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Sinopse: Acho que já percebo porque é que a minha mãe se deixou levar por ele quando andava na universidade. Ele era assim uma espécie de Alec Baldwin. Um PRÍNCIPE? de um país INTEIRO? Quer dizer, eu sabia que ele estava metido na política e, claro que tinha dinheiro - quantos miúdos da minha turma têm casas de Verão em França? Em Martha's Vineyard, talvez, mas não em França! Se o meu pai é um príncipe, por que tenho eu de estudar Álgebra? 
A SURPRESA DO SÉCULO: Quer queiram quer não Mia Thermopolis é uma verdadeira princesa. 
A PIOR PARTE: Mia tem de receber lições da temida Grandmère, a princesa-viúva de Genóvia, que pensa que ela tem ainda muito que aprender antes de subir ao trono. 
O pai bem pode fazer-lhe sermões sobre os seus deveres de princesa até lhe caírem os reais dentes. Nem pensem que ela vai deixar Manhattan para ir para Gengiva. Mas que pode fazer uma miúda que se chama PRINCESA AMÉLIA MIGNONETTE GRIMALDI THERMOPOLIS RENALDO?

OpiniãoEstava apenas à procura de alguma coisa para ler quando, por impulso, peguei em O Diário da Princesa de Meg Cabot e, no chão, junto à minha estante, dei por mim a ler quase de forma obsessiva. Nestes anos todos que passaram desde a última leitura, esqueci-me do quão divertida, sarcástica e sensível esta estranha personagem de 14 anos de idade é e, mais importante, esqueci-me do quão viciante é a história de Mia Thermopolis!
Meg Cabot escreve - como o próprio nome indica - sobre a forma de um diário, com referências a datas, locais, e afins mas enganem-se aqueles que pensam que a autora descreve os acontecimentos ou diálogos de forma fria ou factual, pelo contrário. A autora consegue passar todos os sentimentos, acontecimentos e diálogos, da mesma forma que um livro com uma narrativa mais comum, à falta de melhor palavra, consegue.
Mia é uma protagonista extremamente interessante por ser alguém fácil de perceber, com as suas próprias inseguranças e medos, com os quais lida com muito humor, - pelo menos para nós leitores; e, embora seja contada sobre a forma de um diário, conhecemos a fundo o núcleo de personagens que rodeia Mia e, ao contrário de livros do mesmo género, eles não servem apenas como pano de fundo, eles têm importância e a forma como a protagonista lida com elas é uma das partes mais importantes do livro.
O Diário da Princesa lida com temáticas comuns: a popularidade, inseguranças, a importância da amizade, o primeiro amor e a malícia dos jovens adolescentes. Mas fá-lo de uma forma leve e, por vezes, algo divertida. Algo pelo qual Mia é a única responsável. Uma rapariga comum que, de um dia para o outro vê-se princesa de um país fictício. Uma rapariga comum que só queria ter maminhas e salvar as focas bebés da Islândia - segundo as suas próprias palavras.
Meg Cabot escreveu um pequeno tesouro e, embora seja, sem dúvida, um livro juvenil, posso dizer que qualquer adulto com um pingo de humor no corpo, seria facilmente puxado para a vida de Mia em duas páginas. É essa a força das palavras de Meg Cabot. Para além disso, se nos afastarmos um pouco, podemos ler nas entrelinhas, algumas lições sobre o poder das nossas crenças, da amizade e do sacrifício pelos outros. Ou então podemos apenas deleitar-nos com a vida de uma rapariga de 14 anos, que não sabe o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Parece-me que as minhas próximas leituras vão ser intercaladas com um pouco da história de Mia.


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