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Sinopse: Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora

Nota: Livro Lido para a #MLVerão2017  na categoria de   Livro com um título curto

Opinião: Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar. 
Mas, sendo Kiera Cass a autora de A Selecção, não fiquei surpreendida pela história de Kahlen ser, basicamente, uma história de amor rodeada de mitologia e não o contrário. No entanto, é uma história de amor pobre, pois é um amor que existe somente tendo como base o destino. Por algum motivo, dei por mim a distanciar-me de histórias cujas relações se baseiam em algum poder superior que, aparentemente só calha a "alguns escolhidos" e aprecio muito mais uma relação baseada em dados substanciais do que apenas num único dia perfeito.
Claro que, como com A Selecção, A Elite, A Escolha e até mesmo, A Herdeira, apesar do meu descontentamento com o seguimento da história ou com as decisões ou forma de pensar da protagonista, dei por mim a não conseguir parar de ler. A escrita de Kiera Cass tem esse efeito. É quase viciante. E, apesar de diferente, para além do amor e das verdades questionáveis da história, houve partes realmente interessantes que impulsionaram a leitura e me obrigaram a virar a página. Talvez fosse o desejo de saber mais, ou de saber como é que Kahlen poderia sair de uma situação impossível. Admito que não gostei do início, nem apreciei o fim, mas houve alguém que um dia disse que o importante era a viagem e essa, até foi agradável.


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