Sinopse: A maior parte dos miúdos faria qualquer coisa para passar na Prova do Ferro. Mas não Callum Hunt. Callum quer falhar. O pai ensinou-o a desconfiar da magia e explicou-lhe que o Magisterium, a escola onde os aprendizes de Magos são treinados, é uma armadilha fatal. Callum tenta fazer o seu melhor para ser o pior de todos os candidatos - mas não consegue falhar.
Superada a Prova de Ferro, não lhe resta outra opção, senão entrar para o primeiro de cinco anos de aprendizagem no Magisterium - um lugar povoado de memórias e de abismos, onde a herança negra do passado nunca está longe e o futuro é um caminho sinuoso na direção da verdade. A Prova do Ferro foi apenas o início porque o verdadeiro teste está ainda para vir...

OpiniãoAinda antes de A Prova de Ferro ser traduzida para português havia muito burburinho à volta do livro pelas semelhanças com Harry Potter e, embora seja uma fã inegável do último e de ter conseguido ver as parecenças entre os dois - um dos magos que planeia conquistar a própria morte, o exército de reféns do caos, o massacre que adveio, a única criança que sobreviveu, a própria escola, - A Prova de Ferro tem mérito próprio pela sua originalidade. Confesso que, embora tenha um início suave, pelo meio é fácil perdermos-nos nas palavras. Tem o seu próprio ritmo, por vezes lento - ou muito lento. E a frustração - oh a frustração...

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O Prólogo é tudo o que se pode esperar. Deixa-nos a desejar por mais. As palavras na parede deixaram-me boquiaberta porque, confesso, comecei um pouco a imaginar Alastair como James Potter e Sarah como Lily Potter mas acreditem, as palavras na parede diluíram essa imagem. Primeiro instalou-se a confusão e depois a revolta e por fim o porquê? Sarah não foi capaz, portanto deixou a tarefa para os outros Magos ou para Alastair?
Durante a jornada de Callum é-nos dada a conhecer a história dos Magos e da sua guerra com aquele que se intitula como o Inimigo da Morte ou, o seu nome humano (?) Constantine. E durante o mesmo percurso aprendemos as regras da magia até mais não: O Fogo quer arder. A água quer fluir. O Ar quer ascender. A Terra quer unir. O Caos quer devorar. Constantine era um Makar, ou seja, alguém que é capaz de controlar o Caos (?). E durante toda a leitura, repito, TODA A LEITURA, somos levados a pensar que Callum é o Makar que tanto esperavam, pois apenas um Makar pode lutar contra outro Makar e ser bem-sucedido. Callum é dado para o Caos, isso é óbvio, mas quando Aaron, o melhor amigo que Callum encontrou no Magisterium é dado como o Makar, o meu queixo caiu. Era uma reviravolta pela qual não esperava - de todo. Mas, não fica por aqui.
Para cada Makar é preciso um contrapeso. Ou seja o contrapeso do Fogo é a Água, pelo que o contrapeso do Caos será a vida. Callum oferece-se para ser o contrapeso de Aaron numa amizade que cresceu ao longo das páginas de forma bastante natural. O que eu não esperava era a revelação no final.
Callum não é um aprendiz qualquer. Aqui, as minhas esperanças de ver um protagonista amigo do herói, uma espécie de Harry Potter narrado por Ron Weasley, dissiparam-se como uma nuvem. Callum é o Inimigo da Morte. Constantine transferiu a sua alma para o corpo da criança moribunda. Durante as 319 páginas as previsões para o futuro de Callum foram diversas: Makar, contrapeso de Aaron, Refém do Caos, Inimigo da Morte. E não quero acreditar, apesar de ser óbvio pelas palavras escritas por Sarah ou a atitude de Alastair face a Callum e pergunto-me se o facto de não ter curado, numa fase posterior, a perna de Callum, fosse para dar uma vantagem aos Magos, caso Callum se revelasse o verdadeiro Inimigo da Morte.
Aqui, a frustração explodiu. Eu queria ver,ainda neste volume, a confrontação com Alastair e até com Rufus com a verdadeira (?) natureza de Callum, queria saber o papel do Mestre Rufus na morte de Sarah, queria, essencialmente, mais pormenores.
Relativamente aos personagens secundários, nomeadamente os outros alunos e até Magos, não passam de nomes e por vezes tinha dificuldades em associar quem-era-quem e quem-estava-atribuído-a-quem. Houve, igualmente, dificuldade em entrar no universo do Magisterium, e gostava de ter visto mais das provas, dos elementais alados, o que aconteceu a Warren? Não sei porquê afeiçoei-me à criatura. A amizade entre Callum, Tamara e Aaron, desenvolveu-se de forma natural com precalços pelo caminho. Para os próximos volumes provavelmente irá haver a morte do Mestre Rufus ou de Alastair, típica nestes género de livros, haverá o desenvolvimento de uma relação amorosa entre os protagonistas e uma guerra, resta saber entre quem.

Fire wants to burn 
Water wants to flow 
Air wants to rise 
Earth wants to bind
Chaos wants to devour
Cal wants to live


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