélico serve a série :P

      Também tenho aqui em casa o 3º para ler ;) é um dos desafios para o ano!

      Beijinhos e muito obrigado pelo comentário!

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  5. Eu li o primeiro e estou assim a 1/3 do segundo livro mas custa-me ler... primeiro agora. Pois eu leio em inglês e ela escreve o diálogo em escocês, acaba por ser muito denso mesmo. Mas ela escreve tão bem e o Jaime *le sigh*

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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    1. ahahaha mas aposto que tem muito mais piada ler em inglês com o gaélico porque sinceramente, a edição em pt não é a melhor coisa do mundo!
      E sim, o jamie ;)

      muitos beijinhos

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Boas leituras!