| Review | A Coroa de Kiera Cass

SinopseEste é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava. 
Synopsis: When Eadlyn became the first princess of Illéa to hold her own Selection, she didn’t think she would fall in love with any of her thirty-five suitors. She spent the first few weeks of the competition counting down the days until she could send them all home. But as events at the palace force Eadlyn even further into the spotlight, she realizes that she might not be content remaining alone. Eadlyn still isn’t sure she’ll find the fairytale ending her parents did twenty years ago. But sometimes the heart has a way of surprising you…and soon Eadlyn must make a choice that feels more impossible—and more important—than she ever imagined. 

Opinião: A Coroa continua com Eadlyn Schreave, a primogénita de America Singer e Maxon Schreave e a primeira na linhagem ao trono, a lidar com os acontecimentos finais de A Herdeira e a tomar a decisão de aceitar a sua condição de regente enquanto protectora do povo de Ílea e a tomar consciência do caminho solitário que está prestes a percorrer. Neste último volume, Eadlyn para além de ser obrigada a colocar em uso todas as lições que aprendeu ao longo dos anos em relação ao governo de um país, é igualmente obrigada a encontrar um marido e príncipe consorte por motivos confusos e que não foram bem explorados.
A Coroa é um livro genuinamente mais interessante e mais fácil de percorrer do que A Herdeira, no entanto - e embora ache que me estou a repetir é necessário mencioná-lo - as motivações dos personagens, nomeadamente da protagonista, continua a ser um dos pontos mais fracos da escrita da autora já que no caso de Eadlyn, ao contrário do que aconteceu com America cuja motivação envolvia algum tipo de sentimento amoroso, o seu desejo está intimamente relacionado com o que se passa no mundo exterior - Ílea. E, sendo a construção do mundo extremamente pobre, só podemos concluir que as motivações vão ser em igual medida, deslavadas em conteúdo. E foi o que aconteceu. Por outro lado, foi uma conclusão um pouco amarga porque embora A Coroa possua um conteúdo melhor ou, pelo menos, mais acelerado e interessante do que A Herdeira, a forma como a autora decidiu dar o fim à história de America e de Eadlyn foi decepcionante. Não há um aviso e de um momento para o outro a história termina. 
Mais uma vez, o aspecto romântico acaba por de algum modo, salvar o livro mas, não totalmente. O problema com a escrita da autora é que não deu espaço para que o romance se desenvolvesse em A Herdeira e portanto, a escolha de Eadlyn e a compreensão das suas emoções e dos seus desejos acabam por parecer forçados e apressados. A autora não apostou no desenvolvimento da relação amorosa como fez com America e Maxon ao longo de três livros para provocar a surpresa nos leitores e isso teve as suas consequências: provocou uma quebra de ligação no ritmo da leitura. 
A Coroa foi uma conclusão mediana e demasiado reminescente. Houve demasiadas retrospectivas a um passado não tão longínquo como forma de provocar no autor um sentimento de saudade e nostalgia que devia ser formado através de ações e gestos e não de memórias. Mas, um dos maiores pontos positivos é, sem dúvida, o crescimento/desenvolvimento de Eadlyn Schreave enquanto protagonista. A sua personalidade egocêntrica evoluiu e somos apresentados uma personagem com coragem e um sentido de moralidade e de sacrifício enorme. 
Ainda assim, gostei do livro. Apesar de ver com total clareza todos os defeitos não deixou de ser uma leitura que entreteve e da qual gostei. A autora dá-nos um mundo fraco e de motivações pobres onde tudo o que acontece parece forçado ou feito para provocar ou provar algum ponto de vista. Não há a subtilezas. Não há uma crítica/análise política da parte da autora como acontece por exemplo em Os  Jogos da Fome apesar do rótulo comum de distopia. Estes são livros românticos e fáceis de ler, onde o pensamento crítico não é fundamental para aproveitar a leitura.

Review: The Crown continues with Eadlyn Schreave, the first-born of America Singer and Maxon Schreave and the first in line to the throne, to deal with the final events of The Heir and to make the decision to accept its condition of regent as protector of Ilea and to become aware of the lonely road that is about to go. In this last volume, Eadlyn, apart from being obliged to use all the lessons she has learned over the years in relation to the government of a country, is also obliged to find a husband and prince consort for confused reasons who have not been well exploited .
The Crown is a genuinely more interesting and easy-to-read book than The Heir, however - and although I think I repeat it is necessary to mention it - the characters' motivations, namely the protagonist, remain one of the weakest points of the author's writing since in Eadlyn's case, unlike what happened to America whose motivation involved some kind of love, her desire is intimately related to what goes on in the outside world - Ílea. And, since the construction of the world is extremely poor, we can only conclude that the motivations will be in equal measure, devoid of content. And that's what happened. On the other hand, it was a somewhat bitter conclusion because although The Crown has a better or at least more accelerated and interesting content than The Heir, the way the author decided to end the history of America and Eadlyn was disappointing . There is no warning and the story just ends.
Again, the romantic aspect ends up somehow saving the book but not totally. The problem with the author's writing is that it did not give room for the romance to develop in The Heir, and therefore, Eadlyn's choice and understanding of her emotions and desires end up appearing forced and rushed. The author did not bet on the development of the love relationship as she did with America and Maxon over three books to provoke surprise in readers and this had its consequences: it caused a break in the rhythm of reading.
The Crown was a mid-point and too reminiscent conclusion. There were too many retrospectives to a not so distant past as a way to provoke in the author a feeling of nostalgia that had to be formed through actions and gestures and not memories. But one of the biggest positive points is undoubtedly the growth / development of Eadlyn Schreave as a protagonist. His egocentric personality has evolved and we are presented with a character with courage and a sense of morality and enormous sacrifice.
Still, I liked the book. In spite of seeing with total clarity all the defects it was a reading that entertained and which I liked. The author gives us a weak world and poor motivations where everything that happens seems forced or done to provoke or prove some point of view. There are no subtleties. There is no criticism / political analysis on the part of the author as for example in The Hunger Games despite the common label of dystopia. These are romantic books and easy to read, where critical thinking is not critical to enjoy reading.

Maybe it's not the first kisses that are supposed to be special. Maybe it's the last ones.




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