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Sinopse: Desde que Mia foi coroada princesa de Genóvia  a sua temível Grandmère - indomável rainha-viúva - tomou a cargo a educação da neta e, para a apresentar ao povo, preparou uma entrevista a nível nacional. 
Devido à falta de experiência, Mia acaba por magoar os amigos, nomeadamente Lilly, e praticamente arrasa os professores, alienando assim o país de Genóvia (população 50000 habitantes, mas mesmo assim!!!)
Passado o furacão da polémica entrevista, começa a ter lições de boas maneiras intensivas e de como deve comportar-se uma princesa. Mia sente-se miseravelmente infeliz e enrodilhada numa tal intriga que começa a desejar ardentemente não ter sido coroada princesa. 
Ao seu infortúnio soma-se a notícia bombástica de a mãe lhe comunicar que vai ter um irmão. Quando tudo parece correr mal, a princesa Mia começa a receber cartas anónimas de um admirador secreto...
Mia deseja ardentemente poder abdicar da sua condição de princesa...mas o que faz um herdeiro real nestas circunstâncias?????

OpiniãoBem , é oficial, isto vai de mal a pior. Depois de O Diário da Princesa vejo-me incapaz de colocar de lado a história de Mia Thermopolis pelo que, provavelmente, as leituras dos volumes seguintes vão ser todos de empreitada, com alguns diferentes pelo meio para desanuviar - vamos lá ver. Mas, aqueles que, na adolescência ou pré-adolescência não tiveram oportunidade de ler a história da princesa americana que um dia governará o país fictício de Genóvia, não se acanhem. O Diário da Princesa pode, e deve, ser lido por adultos.
Em O Diário da Princesa II - A Princesa na Ribalta, a forma como a autora expõe a história de Mia não muda. Continuamos na forma de um diário mas, tal como o volume anterior, tal não implica um maior distanciamento quer à protagonista, quer aos personagens secundários, pelo contrário. Ao termos aceso directo aos pensamentos de Mia, a proximidade é maior. O acesso às suas memórias e estranhas metáforas, levaram-me a ler o livro de uma assentada. Não há forma de parar. A não ser pelas responsabilidades da vida e, mesmo essas, por vezes passaram para segundo plano.
Para mim está a ser estranhíssimo. Comecei recentemente a reler a Colecção Profissão Adolescente de Maria Teresa Maia Gonzalez e, a experiência que estou ter, está a ser completamente diferente. Não estou a gostar minimamente, nem sequer me estou a conectar com os personagens mas em O Diário da Princesa as coisas são diferentes - muito diferentes. Meg Cabot tem a facilidade de me agarrar desde a primeira página.
O Diário da Princesa - Princesa na Ribalta é uma continuação directa do primeiro volume, O Diário da Princesa mas, ao contrário do primeiro, o foco de Mia muda drasticamente. Mia já sabe que é princesa e está a habituar-se lentamente à ideia e, personagens como Josh ou Lana são um pouco colocados de lado. Confesso que a forma directa como Mia expõe a sua nova paixão me fez um pouco confusão tendo em conta que no primeiro volume a rapariga estava obviamente à nora com tudo o que se passava. Mas, a linha temporal que este segundo volume segue, faz sentido e é simplesmente deliciosa.
Meg Cabot criou uma protagonista com uma personalidade forte e cujas tiradas irónicas ou sarcásticas me fazem rir desalmadamente e dou por mim a citar passagens às pessoas que estão à minha volta - conhecidas, claro.
O Diário da Princesa é, sem dúvida, um livro divertido, de leitura rápida e, apesar de contado sobre a forma de diário, é incrível como a autora consegue colocar tanto nas entrelinhas, nos apontamentos dos trabalhos de casa, ou na descrição dos trabalhos de casa por fazer. Há pequenas pistas, aqui e ali, que levam ao desfecho da história e, como gostei! A autora criou, ao mesmo tempo, um leque de personagens fantásticos e com personalidades díspares que se aglomeram numa história sobre a amizade, o amor, lealdade e crescimento.


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