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Sinopse: Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary - filha de humildes pescadores da Cornualha - traçou o seu destino ao roubar um chapéu. 
O seu castigo: a forca. 
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo. 
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época de uma colónia de condenados. O novo continente revala-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido...como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.

Livro Lido para a MLVerão2017  na categoria de título com 15 letras

Opinião: Antes de mais, começo por dizer que, tanto a capa do livro, como a sinopse, não fazem justiça ao conteúdo do livro. Tanto um como outro incitam o leitor a pensar que está perante um romance, mais uma história de amor no meio de mil, passados em tempos conturbados; dois amantes separados pelos infortúnios do destino. Desenganem-se. Nunca me Esqueças é um livro baseado na história verídica de Mary Broad, uma rapariga de origens humildes, condenada à forca por roubar um chapéu mas rapidamente deportada a Nova Gales do Sul ou, noutras palavras, para o que hoje é conhecido como sendo a Austrália. Nunca me Esqueças relata o pior período da vida de Mary, ao mesmo tempo que conta a história do nascimento da Austrália. Os dois estão intimamente interligados e houve alturas em que desejei que os factos que a autora atirava sobre as condições de vida dos prisioneiros fossem pura ficção. 
Nunca me Esqueças é um livro diferente. A sua veracidade mostrou-me o quanto sou ignorante. Há tanto da história do mundo que não conheço ou das dificuldades de outros para criar o que no fundo, acaba por ser o continente ou o mundo onde vivo. Foi uma surpresa dar por mim a decorar datas, nomes de navios e pessoas que viveram e morreram muito antes de alguém sequer ponderar a minha existência. 
Foi o primeiro livro da autora mas estava consciente da reputação de Lesley Pearse de partir corações e, embora tenha achado as partes relativas a Mary profundas e de algum modo marcantes, o mesmo não aconteceu com as outras personages - quando as há. Os pontos de vista de Will, Tench, Boswell, entre outros, matou o ritmo da leitura pela falta de conteúdo e personalidade, pois são lidas ou como simples factos, ou como forma de dar a conhecer/reforçar o leitor de todas as qualidades de Mary que já são mostradas pelas acções da protagonista. O excesso de louvor, pareceu demasiado falso. São partes que gostaria de ter visto mais desenvolvidas, menos "factuais" e mais reais. 
Nunca me Esqueças é um livro especial. Afastando-me agora um pouco da leitura, pesquisando por pormenores da vida desta mulher e dos homens que a rodearam é maravilhoso ver o que fizeram com as suas vidas, o que lhes aconteceu e quem se tornaram. No fundo, gostaria de saber o que a própria Mary pensaria de um livro escrito na sua própria pessoa, fazendo com que a sua maravilhosa e trágica história de coragem e determinação não seja esquecida.





Sinopse: Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele...E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele...Apesar da doença. Mas haverá mais.
Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society. A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedoso exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente desta vez? Mas haverá mais. Sempre.

Nota: Livro Lido para a #MLVerão2017 na categoria de lugar que sempre quis visitar

Opinião: Quando lemos um livro pela primeira vez, cujo filme já foi repetido uma dezena de vezes na televisão a experiência é completamente diferente. Quando as personagens já são nossas conhecidas e, já nos são queridas há uma tendência para ver para lá das palavras. A nossa imaginação voa para as imagens que conhecemos e rapidamente ultrapassamos os pequenos defeitos que possam haver. Isso aconteceu-me com O Diário da Nossa Paixão. Um livro tão diferente da sua adaptação cinematográfica mas, ao mesmo tempo, tão parecido. 
O Diário da Nossa Paixão é relatado como um diário, um caderno de notas que relembra a vida de duas pessoas que se amavam para lá do possível mas, é uma escrita muito simples no que toca aos assuntos importantes e, simultaneamente, muito descritiva no que toca aos momentos quotidianos. Neste volume há uma enorme quantidade de informação desnecessária mas, ao mesmo tempo, necessária. Contraditória, é verdade, mas é essa informação que me dá um pano de fundo, uma sensação de pertença àquele espaço e àquela vida. Uma sensação de compreensão. Mas, é um equilíbrio precário e vicioso, pois quanto daquilo que senti ou quanto da minha opinião não é influenciada pelo filme? 
Em O Diário da Nossa Paixão não lemos quase nada sobre a juventude de Noah e de Allie. Vemos sim, as repercussões das escolhas que eles e outros fizeram por eles mas, pouco mais. É um livro pequeno para a dimensão e para o poder da história que Nicholas Sparks decidiu contar. É um livro que acaba de forma abrupta e injusta, pois se nos deu o início da relação, uma relação que durou quase cinquenta anos devia-nos também dar o fim. O Diário da Nossa Paixão é, sem dúvida, um livro marcante, que deveria ser lido por toda a gente que alguma vez amou alguém. Relembra-nos o quão rápida a vida pode ser, o quão injusta a vida pode se tornar e, mais importante, mostra-nos que cada dia deve ser vivido no seu todo, pois no fim, se tivermos sorte de viver uma vida que valha a pena, são as recordações que nos aquecem nas noites frias.







Opinião: Tal como na primeira temporada, procurei ver os episódios à medida que ia avançando na leitura. Um livro de cada vez, era o meu plano, que, para ser sincera, parecia bastante simples. O que eu não contava, porque não aconteceu na primeira temporada, era afeiçoar-me de tal modo à série e aos personagens que me vi incapaz de parar. Os dez episódios passaram a voar. A leitura, pela primeira vez, ficou em segundo lugar - ainda continua em segundo lugar à medida que vou avançando para a terceira temporada - o que é uma surpresa já que o mantra da minha vida é: o livro é melhor que o filme - neste caso série.
Ao contrário do que acontece com a primeira temporada que tem uma aura de mistério e de suspeita à volta da morte de Jon Aryn e que se centra sobretudo na personagem de Eddar Stark, a segunda temporada possui um arco completamente diferente, uma vez que há um rei em cada esquina, as personagens estão divididas por todo Westeros e para lá da Muralha e a sombra de não uma, mais várias guerras ganha forma no nevoeiro. Nesta segunda temporada, surgem novos locais, alguns exóticos, outros nem tanto, assim como novas personagens sobre quem reflectir e criar suposições, algo positivo, visto que Ned Stark foi, para mim, o coração de Game of Thrones durante a primeira temporada agora está, para sempre, ausente.
Um dos pontos fortes desta segunda rodada é, sem dúvida, a forma como no final, tudo se complementa, pois no início somos, como é desde o primeiro episódio da primeira temporada, bombardeados com personagens e informações vindas de todos os cantos de Westeros. Mas, nos últimos dois episódios vemos tudo a culminar num único local, numa única batalha, num único grupo de personagens que foi simultaneamente algo satisfatório mas também de partir o coração, revelando Tyrion Lannister como o coração central na história durante os 10 episódios. É uma mudança bem-vinda, repleta de momentos de humor e sarcasmo mas também de momentos sinceros e de vulnerabilidade. E, para aqueles que, como eu, leram, pelo menos, uma porção dos livros, há momentos e emparelhamentos entre personagens que não acontecem no livro mas que no pequeno ecrã resultam na perfeição.
Após a apresentação dos personagens durante a primeira temporada, esta segunda vaga de episódios deu um espaço para um crescimento e desenvolvimento de relações que mostra que, cada um dos intervenientes no mundo de Westeros é humano e possui - a maioria - qualidades redentoras apesar dos actos terríveis que me fazem questionar sobre os meus próprios morais, que colocam em causa os valores pelos quais me sigo mas, afinal George R. R. Martin sempre afirmou que o que gostava de escrever sobre personagens humanas e não de heróis e, certamente que o fez.