Sinopse: Tessa Gray devia estar contente como todas as noivas! Mas, enquanto se prepara para o casamento, uma rede de sombras envolve os Caçadores de Sombras do Instituto de Londres. Surge um novo demónio, ligado pelo sangue e secretismo a Mortmain, o homem que tenciona usar um exército de impiedosos autómatos, os Instrumentos Infernais para destruir os Caçadores de Sombras. Falta apenas um último pormenor para que o plano de Mortmain funcione: Tessa. 
Charlotte Brandwell, directora do Instituto, não consegue encontrar Mortmain antes que ele ataque, ao mesmo tempo que Jem e Will, os dois rapazes que disputam o coração de Tessa, farão tudo para a salvar. As últimas palavras de um Caçador de Sombras moribundo fornecem a pista que pode levar Tessa e os amigos a Mortmain, mas o pequeno grupo não se aguenta sozinho e o poderoso cônsul não acredita no advento do demónio. 
Sem aliados, os Caçadores de Sombras vêem-se encurralados quando Mortmain consegue o medicamento que mentém Jem vivo. Com o seu melhor amigo às portas da morte, Will teme arriscar tudo para salvar a jovem amada por ambos. Para dar tempo a Will, o feiticeiro Magnus Bane junta-se a Henry Brandwell para criar um instrumento que pode derrotar Mortmain e enquanto todos tentam salvar Tessa e o futuro dos Caçadores de Sombras, a jovem percebe que a única pessoa que a pode salvar é ela própria porque percebe ter em si um poder que nunca imaginou. 
Mas poderá uma rapariga, mesmo capaz de conjurar o poder dos anjos, enfrentar um exército?

OpiniãoTerminei a leitura há sensivelmente um dia, no entanto, vi-me incapaz de escrever o que quer que fosse. A minha cara transformou-se num rio de água salgada e pouco mais via à minha frente do que as lágrimas a quererem cair. Foi a segunda vez que li Princesa Mecânica, ao contrário dos outros da autora, cuja leitura já vai na quarta ou na quinta vez. Isto porque o livro que encerra a trilogia de As Origens é, até agora, o mais emocional das Crónicas dos Caçadores de Sombras.

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Ainda agora, quase um dia depois, é-me difícil escrever uma opinião racional, uma vez que o epílogo e os acontecimentos e as palavras continuam vivas na minha memória, no entanto, posso dizer que há o encerrar de um círculo. A roda completa a sua volta. Posso igualmente dizer que, continua a ser um dos finais mais emocionantes - como se ainda ninguém tivesse percebido - com um desfecho incomum para a resolução de um triângulo amoroso fora do normal.
Tal como em Anjo Mecânico, não dei pelas páginas. Voei pelos capítulos, sem me aperceber de que me aproximava do final, a não ser quando as páginas do lado direito começaram a diminuir drasticamente. Para além disso, ao contrário dos dois volumes anteriores, há uma imensidade de pontos de vista que dão, ao leitor, uma maior proximidade com personagens a quem, se calhar, não prestou grande atenção ou por quem não se interessava - o que só provocou uma maior enchente de lágrimas no final.
Confesso, no entanto, que tal como em o Anjo Mecânico e o Príncipe Mecânico, não apreciei completamente o plano do antagonista ou o antagonista e, houve momentos que foram difíceis de conceber mentalmente. Penso que isso deve-se ao facto de ser mais fácil compreender a chacina por parte de uma espada. MAS, e é um grande MAS há ligações e explicações aqui e ali, com Os Instrumentos Mortais que provocaram uma alegria tremenda no meio da enxurrada de lágrimas.
A verdade é que em a Princesa Mecânica, não temos apenas o encerrar de uma história, do mistério da natureza de Tessa ou dos planos de Mortmain. Temos o encerrar de várias vidas e o começo de outras. A emoção vem de saber que, cada um dos personagens que amá-mos durante a sua leitura está morta. Não sabemos como, ou quando. Mas sabemos que sim. Elas morreram e não são mais do que pó, sombras e cinzas. Contudo, a autora oferece-nos um pequeno resumo das suas vidas. Uma pequeníssima compensação para atenuar a dor e a surpresa das palavras que, no entanto, não parece suficiente.

Life is a book and there are a thousand pages I have not yet read.


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