| Março 2018 | WRAP UP


Durante o mês de Março, mais de metade foi passado em férias. Duas gloriosas semanas em que estive fora do trabalho e livre das preocupações normais do dia-a-dia. Duas semanas que precisava com urgência. Mas, no que toca à TBR feita no início do mês, foi uma TBR muito pouco conseguida, diga-se de passagem. Isto porque entre o nada e ler, entre o nada e ver filmes, o nada ganhou na maior parte dos dias e, mais uma vez, não consegui cumprir todos os desafios a que me propus.
Mas, apesar de não ter lido/visto alguns dos filmes a que me propus no início do mês, isso não quer dizer que não tenha visto ou lido nada, a quantidade e o conteúdo é que foi diferente já que, de qualquer forma, decidi dar uso ao mês grátis da Netflix, algo que aconselho vivamente, não só pelos filmes que têm disponíveis, mas também pelos fantásticos documentários. 
Fica em baixo a lista das histórias que conheci/revi este mês!

LIVROS

"A realidade imposta nos últimos quatro volumes mudou e os personagens já não são os mesmos e After - Depois da Promessa mostra de forma evidente e concreta um crescimento e uma maturação que já existia na último volume."

"Divertido, amoroso e leve, A Todos os Rapazes que Amei de Jenny Han é um livro com uma premissa divertida e adorável de tal modo que admito que, na altura da sua compra, a sinopse foi o que cativou a minha atenção. A ideia de cartas de amor enviadas sem autorização por uma pessoa mistério só podia despontar um conjunto de momentos caricatos que, bem executados só poderiam resultar num livro maravilhoso."

- P.S: Ainda Te Amo de Jenny Han 
"Tal como A Todos os Rapazes que Amei a escrita de Jenny Han faz com que seja extremamente fácil entrar na cabeça e estar em sintonia com as emoções de Lara Jean, no entanto, ao contrário do primeiro livro, achei mais difícil aceitar as conclusões/inocência da protagonista."

"A maior diferença neste livro, em relação aos anteriores, foi o elemento "universidade" e "transição para a vida adulta". Gostei da forma como a autora colocou a protagonista a lidar com a escolha do seu futuro, com a rejeição e na descoberta do balanço entre a vida familiar, romântica e a de estudante."

"Tantas Mãos, a Mesma Primavera, talvez pelas formas diferentes de expressão, pelas diferentes mãos que deram vida a este pequeno livro, não me cativou - de todo. Não houve um único poema que gostasse ou que me dissesse alguma coisa ou que passasse alguma emoção."

"O autor fez um trabalho extraordinário ao organizar as fotografias de modo a contarem uma história e a forma como escolheu desenvolver as habilidades - ou ausência delas - do protagonista e explorar o lar das crianças peculiares motivou ainda mais a minha leitura já de si intensa, pois o aprisionamento no tempo, o vórtice e a perpetuação do dia 3 de Setembro de 1940 fascinou-me." 

"Pela primeira vez na minha vida enquanto leitora, fiz algo que pensei que nunca faria: certas páginas foram lidas na diagonal. Ready Player One tem uma quantidade massiva de informação. As descrições foram, para mim, exageradas ao ponto de perder a noção daquilo que estava a ler." 

FILMES 


No profundo Sul em Jackson Mississippi, The Help é um dos meus filmes preferidos. Baseia-se no livro de Kathryn Stockett - que ainda tenho de ler - e envolve um tema que ainda deve ser discutido - o racismo e o papel da mulher na sociedade. The Help é um filme comovente e envolve com facilidade o espectador na vida e nas emoções de Minny Jackson (Octavia Spencer) e Aibileen Clark (Viola Davis). No entanto, apesar de todo o meu amor pela história, vejo como pode ser dúbio, já que evidencia as consequências da dor, mas não os próprios momentos de dor e a crueldade fria, ressalvando que nem todos os brancos são maus. Penso que depende do espectador. Eu olho para o The Help com uma dor pelo passado e esperança no futuro, sabendo que o seu conhecimento é metade da prevenção para o futuro. 

To The Bone é um filme original da Netflix protagonizado por Lilly Collins e Keanu Reeves e relata as dificuldades pessoais e familiares que uma doença como a anorexia nervosa pode inflingir. Penso que é o primeiro filme que vejo que mostra na perfeição a vida e a realidade de um distúrbio alimentar e, talvez pelo facto de ser algo que experiênciou, Lily Collins tem, no que é para mim, um dos melhores papeis da sua carreira.  

Em Tomb Raider, a famosa e encantadora Lara Croft, agora interpretada por Alicia Vinkander, ganhou vida pela segunda vez. Para alguém que viu os filmes de 1996 várias vezes, posso afirmar que, embora Angelina Jolie dê uma presença diferente à, agora, mítica personagem, achei a interpretação de Alicia Vinkander mais séria e realista com uma vibe à Indiana Jones. Não tenho duvidas de que Lara Croft vá ganhar muitas mais vidas mas este remake de Tomb Raider não me deixou descontente. 



Categoria 5 tem os mesmos produtores de Velocidade Furiosa e por esse motivo não fiquei surpreendida por haver algum tipo de corrida num veículo móvel, o que me surpreendeu foi a má qualidade da interpretação que em conjunto com um diálogo pobre e mal executado, deram origem ao pior filme de 2018. Os momentos mais dramáticos fizeram-me rir - bastante alto - na sala de cinema e a total falta de ciência por detrás da linha de acção chocaram-me ao ponto de me questionar como é que Categoria 5 sequer existe. 

Baseado numa história veridica de 2009 onde um cargueiro americano foi tomado refém por piratas da Somália, Captain Phillips é um filme onde a acção é contínua. Também disponível na Netflix, vi-o sem dar pelo tempo a passar e vê-lo solidificou o meu respeito por Tom Hanks que tem uma interpretação de levar as lágrimas aos olhos. 


Bright é um filme original da Netflix onde criaturas que parecem saídas do imaginário de Tolkien, tais como Orcs e Elfos, vivem em comunidade com os humanos nas metrópoles que já conhecemos. É uma comunidade dividida e Will Smith interpreta o primeiro polícia a ser emparelhado com um parceiro Orc. Foi um filme que não me interessou por aí além, no entanto, gostei imenso da forma como Bright, com o passar dos minutos, torna-se uma metáfora para a violência racial que existe nos Estados Unidades da América. Essa emoção verdadeira passa com muita facilidade para o espectador e, embora as sequências de acção sejam bem feitas e muito "vivas", as partes paradas cansam o espectador. 


Sandra Bullock em Um Sonho Possível é Leigh Anne Tuohy, uma mulher formidável de Memphis Tennessee que mudou a vida de um jovem afro-americano, Michael Oher, interpretado maravilhosamente por Quinton Aaron. Baseado numa história verídica, posso afirmar que, para mim, esta é uma das melhores interpretações da actriz e um dos meus filmes preferidos. Um Sonho Possível, é um filme que oferece ao espectador esperança - e algum humor; mas, sobretudo, uma imensa quantidade de esperança, numa realidade, ainda hoje, verdadeira. 

Ready Player One não é uma boa adaptação cinematográfica, pelo contrário. A linha principal da história, a obsessão pela Caçada, pela própria década de 80 pelo anonimato não é bem conseguida ou não surge de todo. As regras da Caçada e a sua resolução quase que parecem fáceis. A própria acção, a emoção épica que senti  e imaginei enquanto leitora, não senti - de todo - no grande ecrã e pareceu-me um filme feito para agradar aos fanáticos por efeitos especiais, o que deixou de fora aqueles que leram o livro no qual o filme se baseia. O próprio sentido "no mundo real" com as viseiras, é pouco ou nenhum e o perigo iminente da IOI tão presente no livro, foi apenas uma grande piada no filme. 

É um bom filme. A mensagem subliminar é fácil de compreender e a forma como desenvolve e apresenta a relação entre mãe e filha é relacionável. Mas, não há um BANG que obrigue a história a avançar por caminhos surpreendentes. O melhor de Lady Bird é, sem dúvida as personagens e a relação que se estabelece entre elas. 

DOCUMENTÁRIOS


Para além dos filmes e dos livros, o mês de Março também foi um mês dedicado a documentários. Agora com o mês grátis da Netflix - há que fazer uso dele - pude ver e conhecer histórias extraordinárias, como a da Princesa Diana: In her Own Words, ou de Gaga: Five Foot Two e da sua história inspiradora de sucesso. Mas, salvo raras excepções, a maior parte deles, foram documentários de partir o coração.
É difícil catalogar em "estrelas" a qualidade do conteúdo de um documentário quando ele lida com histórias como Hiroshima ou Joseph Fritzl ou até a epidemia de violações nos campos escolares dos Estados Unidos, posso, no entanto, afirmar, que cada um dos documentários que vi em Março, à sua maneira, são importantes, pois mostram realidades completamente duras e verdadeiras que devem ser conhecidas.


Um dos exemplos é, sem dúvida, The Hunting Ground, que foi um documentário que me custou horrores a assistir mas que fiz questão de ver até ao fim. O que as universidades fazem para proteger os agressores sexuais é um acto do mais vil que existe e apelo a todos que o vejam porque vale a pena ser visto e conhecido e reconhecido. Enquanto jovem mulher, a revolta que chega, sem aviso, é quase impossível de descrever.
Como já referi a revolta esteve bastante presente no mês de Março, também com documentários como Joseph Fritzl um monstro de homem que enclausurou e violou a filha repetidas vezes, sem que ninguém desse por isso, ou com Blackfish que, mais uma vez, aconselho com todo o meu coração. É um documentário com provas visuais do que, enquanto humanos, fazemos a criaturas sem voz e das terríveis consequências que advém de tamanhas acções e atrocidades. Os videos de treinadores a morrer em espectáculos ou a serem arrastados para o fundo das piscinas devia ser indicador suficiente de que os animais não deviam ficar fechados e não devem ser usados como peças de exibição.

MÚSICA


Este mês, a música que mais ouvi foi Nowhere Fast de Eminem. A música esteve on repeat o mês todo, principalmente depois de ver a sua interpretação no iheartradio 2018. É uma música poderosa mas que acalenta alguma esperança para alguma das gerações mais novas.  

E vocês? O que leram e viram este mês? Alguma recomendação? Digam nos comentários em baixo!

6 comentários

  1. Devias ver o September Issue ias gostar! :)

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    1. Já vi o trailer! Não conhecia! Parece interessante! :D

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  2. Também me fartei de ler, mas em termos de filmes e TV foi um mês fraquinho :(
    Fico contente por ver mais gente a ler Jenny Han, é uma das minhas autoras preferidas ♡
    Se quiseres, espreita o meu wrap-up:
    http://acharofioameada.blogs.sapo.pt/leituras-de-marco-5923

    Beijinhos ♡

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    1. Em filmes não vi nenhum dos que me tinha proposto a ver xD
      Por acaso até vejo muita gente a ler Jenny Han, talvez não a concluir a trilogia mas, ainda assim :P
      Claro que vou ver!

      Beijinhos!

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  3. Meu deus, tanta coisa! Que inveja 😂

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