Sinopse: Ela é uma Princesa. Vive em Nova Iorque. Pode não ser uma top model, mas os espelhos não se partem quando olha para eles. 
Mas o melhor de tudo, arranjou finalmente um namorado!!!
Mia gasta todo o seu tempo livre a fazer uma destas três coisas: preparar-se para superar a crise de nervos que lhe provoca a ideia da entrada na sociedade de Genóvia pelo braço da sua inflexível mas elegante Grandmère, atravessar o trânsito horrível de Manhattan em Dezembro, evitar os joguinhos do seu desastrado namorado, Kenny. 
Apesar disso, a verdade é que só deseja um pouco de paz e silêncio... e outro rapaz para namorado. Para Mia, se tornar uma princesa apaixonada não é o conto de fadas que ela supunha... ou será que é?

OpiniãoComo já disse nas opiniões dos dois volumes anteriores, a vida de Mia Thermopólis é extremamente viciante. Tragédias. Traições. Amor.
São tópicos comuns. Tragédias adolescentes. Traições principescas. Amor juvenil. Claro. Regra geral, Mia começa por dizer que a sua vida acabou e, a partir daí conseguimos perceber o destino do livro, e a data da respectiva conclusão porque, escrita sobre a forma de diário, dá ao leitor a oportunidade de fazer a contagem decrescente até ao momento em que tudo se desvenda. Pelo menos, até agora.
A história de Mia não muda por aí além, no entanto, fica mais intrincada e, embora estejamos familiarizados com cada um dos personagens, há desenvolvimento interessantes - muito interessantes e, embora seja da mesma opinião de Lilly de que Mia tem de aprender a fazer "finca-pé" às suas opiniões e àquilo em que acredita, de página para página há, efectivamente um desenvolvimento. O que é estranho de se dizer, visto tratar-se de um livro bastante juvenil e as minhas últimas experiências não têm sido as mais positivas. Mas há um crescimento da personagem, o que é muito a ter em conta, visto que o primeiro livro começou em Outubro e este terceiro volume culmina a 20 de Dezembro.
A jornada principesca de Mia continua com muitas peripécias, sarcasmo e metáforas para lá do hilariante, mas, pela primeira vez, não achei o livro tão viciante quando comparado com os dois anteriores. Não me interpretem mal, continuei a gostar - bastante - mas não houve aquele faísca do: preciso de saber o que acontece a seguir caso contrário não vou conseguir viver as restantes vinte e quatro horas da minha vida como deve de ser.
Neste, O Diário da Princesa III - A Princesa Apaixona-se mais do que nos dois volumes anteriores, houve uma grande frustração para com a protagonista e uma maior - mais do que o normal - repetição de pensamentos e acontecimentos, nomeadamente relativos a Kenny. Mas claro, tudo isto aconteceu apenas na primeira metade do livro porque, a partir do momento em que vejo a conclusão a aproximar-se, pousar o livro torna-se fisicamente impossível. A gravidade deixa simplesmente de existir.
Meg Cabot criou esta história extraordinária, com uma rapariga que é tanto de princesa como um elefante é uma tarte. Uma rapariga que, se não fosse princesa, podia ser qualquer rapariga pré-adolescente neste mundo- cheia de inseguranças, medos, sonhos e ideais. São, agora, onze livros, com algumas mini-histórias pelo meio, que faço intenção de completar. É esse o poder de Meg Cabot, autora de outras milhares de histórias que, sem dúvida, planeio ler.


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