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Sinopse: Em 2003 numa viagem com a família, o pequeno Colton, sentado na sua cadeirinha no banco de trás do carro, começou a falar sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite agua... O pai sacerdote, nem quero acreditar. Estacionou, respirou fundo, e fez algumas perguntas ao filho. E o miúdo respondeu, sem dar muita importância ao assunto. Falou dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado. 
Foi apenas o início. Nos anos seguintes, nas alturas mais inesperadas, a crianças recordaria a sua breve passagem pelo Céu. Vinham-lhe à memória imagens de factos que não conhecia, nem poderia conhecer: como o bisavô, que tinha morrido há mais de 30 anos, ou a irmãzinha mais nova - um aborto da mãe mantido há anos em segredo pela família. 
Como era possível? Todd Burpo, pai mas também homem da Igreja, encarou a situação com enorme cepticismo. Consultou elementos da sua congregação, investigou sobre o assunto. E aos poucos teve de se render à evidência: o seu filho tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar...


Opinião: O Céu Existe Mesmo relata a história de Colton, um menino de quatro anos que, no seguimento de uma cirurgia ao apêndice foi ao Céu e de lá trás relatos de aspectos fantásticos capazes de dar esperança ao homem mais descrente. Ao longo dos anos, o menino vai crescendo e, com ele, vão se desenrolando mais pormenores sobre aquela que é a vida depois da morte. 
Foi a minha mãe que me ofereceu este livro, pouco depois do seu lançamento por, na altura, estar no topo das vendas, mas, posso afirmar que os anos passaram e O Céu Existe Mesmo permaneceu intocável na estante. Não há um motivo lógico para tal. Na maior parte das vezes, sou incapaz de me negar o prazer da leitura, seja ela qual for, mas o mesmo não aconteceu com O Céu Existe Mesmo. A única explicação que encontro é a falta de interesse ou de descrença que sentia por tópicos desta natureza. Na altura, uma rapariga racional, incapaz de imaginar algo para além daquilo que os meus olhos viam, o que é estranho, considerando que vivo para mundos de fantasia e do imaginário. Pode-se dizer que era uma rapariga sem fé. 
O Céu Existe Mesmo é uma narrativa fluída, rápida e bela. É um livro comovente e as emoções são descritas ao pormenor, o desespero e a alegria passam com facilidade para o leitor. São poucas as passagens bíblicas e as mesmas são explicadas de forma simples pois Colton tem apenas quatro anos no início do livro. A história da família Burpo pode ser lida mesmo por pessoas que não acreditam nos seus aspectos mais religiosos. Independentemente da nossa fé Colton, com as suas palavras, pode dar-vos uma paz que não sabiam que precisavam, uma certeza que permaneceu incógnita durante muito tempo. 
Mas, a verdade é que, de uma forma ou de outra, Todd Burpo com boas ou más intenções, força a sua religião, empurra-a na direcção do leitor, não se questionando quanto à possibilidade da liberdade de escolha. À possibilidade de que apenas nascemos, vivemos um pouco e depois morremos. Durante toda a narrativa somos levados para a certeza de uma única religião, descartando qualquer outras opções. O Céu Existe Mesmo pode ser lido por alguém com fé, sem fé, por alguém indeciso quanto à sua posição no mundo religioso porque, em primeiro lugar, é um livro e, como tal, pode ser julgado como tal, agora se acreditam ou não, isso fica à responsabilidade de cada um.



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