Sinopse: Do grupo dos nove Garde que conseguiram escapar à destruição do planeta Lorien pelos Mogadorianos, restam apenas seis. Eles escondem-se, misturam-se com os humanos e evitam contacto uns com os outros... só que os olhos dos Mogadorianos estão por toda a parte e escapar-lhes revela-se uma missão quase impossível. Mas, apesar dos seus Legados - os seus poderes - estarem a desenvolver-se será que os Garde continuam a acreditar na sua missão? E terá a Número Seis, a rapariga com poderes inimagináveis, a força suficiente para reunir todo o grupo dos Garde?





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Opinião
Há algo de espectacular na série dos Legados de Lorien. Não só pela escrita, pelas descrições, pela história ou pelas personagens em si. Há qualquer coisa de magnífico no aspecto real que nos dá, desde literalmente a primeira página "Os acontecimentos narrados neste livro são reais. Os nomes e lugares foram alterados para proteger os seis Lorien, que continuam escondidos. Existem realmente outras civilizações. Algumas delas têm como objetivos destruir-vos.". Não é a primeira vez que o co-autor James Frey (Pittacus Lore é o pseudónimo) utiliza a realidade para tornar os acontecimentos narrados mais credíveis. Fez o mesmo no seu livro mais recente Endgame, A Chamada.
Por qualquer motivo, nas primeiras páginas sinto que há uma qualquer relação entre a Sete e o Quatro. A insistência, a constante procura, a ansiedade. Não sei até que ponto é que se pode justificar essas acções com o desespero, principalmente quando o Quatro aparece como uma constante nos pensamentos da Sete e, incluindo nas pinturas. Não sei até que ponto é que isso se deve à relação que se estabelece entre os nove, agora seis, lorianos.
O contraste entre aquela que foi a realidade do Quatro, sempre a fugir, com a da Sete, é óbvia. Marina, a Sete, permaneceu no mesmo local durante onze anos e podia ter feito tudo o que o John sempre desejou: criar raízes, fazer amigos, construir uma vida, ainda que precária num convento/orfanato, mas não o fez. Do mesmo modo, há a diferença entre o método de ensino de Henri e de Adelina que levou uma chapada bem grande na cara do nosso afável planeta. Essa discrepância suscita-me dúvidas. Como é que Henri conseguiu sobreviver de modo "agradável" durante tanto anos, enquanto Adelina, a Cêpan ou guardiã de Marina, não foi capaz e pergunto-me o que terá sido dos outros Garde.
Há questões que ficam por explicar ou que não têm explicação nenhuma. Porque é que o Mogadoriano, que no final sabemos tratar-se do Líder, desenhou o número 8 no ar durante o sonho vívido de John. Ella, a número Dez, teve uma entrada insidiosa, desde o Sou o Número Quatro, mas isso prefaz 7 Lorianos e não 8. Será possível haver um outro Garde por aí? Outra questão é o "S" que se desenha no braço de Marina quando ela descobriu o seu Legado de respirar de baixo de água e o mesmo que se forma com a pasta dos dentes no braço de Ella. Porquê um "S"? Porquê?
O facto de Marina respirar de baixo de água era, mais ou menos previsível, pelo nome próprio da Sete. Durante pelo menos umas vinte páginas, Marina é tratada por Héctor Ricardo, por Senhora dos Mares, pelo que pressupus que os Legados dela tivessem uma relação com a água.
Héctor Ricardo foi para mim uma incógnita. Não percebi a sua existência, de todo. Principalmente pelo facto: qual é a idade dele?! Não gostei da sua presença em nenhum dos momentos, ou do gato, porquê? É igualmente uma Quimera como o Bernie? Para onde foi?
O Quatro revelou-se muito mais em O Poder de Seis, especialmente pela ausência de Henri, tão notória. Há um maior desenvolvimento ao nível psicológico e físico (tirando a frustração com a carta, porque é que ele não leu logo a carta?), e o mesmo acontece com o bom do Sam. Claro que a presença da Seis é fulcral e é, sem sombra para dúvida, a minha personagem favorita, segura de si, incrivelmente forte e fascinante. A relação que se estabelece entre a Seis e o Quatro é muito mais natural do que aquela que é quase impingida em Sou o Numero Quatro entre o Quatro e a Sarah, nada melosa, mais natural, baseada na amizade, sem dúvida. Sarah, por outro lado, revela-se o oposto. Insegura. Ciumenta. Fraca. Não o tipo de personagem que esperaria que estivesse ao lado do Quatro.
Claro que o final foi um tanto ou quanto para o previsível, embora com uma boa surpresa: o aparecimento do Nove, que algo me diz que irá chocar ou mostrar algum tipo de interesse pela Seis. Aqui, para no clímax, há um ponto que me fez prever o fim: o Sam, o humano que nada tem a ver com a luta dos Lorianos, ficou a morada que ia levar a Seis e a Sete ao seu encontro. Fica a pergunta: porque é que não foi o Quatro a ficar com a morada visto que, de forma lógica e racional, é ele o mais interessado, e, porque é que não leram, pelo sim pelo não? TANTA FRUSTRAÇÃO.
O Poder de Seis é narrado através de dois Pontos de Vista, o de John Smith, ou Quatro, e de Marina, ou Sete e a diferença entre os dois é abismal, mas é agradável ver o outro lado dos Garde, aqueles que desistiram e que encontraram na Terra o seu lar, ou parecido. É igualmente bom ficar surpreendida com a história de um passado que pensei que conheci em Sou o Número Quatro mas que parece em constante mutação.
Outros títulos da colecção
*Sou o Número Quatro - adaptação cinematográfica: aqui
*O Poder de Seis
*A Ascensão dos Nove 
*The Fall of Five
*The Fate of Ten

*The Lost Files


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