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SinopseNo mundo de Westeros, o senhor do castelo de Winterfell, Eddard Stark, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Barateou. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. O convite é aceite, mas Eddard está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia e conspiração.
Quando Eddard Stark aceita tornar-se Mão do Rei, o seu objectivo é o de proteger o rei do clã da rainha, os Lannister. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal e cedo descobre que a ambição dessa família não tem limites. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe de que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.  
Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência

Opinião: Para um mundo dominado pelo conhecimento de Westeros, sinto que sou uma das poucas almas que não conhecia o universo de George R. R. Martin. Uns episódios aqui, umas montagem no Youtube ali, e pouco mais. O que sabia era de conhecimento comum: um universo extenso comparável a Tolkien, um conjunto de personagens memoráveis, disputas políticas, sangue, sexo e magia. Não exactamente por essa ordem. Mas, a meu ver, não podemos exactamente compara-lo com O Senhor dos Anéis. Se me perguntassem, diria que George R. R. Martin criou um mundo de fantasia cujas personagens são mais reais aos nossos olhos, mais facilmente relacionáveis do que as de Tolkien algum dia poderiam ser.
A primeira coisa a dizer é que, A Guerra dos Tronos não é para todas as pessoas. Na série, é mais fácil de seguir o caminho dos nossos personagens favoritos do que propriamente no livro apesar de cada "capítulo" ser narrado por uma voz diferente, os intervenientes acabam por se misturar entre um número imenso de outros personagens, cada um mais diferente do que o outro, com as suas próprias motivações e o seu próprio passado - o que acaba por ser uma representação do mundo real.
Há uma quantidade imensa de nomes, de factos, de leis que se interpelam uns nos outros e, por mais do que uma vez, fui obrigada a reler frases para interiorizar a importância daquilo que estava a ler. No fundo, se não nos deixamos embrenhar completamente na história, perdemo-nos. George R. R. Martin criou um mundo fantástico. As vozes de cada personagem distinguiam-se entre as outras e não há uma igual à outra, no entanto, a história avança devagar, passando de uma vida para a outra, de uma localização para outra, de uma dor para outra.
As imagens que tenho e as afeições que nutro baseiam-se mais na sua representação na adaptação televisiva do que propriamente daquilo que retenho com a leitura. O meu principal problema neste momento é que retrata demasiado a política e as relações/ligações entre os personagens estão em segundo plano, demasiado escondidas nas entrelinhas. Elas estão lá, não me interpretem mal, entre uma acção e outra mas, estão demasiado camufladas para as conseguir sentir na sua plenitude.Para mim, ter uma imagem física, ainda que mal formada, de cada um dos intervenientes mais importantes, ajudou-me a criar melhor o mundo na minha imaginação, mas, o livro, ainda assim, dá-nos mais conteúdo e é possível ver a profundidade de algumas das relações que não foram tão exploradas na adaptação televisiva. A maior diferença não é nos diálogos, mas nos pensamentos mais íntimos. Há tanto para conhecer. Para os fãs da série, aconselho vivamente. É uma outra forma de dar vida a um universo tão ridiculamente extenso.O mundo de Westeros é um mundo complexo. Um mundo dominado por jogos políticos, mentiras e verdades duras que, até ao momento, não possibilitaram a evolução dos personagens.
Mas no final, A Guerra dos Tronos dá-nos uma quantidade imensa de conteúdo, alguns dos quais, não era requisitado e vi-me obrigada a filtrar entre o que era importante e o que não o era. Tanto que, para o final, alguns dos nomes passaram a ser meros borrões de tinta, nomeadamente durante as celebrações. Não foi uma leitura que apreciei por aí além. Há tanto para conhecer e desejava um maior aprofundamento das emoções porque embora cada voz continue a ser muito distinta, os sentimentos perderam-se no meio da política de rua.


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