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Opinião: Tal como na primeira temporada, procurei ver os episódios à medida que ia avançando na leitura. Um livro de cada vez, era o meu plano, que, para ser sincera, parecia bastante simples. O que eu não contava, porque não aconteceu na primeira temporada, era afeiçoar-me de tal modo à série e aos personagens que me vi incapaz de parar. Os dez episódios passaram a voar. A leitura, pela primeira vez, ficou em segundo lugar - ainda continua em segundo lugar à medida que vou avançando para a terceira temporada - o que é uma surpresa já que o mantra da minha vida é: o livro é melhor que o filme - neste caso série.
Ao contrário do que acontece com a primeira temporada que tem uma aura de mistério e de suspeita à volta da morte de Jon Aryn e que se centra sobretudo na personagem de Eddar Stark, a segunda temporada possui um arco completamente diferente, uma vez que há um rei em cada esquina, as personagens estão divididas por todo Westeros e para lá da Muralha e a sombra de não uma, mais várias guerras ganha forma no nevoeiro. Nesta segunda temporada, surgem novos locais, alguns exóticos, outros nem tanto, assim como novas personagens sobre quem reflectir e criar suposições, algo positivo, visto que Ned Stark foi, para mim, o coração de Game of Thrones durante a primeira temporada agora está, para sempre, ausente.
Um dos pontos fortes desta segunda rodada é, sem dúvida, a forma como no final, tudo se complementa, pois no início somos, como é desde o primeiro episódio da primeira temporada, bombardeados com personagens e informações vindas de todos os cantos de Westeros. Mas, nos últimos dois episódios vemos tudo a culminar num único local, numa única batalha, num único grupo de personagens que foi simultaneamente algo satisfatório mas também de partir o coração, revelando Tyrion Lannister como o coração central na história durante os 10 episódios. É uma mudança bem-vinda, repleta de momentos de humor e sarcasmo mas também de momentos sinceros e de vulnerabilidade. E, para aqueles que, como eu, leram, pelo menos, uma porção dos livros, há momentos e emparelhamentos entre personagens que não acontecem no livro mas que no pequeno ecrã resultam na perfeição.
Após a apresentação dos personagens durante a primeira temporada, esta segunda vaga de episódios deu um espaço para um crescimento e desenvolvimento de relações que mostra que, cada um dos intervenientes no mundo de Westeros é humano e possui - a maioria - qualidades redentoras apesar dos actos terríveis que me fazem questionar sobre os meus próprios morais, que colocam em causa os valores pelos quais me sigo mas, afinal George R. R. Martin sempre afirmou que o que gostava de escrever sobre personagens humanas e não de heróis e, certamente que o fez. 



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