| Review | A Sereia de Kiera Cass

Sinopse: Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora
SynopsisYou must never do anything that might expose our secret. This means that, in general, you cannot form close bonds with humans. You can speak to us, and you can always commune with the Ocean, but you are deadly to humans. You are, essentially, a weapon. A very beautiful weapon. I won't lie to you, it can be a lonely existence, but once you are done, you get to live. All you have to give, for now, is obedience and time..." The same speech has been given hundreds of times to hundreds of beautiful girls who enter the sisterhood of sirens. Kahlen has lived by these rules for years now, patiently waiting for the life she can call her own. But when Akinli, a human, enters her world, she can't bring herself to live by the rules anymore. Suddenly the life she's been waiting for doesn't seem nearly as important as the one she's living now.

Opinião: Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show.
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar.
Mas, sendo Kiera Cass a autora de A Selecção, não fiquei surpreendida pela história de Kahlen ser, basicamente, uma história de amor rodeada de mitologia e não o contrário. No entanto, é uma história de amor pobre, pois é um amor que existe somente tendo como base o destino. Por algum motivo, dei por mim a distanciar-me de histórias cujas relações se baseiam em algum poder superior que, aparentemente só calha a "alguns escolhidos" e aprecio muito mais uma relação baseada em dados substanciais do que apenas num único dia perfeito.
Claro que, como com A Selecção, A Elite, A Escolha e até mesmo, A Herdeira, apesar do meu descontentamento com o seguimento da história ou com as decisões ou forma de pensar da protagonista, dei por mim a não conseguir parar de ler. A escrita de Kiera Cass tem esse efeito. É quase viciante. E, apesar de diferente, para além do amor e das verdades questionáveis da história, houve partes realmente interessantes que impulsionaram a leitura e me obrigaram a virar a página. Talvez fosse o desejo de saber mais, ou de saber como é que Kahlen poderia sair de uma situação impossível. Admito que não gostei do início, nem apreciei o fim, mas houve alguém que um dia disse que o importante era a viagem e essa, até foi agradável.

Review: This is not my first book by Kiera Cass and it certainly will not be the last. The topic of the novel is also not strange to me, or to the author who has won thousands of readers with the endless doubts of America Singer, however, The Siren, unlike The Selection presents a much more morbid and much more questionable tone than a group of girls who appear on a reality show.
In The Siren the protagonist is a killer. The author played with various aspects of mythology in the case of girls with fish tails but two remained unharmed: beauty and voice. But the way she decided to describe the murders, the drownings, the very indecision and depression of the protagonist and her companions seemed cold, selfish, and too questionable to be able to see beyond that. I did not think it was a complete job or that it left its mark. The very character of Ocean sounded the forced one to me. I could not sink into Kahlen's world. I could not see beyond death, and especially for her justification, or phrases such as: "Though She terrified me, I feel the love beneath Her aggression." It was not something I could identify with.
But, being Kiera Cass the author of The Selection, I was not surprised by the story of Kahlen being, basically, a love story surrounded by mythology and not the other way around. However, it is a poor love story, because it is a love that exists only on the basis of fate. For some reason, I found myself distancing myself from stories whose relationships are based on some higher power that apparently only fits the "select few" and I appreciate much more a relationship based on substantial data than just a single perfect day.
Of course, as with The Selection, The Elite, The One and even, The Heir, despite my dissatisfaction with the follow-up of the story or with the decisions or way of thinking of the protagonist, I found myself unable to stop reading. Kiera Cass's writing has this effect. It's almost addictive. And, though different, apart from love and the questionable truths of the story, there were really interesting parts that spurred the reading and made me turn the page. Maybe it was the desire to know more, or to know how Kahlen could get out of an impossible situation. I admit I did not like the beginning, nor did I enjoy the end, but there was someone who one day said that the important thing was the journey and that was pleasant.

There's always room for love. Even if it's as small as a crack in the door. 



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