| Cinema | Correr ou Morrer (2014) | As Provas de Fogo (2015) | Cura Mortal (2018)


Pela primeira vez, queria não ter lido os livros antes de ver os filmes. A cada nova estreia, a história de James Dashner era uma das mais esperadas do ano. A recepção dos filmes sempre foram positivas, especialmente por aqueles que não leram os livros, que não tinham um conhecimento maior dos acontecimentos passados e futuros, pois esses não tinham questões e aceitavam o que estavam a ver com agrado. A visão de qualquer um dos filmes por uma leitora e um não-leitor é completamente diferente e posso dizer - por experiência própria mais frustrante.

Imagem - Maze Runner: Correr ou Morrer 
As minhas primeiras opiniões dos dois primeiros filmes não foram opiniões positivas, pelo contrário. Mas, muito desse sentimento baseava-se na discrepância entre filme-livro. Não era uma emoção justificada pela qualidade do material, apenas pela falta de semelhança com os volumes que me obriguei a ler. Por isso, para a Cura Mortal, decidi rever os filmes anteriores: Correr ou Morrer e As Provas de Fogo e perceber se o meu desgosto com os filmes era ou não justificado. 
"Wicked is Good"
Não era. Correr ou Morrer e As Provas de Fogo são bons filmes. O Labirinto, no primeiro, e A Terra Queimada, no segundo, ganham vida e cor no filme e são tão parte do elenco como os personagens. A forma como o mundo é explorado, por outro lado, foi mais simples e conciso do que no livro, o que é aceitável, tendo em conta que estamos a falar de três volumes com mais de 300 páginas, espremidos em 1h30 de filme. Esta simplicidade e ausência de questões maiores foi o que provavelmente mais me afectou durante a primeira vez que vi ambos os filmes.

Imagem - Maze Runner: As Provas de Fogo
O primeiro filme é uma adaptação decente. As interpretações são muito boas e a maioria dos actores conseguiu captar a essência do personagem que estava a representar. É um filme cheio de acção e visualmente apelativo e o mesmo aconteceu com o segundo filme onde as relações são enraizadas e a familiaridade dos actores com os personagens é visível pela facilidade com que passam para o espectador o à vontade e a amizade que os une. 
"Hope is a dangerous thing"
Porém, o segundo filme é, certamente, uma das piores adaptações que já vi. As Provas de Fogo foi um filme difícil de ver "para lá do livro" mas, ainda assim, penso que consegui. A forma como decidiram explorar a doença que contaminou o mundo foi uma escolha decente. Esta mudança de pensamento surpreendeu-me porque foi uma das coisas que abominei a primeira vez que vi o filme. 

Imagem - Maze Runner: A Cura Mortal 
Todas as mudanças que aconteceram com o primeiro e segundo filme, criaram o tom para A Cura Mortal. Fui para o filme sabendo que ia ver algo diferente daquilo que tinha lido, apesar de estar entusiasmada para ver um ou dois acontecimentos que sabia que só podiam existir para que todo o arco da historia fizesse o mínimo de sentido e fiquei surpreendida por gostar - bastante. 
"I did what I thought was right"
É diferente - o oposto - do livro. Não há grandes semelhanças e isso começa pelo próprio ambiente. Mas a forma como tudo avança e os actores forçam a sua liderança na história é maravilhosa. O que qualquer leitor quer ver no filme, vê. Os momentos chaves existem, embora em locais e situações completamente diferentes - mas estão lá. Dylan O'Brien (Thomas), Thomas Brodie-Sangster (Newt), Ki Kong Lee (Minho) e Kaya Scodelario (Teresa) têm interpretações extraordinárias e a última metade do filme é repleta de momentos chocantes e emotivos pelos quais esperava desde o momento em que vi o primeiro filme. 
O culminar da história é bem executado. O meu conselho para os leitores é que vão sem qualquer expectativa de encontrarem aquilo que leram. Qualquer um dos três filmes mantém a história de James Dashner a um nível muito celular mas a evolução e o transformar da história e dos personagens é aceitável. 

Já viram o filme? O que acharam? Digam nos comentários em baixo!

For the first time, I wish I had not read the books before watching the movies. With each new debut, the story of James Dashner was one of the most anticipated of the year. The reception of the films had always been positive, especially by those who did not read the books, who had no greater knowledge of past and future events, for they had no issues on accepting what they were pleased to see. The view of any of the films by a reader and a non-reader is completely different and I can tell - from my own  experience, more frustrating.
My first thoughts on the first two films were not positive reviews, on the contrary. But much of this feeling was based on the discrepancy between movie-book. It was not an emotion justified by the quality of the material, just because of the lack of resemblance to the volumes I forced myself to read. So for the Death Cure, I decided to review the previous films: Run or Die and The Scorch Trials and see if my dislike of the movies was justified or not.
It was not. Run or Die and The Scorch Trials are good movies. The Labyrinth, in the first, and The Scorch, in the second, come to life and color in the film and are as much a part of the cast as the characters. The way the world is explored, on the other hand, was simpler and more concise than in the book, which is acceptable, given that we are talking about three volumes with more than 300 pages, squeezed in 1h30 of film. This simplicity and absence of larger issues was what most probably affected me the first time I saw both films.
The first film is a decent adaptation. The interpretations are very good and most of the actors managed to capture the essence of the character that was representing. It is an action-packed and visually appealing film, and so is the second film where relationships are rooted and the familiarity of the actors with the characters is visible through the ease with which they pass to the viewer the will and the friendship that unites them. However, the second film is certainly one of the worst adaptations I have ever seen. The Scorch Trials was a difficult movie to see "beyond the book" but still, I think I did good. The way they decided to explore the disease that contaminated the world was a decent choice. This change of thinking surprised me because it was one of the things I abhorred the first time I saw the movie.
All the changes that happened to the first and second films set the tone for The Death Cure. I went to the movie knowing I was going to see something different from what I had read, although I was excited to see one or two events that I knew could only exist so that the whole arc of the story made  sense and I was surprised to like it - enough.
It is different - the opposite - of the book. There are no great similarities and this begins with the environment itself. But the way everything progresses and the actors force their lead in the story is wonderful. What any reader wants to see in the movie, see. Key moments exist, albeit in almost opposite places and situations - but they are there. Dylan O'Brien (Thomas), Thomas Brodie-Sangster (Newt), Ki Kong Lee (Minho) and Kaya Scodelario (Teresa) have extraordinary interpretations and the last half of the film is full of shocking and emotional moments for which I waited from the moment I saw the first movie.
The culmination of the story is well executed. My advice to readers is that they go without any expectation of finding what they have read. Any one of the three keeps the story of James Dashner to a very cellular level but the evolution and the transformation of history and persongens is acceptable.

Did you see the movie? What you think? Say in the comments bellow!

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