Sinopse: Mia é um poço de infelicidade!
Tem de prende a comportar-se como uma Princesa... mas nem tudo corre a seu favor, e a comprova-lo estão as terríveis descomposturas da terrífica Grandmère. Mia consegue ir aprendendo a compostura e faz alguns progressos, o problema são as aparições públicas...
Mas as regras de etiqueta não são o pior dos problemas. 
Apesar de ser uma Princesa, Mia tem de passar a Álgebra... continuar com as reais lições da Grandmère, e acabar de uma vez por todas de roer as unhas!
Mia interroga-se se conseguirá ser realmente boa em alguma coisa... pois pensa que o que lhe resta de bom é ter um título real!

OpiniãoEm, O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera o cenário muda drasticamente e, em vez da barulhenta cidade de Manhattan, damos por nós a conhecer em primeira mão o pequeno principiado que um dia Mia Thermopólis há de governar. Genóvia que, o meu querido teclado, insiste em chama-lo de Gengiva. Tecnologias.
Este quarto volume foi, à falta de melhor palavra, uma leitura a correr e, não no melhor dos sentidos. Porquê? Bem, apesar de todo o glamour que possa parecer, Genóvia é aborrecida. Os deveres de princesa, os jantares, as dezenas de divagações sobre parquímetros fizeram-me devorar o livro o suficiente para regressar a Nova Iorque, ao mundo conhecido e onde a história de Mia começou.
Mais uma vez e, como já vem sendo habitual, prevemos o momento/dia em que o livro culmina e, regra geral, trata-se de algum baile ou festa com um final mais ou menos feliz e, embora O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera gire em torno do poder feminino e da não subjugação aos homens, chegou, em alguns pontos, a ser cansativo e, apesar das dezenas de referências a clássicos da literatura, não consegui apreciar A Princesa Desespera como queria. Mas, pela primeira vez, não há exactamente uma linha temporal que possamos adivinhar para o próximo volume a não ser talvez a jornada criativa que Mia poderá tomar.
O que continua em bons termos é a escrita da autora. A forma perspicaz como relata alguns factos mesmo sobre a forma de um diário, as metáforas e comparações, o sarcasmo e a ironia tão intrincados na personalidade da protagonista quase tanto como a sua bondade e inocência. O que não gostei, foram as inúmeras listas, algumas delas desnecessárias, quase como se começassem lentamente a perder a piada. Porquê? Tirando um ou outro, não faço ideia de quem estão a falar e essa alienação é frustrante.
Porém e, embora as críticas, a história da princesa mais americana não perdeu a piada, não perdeu a sensação de vício que tenho vindo a sentir com os volumes anteriores, o que continua a parecer-me surreal visto que estou na casa dos vinte e dou por mim em sítios públicos com O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera na mão. Ora aí está uma coisa que não se vê todos os dias.


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