| Fevereiro 2018 | WRAP UP



Devido ao facto de o mês só ter 28 dias, ao invés dos normais (no mínimo) 30 dias, não consegui cumprir todos os desafios a que me propus na Fevereiro TBR
Em relação ao livros, com After - Depois da Promessa de Anna Todd, fiquei na página 279/479, e em relação aos filmes não vi o The Post e o Downsizing (Pequena Grande Vida). Mas, em contrapartida, cumpri todos os desafios do #projectovermelho.
Fica em baixo a lista de favoritos!

LIVROS

"After apresenta, no entanto, uma contradição que achei interessante, pois parece ser o que mais provoca desagrado na maioria dos leitores: a dinâmica entre os dois protagonistas. A relação de Tessa e Hardin é, no seu coração, uma relação abusiva e a disfunção que existe é justificada de forma demasiado leve pela própria autora."

"Em After - Depois da Verdade há uma repetição excessiva de momentos e de acusações que, para mim, serviram apenas para provocar cansaço. As discussões/repetições drenaram-me a energia e dei por mim a desejar estar a ler qualquer outro livro, mas a curiosidade pelo desfecho levou-me a continuar a passar as páginas - pelo menos isso."


- After - Depois do Desencontro  de Anna Todd
"Esta não será, certamente uma opinião gigantesca, simplesmente porque não há muito para dizer. As discussões/o machismo/ as desculpas repetem-se num ciclo infindável que parece não ter um fim à vista e, por muito que seja esse o objectivo da autora, penso que havia outras formas de o fazer sem extenuar o leitor."

"After - Depois da Esperança é o primeiro livro de Anna Todd onde senti que houve algum crescimento e alguma maturação por parte das personagens. Claro que, sendo Anna Todd, as discussões repetem-se num ciclo sem fim, no entanto, a resolução dos conflitos apresenta-se muito mais facilmente do que nos livros anteriores e o espaço para onde a história se desenvolve é igualmente mais interessante, pois já não estamos presos ao passado/livros anteriores.

"As ilustrações de Sarah Andersen não eram outra coisa se não relacionáveis e dei por mim a rir-me mais do que uma vez com a absurdidade dos desenhos/pensamentos que também me assolam a mente. Foi uma surpresa agradável e que acabou demasiado depressa."

FILMES 


- Eu, Tonya/I,  Tonya 
Não sabia nada relativo aos acontecimentos que retratam I, Tonya. A minha ignorância era total. No entanto, após alguma pesquisa e algumas horas de vídeos da década de 90 cheguei à conclusão que Margot Robbie é fenomenal no papel de Tonya Harding. A nomeação é merecida. A história e a forma como os actores quebram a barreira entre o filme-espectador está muito bem feita e o modo como decidem explorar as múltiplas verdades mantém o espectador preso até ao último minuto. Uma edição fantástica!

- Expiação/Atonement 
Keira Knightley, James Mcavoy e Saoirse Ronan são excepcionais. É um filme belo e igualmente perturbador. A banda sonora é belíssima e coaduna-se na perfeição com o tom do filme. Os saltos temporais melhoram o desenvolvimento da história permitindo uma visão mais abrangente dos diferentes acontecimentos e pontos de vista. Os dez minutos finais são emotivos, revoltantes e devastadores. Este é um filme que queria ver há imenso tempo e superou todas as minhas expectativas. 

- O Segredo de Brokeback Mountain/Brokeback Mountain 
Brokeback Mountain tem um desenvolvimento lento. A acção demora a ocorrer e a própria conecção entre Jack e Ennis Del Mar é lenta apesar de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal serem fenomenais. É um filme muito "visual" onde as relações são estabelecidas através do contacto e não do diálogo. A direcção do filme é muito crua e real, o que foi um ponto positivo mas  a meu ver há muito espaço vazio que podia ter sido utilizado para criar uma maior relação com o espectador. O preconceito é parte da história, mesmo pelos próprios protagonistas e evidencia a forma como ele pode arrasar mais do que uma vida.  


- Sangue Quente/Warm Bodies 
Sangue Quente é um filme baseado no livro homónimo de Isaac Marion. É uma adaptação relativamente fiel e, apesar de faltar algum do contexto do livro, a essência da história está bem representada. A parte mais fantasiosa por ser a sua melhor parte que, em conjunto com o humor, levam a que seja um filme muito fácil de assistir. 

- Becoming Jane 
Um filme interessante para aqueles que gostam dos livros de Jane Austen e que desejam ver para lá da história e para lá da inspiração. A informação apreendida não é suficiente para tornar Becoming Jane num bom filme apesar de nomes conhecidos como Maggie Smith, Anne Hathaway e Julie Walters. Havia momentos em que parecia que estava a ver uma comédia de época e não um filme biográfico, faltando-lhe alguma profundidade. 

- Um Dia/One Day
Fui surpreendida com Um Dia. Não estava à espera do resultado final e, muito menos, não esperava ficar tão conectada com os personagens e consequentemente tão emocionalmente perturbada, já que me venderam Um dia como uma comédia romântica. Não é uma história complexa mas o realismo com que é interpretada e a emoção que passa para o espectador é o suficiente para se tornar num filme marcante. 



- Pantera Negra/Black Panther 
Não foi um dos melhores filmes da Marvel pela ausência/raridade de humor a que já nos habituaram, mas, na minha mais sincera opinião, foi uma das apresentações mais épicas. Tudo desde as roupas, às cores, passando pela clara influência africana, deram um tom e um nível completamente diferente ao filme. As cenas de acção foram bem exploradas e, pela primeira vez, senti-me a torcer pelo antagonista, algo raro neste género de filmes onde é mal vs bem. É o primeiro filme da Marvel maioritariamente liderado por mulheres (um progresso há muito desejado) e como vi algures no Twitter adorei ver os homens com lágrimas nos olhos e as mulheres com fogo nos delas. 

- Foge | Get Out 
Foge era um filme que eu desejava ver desde o momento em que ele esteve no grande ecrã. As críticas eram de tal modo positivas que não havia motivo para não gostar e, não me enganei. A ideia por detrás do filme é perturbadora e a forma como foi executada resultou. Gostei particularmente da forma como o director usou a ignorância racial para aumentar a revolta no espectador. Os últimos minutos são alguns dos melhores minutos do filme e a interpretação de Daniel Kaluuya é fantástica. 

- Realizar o Impossível | Chasing Mavericks
Chasing Mavericks não é exactamente um filme perfeito mas a história de Jay Moriarty sempre ficou comigo. É um daqueles filmes que vejo uma e outra vez sem me cansar. As performances não são extraordinárias mas o ambiente em que a história decorre acaba por ser o mais apelativo. O elemento marítimo e desconhecido entretém o suficiente para ser um filme que não me importo de rever. 


- A Hora Mais Negra | Darkest Hour
Gary Oldman está irreconhecível em Darkest Hour e o mergulho que fez para adoptar os maneirismos do homem icónico que foi Winston Churchill merece cada uma das nomeações. Os discursos, as palavras, a coragem sobressaem como um letreiro néon e , para ser sincera, não esperei gostar tanto. Senti-me educada, revoltada e emocionada. Darkest Hour é um filme muito bem conseguido. 


MÚSICA


Este mês, sem dúvida que a música que mais ouvi é Call It What You Want de Taylor Swift. Não fui a maior apologista deste novo album da cantora, preferindo inclusive alguns covers mas, por algum motivo, Call It What You Want ficou uma das minhas favoritas, tendo sido a mais ouvida este mês. A batida em conjunto com a voz doce da cantora é relaxante e os versos rápidos a minha parte preferida.  Ironicamente, na primeira vez que ouvi o album, foi uma das que menos gostei. 

E vocês? O que leram e viram em Fevereiro? E o que ouviram? Digam nos comentários em baixo!

4 comentários

  1. Um mês bem recheado de Anna Todd! Não sei se aguentava :p Só li 3 livros em Fevereiro mas, felizmente, foram todos muito bons :) Destaque para 'O Monte dos Vendavais' e 'O assassinato de Roger Ackroyd'! Espero que em Março consiga ler mais :) Viste bastantes filmes!

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    Respostas
    1. Em Fevereiro queria realmente terminar com a série já que a tinha para ler cá em casa há muito tempo! E quase que consegui! Terminei mesmo agora o último! I DID IT! ahahah
      O Monte dos Vendavais é um livro que quero imenso ler (há imensas referências a ele na escrita de Anna Todd).
      Vi mais filmes do que aqueles que esperava conseguir! :D
      Beijinhos!

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  2. Ando com curiosidade para o Herding cats :D

    Por acaso acho isso do Becoming Jane, acho que é o próprio registo da Anne Hatheway que lhe tira a seriedade. Mas ainda assim gosto muito do filme.

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    1. O Herding Cats é fofinho ;)
      Em relação ao Becoming Jane, concordo, completamente!

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