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| Review | Despedaçada de Tânia Dias

Propriedade: Crónicas de Eloise
Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?

Sou a primeira a afirmar que desconhecia o mundo criado por Tânia Dias até ao momento em que a mesma, muito generosamente, me disponibilizou o seu livro. Em Despedaçada, é-nos apresentado um universo de fantasia onde os elementos, como o Fogo, Ar, Água, Terra, Vida e Morte, são essenciais. Não é a primeira vez que leio algo com o mesmo registo, pelo contrário. São vários os exemplos onde os elementos são as formas de magia utilizadas mas, neste caso, admito que me recordou Marcada de P.C.Cast e Kristen Cast devido à forma ritualista como era suposto acontecer. Mas, a verdade é que ao longo do livro, as diferenças começam a surgir, devagar, mas aparecem, diferenciando o livro e transformando-o em algo único. 
Há demónios que ninguém pode afastar, mas obrigado.
Despedaçada é um livro mais dedicado à construção de uma relação do que de um mundo, o que é uma pena, visto que os alicerces estão lá; contudo, a autora foca-se quase unicamente na relação amorosa, discriminando não apenas o seu próprio universo como outras personagens secundárias que não passaram de pano de fundo.
Mais uma vez, a construção do mundo é pobre e a autora - propositadamente, ou não - mantém o leitor no escuro durante muito tempo. E aqui, não me refiro à história mas sim a peças fundamentais que implicam explicações nomeadamente dos reinos, do funcionamento da sociedade, o que, mais uma vez, é uma reflexão da forma como a autora decidiu contar a história, focando-se quase exclusivamente na relação.
A verdade não é dura como facas mas é desconcertante e pouco se sabe neste mundo sobre ela
Há também uma imaturidade latente à protagonista; alguém que perdeu quase tudo, devia ser o exemplo de alguém que anda à deriva, no entanto, a sua infantilidade e a sua falta de profundidade inicial afastou-me dela, ao ponto de, no início, pouco me interessar pelo que lhe acontecia. Penso que, neste ponto, faltou uma imensa camada à história. Por vezes, os autores pecam por demasia e aqui, penso que a autora pecou por falta de pormenores.
Faltava algo. Não me interessei o suficiente pela protagonista e mesmo o final, o plot twist, foi um pouco previsível. Não o quê, em si, mas a ideia de que podia haver algo por detrás de certas acções. Admito que, a própria ideia de ser a escolhida, a única capaz de salvar este e aquele mundo, me incomodou, uma vez que começa a ser uma ideia mais do que utilizada e reciclada. No entanto, pseudo-funcionou e, como é óbvio, irei continuar a seguir o trabalho de Tânia Dias com muito gosto.




E vocês? Alguém já leu? Conheciam a autora? Digam nos comentários em baixo!

2 comentários

Muito obrigado pelo comentário!
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Boas leituras!