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Sinopse: A vida de Wendy está prestes a mudar para sempre. Dentro de alguns dias, quando fizer 18 anos, vai casar-se com um homem que não ama e tornar-se rainha dos trylle. E parece inevitável entrar em guerra contra o próprio pai, o maléfico rei dos vittra. 
Wendy enfrenta a mais difícil escolha da sua vida. A única forma de salvar os trylle dos seus inimigos mortais é sacrificar-se a si própria e entregar-se como prémio ao pai. Mas como poderá ela abandonar as pessoas que ama, mesmo quando essa é a única maneiras de as salvar? 
Como se tudo isto não bastasse, Loki, o vittra que ajudou Wendy a fugir do rei Oren, vem pedir-lhe asilo. O seu súbito aparencimento faz despertar novamente a paixão que os une. A sua vida amorosa complica-se ainda mais, por Finn, o seu leal guarda-costas, não parece disposto a abrir mão dela. Nunca tanto esteve em jogo e Wendy, apaixonada por Finn e por Loki, vai ter de se decidir...

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OpiniãoTrocada, Dividida e Rainha. Três livros que li de uma assentada. Amanda Hocking criou um universo que, apesar de alguma falta de complexidade, vicia com o enredo e com os personagens e respectivas interacções. Neste mundo, assistimos a tudo do ponto do vista dos Trolls, algo que foi novo e refrescante e, apesar da autora manter algumas peculiaridades dos contos de fadas ou das histórias populares, criou uma raça extremamente interessante, com poderes, alguns demasiado utilizados na literatura mas que fazem o seu sentido que despertaram em mim todo o interesse.
Ao longo dos três volumes é notório o desenvolvimento da protagonista e, embora seja inicialmente retratada como alguém egoísta e rebelde, vemos uma Wendy forte, alguém que é capaz de tomar conta de si e, acima de tudo, tomar as suas próprias decisões o que acaba por ser o principal factor pelo qual torcemos para que tudo corra da melhor forma, mas ainda com a expectativa do que pode e do que não pode acontecer.
A linha temporal dos dois primeiros livros é bastante curta e, em Rainha, onde o desenvolvimento da protagonista sobressaí como fogo, o passar de algumas semanas faz a maior das diferenças para que a história e o próprio final façam sentido afinal, o tempo cura muita coisa e permite que outras se desenvolvam sem parecer forçadas. Uma decisão inteligente por parte da autora porque nada, absolutamente nada, me pareceu forçado e mesmo o amor, que surge num piscar de olhos, faz sentido pelas ligações que nos são mostradas, pela forma de viver dos trylle e pelos próprios poderes de Wendy e respectivos companheiros.
Em a Rainha aprendemos muito mais sobre as diferentes tribos, através de uma história contada um pouco à pressa e gostava de ter podido saber mais sobre o assunto, uma vez que a saga Trylle basicamente ronda os trylle e os vittra, porém, e se não estou em erro, a autora escreveu ou está para escrever uma nova trilogia baseada noutra tribo, os kanin que trolls são muito ligados à água. Interessante. E é aqui que a construção do mundo peca um pouco. A autora dá-nos apenas a superfície do seu mundo. Alguns nomes soltos aqui, umas características ali e pouco mais. A própria base da rivalidade dos trylle com os vittra nunca chega a ser explicada convenientemente, o que sabemos ocuparia uma página e pouco mais.
As personagens, por outro lado, são complexas, diversas e perfeitas nas suas imperfeições. Amanda Hocking brincou um pouco com a ideia do triângulo amoroso expondo várias possibilidades e mantendo a última escolha apenas para ela e, embora houvesse uma altura em que a dúvida pairou, era, óbvio. Há algo de encantador na ideia de alguém que nos torna mais corajosa, que nos empurra para a frente em vez de nos manter num quarto segura do mundo. Como há algo de emocionante numa mãe que é obrigada a fazer com que a filha a odeie, mas que a ama profundamente. Como há algo de trágico da ideia de que uma noite com alguém quem amamos é suficiente.
A verdade é que Trocada, Dividida ou Rainha não são livros perfeitos, pelo contrário, mas são livros que entretêm e muito. A autora pegou em conceitos como o preconceito, a noção de dever e de sacrifício, e utilizou-os em seu proveito e, embora mantenha a opinião de que podia ter aprofundado mais o preconceito não só em relação aos trylle mais nobres e aos localizadores, mas como a Tove e à própria demência que advém da utilização dos poderes.
Há imenso por onde pegar e embora a autora tenha desenvolvido um final, uma espécie de epílogo, estas pequenas coisas ficam em aberto. A conclusão em si, foi demasiado rápida, demasiado indolor, por assim dizer, muito ao estilo de Kiera Cass, de A Selecção, não houve realmente uma batalha ao nível a que estou habituada, infelizmente. Por outro lado, em relação ao epílogo em si, o seu início foi escrito de forma um tanto ou quanto factual e, só para o meio é que começou a desenvolver e a surpresa revelada por Wendy, deixou o meu coração enternecido apenas com a imagem. Mais uma vez, para quem adora fantasia, e que queira algo mais leve, menos violento e sangrento, Amanda Hocking deve ser uma escolha.
Outros títulos da colecção: 
*Trocada 
*Dividida
*Rainha


Sinopse: Quando Wendy fica a conhecer a terrível verdade sobre si própria - foi trocada à nascença - sente que o mundo à sua volta começa a desabar. A estranha adolescente, de cabelos negros, tenta fugir das evidências, tenta negar o facto de ser uma princesa Troll, dotada de poderes que não domina nem compreende. 
Decidida a fugir, consegue escapar à vigilância de Finn, o seu belo, sombrio e inacessível guarda-costas. Mas o que a espera é talvez um destino mais terrível. Raptada pelos históricos inimigos dos Trolls, ela cairá nas mãos dos Vittra. E aos poucos descobre uma inesperada atracção por um príncipe do povo rival...
Dividida entre a lealdada e o amor, entre o dever e a paixão, Wendy sabe que terá de crescer para evitar uma guerra. Terá de aprender a dominar os seus poderes mágicos - e aceitar o seu destino

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OpiniãoDividida é o segundo volume da saga Trylle de Amanda Hocking e, como todos os segundos volumes de uma série jovem-adulto, pensava que iria haver uma espécie de afastamento em relação à linha temporal mas, para minha agradável surpresa, não aconteceu, pelo contrário. Em Dividida começamos quase no exacto ponto que Trocada nos deixou e, embora os capítulos que se seguem sejam um tanto ou quanto "pobres" no que toca à construção do universo, é uma leitura viciante.
Mais uma vez, penso que a ideia por detrás dos trolls e das diferentes tribos e do próprio problema político criado pela autora é interessante e apelativo não só às audiências mais jovens, mas mesmo aos adultos apaixonados por fantasia. No entanto, acho que a autora peca pela simplicidade. As descrições são boas, e é com facilidade que consigo imaginar o mundo por ela criado, mas há pequenos pormenores que faltam: a ausência de guardas, a facilidade de fugas, a ausência de alarmes, a própria ideia de um mundo construído no cimo de uma falésia num condomínio gigante, um castelo no meio do nada, entre outros pequenos pormenores que, de algum modo, não transformam Dividida num livro excelente.
Mas, as intrigas continuam mais intensamente do que nunca e esse é, sem dúvida, o ponto forte da autora. Se a história não envolvesse ninguém de fora do complexo, seria perfeito. As relações que existem ou que existiram no passado têm uma forte componente emocional na protagonista, são descritas de forma sensitiva e quase que consigo experimentar o desespero e a angustia de Wendy e, embora a autora aposte demasiado no amor instantâneo baseado em ligações quase psiquícas, Trocada e Dividida, foram os primeiros volumes onde o chamado amor à primeira vista fez-me realmente sentido pelos poderes que existem e pela própria magia que envolve cada um dos personagens.
O que me agradou bastante foi as trocas e baldrocas que a autora fez com os possíveis triângulos amorosos. Desde o regresso de Wendy ao seu mundo, que fomos apresentados a uma enorme quantidade de potenciais candidatos a preencher o vértice que faltava no triângulo amoroso, o que sabemos que é comum nos livros jovens adultos mas, pela primeira vez em algum tempo, fiquei realmente satisfeita com o que saiu dele. Os dois personagens são extremamente diferentes e dão à protagonista ideias opostas do que o amor deve significar: dever ou paixão? a inércia ou a luta?
Há, pela primeira vez, o desenvolvimento dos poderes, um maior conhecimento do passado dos trylle e dos vittra e o aparecimento de uma nova língua, do que os poderes podem fazer, da própria ideia da personagem de Elora, é algo que me cativa, que me encantou e que me obrigou a ler o livro o mais depressa que a vida me deixou, considerando o tempo que tinha disponível.
Amanda Hocking deu-nos um conjunto de personagens com personalidades muito próprias e, embora tenha as minhas preferidas (Loki, cof, cof), é quase impossível não nos importarmos com o destino de todas e, para mim, essa é o melhor presente que um livro me pode dar, a sensação de que as personagens são reais e de que este mundo fantástico existe, algures por aí. Mais uma vez, para os apaixonados por fantasia, Dividida é uma fantasia leve, cheia de drama político e de romance para os mais românticos, extremamente rápido de se ler e, mais do que tudo, viciante.
Outros títulos da colecção: 
*Trocada 
*Dividida
*Rainha


OpiniãoOntem à noite, num acto um tanto ou quanto espontâneo, fui ver O Livro da Selva ou The Jungle Book. As memórias que tinha do filme animado eram escassas, pelo que fui quase sem nenhum tipo de expectativa e, como fui surpreendida. Nunca fui o tipo de pessoa que vibra no cinema quando reconhece alguma coisa nas adaptações, ou apercebe-se de algum ponto fulcral da história - salvo raras excepções - mas, em O Livro da Selva, dei por mim a cantarolar baixinho, a pontapear a pessoa que estava comigo apenas com o reconhecimento de personagens da minha infância e sobre os quais não pensava há imenso tempo como: Baloo, Bagheraa, Shere Kan, Kaa, King Louie ou Raksha. Foi quase como se uma enchente de recordações há muito esquecidas me tivessem aparecido à frente dos olhos. Subitamente, sabia tudo.
E é um filme infantil mas, é estranho, porque ao mesmo tempo, não parece. Há apenas uma personagem humana e aqui o pequeno actor Neel Sethi espalhou magia com a sua actuação, especialmente tendo em conta que teve de actuar maioritariamente com fundos verdes. Para além disso, as vozes famosas foram espectaculares e entoadas com a emoção certa e a forma como tudo pareceu simultaneamente fantasioso e real deixou-me sem fôlego. A cinematografia, os efeitos especiais, tudo estava fantástico. É quase impossível falar de forma coerente. Para os que, como eu, adoram sentir-se sugados para o grande ecrã, senti que estava lá, com Mogli e Baloo. Não me deram sequer outra alternativa.
Ao mesmo tempo é um filme stressante. Tudo acontece rapidamente, há sempre acção que é intercalada com momentos divertidos e de enternecer o coração do ser humano com o coração mais duro. Há muita emoção e demonstração de amor entre Mogli e alguns dos animais, e isso, deixou-me com o coração apertado.
É uma adaptação óptima, daquilo que foi, pelo menos, o filme animado da minha infância. Não li o livro e, penso que não o irei ler num futuro próximo com receio de que mude alguma coisa na minha imaginação.
Está perfeito.
Não mudava absolutamente nada e, para aqueles que estejam indecisos. Vão ver. E, agora que as sessões originais começam a escassear, corram para as salas de cinema.
Adorei.


Sinopse: Com apenas seis anos, Wendy escapa à morte quase por milagre - e quem a tenta matar é a própria mãe, que está convencida de que a filha não é sua, mas antes uma intrusa, trocada à nascença no hospital. 
Onze anos mais tarde, a estranha adolescente, de cabelos negros revoltos, começa a suspeitar de que mãe, se calhar, até tinha razão. Na nova escola, mais uma entre tantas, ela sente-se posta à parte por todos. Menos por Finn Holmes, um rapaz silencioso e sombrio que se limita a olhá-la fixamente - e lhe desperta sentimentos contraditórios: um medo enorme, e uma irresistível atração. 
Fiin é um Achador que a procura há anos. E agora, que finalmente a encontrou, quer levá-la para casa, para o reino dos Trylle, onde Wendy vai descobrir o que sempre suspeitou - ela é mesmo diferente, e tem poderes muito mais poderosos do que alguma vez tinha imaginado


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OpiniãoNum mundo recheado de livros para jovens-adultos, são poucos aqueles que realmente sobressaem. Depois da leitura de Uma Chama Entre as Cinzas e de A Rainha de Tearling, queria uma leitura fantástica mais leve, juvenil mas, ainda assim, digna do género de fantasia e, entre eles, surgiu Trocada de Amanda Hocking e confesso que, o que me convenceu a lê-lo foi, sem dúvida, a sinopse e o capítulo inicial: a descrição do ataque de uma mulher que acreditava que a sua filha tinha sido trocada à nascença e que era, à falta de melhor palavra, um monstro.
Que me lembre, nunca li um livro do ponto de vista de uma protagonista Troll ou Trylle, no mundo da autora, pelo que foi uma lufada de ar fresco nos livros de fadas, vampiros, feiticeiros, demónios, lobisomens, entre o restante leque de criaturas mitológicas que habitam no nosso imaginário. Não posso afirmar que é um universo complexo porque, na verdade, não o é. Há tribos e os trylle parecem habitar numa espécie de condomínio fechado, ou pelo menos, é assim que é descrito. Mas, posso afirmar com toda a certeza que a descrição dos poderes foi uma das coisas que me cativou, nomeadamente os poderes de Elora e a sua estranha capacidade de precognição, descrita de uma forma sobre a qual nunca li antes: a pintura.
O leque de personagens não é, de outro mundo, pelo contrário. Se nos afastarmos da leitura e analisarmos mais ao pormenor, as semelhanças com outras protagonistas e personagens secundários de outros livros de mil autores diferentes, estão lá. O que realmente separa o grupo criado por Amanda Hocking é as relações que se estabelecem entre elas, os segredos e as palavras que devem ser lidas nas entrelinhas com especial atenção para os gestos e respectivas reacções.
Na contracapa de Trocada podemos ler: Uma história de amor arrepiante da maior revelação literária desde a saga Twilight. Realmente o romance é uma parte muito presente do livro e, embora não aprecie qualquer tipo de insta-love, em Trocada, pareceu-me correcto devido à ligação, por vezes psíquica, muito própria entre os personagens e à forma como se relacionam entre si e, embora o começo da relação me tenha parecido infantil com o "porque estás sempre a olhar para mim?" e apressada, desenvolveu de uma forma natural, progredindo a um tempo ideal.
Amanda Hocking criou uma protagonista interessante, Wendy, cuja voz forte e sonante esmaga qualquer outra personagem, seja Willa ou Tove mas, a ideia de imperfeição que é dada a Wendy é vista apenas em lembranças, a rebeldia, a impulsividade é vista apenas em memórias nas primeiras páginas e no final de Trocada, uma inconsistência que podia, a meu ver, ter acrescentado algo de positivo ao livro mas que, no entanto, não deixam de criar uma possibilidade. Quem sabe o que virá?
Outros títulos da colecção: 
*Trocada 
*Dividida
*Rainha


Sinopse: Durante dezoito anos, o destino de Tearling ficou nas mãos do Regente, manipulado pela Rainha Vermelha, uma feiticeira implacável que governa o reino vizinho de Mortsmesme. Porém, Kelsea Glynn, sobrinha do Regente, é a legítima herdeira do trono. Quando completa dezanove anos, está pronta para reclamar o que é seu - e assim regressa do exílio com o objectivo de tornar Tearling um reino livre de pobreza, opressão e escravatura. Mas Kelsea é jovem, ingénua e cresceu longe da corrupção e dos perigos que assolam o reino. Cedo lutará pelo trono e pela própria sobrevivência, num caminho de crescimento em que aprende a lidar com uma herança muito pesada



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OpiniãoFui, mais ou menos enganada aquando a compra de A Rainha de Tearling. Acreditava piamente que estava à beira de ler uma fantasia épica criada num universo fantástico quase à semelhança de O Trono de Vidro de Sarah J. Maas ou de, mais recentemente Uma Chama Entre as Cinzas de Sabaa Thair mas, A Rainha de Tearling apesar de criar efectivamente esse mundo, deixa alguns buracos na história pelo simples facto de ser, ao mesmo tempo, uma distopia, passada num futuro estranho. É a primeira vez que sinto que a criação de um autor podia ser infinitamente melhor se não houvesse a componente do nosso mundo. Não me interpretem mal, adorei A Rainha de Tearling, mas, havia falhas na história.
Em primeiro lugar, desconhecemos o que se passou com o nosso próprio mundo e o facto de que a América e a Europa a meio que se juntaram num novo continente deixou-me para lá de baralhada. Que continente? O acontecimento para a formação de Tearling chama-se de A Travessia e, penso que se assemelha, pelo menos na minha imaginação, ao Dilúvio provocado na Bíblia, uma espécie de começo para a humanidade. No entanto, há tanto que falta. Temos, neste mundo fantasioso recheado de espadas, castelos, reis e rainhas, referências a J.K.Rowling, ao Hobbit e ao Senhor dos Anéis. Esse tipo de coisa deixa-me fora de mim. Para além disso, não há realmente uma explicação para a falta de tecnologia e mesmo a falta de médicos é justificada pelo afundamento de um navio onde iam TODOS os médicos e respectivos equipamentos e medicamentos.
Faz sentido? Temos um início incrivelmente promissor, com uma protagonista exemplar à semelhança de outras do mesmo género mas, penso que a história acaba por perder um pouco pela falta de respostas e de conhecimento e aqui, não me refiro a pontos chaves da história, mas à própria construção do mundo. Há demasiadas coisas que não fazem sentido.
Por outro lado, A Rainha de Tearling é um livro que, para os mais ansiosos por acção requer paciência. Os acontecimentos no seu verdadeiro nome são raros e os que acontecem desenrolam-se demasiado depressa ou apenas no final do livro. A Rainha de Tearling é aquilo que se pode chamar de um livro descritivo e sendo tanta a construção do mundo, é natural que num primeiro livro, haja uma imensa quantidade de informação que, no entanto, ao contrário de outros, foi dada em quantidades controladas e perfeitas pelo que o leitor não chega a ser sobrecarregado de informação. Mas, o que chega a ser demasiado descritivo, acaba por, em alguns momentos passar por aborrecido e o facto de por vezes haver demasiadas páginas sem diálogos cria, a meu ver, cansaço.
Mas, é uma história forte e concisa e realmente boa e apelativa. Kelsea é alguém cujos pensamentos e cujas acções são de louvar e com quem é fácil não só de identificar mas de gostar e penso que, uma das coisas boas que a descrição excessiva da autora deu foi realmente o nível de construção das personagens porque, não só Kelsea era incrivelmente forte como as milhentas personagens que aparecem pelo meio, desde o tio ao padre, acabam por ganhar uma personalidade muito forte e uma voz sonante num universo já de si repleto de personagens e, muitas das vezes, são vários os exemplos onde o núcleo imenso se mistura entre si numa única voz e, em A Rainha de Tearling tal não acontece.
Mas, ao mesmo tempo, há demasiadas questões, demasiados espaços em aberto e demasiada especulação, o que não é propriamente algo mau, significa que o livro não é previsível, contudo há uma falta de sintonia, por assim dizer. De onde vem a magia? O que são as safiras? Quem é o pai? Até mesmo a temível Rainha Vermelha, uma voz que ouvimos de algumas páginas em algumas páginas parece fraca e não actua como uma verdadeira antagonista, pelo contrário. Terei preferido manter-me igualmente na escuridão no que toca à adversária de Kelsea porque, entre as duas, a força parecia vir somente de um lado. As próprias relações entre os personagens estão no ponto, embora haja uma diferença de idades consideráveis entre quase todas, tal é rapidamente esquecido.
A Rainha de Tearling é um bom livro e, apesar dos defeitos é um bom começo de uma série e, embora possa recitar cada uma das falhas da construção do mundo, nunca se sabe com o que nos vamos deparar no próximo volume, o mesmo aconteceu com A Selecção de Kiera Cass e tal não me impediu de me divertir com a leitura e certamente que A Rainha de Tearling me divertiu, além de que em breve (sabe-se lá quando), poderemos ver Emma Watson como Kelsea.
Outros títulos da colecção: 
*A Rainha de Tearling 
*The Invasion of the Tearling
*The Fate of the Tearling (29/11/2016)


OpiniãoNo dia 12 de Janeiro de 2016 (terça-feira) estreou a série Shadowhunters. Foi uma segunda oportunidade para os fãs de Cassandra Clare depois do filme Cidade dos Ossos de 2013 que, infelizmente - ou não - não fez o dinheiro necessário para possibilitar uma conclusão, embora os altos/conhecidos nomes do público e do cinema desde Lily Collins, Jamie Campbell Bower, Lena Headley, Jonathan Rhys Meyer, Kevin Zegers, Jared Harris, Aidan Turner, entre outros. No entanto, para surpresa de muitos, as Crónicas dos Caçadores de Sombras que, neste momento inclui The Mortal Instruments, The Infernal Devices e The Dark Artifices ao contrário de muitas outras séries YA, tiveram uma segunda hipótese.
Antes de mais, o responsável pelo marketing foi um génio. Desde as redes sociais, nomeadamente o Twitter, à criação de uma aplicação "Join The Hunt", cinco meses antes da estreia, fomos bombardeados com um conjunto de novidades, desde os actores, a maioria, desconhecida, fotos promocionais, vídeos dos treinos para desempenharem o papel, vídeos de momentos divertidos, Q&A com os diferentes actores sobre as suas preferências pelos os livros ou sobre as suas personagens. O Twitter foi e continua a ser a rede social mais utilizada com Livechattings semanais que possibilitaram uma interacção directa com os fãs de todo o mundo. 
Shadowhunters, ao contrário dos livros e ao contrário do que aconteceu com o filme, que muitas pessoas ainda têm em mente, apresenta uma maior diversidade e, durante algum tempo, esse foi um dos temas mais abordados, principalmente aquando a apresentação dos actores e respectiva personagem. Para os mais familiarizados com as histórias de Cassandra Clare há, efectivamente uma grande diversidade não só ao nível da raça, como da religião, como da sexualidade, pelo que, quando a apresentação houve controvérsia quanto à aparência Luke e há componente latina de Isabelle. 
Admito que não foi algo que me incomodou por aí além, embora diferisse da imagem que criei para cada um dos personagens. Mas, para ser justa, nem mesmo Kat ou Dom se parecem minimamente com o que idealizei. No entanto, houveram mudanças que não foram do gosto de grande parte dos fãs, meus incluídos. Em primeiro lugar, a idade e linha temporal: Clary e Simon têm agora 18 anos de idade, e Clary quer entrar para uma escola de artes e Simon está a tirar o curso de contabilidade; Luke, ao invés de ser dono de uma livraria, faz parte da polícia de Nova Iorque (NYPD), Madame Dorothea não existe, sendo substituída por Dot, a dona de uma loja de antiguidades e uma das grandes amigas da protagonista e Maureen é agora uma jovem da idade de Simon, que pertence à sua banda (são apenas os dois) e cuja importância esmorece ao longo dos episódios apesar de inicialmente ser muito presente. São mudanças que não influenciam necessariamente a história, contudo, criam um distanciamento que não era realmente necessário. 
O porquê destas mudanças? Provavelmente para tornar a série mais apelativa a pessoas que não leram os livros? Para possibilitar momentos mais sensuais, ou pelo menos tentar? Não sei realmente a resposta mas, seja qual for, cada uma destas mudanças não foi de todo necessária porque, por exemplo, embora haja algo nas ruas chamado de "o assassino demoníaco" em nada influencia a história principal, é só outra plot line em muitas que desencaminham a história em si, outro exemplo, como referi, é Maureen que apesar da suposta amizade com Simon e Clary, serviu apenas como objecto sexual para o primeiro. 
Shadowhunters é, e igual medida, uma série de fantasia e que, portanto, incorpora, vários tipos de mitologias, dentro das quais, fadas, vampiros, lobisomens, feiticeiros e demónios e, como tal, foi obrigatório utilizar efeitos especiais que, sendo uma primeira temporada, é normal serem quase ridiculamente infantis, para além de certas cenas de acção, onde é óbvio o uso de cabos ou outras plataformas de sustentação. No entanto, houve uma melhoria ao longo dos episódio e, embora continuem a ser ligeiramente precários ao estilo das primeiras temporadas de Buffy, a Caçadora de Vampiros, nota-se um avanço no uso da tecnologia, quase como se os primeiros episódios fossem de teste e, devo acrescentar que o facto de não se terem afastado da imagem dos Irmãos Silenciosos criada pelo filme foi um plus. 
Contudo, algo que houve, mais do que nunca, nos primeiros episódios foi, sem sombra para dúvida, o uso excessivo de clichês porque, embora no livro exista efectivamente alguns pontos comuns noutros livros do mesmo género, Cassandra Clare afasta-se dos diálogos habituais com um excesso de sarcasmo e ironia que falta na série. Este sarcasmo e ironia são metaforizados principalmente em Jace Wayland e Simon Lewis mas, na série, apenas Alberto Rosende encarna na perfeição, Simon. Dom não dá os diálogos no timing correcto, não dá uma conotação de ironia, é demasiado sério, demasiado correcto e, não ajuda as cenas nos primeiros episódios serem dolorosamente ridículas de ver e, muitas das vezes, é quase como se os responsáveis pela série, achassem os espectadores estúpidos. 
Há uma enorme falta de sentido nos primeiros episódios: o uso da peruca de Isabelle que para nada serviu, a forma como as runas eram colocadas, ora desenhadas, ora passadas a ferro, o facto de Valentine estar em Chernobyll (onde está a explicação?), a forma como Magnus é poderoso o suficiente para criar portais para mil feiticeiros e é capaz de transportar um edifício de lugar, mas fica fraco com uma facilidade tremenda para curar Luke, ou depois já nos é dito que Magnus apenas consegue criar portais para locais onde já foi, o que não faz o mínimo sentido de acordo com as regras criadas, já que qualquer pessoas pode atravessar um portal desde que visualize o local para onde vai (como vemos em Princesa Mecânica), Clary é capaz de criar um pentagrama quase ao estilo do vaticano quase cinco minutos depois da sua entrada no mundo das sombras ou o facto de Jace precisar de uma transfusão sanguínea (tipo O) para curar uma mordida de demónio, entre outros, na verdade são vários os exemplos. 
As Crónicas dos Caçadores de Sombras têm um grupo muito eclético de personagens e, confesso, estava curiosa por ver como é que cada um dos actores iria encarnar as personagens que adoro e, admito que, nos primeiros episódios ficaram aquém, como já disse, muito por culpa dos diálogos e do próprio sentido da história. No entanto, é impossível negar as diferenças que os escritores de Shadowhunters decidiram que faziam sentido para a série e que no fim, acabaram por mudar o coração, a essência, de alguns dos personagens. 
Um dos maiores exemplos para mim, é Isabelle, uma das minhas personagens favoritas que, na série, não sabe dos problemas dos pais, que é basicamente uma menina do papá e que, embora haja uma elevada sensualização da sua personagem, mantém apenas uma relação, não há sequer menção a outros homens, não há menção sequer há protecção dos seus sentimentos, havendo uma entrega demasiado intensa a Meliorn e não como a relação apatetada que há em A Cidade das Cinzas. 
Noutro sentido, Jace, como já disse, perdeu a sua chama na série e, não há o flirt com outras raparigas, não há a auto-indulgência própria do personagem, não há nada. Por outro lado, exageraram na personagem de Alec, mantendo-o não só um personagem fechado como alguém rígido, o que ele é no livro, verdade, mas não ao ponto de dizer que "Jace, para mim está morto" porque saiu com Clary e desafiou as ordens da Clave. Alec nunca, em tempo algum, se afastaria dos irmãos pela Clave. Alec nunca, em tempo algum seria capaz ou teria a confiança de pedir uma mulher em casamento para salvar o nome da família. É óbvio o caminho de redenção que Alec toma mas, mais uma vez, não era necessário, não proporcionou o choque devido porque na série a ligação entre Alec e Jace é quase nula nos primeiros episódios, e os próprios actos "parabatai" são estranhos e é preciso um diálogo para compreendermos uma relação que devia ser mostrada por gestos. 
Para mim, um dos pontos fortes de Cassandra Clare sempre foi a facilidade com que me fez apaixonar pelos seus personagens e a facilidade com que me faz vibrar com as relações criadas entre eles. Na série, nada disso aconteceu, salvo a rara excepção de Alec e Magnus, embora, para quem tenha lido não só Os Instrumentos Mortais como As Crónicas de Bane, sabe que algumas das escolhas de palavras ou acções do Magnus-TV nunca seriam aceites ou sequer consideradas pelos Magnus-livro. Há aqui uma dicotomia e Magnus é o único personagem que consigo diferenciar na perfeição entre aquilo que me apresentam na série e aquilo que li no livro. Não há uma mistura entre os dois porque a diferença é demasiado grande. 
Nesta primeira temporada houve uma mistura entre A Cidade dos Ossos e A Cidade das Cinzas e não foi algo que me fez confusão. A condição de Simon foi, aliás, muito bem explorada ao longo de alguns episódios, embora, - há sempre um mas, - não saiba qual a diferença que vai provocar o facto de o senhor, o criador de Simon ser Camille e não Rafael. E aqui, posso dizer que Camille Belacourt foi, para mim, um dos melhores/piores castings. A actriz é, obviamente talentosa, no entanto, as características de Camille são intemporais, ela é uma das vampiras mais antigas e mais poderosas e isso não se viu, de modo nenhum, especialmente quando Clary é capaz de dar um murro em Camille e virar as costas o que, no livro, iria apenas resultar na sua morte prematura. Não senti que houvesse sequer uma ameaça por parte da vampira e, mais uma vez, algumas das suas cenas com Simon foram apenas de carácter sexual, algo que não gostei porque, como Isabelle, Simon tem uma actividade sexual anormal para o seu personagem e para os seus próprios morais, de acordo com o livro. Mas, enfim. Audiências.
Quando anunciaram a série confesso que fiquei primeiro feliz, e depois ligeiramente ansiosa sem saber muito bem o caminho que iam seguir mas entusiasmada com as possibilidades. Seria que, pela primeira vez, iríamos ver o background de O Círculo? Um pouco o que não aconteceu em Harry Potter, com James, Sirius, Peter e Remus. Seria esta a oportunidade? 
Foi. Mas, não como esperava. Primeiro que tudo, o episódio destinado aos flashbacks foi mau, muito mau. Nem me refiro à própria cinematografia que, aparentemente tem apenas um lugar, mas à própria história que foi contada previamente. Luke e Jocelyn estão na série, abertamente apaixonados e, claro, foi essa a traição a Valentine. Não houve uma insurreição, não houve a união com os Habitantes-do-Mundo-à-Parte. Isto para não falar que Jocelyn estava grávida de Valentine, tendo um caso com Luke. Sentido? Nenhum. E claro, nunca em tempo algum pareceu que Jocelyn estivesse à espera de ir ter com um segundo filho. 
Outro defeito à série e, para mim, um dos maiores problemas, é a falta de tacto nos momentos chaves. Não há emoção. Zero. Nien. Quando Clary descobriu que tinha um irmão, foi quase como se Luke lhe tivesse contado que comeu panquecas estragadas ao pequeno-almoço. O mesmo se passou com a revelação de Valentine em relação a Clary e Jace. Desde o início da série que há o motto de que as emoções deturpam o raciocínio e a lógica mas, pelo amor dos céus, até o Keep Up with the Kardashians tem mais emoção. 
No seguimento de tudo o que já disse, a série tem insistido em misturar nomes conhecidos de outros livros das Crónicas dos Caçadores de Sombra como Ragnor Fell, Catarina Loss e, Tessa Gray. Incomoda-me? Bastante. A ideia de Jem, Will ou até mesmo Tessa, de quem temos um vislumbre no episódio "Malec" deixa-me mal-disposta. Por qualquer motivo, enquanto não melhorarem os diálogos, os efeitos, o próprio desenvolvimento da história, não gostaria de os ver metidos ao barulho. Mas, a breve menção ao seu nome podia até provocar uma sensação de alegria ou nostalgia que me prendesse à série. Isso podia ter acontecido se fosse bem feito. Um dos exemplos é o aparecimento do personagem de Lydia Brandwell que basicamente apareceu apenas para se colocar no meio de Alec e Magnus, o que não sou fã, de todo. Gosto quando as personagens têm um propósito mais sólido do que servir de mera parede entre um romance. 
Lydia apareceu com o sobrenome Brandwell o que por si só podia ser aceitável. Não sabemos se Henry tinha outros familiares, mas Lydia refere que está ansiosa por conhecer Magnus, uma vez que o seu antepassado Henry, criou os portais com o feiticeiro. Bem, em As Origens, os filhos de Charlotte recebem o seu nome, Fairchild, que seria posteriormente passados até Clary. Lógica? Nenhuma. O facto de Charlotte ser capaz de dar o seu nome e de Henry o aceitar é algo louvável, que define muito a relação entre os dois e que a série simplesmente ignorou. 
Ao contrário do que acontece nos livros, o grupo constituído por Clary, Simon, Jace, Isabelle e Alec, movem-se com demasiada facilidade pelo mundo, sem qualquer tipo de autoridade. Nos livros, Hodge é que detém esse poder mas, na adaptação, o tutor é quase colocado de parte, com acções mínimas, desaparecendo durante uns quantos episódios, desvanecendo-se face à presença de Robert e Maryse, ou desaparecendo face à presença de mil outras pessoas no Instituto, visto que a tecnologia é algo aparentemente necessário à caça dos demónios e à segurança dos humanos. Hodge, um personagem que devia ter uma maior presença face a acontecimentos futuros. 
Claro que, sendo uma série e não se satisfazendo com as mudanças já criadas, houve a inserção de Michael Wayland enquanto figura. No entanto, o seu aparecimento criou um buraco nas regras do mundo mas, principalmente, na história que a própria série quer vender, por assim dizer. Não houve qualquer tipo de explicação para o facto de Jace ver Michael Wayland como Michael Wayland e depois Valentine como duas pessoas separadas sem explicação aparente, quase como se quisessem seguir a linha de pensamento do filme homónimo. Foi explicado? Sim. Com uma runa. Mas o poder da runa é uma das características próprias de Tessa, intransponível a outros Caçadores de Sombras. Tessa é um caso único. A invenção desta nova runa, cria todo um núcleo de incertezas e, embora houvesse a possibilidade de criar o facto UAU, não o fez porque aposto que cada uma das pessoas que leu o livro, ao ver o personagem de Michael Wayland relembrou a entrada de Lydia no Instituto. 
A série adopta também o seu quê de dramatismo. Os discursos pomposos à frente de uma dezena de pessoas, demonstrações de afecto à frente de outra dezenas de pessoas parecem ser uma constante e, embora sejam discordantes com as acções dos personagens, confesso que foram alguns dos momentos altos dos episódios. O que no fundo, acaba por não ser muito quando comparado com a imagem geral. 
Na verdade, tudo o que eu queria era uma adaptação minimamente fiel mas as semelhanças desvanecem-se na quantidade de diferenças e mesmo os diálogos, alguns dos quais retirados dos próprios livros, quando aparecem são mal entregues ou descontextualizados. Um dos maiores exemplos que posso dar é a história do falcão que centraliza uma ideia fulcral em Os Instrumentos Mortais: amar é destruir e ser-se amado é ser-se destruído. Parte que, infelizmente, não foi captada. 
Penso que nos primeiros episódios houve demasiada quantidade de informação que foi lançada para cima dos espectadores e que por isso a série não adquiriu um ritmo mais "natural" menos "apressado" mais cedo. Nos primeiros episódios havia demasiadas pessoas, demasiada informação nova, demasiados locais, e demasiadas flutuações de humor de demasiados personagens. Penso igualmente que com a quantidade explosiva de marketing, as pessoas esperavam inicialmente algo melhor, mais grandioso, mais digno dos livros. 
A autora, mais do que uma vez, referiu que não tinha poder absolutamente nenhum sobre a série mas que também não iria mencionar o seu conteúdo e, mais do que uma vez, dou por mim em absoluto espanto. Não percebo como é que os criadores do universo e das regras de um determinado livro, podem ser banidos do projecto cinematográfico ou televisivo, não lhes sendo dada a oportunidade de refutar diálogos ou cenas que não fariam parte das pessoas que criaram na sua mente. É verdade que também assinaram contratos e receberam por isso mas, considerando a quantidade massiva de fãs, seria de esperar que os directores e produtores já tivessem aprendido.
Infelizmente, ao contrário do que seria de supor, a série não terminou em grande, pelo contrário. O choque que devia existir manteve-se à margem e, os acontecimentos decorreram de tal modo mecanizados, que nenhuma das descobertas, das traições ou do desenrolar da história pareceu emocionante. Apesar de dar os meus parabéns a Kat Mcnamara aka Clary por ser capaz de transmitir a maior parte da emoção do último episódio, não foi um bom fim, não me deixou na expectativa, pelo contrário, se me deixou algo foi incrivelmente frustrada, pelas diferenças e pelo non-sente. 
A verdade é que, para minha surpresa, admito, a série foi renovada para uma segunda temporada. Não sei bem o que esperar mas irei manter a fé de que alguma coisa boa irá sair dali. Os episódios melhoraram é verdade e, embora por vezes a história tenha mais buracos de que um queijo suíço, consigo ver o potencial, ou talvez seja apenas a minha enorme vontade de continuar a ter material do universo das Crónicas dos Caçadores de Sombra. Teremos de esperar para ver.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: Vasco e Ana Luísa são filhos de dois casais divorciados. Tanto num caso como no outro, embora com percursos diferentes, os pais de ambos parece que se «esqueceram» da sua existência na tentativa de refazerem a sua própria vida. Vão ter de ser os filhos, indo buscar forças a si próprios, aos amigos que já tinham e a uma nova amizade, que acabam por criar entre si, que terão de resolver os problemas que lhes foram criados sem que nisso tivessem qualquer responsabilidades. 
Será que a busca de felicidade, dos pais divorciados, se pode sobrepor às suas responsabilidades para com os filhos? O direito a refazer as suas vidas será mais importante que o seu papel de pais e mães? E, acima de tudo, deverão os filhos ser utilizados como arma nas lutas entre os membros de casais desavindos? 

OpiniãoEm Casa do Vasco faz parte da colecção Profissão Adolescente que comecei a reler aos poucos desde o início do ano, para ver até que ponto a minha opinião mudou, para perceber qual é a diferença entre a percepção de uma criança e a de um adulto face a livros que constam no Plano Nacional de Leitura, livros esses que devorei em criança de forma quase obsessiva e que, portanto, tiveram alguma influência no meu percurso literário.
O objectivo na leitura destes livros não mudou.
Para começar posso dizer que, à semelhança do que aconteceu com Parabéns, Rita! e ao contrário do que se passou em Tomás e Bianca, onde as descrições das emoções não eram minimizadas ou colocadas para segundo plano uma vez que tinham uma carga muito grande no desenvolvimento da história, o mesmo não aconteceu com Em Casa do Vasco onde, tal como no primeiro livro mencionado, as palavras roçam a superfície das verdadeiras emoções dos personagens com um excesso de capítulos ou de porções completamente desnecessárias e que de modo algum acrescentaram conteúdo ao livro ou permitiram o desenvolvimento dos personagens. Estavam apenas, e somente lá para preencher papel e, mais uma vez, os personagens secundários estão apenas lá para dar um contexto. Claro que o facto de ser um livro com poucas páginas é um obstáculo mas, penso que ao remover algumas cenas desnecessárias à história, podia-se ter explorado mais a própria relação que se estabelece entre Ana Luísa e Vasco, já que os dois estão numa situação mais do que semelhante e podem apoiar-se um ao outro, o que não aconteceu, salvo uma rara excepção.
Continuo, a ter um grande problema com os diálogos da autora, principalmente no que toca aos personagens mais jovens mas não só. Começo a reparar, principalmente neste volume, que a autora utiliza muitas vezes o diálogo entre os personagens para dar alguma "moral", contudo o discurso que utiliza é demasiado simplista.
Mas, por vezes, como aconteceu em Um Beijo no Pé, a autora aborda temas sensíveis. Em Um Beijo no Pé foi a violência doméstica e, Em Casa do Vasco, a autora explora a homossexualidade e, sendo um livro que neste momento consta no Plano Nacional de Leitura, frases como: «parece que está provado que é uma espécie de doença» ou «para mim é uma opção. Como uma opção política e cenas assim. E claro, também é um direito, mas quem tem filhos devia era pensar duas vezes, porque eles também pagam a factura, o que é indecente. Sim, porque se um gajo decide que vai ser gay, por que raio é que há-de ter filhos? Porque é que os filhos se hão de lixar sempre?Que culpa é que eles têm?», não me caíram bem.
Tal seria um diálogo, infelizmente, comum nos dias de hoje e que seria um óptimo ponto de partida para a reeducação, no entanto, o protagonista pouco mais faz do que dizer «não é uma escolha», poucas palavras para contradizer mais do que um parágrafo sobre as ideias pré-concebidas da homossexualidade e que a autora, se deseja abordar, devia explorar mais, explicar mais, ir mais a fundo na questão do preconceito mas, mais uma vez, não o faz e prefere continuar a descrever idas a bibliotecas e explicações de raças de cães.
Outros títulos da Colecção Profissão Adolescente: 
*Dietas & Borbulhas
*O Geniozinho
*Ricardo, o Radical
*A Ana Passou-se!
*Poeta (às vezes)
*A Sara mudou de Visual
*Pedro Olhos de Águia
*O Tiago está a pensar
*A viagem do Bruno
*O álbum de Clara
*Estrela à chuva
*Alguém sabe do João?
*Noites no sótão
*O irmão da Joana
*Inês e o Ministro da Educação
*Tão cedo Marta!
*O Salvador
*O ombro de Cláudia
*Raimundo
*Entre irmãs
*David, um herói entre as chamas
*A família da Nazaré


Sinopse: Elias pertence aos Ilustres, as famílias de elite do Império. Desde os seis anos que treina na Academia Militar de Blackcliff para se tornar um dos soldados mais implacáveis aos serviço dos Marciais. 
Laia pertence aos Eruditos, um povo oprimido pelo jugo firme dos Marciais. Quando o seu irmão é preso e acusado de traição, Laia procura a ajuda da Resistência. Em troca, tem de levar a cabo uma missão quase impossível: infiltrar-se como escrava em Blackcliff. 
Quando se conhecem, Elias e Laia percebem que as suas vidas estão interligadas - e que as escolhas de ambos podem mudar para sempre o destino do Império. 
Este mundo ricamente detalhado, com traços da Roma Antiga, é o palco de uma aventura empolgantes que tem cativado milhares de leitores. Conseguirão Elias e Laia fugir à sua própria sorte?

Book Trailer


OpiniãoAinda demorei algum tempo a habituar-me ao mundo criado por Sabaa Tahir, ou talvez fosse apenas a minha disposição, a minha reticência a entrar num mundo novo mas, assim que me vi imersa nas páginas de Uma Chama Entre as Cinzas, não consegui literalmente parar de ler. Um dia foi o suficiente para ficar a par da história de Laia e Elias.
Uma Chama Entre as Cinzas foi inicialmente vendido como um stand-alone. Não vejo como. Há dezenas de perguntas sem resposta, pequenos nós por libertar, além de que o propósito principal do livro, libertar Darian, não foi cumprido. Como não poderia haver uma continuação?
Uma Chama Entre as Cinzas oscila entre dois pontos de vista muito marcados de duas personagens completamente diferentes, com histórias de vida dissimilares mas, a algum nível, semelhantes. Sabaa Tahir criou uma história difícil de resumir. Um livro complexo, um mundo repleto de uma mitologia que não conhecia, ou de que posso sabia, e posso dizer que isso me fascinou desde o momento em que me deixei embrenhar na história e, o facto de os capítulos acabarem sempre num momento crucial ajudou à leitura desenfreada. São dois pontos de vista que se interligam na perfeição, criando uma proximidade com o leitor, uma realidade virtual que consegui sentir na íntegra.
Confesso que não é o meu mundo preferido. A brutalidade e a violência em cada capítulo deixaram pouco espaço para os sorrisos mas, quando aconteceram, por exemplo durante o Festival da Lua, foram mais sentidos. Um momento de alívio numa leitura emocionalmente tortuosa pela quantidade de dor com que os protagonistas se confrontavam, capítulo após capítulo, fosse no seu processo de espia ou no processo de aspirante a imperador.
Uma das falhas, chamemos-lhe assim, de Uma Chama Entre as Cinzas é, sem dúvida, a previsibilidade. Embora haja uma quantidade imensa de perguntas por responder, ou de coisas que adoraria saber - como o passado da Comandante ou da Cozinheira, - os pedaços centrais da história, o que rodeia Elias e Laia, acaba por ser previsível e, enfureci-me com a protagonista por ser parva àquele ponto, fosse por ter lido dezenas de livros no mesmo estilo, fosse pelas pistas deixadas, adivinhei o final apenas pelo excesso de confiança mostrado por Laia e preferia ter sido surpreendida porque, nos momentos em que o fui, o espanto saiu-me sobre a forma de um arquejo.
A autora criou igualmente um núcleo de personagens do qual me vou lembrar e o romance que existe no livro não é ténue, mas sim explorado até há última gota e mesmo depois disso Sabaa Tahir deixa-nos ligeiramente frustrados com a falta de comunicação das emoções e, embora haja uma óbvia intenção de um triângulo/quadrado amoroso, penso que não há espaço para dúvidas, a não ser que haja uma volta de 180º no próximo volume. Mas, quem sabe?
Uma Chama Entre as Cinzas surpreendeu-me pela positiva, não só pelo mundo, mas pelas personagens e pelas relações complexas que estas criaram entre si, o que foi uma das minhas partes preferidas do livro. A ideia de que mesmo no pior dos sofrimentos, a humanidade que existe em nós, vem ao de cima, que mesmo na pior das dores, podemos pensar nos outros, foi o que me motivou. O livro trás também uma chama do deserto, e vinha-me sempre à ideia o deserto de Agrabá e, as descrições eram facilmente interpretadas e construídas na imaginação. Um livro sensorial, por assim dizer. Aconselho vivamente.
Outros títulos da colecção: 
*Uma Chama entre Cinzas 
*A Torch Agains the Night  (30/08/2016)