Blogs Portugal

Siga por Email

SinopseJoana pensa que tem uma vida normal. Até que um estranho homem aparece e desestabiliza tudo. De repente, aquilo que pensava saber sobre os seus pais não condiz com a verdade. Nem aquilo que pensava saber sobre os seus amigos mais íntimos... 
Obrigada a escolher entre o seu mundo, a família mais próxima e os amigos, ou acompanhar Marcus para um lugar desconhecido e mágico, Joana vê-se numa encruzilhada que mudará definitivamente a sua vida e daqueles que a rodeiam. 
Uma rapariga que é a salvação ou a maldição. 
Um guarda com uma missão ambiciosa. 
Um grupo de amigos unido. 
Um povo desesperado por mudança. 
Uma rainha sem voz para se impor. 
Um rei iludido com uma utopia. 
Um reino dividido sem razão. 
Um mundo caído na guerra... 

Bem-vindo às Terras Brancas. No Reino de Elfanos. No mundo antigo. 

1. Vou passar as perguntas de praxe à frente, do porque é que quiseste/ ou o que te inspirou a ser escritora. Um livro é algo que é preciso escrever com gosto uma vez que envolve um processo bastante longo, doloroso e exaustivo, pelo que apenas aqueles que têm uma verdadeira paixão acabam por ter um produto finalizado (na maior parte das vezes). Após terminada a minha leitura de Elfanos - O Legado a minha primeira questão é: A ideia final foi algo construído ou que surgiu num determinado dia? E, porquê Elfos?

R: Ambas as coisas: primeiro tive a ideia num dia completamente normal, depois fui construindo-a ao longo dos anos, uma vez que esta história foi uma das primeiras que escrevi.
Eu comecei a ler Elfos e, talvez, seja por isso. Contudo, também quis recriar algo e, neste momento, acho que os Elfos sejam os menos explorados nesse campo.

2. Como é que conseguiste balançar o tempo para a  escrita com as tarefas quotidianas? Basicamente, quanto tempo é que demorou desde a ideia primordial até ao produto final? 

R: Comigo, o que demora mais tempo é planear toda a história; escrevê-la demora relativamente pouco. Neste caso, perto de 3 a 4 semanas, se não menos.
Em relação do produto final, contado com revisões e capa e tudo mais, muito mais tempo. Esse sim, é o processo mais doloroso de todos.

3. Em Elfanos - O Legado, encontramo-nos no nosso mundo, mais concretamente no nosso país. Joana, Gonçalo, Patrícia, Luís e Tânia são nomes bastante comuns para um livro de fantasia/fantástico e, a não ser que mudem, entretanto com o passar do tempo em Elfanos, são nomes que ninguém esperaria encontrar (falando por mim), num livro do género. A escolha dos nomes foi pessoal? Ou algo muito pensado, com um significado oculto? 

R: São nomes normais porque as minhas personagens são normais (pelo menos, no início). Esse é mais um estereótipo que pretendia mudar. Só porque o livro é de fantasia, as personagens têm de ter nomes que depois ninguém, além do autor, sabe dizê-las correctamente?

4. Seguindo esta linha de raciocínio, grande parte do livro passa-se no nosso mundo e, a não ser por meras referências aqui e ali, decorre em Portugal, no entanto, (e a não ser que me tenha passado despercebido) o local nunca foi desvendado. Se sim, foi intencional? E, sendo tu uma autora portuguesa e, tendo eu, muitas vezes assistido ao escrutínio por parte de algumas pessoas a autoras portuguesas cujos livros decorrem no estrangeiro, sentiste algum tipo de pressão por “ser portuguesa, logo ter de escrever em Portugal?”. 

R: Em relação ao local, sim, foi propositado não o desvendar. Primeiro porque não acho que isso interesse minimamente; o local importante é o Mundo Antigo, não Portugal.
A questão da pressão, não. Eu tenho histórias que são passadas em Portugal, e não porque sinta que deva escrever no meu país; decidi ser aqui. Nada mais.

5. Porquê escrever inicialmente no nosso mundo, e só depois em Elfanos e não sempre no mundo que criaste? Uma das linhas temporais que mais me interessou foi a passagem da mãe de Joana para fora de Elfanos, o motivo vai ser explorado nos próximos volumes? 

R: Uma das coisas que acho que está em extinção no nosso mundo é a amizade. Se criasse algo em Elfanos, provavelmente não conseguiria marcar tanto o amor que estes cinco amigos sentem uns pelos outros. Essa foi uma das razões.
Já me fizeram essa pergunta anteriormente, surpreendendo-me. Neste momento, não estou a pensar nisso mas, quem saberá?

6. No início do livro, há durante varias páginas, referências ao distanciamento de Joana com raparigas que gostam de se arranjar, referindo que a sua amiga Tânia “passou para o outro lado” que levava, inclusive, vestidos de gala no dia do seu aniversário para a escola. Essa discrepância sempre evidente em inúmeras passagens deu-se porque querias que Joana não fosse uma rapariga de “bonecas e vestidos”, mas uma guerreira? Qual o processo criativo por detrás da personalidade da protagonista?

R: Sim e não. Eu queria que Joana fosse uma guerreira mas, Tânia também acaba por o ser. Acho que o que queria mesmo era mostrar que, independentemente de qualquer “obstáculo”, se uma pessoa acredita e vai à luta, consegue. Pode demorar, mas consegue.

7. Quando visionaste o início da história, quando a primeira ideia surgiu e depois de passado o primeiro volume para papel e uma vez que o final foi deixado em suspense, resta a continuação. Alguma data em vista? E, enquanto autora já conheces o final da história ou irás deixar ver até onde é que o mundo te leva?

R: O segundo sairá no final do ano.
Já lhe vi o fim muitas vezes, contudo, à medida que vou escrevendo, começam-me a surgir novas ideias e, por agora, já não sei se terá fim tão cedo.

8. Para Elfanos - O Legado, antes da sua publicação, deste-o a ler a alguém, usaste beta-readers?  Se não, consideras utilizar para o próximo? E se, sim, o que achaste da experiência e, onde me inscrevo? 

R: Sim, dei. Uma das pessoas gosta deste estilo e a outra não. No próximo, vou abranger mais pessoas mas, como deves calcular, não posso dar o livro a toda a gente. O que umas pessoas gostam, outras não gostam, e antes de agradar aos outros, terá de me agradar. Se mudasse tudo o que me pedem, já não seria a minha história; seria a deles.

9. Há várias partes de cariz sexual ao longo de Elfanos. Os protagonistas são jovens e, portanto, dá um sentido mais real do que significa ser adolescente/jovem adulto, no que toca à exploração da sexualidade. Sentiste alguma dificuldade a escrever essas passagens? Admito que, na maior parte dos livros, as cenas sexuais quase que soam ao mesmo, incluindo o mesmo género de linguagem como “membro” ,“tecido virginal”. Como é que achas que te conseguiste diferenciar?

R: As partes sexuais são as que, realmente, me dão mais trabalho porque não quero que sejam vulgares mas também não quero estender-me demais. 
Sinceramente, não sei se me diferenciei porque o objectivo não era diferenciar-me nesse campo. Até porque, eu não quero escrever literatura erótica.

10. Numa entrevista mencionaste que << o próximo livro, já estava em andamento (…) vai depender de como este correr>>, caso Elfanos - O Legado, não atinja as vendas necessárias para as próximas publicações, pensas continuar com a história através do self-publishing?

R: Não. Quando disse isso, estava a referir-me a tempo e não a vendas. 

11. Numa nota mais pessoal, o que achas da literatura fantástica de autoria nacional? 

R: Não consigo formar uma opinião concreta porque já li coisas que gostei e outras que não gostei mas, verdade seja dita, não há grande coisa. Pelo menos, que eu tenha conhecimento e que tenha visto à venda.

12. E, para terminar, o que podemos esperar do próximo volume? 

R: Essa é uma boa questão à qual não sei responder. A única coisa que concreta que sei é que vai haver sangue.

E aqui estarei para ler a continuação. Obrigado Dud@ pelo tempo despendido!

Outros títulos da colecção: 



*Elfanos - O Legado
*Elfanos #2
*Elfanos #3
*Elfanos #4
*Elfanos #5


Deixe um comentário

Tens uma opinião? 3,2,1 GO