| Televisão | Outlander - Season 1


A primeira coisa que deve ser dita para qualquer alma que leia as minhas palavras é: Outlander é uma experiência maravilhosa. Fui acompanhando os primeiros episódios da série à medida que ia avançando na leitura que é o tesouro que Diana Gabaldon nos proporcionou. Ao fazê-lo, tive uma imensa facilidade a entrar numa história onde os nomes da mesma família se misturam, onde há todo um clã com um número elevado de figuras, cada uma mais especial do que a outra. As personagens ficam-nos presas na mente e as suas expressões tornam-se familiares para nós o que facilitou imenso a imersão na Escócia do século XVIII - conseguia distinguir rostos, familiarizar-me com a localização e com nomes que me eram completamente desconhecidos.

Jamie Fraser e Claire Randall 
Mais uma vez, repetindo as palavras da minha opinião em relação ao livro, não sou a maior entusiasta de viagens temporais, pelo contrário, visto que acredito que abrem um leque de questões que preciso de ver explicadas - não sou alguém que lida de forma saudável com pontas soltas mas, citando as minhas próprias palavras, em Outlander a diferença entre o passado, presente e futuro basicamente junta-se num só e algo que Diana Gabaldon faz muito bem é diferenciar cada um deles, dar-lhes uma espécie de "contentor" a cada uma das vidas e depois junta-as, mantendo, ainda assim, a individualidade de cada uma.
Mais do que uma vez escrevi que, uma adaptação, seja ela cinematográfica ou televisiva deve ter em consideração o coração da história, deve servir como uma extensão do mundo, mostrar coisas que de outra forma não teríamos conhecimento e, em Outlander - Nas Asas do Tempo, ao seguir única exclusivamente a linha de Claire, perdemos muito do que se passa nos tempos actuais (1945). Contudo, a sua adaptação ganha pontos ao explorar a procura de Frank, o seu desespero em encontrar a mulher, as informações que ele próprio recebe, as suas decisões que certamente vão afectar o futuro. Outlander dá-nos mais do que aquilo que pensávamos que queríamos, dá-nos um passado e um futuro; dá-nos uma sensação de emoção, amor e horror ao mesmo tempo; faz-nos querer agarrar numa almofada e chorar, como rir desalmadamente.

Jamie Fraser e Claire Fraser
Ao contrário de outros do mesmo género, senti que pertencia à Escócia do século XVIII que, como Claire era capaz de atravessar aquelas paisagens deslumbrantes; durante quase uma hora - a duração de cada episódio - senti que estava com ela. É uma sensação que tive de fazer perdurar, parando um pouco depois do décimo segundo episódio. Foi, a primeira vez, que tive de forçar a minha vontade. Não queria ver mais. Queria guardar para mais tarde quando o tempo ficasse chuvoso e as tardes mais curtas. Outlander é fiel ao seu coração e, como Diana Gabaldon consegue transmitir no livro, a série não falha ao demonstrar com bastante realismo as cenas, não só de amor, como de horror e, pela primeira vez - também, - vi-me a fechar os olhos e a deixar de ouvir, principalmente nos últimos dois episódios onde a minha memória, infelizmente, não me falhou porque queria esquecer que aquilo acontecia mas, tal como no livro, vi-me incapaz de continuar sem fazer uma pausa.
Durante dezasseis episódios, que devem rondar mais ou menos dezasseis horas - pelo que se não tiverem nada para fazer podem sempre apoiar-se numa maratona de Outlander, - vi-me forçada a apaixonar, a rir e a chorar. Algo me dizia que, assim que colocasse um olho no mundo de Diana Gabaldon não iria ser capaz de sair. Estava certa. Claro que a interpretação de Catriona Balfe, Sam Heaughan e Tobias Menzies ajudaram - e muito. Três actores fantásticos, com especial destaque para a protagonista que me fez sentir cada uma das suas emoções. Podia continuar o dia todo a escrever sobre o quanto adorei cada segundo mas é daquelas coisas, - é preciso ver para querer.



E vocês? Quem é que já viu a série? Digam nos comentários em baixo!

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