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SinopseCassia sempre confiou nas escolhas dos Funcionários. É um pequeno preço a pagar por uma vida longa, um emprego perfeito, um companheiro ideal. Quando o seu melhor amigo aparece no ecrã da União, Cassia tem a certeza absoluta de que ele é o certo… até ao momento em que vê um outro rosto aparecer no ecrã, por breves instantes, antes de este ficar negro. Agora Cassia vê-se confrontada com escolhas impossíveis: entre Xander e Ky, entre a única vida que conhece e um caminho que nunca ninguém ousou seguir - entre a perfeição e a paixão.





Book Trailer

OpiniãoUnião de Ally Condie é apresentada como uma utopia mas, como é natural e comum na literatura, a utopia não existe realmente pelo que a perfeição rapidamente se transforma em caos. Mas, União é um livro com algumas peculiaridades sendo, uma delas, a ausência de uma protagonista com um objectivo específico, com uma antagonista definida, com um plano que faz sentido mas, por algum motivo, não deixou de ser uma leitura interessante, não me deixou de fazer pensar e de sentir e, por isso, não deixou de ser um bom livro.
União é um livro que retrata uma sociedade perfeita, uma utopia onde se dá o suficiente para que as pessoas tenham uma sensação de liberdade, mas restringem o suficiente para ter o controlo sobre a população. Uma premissa interessante, pelo que fui com expectativas elevadas e, embora esteja satisfeita com a leitura, sinto que faltava algo. Toda a sociedade ronda à volta de probabilidades, o que é mais provável de acontecer, os dados de uma dada pessoa ditam que ela deve ser direccionada para dada profissão, os dados indicam que as pessoas devem morrer aos 80 anos de idade, uma idade onde ainda não há demência e onde o conforto ainda é o suficiente, os dados indicam quem devemos amar e, embora tudo gire em torno de: Cassia, Ky e Xander, a verdade é que Cassia apenas olhou para Ky porque a sociedade assim o quis o que, no fundo, acaba por ser um final um pouco insanos.
Em União, ao contrário de outras utopias/distopias mais conhecidas, não tem, ainda, um antagonista definido, pelo contrário. Apenas nos capítulos finais descobrimos que há uma guerra algures no exterior. Há demasiadas páginas em redor do romance e, mesmo este, é muito básico, muito limitado à construção de uma confiança de uma relação que no fundo, não devia existir.
A autora conseguiu criar uma narrativa poética. As ideias que pairam na cabeça de Cassia e as metáforas que a assomam são à falta de melhor palavras, belas. A forma como as acções da protagonista têm sempre algum tipo de significado, uma metáfora de um mundo onde as palavras são proibidas, onde o conhecimento é negado, onde nós, enquanto leitores, percebemos a dor na ausência, uma dor que nenhum deles conhece porque não sabe aquilo que está a perder até ao final.
Admito que, União é um livro cuja conclusão me deixou ligeiramente desapontada porque não há realmente nenhuma forma de perceber a linha temporal. Não sabemos como é que o segundo livro se vai desenrolar. Não há absolutamente nada em concreto que a leve até um rebelião. Neste momento não temos conhecimentos suficientes para saber como é que os dois volumes seguintes se vão desenrolar uma vez que o nosso conhecimento é mínimo e isso deixa-me incomodada, uma vez que, sendo uma trilogia, senti que este primeiro livro, quase que podia passar por um stand-alone, o que não é, de todo, o esperado
Outros títulos da colecção:*União
*Crossed
*Reached


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