Sinopse: Do grupo de nove crianças que conseguiram escapar à destruição do seu planeta de origem, Lorien, pelos cruéis Mogadorianos restam apenas seis. Estas crianças são os Garde, que se refugiaram na Terra, e cada um deles é designado por um número. Entretanto, adotaram nomes humanos para não levantarem suspeitas sobre a sua origem alienígena e para tentarem passar despercebidos à perseguição que os Mogadorianos lhes continuam a mover no nosso planeta. À medida que crescem e desenvolvem os seus poderes especiais, ou Legados, vão sendo preparados para um confronto final com os seus inimigos. Durante a perigosa missão à base dos Mogadorianos na Virginia Ocidental, John Smith, o Número Quatro encontra e resgata o Número Nove, mas o grupo perde Sam, o melhor amigo humano de John. Para conseguirem salvar o nosso mundo e o deles, têm de parte em busca de Seis e de Sete, duas raparigas que após terem andado a combater os Mogadorianos em Espanha, estão agora a tentar localizar o Número Oito na Índia. É uma busca desesperada, porque sabem que só juntos são suficientemente poderosos para salvarem o planeta deles e o nosso!

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Opinião
Em A Ascensão do Nove não há um, nem dois, mas três pontos de vista: o do Quatro, o da Sete e o da Seis e nunca fiquei tão satisfeita por ler do ponto de vista de uma personagem como fiquei ao ler do ponto de vista da Seis. É, sem dúvida, uma das melhores personagens dos Legados de Lorien. Neste volume, no entanto, reparei que, não sei se foi da tradução ou se as personagens decidiram de livre e espontânea vontade (todos os seis em cantos opostos do mundo) começar a tratar os Mogadorianos por Mogs. Não gostei. Para além dessa diferença, ao contrário do volume anterior O Poder de Seis, há todo um conjunto de novos cenários que vão desde a Índia, até à Inglaterra, com um percalço pelo caminho, até ao Novo México. Mil cenários diferentes e, pela primeira vez, estão no caminho certo para reunir agora não seis, mas sete Lóricos (nos volumes anteriores eram Lorianos - confusa com a mudança de palavreado).
Para além do ponto de vista da Seis que foi, obviamente, um dos pontos altos deste volume, descobrimos mais coisas sobre Lorien e sobre o papel que os restantes Garde vão ter no futuro. E aqui, é nos dito o que já sabíamos, que cada um deles irá assumir o papel dos Anciães e, um deles é Pittacus Lore. De acordo com tudo o que aconteceu nos volumes anteriores e neste, é dado a entender que o Garde que tem os poderes de Pittacus Lore tem a capacidade de comunicar em sonhos ou visões com o líder dos Mogadorianos e, desde o princípio que essa pessoa é o Quatro, desde o volume anterior. No entanto, aqui percebemos que o Oito possui o mesmo "poder" (e agora percebo porque é que no Poder de Seis, o líder desenhou um Oito). MAS, embora não lhe tenha sido dado nenhum destaque - o Oito referiu que pensava que era ele, e o Quatro literalmente disse "Eu sou o Pittacus Lore" - o Nove também apareceu nessas visões. Não poderá ser ele o Pittacus? Seria muito mais inteligente ter colocado o poder do único ancião capaz de fazer frente a Setrakús Rá, no último Garde, já que enquanto o encantamento persistisse os Mogadorianos não seriam capazes de o matar!
Uma das coisas que mais me divertiu foi a disparidade entre as personalidades de cada Garde, sem dúvida que em termos de irreverência, o Nove é o meu favorito com as suas flutuações de humor e lealdade para com Lorien. O Oito não me convenceu minimamente ao início, com o seu pequeno exército de sectários, nem tão pouco quando resolveu criar aqueles "testes". Mas, com o avançar das páginas, a simpatia cresce e percebemos a sua solidão e, apesar de inicialmente presunçoso, há realmente uma humildade e simpatia no rapaz.
Mas para além da disparidade entre as personalidades, há igualmente a disparidade entre o tipo de vida que cada um levou e não percebo como é que um tem uma casa digna de um James Bond e outra teve de pedir esmola em Espanha para sobreviver. Cada Cêpan era diferente. Aceito. Mas certamente que, apesar dos diferentes métodos, alguns tinham de ser mais inteligentes que outros, senão como seria possível tamanha diferença de estilos de vida?
Neste volume, os Mogadorianos (recuso-me a tratá-los por Mogs), não são o único adversário e mais uma vez a estupidez do ser humano ou seja lá o que for é colocada em papel. Os seres humanos conhecem ou pensam conhecer o segredo de Lorien e estão a trabalhar ao lado dos Mogadorianos porque, como sempre acontece, pensam que vão ser beneficiados. Desde o primeiro volume que possuímos essa pista através de Sam e das suas teorias que agora se confirmam como verdadeiras.
As Arcas intrigam-me. Parecem pequenos tesouros sempre prontos a fornecer seja o que for na altura necessária e, sinceramente, são das coisas que menos gosto. São pesadas e preferia que elas não existissem. Cenas como a do cubo amarelo a passar da boca do Nove para o Bernie para o Quatro eram desnecessárias. Não precisava de ler isso. A pulseira. O bastão. O que é aquilo? A Arca mais parece a lâmpada do génio.
Para além de tudo isso há situações que não compreendo entre as quais as duas lutas entre o Quatro e o Nove. Porquê? Nenhuma delas serviu realmente para nada para além da afirmação do Quatro de que era o Pittacus e do Nove a mostrar que tem um coração ao defender os indefesos.
O Quatro, mais uma vez, é frustrante. Ele tem nas mãos um tablet, provavelmente cheio de informações importantes (o que se verifica) mas em vez de procurar carregá-lo imediatamente ou logo que possa, prefere deixá-lo estar e continuar a brincar com os botões em vez de pensar em ligá-lo a uma cabo e por sua fez a uma ficha. O mesmo aconteceu com a carta de Henri.
Para além dos Garde, cheguei à triste conclusão, que já tinha verificado no Sou o Número Quatro e no Poder de Seis de que os Cêpan não são suposto viverem. Todos caem que nem moscas. Um atrás dos outros, o que é triste. Seria agradável ter, pelo menos, alguém que soubesse minimamente o que faz e agora com o Quatro, Seis, Sete, Oito, Nove e Dez juntos, resta o/a pobre Cinco que está algures sozinho/a perdida/o no mundo. E, por alguma razão pergunto-me se iremos ter o seu ponto de vista no próximo volume e até que ponto ela/e é importante. Tem de haver um motivo para ela/e ter sido deixado para último.
Outra descoberta feliz foi a de Sarah que, finalmente, mostrou que tem alguma fibra e foi fundamental para a última luta com o líder dos Mogadorianos. Pelo contrário, o Sam não apareceu de todo, para além de sonhos onde aparecia torturado, rodeado por uma poça de sangue.
É uma óptima continuação, sem dúvida, ausente em momentos parados, onde em cada página há uma nova revelação, um novo ganho ou uma nova perda. Até agora é um dos meus volumes preferidos dos três traduzidos: Sou o Número Quatro, O Poder de Seis e A Ascensão do Nove. E mal posso esperar para ler a continuação que espero, sinceramente, que ao contrário deste, não demore tanto quanto os outros porque não me apetecia ter de lê-los em inglês.
Outros títulos da colecção
*Sou o Número Quatro - adaptação cinematográfica: aqui
*O Poder de Seis
*A Ascensão dos Nove 
*The Fall of Five
*The Fate of Ten

*The Lost Files


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