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Fazendo um balanço sincero a verdade é que o ano de 2016 foi um ano simultaneamente fantástico, aterrador e horrível. Mas em qualquer momento bom, mau ou intermédio, os livros foram os meus fieis acompanhantes: quer estivesse com dores de barriga de tanto rir ou à junto ao precipício no meio do sofrimento, ou simplesmente aborrecida num dia de chuva. 
Em 2015, os meus desejos para este ano que está a terminar passavam por: voar num dragão, lutar com uma espada e apaixonar-me no espaço. Claro que, vendo bem as coisas, tudo isso aconteceu, mais ou menos da forma que eu pretendia. Em 2015, agradecia igualmente aos 80 seguidores, e às 158 pessoas que seguiam a página do blogue no facebook. Hoje, dia 31 de Dezembro de 2016, dou o meu muito obrigada aos 84 seguidores às 328 pessoas que seguem a página. Para mim, significam o mundo. Obrigado! Por esta altura, em 2014, debatia-me com a aparência e com o nome que haveria de dar ao meu canto - sem rumo. 
Tudo o que posso acrescentar é que por entre livros e filmes, senti-me cheia de amor e aventuras. Não há palavras para descrever a forma como a palavra escrita me salvou, mais do que uma vez e só posso agradecer àqueles que, por acaso ou propositadamente, partilham do meu gosto, que comentam as minhas mensagens e que respondem às minhas questões. Quero igualmente agradecer aos autores portugueses que, muito gentilmente, me ofereceram os seus exemplares para que eu pudesse entrar nas suas cabeças. Não posso expressar o quanto me sinto grata. 
Este ano de 2016 não foi o meu ano, nem de longe mas no meio das coisas más, houveram centenas de coisas maravilhosas e, por muito maus que estes últimos meses se tornaram, o que alcancei foi o suficiente para colocar um sorriso nos meus lábios e, por estranho que pareça, mal posso esperar por 2017, por um novo começo, mais feliz, com mais amor, mais amizades, mais viagens e, certamente, mais histórias extraordinárias. 
Só vos posso, a todos, desejar um óptimo 2017, com a esperança de que este, talvez, apenas talvez, seja, finalmente, o meu ano. Deixo-vos, com os meus três favoritos de 2016!







SinopseDigory e Polly conhecem-se e tornam-se amigos num frio e chuvoso Verão em Londres. Os dois irão viver fantásticas aventuras quando o maléfico tio de Digory, Andrew, que pensa que é mágico, os manda repentinamente... para outro mundo.Acabam por encontrar o caminho para Nárnia, um mundo encantado repleto de um sol radiante, de flores e árvores que crescem miraculosamente e de animais falantes.

OpiniãoAs Crónicas de Nárnia, um clássico literatura da autoria de C.S.Lewis são uma série de sete livros de fantasia mundialmente conhecidos e extremamente acarinhados - uma série sobre a qual, pouco ou nada sabia e, esse conhecimento baseava-se exclusivamente na primeira adaptação cinematográfica e, como é senso comum, regra geral, as adaptações pecam pela falta de similaridades com a obra original.
O Sobrinho do Mágico é uma prequela às aventura de Lucy, Peter, Edmund e Susan e, seguimos outras duas crianças, Diggory e Polly na Londres anterior à guerra; duas crianças curiosas que são confrontadas com um adulto não muito simpático que os envia para outros mundos através de anéis mágicos. As acções de Diggory e de Polly foram os motores para a construção de Nárnia e para a construção do famoso guarda-roupa assim como do Ermo do Candeeiro onde Lucy posteriormente encontra o Fauno.
É um livro infantil que pode agradar igualmente às mentes mais crescidas, no entanto a narrativa é dirigida para os mais pequenos. Tem uma escrita simples e, embora a história seja interessante até certo ponto, aborreceu-me mais do que me agradou e penso que isso se deveu ao facto de não se tratar da história dos quatro irmãos, mas sim da origem do país encantado. O que me agradou imenso é o factor futuro, ou seja, a forma como o autor escolheu descrever algumas situações relatando igualmente acontecimentos que se irão passar no futuro desde a guerra no nosso mundo, como a guerra em Nárnia que, sendo iniciada pelos Filhos de Adão e de Eva, deve terminar igualmente com os Filhos de Adão e Eva.
O Sobrinho do Mágico não é um livro extenso e a sua leitura faz-se rapidamente, principalmente para aqueles que possuem a versão ilustrada além de que é um óptimo exemplar para iniciar qualquer criança no gosto pelos livros. Neste primeiro volume (segundo a ordem cronológica de leitura) ainda não senti completamente a magnificência de C.S.Lewis, pelo que certamente irei continuar com a série visto que O Sobrinho do Mágico aguçou-me a curiosidade.
Outros títulos da colecção: 
*O Sobrinho do Mágico
*O Leão, o Feiticeiro e o Guarda-Roupa
*O Cavalo e o seu Rapaz
*O Príncipe Caspian
*O Trono de Prata
*A Viagem do Caminheiro da Alvorada
*A Última Batalha



Opinião: Para a maior parte dos filmes que se tratam de adaptações de livros que conheço muito bem, a minha mente cria uma imagem vívida daquilo que vou experienciar no grande ecrã e, desde os primeiros minutos sou capaz de detectar as diferenças, por mais mínimas que fossem. Harry Potter e o Cálice de Fogo é, para mim, um livro/filme especial porque foi o primeiro livro a que, por uma mera coincidência - grande - , tive acesso. Para além disso, foi o primeiro filme do pequeno feiticeiro que fui ver no seu dia de estreia e, por mais que conheça a história e que repare nas diferenças, para mim este quarto filme roça, quase completamente, aquilo que imaginei.
Em cada nova adaptação há uma coisa nova. No primeiro filme, foi, uma apresentação ao novo mundo. No segundo, o medo instalou-se pela primeira vez e a morte parecia surgir em cada esquina. No terceiro, as relações desenvolveram-se, forjando-se a ferro e fogo. Nesta quarta adaptação foi a primeira vez onde, o ano escolar não se desenvolveu normalmente, onde desde o período, ainda antes de começar a escola, os acontecimentos desenrolaram-se à velocidade da luz, onde não é preciso esperar pelo aproximar do verão para termos acesso a cenas rodeadas de cores e de pura adrenalina. E, é o primeiro filme onde, J.K.Rowling nos dá uma sensação de perigo, de que talvez as nossas personagens favoritas possam não sobreviver aos anos seguintes. A morte que, de forma ardilosa se manteve afastada de Hogwarts, atingiu-a em cheio na forma de Cedric Diggory.
Para muitos, Harry Potter e o Cálice de Fogo é o filme onde tudo muda. Lord Voldemort regressou. E, cada uma das cenas, do clímax do filme, foi maravilhosamente bem feito e Ralph Fiennes é apenas fantástico no papel do Senhor das Trevas e a forma como se deixa incorporar no papel de Tom Riddle é para lá de extraordinário. Esperamos quatro filmes/livros por este momento. Um momento que sabíamos que ia chegar. O principio do fim.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


OpiniãoEm Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é onde as mudanças começam finalmente a acontecer. Para além da tonalidade do filme se tornar cada vez mais negra, a própria mudança de um dos elementos principais - Albus Dumbledore, - deu ao filme uma forma completamente diferente das duas primeiras adaptações. A própria energia da narrativa é o oposto. Hogwarts muda radicalmente, mas ao mesmo tempo, continua familiar. As cores são diferentes. Há uma leveza que devia ter existido desde o primeiro filme mas, ao mesmo tempo, um peso pelo poder do enredo que agora se desforma e se desloca para formar aquilo que vamos conhecer como a força do bem. A música é inspiradora e leva-nos para um tempo e um espaço diferente. Mágica.
A cada minuto que passa, somos arrastados para uma montanha-russa de revelações e é a primeira adaptação onde - ainda que muito mal trabalhada, na minha opinião, uma das maiores falhas de todos os filmes, - Lily e James quase que se tornam personagens reais aos nossos olhos. Há amigos e rivais que surgem nas magníficas, repito, magníficas interpretações de Gary Oldman e David Thewlis como Sirius Black e Remus Lupin.
Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban as mudanças são visíveis para lá dos efeitos, da narrativa , da nova Hogwarts e das novas personagens. Os actores, crescem e maturam. É o filme - até agora, - onde o contacto é mais pronunciado, onde o dar a mão, o abraçar, se torna algo comum que solidifica a amizade que existe entre os três personagens principais. É claro que há mudanças e, ao contrário do que acontece com as duas adaptações anteriores é o primeiro filme onde grande parte das mudanças que existiram não são do meu agrado. Há algo que falta. A sensação de que podia ser melhor, do que o que realmente foi. Há peças que foram deixadas de fora mas que são importantes para o completar do puzzle. Não que fossem essenciais para a compreensão, ou para aumentar a magnificência da história mas, importantes para aqueles que, como eu, estão mais do que familiarizados com os livros.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives



OpiniãoPara aqueles que estão familiarizados com os livros de J.K.Rowling é inegável a negritude que vai gradualmente envolvendo não apenas o material original como as suas adaptações. Em, a Harry Potter e a Câmara dos Segredos, isso é visível, a evolução entre, não apenas os personagens mas a tonalidade do filme: mais negro. Uma representação do enredo do próprio livro onde a morte pode aparecer, literalmente, em cada esquina. Em Harry Potter e a Câmara dos Segredos, J.K.Rowling mostra pela primeira vez a existência de um medo tangível. Há verdadeiramente uma ameaça e não apenas a sua suposição, algo que, até então não existia e que começou neste segundo volume.
É uma adaptação fiel, sim, com pequenas diferenças em relação ao seu material original, mas que não deixa de criar uma certa nostalgia. As diferenças não são importantes e os elementos que são fundamentais para a continuidade da história estão presentes - ex: o Salgueiro Zurzidor, o meu querido Dobby - o que demonstra a preocupação dos directores pela fidelidade da sua matéria-prima. Esta segunda adaptação supera o primeiro ao nível da música, das actuações, agora mais maduras e a própria narrativa acaba por ser muito parecida ao do livro, não faltando os elementos essenciais. É um filme onde os efeitos especiais, seja em árvores agressivas, aranhas de tamanho massivo ou carros voadores, está mais presente - a mais pura das magias.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.







Book Trailer:

Opinião: A perda é uma consequência da existência. Hazel Grace Lancaster, uma das personagens mais icónicas criadas por John Green, na opinião de muitos relata em A Culpa é das Estrelas uma existência, infelizmente, real do que é ser uma doente oncológica. É um livro que demonstra que apesar das limitações de cada um, independentemente delas, a necessidade de continuar a viver experiências, atrás de experiências, é mais forte do que um coração doente.
A Culpa é das Estrelas não é um livro sobre o cancro, ou sobre o que é viver com a doença, mas sim uma história de amor entre dois adolescentes que possuem algo que é inimaginável para muitas pessoas. Não é um livro que romantiza o cancro, ou a doença, pelo contrário. Na maior parte dos diálogos, há um certo nível de desprezo por livros que o fazem e John Green atingiu um patamar de compreensão, uns degraus acima do comum dos mortais. John Green relata, de forma real, sem qualquer cuidado na medição das palavras daquilo que é a luta diária de muitas Hazel's, Isaac's e Augustus e dos pais de cada um deles porque, afinal, mais lixado do que ter cancro, é ser um pai cujo filho tem cancro.
É um livro que, no entanto, não é um dos meus preferidos. Esta foi a minha segunda leitura e a minha opinião, continua a mesma. John Green conseguiu, uma vez mais, passar para o papel o que é ser adolescente, Hazel Grace, apenas tem a infelicidade de ter cancro e, apesar do enredo e da forma como a história se desenvolve ao longo das páginas, das batalhas e das conquistas, o meu coração não sangrou quando terminei a sua leitura.
A verdade é que, apesar de concordar com uma quantidade imensa de informação e de opiniões, acho A Culpa é das Estrelas, muitas das vezes, um livro pretensioso. É uma obra perspicaz e arrojada à semelhança dos seus protagonistas. Sim. É um livro que clama pela filosofia e que obriga o leitor a pensar para lá da sua zona de conforto, a meditar sobre a diferença entre estar vivo e viver, efectivamente. Sim. Mas a sua fórmula de criação é a mesma que nos seus outros livros, como em À Procura de Alaska. A mesma irreverência, sarcasmo e ironia que rodeiam a escrita do autor e, por alguma razão, faço parte daqueles que não se deixaram apaixonar completamente pela história de Hazel e Augustus.
Outros títulos do autor: 
*À Procura de Alaska
*Will Grayson, Will Grayson
*Teorema de Katherine


Sinopse: Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarlan venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal. 
Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade - Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. 
Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar. 

Book Trailer: 

OpiniãoTrono de Vidro foi um dos meus livros favoritos do ano 2015. A história de Celaena Sardothien, a Assassina de Adarlan convenceu-me no espaço de cinco páginas - não foi preciso muito. Depressa comecei a familiarizar-me com as obras de Sarah J Maas, pelo que quando foi anunciado que a Coroa da Meia-Noite ia ser, finalmente, publicado para português, os ânimos levantaram novamente porque fiz um esforço - imenso - para me manter à distância de qualquer tipo de conhecimento dos livros seguintes, já publicados em inglês.
Ao contrário do que acontece em Trono de Vidro onde o desenrolar da acção se baseia única e exclusivamente na escolha do campeão do rei, uma espécie de Torneiro dos Três Feiticeiros, mais sangrento e mortal, não há exactamente espaço para mostrar o porquê de Celaena ser considerada uma das maiores assassinas, no entanto, em Coroa da Meia-Noite isso evidencia-se não uma, mas várias vezes. A determinação quase possessão com que a protagonista age após determinadas emoções é quase animalesca e, ao ler essas passagens compreendo o seu cognome e o porquê de ela ser tão temida no continente.
Na minha opinião do primeiro volume referi que era a primeira vez em muito tempo que me deixava levar por uma personagem que acaba por ser única no seu maneirismo, no entanto, apercebi-me de que Sarah J Maas criou também uma protagonista que não se revelou imediatamente ao leitor. Não é uma questão de não saber, de alguém lhe mencionar a verdade da sua existência, mas sim de não querer propositadamente dar-se a conhecer a esse ponto até ser realmente necessário. Até mesmo em Coroa da Meia-Noite, o nosso conhecimento da protagonista, os seus objectivos continuam rodeados por um nevoeiro que ainda não somos capazes de atravessar, não totalmente e essa forma de escrita e de "story-telling" é viciante porque conhecemos a personagem, conhecemos os seus medos e as suas vontades mas o seu passado permanece intocável, embora neste segundo livro tenha levantado um pouco do véu que rodeia a assassina.
Mas, à semelhança do que aconteceu com o primeiro volume, Coroa da Meia-Noite foi numa direcção óbvia e o conhecimento de determinados factores pareceu-me exageradamente demorada. A magia é igualmente diferente mas, por alguma razão, não foi uma das minhas coisas favoritas e o conceito óbvio das Wyrdkeys e Wyrdgates não me fascinou por aí além. O que me moveu, mais uma vez, foi o enredo e as personagens, mesmo aquelas que ainda não conhecemos. Depois do primeiro livro, onde as apresentações já foram feitas, conhecer o passado e as motivações e sentimentos de Chaol e de Dorian foi algo que gostei bastante. Eles fazem, com Celaena, um trio interessante e poderoso e mal posso esperar para ver que caminho a vida de cada um deles vai tomar.
Outros títulos da colecção
*Trono de Vidro
*Coroa da Meia-Noite 
*Heir of Fire 
*Queen of Shadows
*Empire of Storms 
*Throne of Glass #6

*The Assassin's Blade

Outros livros da autora
*A Court of Thorns and Roses
*A Court of Mist and Fury (03/05/2016)
*A Court of Thorns and Roses #3



OpiniãoHarry Potter é, para mim, um sinónimo de infância - de nostalgia. É-me impossível lembrar um tempo em que a história do Rapaz que Sobreviveu não habitasse a minha imaginação e, talvez por estar tão familiarizada, nunca senti a necessidade de rever com frequência cada uma das suas adaptações, embora os possua a todos e tenha ido à maioria das estreias, muitas das vezes à meia-noite. No entanto, na sequência de um desafio proposto pelo grupo Tuga-A-Thon no Facebook - aqui - decidi que já era altura de rever cada um dos oito filmes que fazer parte do universo Harry Potter.
Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro de oito e pela primeira vez - sim, vou adicionar primeiras vezes, - vi a versão mais extensa com cenas que não apareceram na versão original; cenas que adicionaram mais ao filme, que dão mais conteúdo e mais expansão.
Para mim, a mais icónica, aquela que estabelece a amizade entre o Golden Trio, após a derrota do Troll na casa-de-banho das raparigas do primeiro andar quando, após a reprimenda/parabéns da líder dos Gryffindor, Hermione agradece aos rapazes, ao qual Ron responde: Para isso é que servem os amigos. Uma cena que devia, obrigatoriamente, aparecer na versão a que a maioria das pessoas tem acesso.
Foi igualmente a primeira vez que vi o filme sem legendas e posso afirmar que foi completamente diferente. As legendas são, apercebi-me agora, uma enorme distracção. Nunca estive tão concentrada nos pormenores, tão atenta às expressões faciais, à qualidade da actuação, às flutuações de voz, como agora.
Este primeiro filme é a nossa introdução à magia e, em comparação com os seus companheiros, os efeitos são mais pobres mas aceitáveis para o ano em questão. Um clássico, diriam alguns. Para mim, Harry Potter e a Pedra Filosofal ganha mais pelas interpretações do que pelas cenas de magia seja no Quidditch, na floresta negra, ou nas salas de aula porque, embora cada cena pudesse ser melhorada a cem vezes nos dia de hoje, são as cenas simples como a do espelho de Erised que me partem o coração e me transportam directamente para o ano 2001.
Devemos ser críticos naquilo que gostamos mas, por vezes, devemos dar-nos ao luxo de apenas gostar, rindo com as cenas menos boas, mas apreciando ao mesmo tempo aquelas que são pura e simplesmente maravilhosas.


Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Winnie, filha de uma família de renome, vive enclausurada na própria casa, não lhe sendo permitido ir para além das gradeado jardim. Cansada desta situação, decide um dia partir e explorar o bosque que existe mesmo em frente a sua casa, um lugar selvagem e solitário onde tudo pode acontecer... É precisamente nele que encontra, de forma casual, em frente a uma fonte, Jesse Tuck, um <<rapaz>> de cento e quatro anos que na realidade parece ter apenas dezassete. É através dele que conhece os restantes membros da família Tuck, uma família algo estranha e peculiar que detém um segredo incrível. Graças a eles e ao mistério que os envolve, Winnie ver-se-á no centro de uma extraordinária aventura, descobrindo num só dia o verdadeiro valor da amizade e da coragem

OpiniãoCom uma escrita simples, A Fonte Misteriosa publicada pela primeira vez em 1975 é considerado um clássico da literatura moderna no que toca à literatura infantil. Tal não é o meu espanto quando, anos mais tarde depois de ver o seu filme, percebo que, não só tenho a sua obra original, como nunca o li. Tuck Everlasting, no título original, era-me familiar e só quando revirei as minhas estantes ao passar os olhos pela sinopse é que reconheci o nome da protagonista Winnifred "Winnie" Foster.
Não hesitei. Lembrava-me vagamente do filme, mas a ideia que tinha era de uma adaptação ternurenta, com um final de partir o coração à semelhança The Bridge to Terabithia. A verdade é que são vários os livros infantis cujo conteúdo se estende aos adultos e, embora Natalie Babbitt se centre no público mais novo a verdade é que me deixei encantar pela família Tuck e pela protagonista Winnie.
A Fonte Misteriosa é contada quase como uma história de encantar. É simples e as descrições são detalhadas o suficiente para imaginarmos Treegap, o local que rodeia esta aventura fantástica. Não é um livro com excessos e se peca, é pela falta de páginas. O meu desejo de querer saber sempre mais sobrepôs-se a qualquer outra coisa.
A Fonte Misteriosa é, sobretudo, uma forma de mostrar aos mais novos como a morte deve ser encarada, principalmente, quando a possibilidade da imortalidade está mesmo à nossa frente. São várias as passagens marcantes sobre a vida/morte e, cada um dos personagens, à sua maneira, mostra como, na realidade, a vida DEVE, ser vivida; como na presença de uma vida eterna o único desejo, por vezes é seguir em frente e continuar na roda de todas as coisas. É um livro maravilhoso para educar as crianças quanto à presença da morte no dia-a-dia; para lhes mostrar que, no fundo, não devem ter nada a temer; que o mais assustador sim, é ter uma vida não vivida.
Outros títulos da autora:
*A Fonte Misteriosa - adaptação cinematográfica aqui.


Sinopse: Existe qualquer coisa de dolorosamente familiar em Daniel Grigori. 
Misterioso e distante, prende a atenção de Luce Price logo que o vê no primeiro dia de aulas no internato Sword & Cross, em Savannah. É a única coisa boa num lugar onde os telemóveis são proibidos, os outros estudantes são tramados e as câmaras de segurança vigiam todos os movimentos. 
Excepto uma coisa: Daniel não quer ter nada a ver com Luce e faz o possível para tornar isso muito claro. Mas ela não consegue desistir. Atraída para ele como uma borboleta para uma chama. Luce tem de descobrir o que Daniel, desesperado, tenta manter em segredo... mesmo que a mate



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OpiniãoAnjo Caído não foi o primeiro livro que li da autora, pelo que apesar da sua escrita descritiva e intensa, em todos os seus livros - até agora - há um elemento que permanece intocável, constante ao longo das páginas e das descrições, a razão por detrás de cada acção dos protagonistas: o romance.
Lucinda "Luce" Price é, durante grande parte do livro, uma protagonista interessante com um passado obscuro. Lembro-me que durante a minha primeira leitura, senti-me atraída para a sua história e para a sua personalidade mas, à medida que as páginas vão passando e a história se desenrola, dei por mim a querer saber mais e a importar-me mais com as personagens secundárias como Roland e Ariadne e a afastar-me da protagonista à medida que a sua forma de pensar se moldava única e exclusivamente a Daniel. A atracção é imediata, não há questões e há, mais uma vez, o elemento "stalker" que parece insistir em aparecer nos livros YA.
Não me interpretem mal. Pelo historial das minhas leituras, é raro o livro sem qualquer tipo de romance, mas a forma como os acontecimentos, como o clímax do livro rodeia um único casal, um beijo sobrevivido, a vida de uma adolescente, não me atraiu por aí além - penso que, apesar de ser o primeiro de quatro, Anjo Caído ganhava muito mais se explorasse mais do que o amor verdadeiro. Luce passou de uma rapariga com um passado misterioso e problemático, para uma rapariga cuja única definição parece ser o seu amor por Daniel e vice-versa. Deixou de haver mais para Luce, mais de Luce para além de Daniel. Ela torna-o a sua vida, não apresentando qualquer espécie de autocontrole.
Aqui, o aspecto fantasioso não foi o que ajudou à continuação da história mas sim a origem da maldição, o porquê das existências contínuas, os motivos para Gabbe, Ariadne, Roland e Cam permanecerem na imagem - quem são eles. A ausência de respostas foi o que moveu o avançar das páginas. O internato Sword & Cross ajudou a manter a história "mais familiar" mas, ao mesmo tempo, não se diferenciou por aí além de outros do mesmo género. A ausência de respostas para a vida "além-de-Luce" moveu-me mais e manteve-me mais interessada do que o facto de os anjos existirem porque, no fundo, neste primeiro volume não nos é dada grande informação.
Outros títulos da colecção: 
*Lágrima 
*A Cascata do Amor
*Last Day of Love (short-stories)

Outros títulos da autora:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)



OpiniãoQuando a notícia de que iria haver um filme baseado no livro Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los admito que a minha primeira reacção foi de espanto e depois de confusão. Para alguém que sente que conhece bem o mundo criado por J.K.Rowling a ideia de que poderia haver um filme baseado naquelas míseras páginas que apenas descrevem criaturas atrás de criaturas, a ideia foi, em primeiro lugar, estranha. Mas Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los relata sim a forma como Newt Scamander, um nome que nos é familiar, encontrou e escreveu o livro que mais tarde iria aparecer nos manuais dos estudantes de Hogwarts e, para aqueles que como eu ficaram para lá de chocados/maravilhados com o final que J.K.Rowling nos dá com este primeiro filme, podemos apenas supor de que haverá algo muito mais interessante do que o simples conhecimento das criaturas mágicas.
Pela primeira vez, o universo mágico encontra-se fora de Londres. Estamos nos Estados Unidos da América na década de 20, onde há todo um conjunto de novas leis, novas formas de governo, novos conceitos que temos de aprender e que nos são apresentados de forma competente nos primeiros vinte minutos de filme. A linha temporal está incrivelmente bem estabelecida, não havendo realmente tempos mortos porque mesmo as cenas sem qualquer tipo de acção mostram ou a bondade de Newt ou a diversão com as criaturas, algumas bastantes conhecidas para os mais familiarizados com o mundo de Harry Potter.
Claro que, a magia, obviamente, estava lá, no entanto, e embora tivesse adorado este novo mundo onde seguimos, não crianças/adolescentes mas adultos - uma novidade - , senti uma imensa falta de Hogwarts. Hogwarts era, por si só, uma personagem e foi difícil ver o logotipo da Warner Bros sabendo que não iria voltar lá. Por outro lado, J.K.Rowling deu aos fãs momentos de uma incrível nostalgia, de surpresa e de choque porque, na verdade, tudo o que acontece, nós já conhecemos.
Amores Desolados em nomes Negros.
Um professor que possui uma elevada estima por um aluno.
Uma criança que suprimiu a sua magia até ao ponto de ruptura.
Dois amigos que vão acabar por lutar, mostrando no final, amor um ao outro.
Uma varinha, a mais poderosa de todas.
Um triângulo, com uma varinha, uma pedra e um manto.
Uma frase: Pelo bem maior.
J.K.Rowling deu-nos, o que nem sequer sabíamos que queríamos.
Mas claro que a maior mudança foi, obviamente a liderança. Newt Scamander, um Hufflepuff de gema, é o nosso novo líder e embora se rodeie de personagens carismáticas ainda preciso de ver mais um pouco de evolução, mais um pouco de personalidade e de conhecimento - preciso de mais. E vou ter, mais quatro, aparentemente. Se fosse outra autora qualquer, ficaria ligeiramente preocupada com o conteúdo, no entanto, como é de J.K.Rowling que falamos, não tenho a menor dúvida de que será absolutamente fantástico.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora: 
*Morte Súbita
*Very Good Lives


OpiniãoDepois da opinião de Lua Nova, fiquei a fermentar nas palavras adequadas para traduzir o meu gosto por esta série. Sou a primeira a admitir que não sabia que ao rever a vida de Bella e dos seus respectivos intervenientes fosse arrastada para uma nuvem de nostalgia onde tudo parecia recompor-se com a simples ideia de um amor tão forte - quase obsessivo. Mas, a verdade é que isso aconteceu e estou a tentar estender esse sentimento ao máximo porque, no meio de tantos lançamentos e novidades, a nostalgia e a antiga alegria perde-se. Ou renova-se, depende do ponto de vista.
Eclipse é diferente. Há uma dinâmica diferente. Há uma sensação de que o fim - será? - se aproxima e de que algo maior e grandioso está para acontecer. É também o primeiro filme onde o triângulo amoroso está enraizado na nossa pele e claro que essa ideia se deve à maravilhosa interpretação dos protagonistas, no entanto, admito que a adaptação perde um pouco do humor que é, efectivamente, uma característica de Bella. Não temos acesso à sua cabeça como acontece no livro, além de que - corrijam-me se estou errada, - sinto que, em qualquer um dos filmes, inclusive, dos dois anteriores, sinto que se perde alguma coisa por exemplo, não sinto uma afinidade tão grande por Ashley Greene como Alice Cullen. Porém, qualquer um dos filmes não deixa de ser uma extensão fantástica do trabalho de Stephanie Meyer.
Pela primeira vez entramos em contacto com o passado da família de Edward, com os pensamentos mais profundos de Rosalie, com o passado do próprio Jasper e não fui capaz de deixar de desejar que personagens como Emmet ou Esme tivessem uma história mais interessante ou, pelo menos, mais explorada. Claro que ajudou os efeitos especiais, as montagens de um passado sangrento ou vingativo; imagens de uma morte violenta que nunca deveria ter acontecido logo nos primeiros minutos de filme. Para mim, uma boa adaptação acontece quando há uma extensão do mundo, o que, definitivamente foi algo que aconteceu. Os efeitos especiais, os lobos, as lutas, foram pequenos bónus no grande leque que foi as quase duas horas e meia de filme. O coração da história está lá. É o mais importante.
Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora: 

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química


SinopsePassaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção.
Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.
Ao lado do seu parabatai, Julian Blackthorn, Emma terá de seguir o rasto de um assassino demoníaco nas ruas agitadas de Los Angeles e no mar encantado das praias de Santa Monica, onde o amor é uma ameaça tão grande como o ódio do seu pior adversário.
Para tornar tudo ainda mais complicado, o irmão de Julian, Mark levado pela Caçada Selvagem cinco anos antes é devolvido à família como moeda de troca.
As faeries estão desesperadas por descobrir quem anda a matar os seus e precisam da ajuda dos Caçadores de Sombras. Só que o tempo, em Faerie, flui de maneira diferente, e Mark mal envelheceu e não reconhece os seus irmãos.
Conseguirá Mark ajudá-los e regressar ao seio da família? Ou será o apelo da Caçada Selvagem mais forte do que o próprio sangue?

OpiniãoEu sabia desde o momento em que coloquei as mãos neste volume que ia ser arrastada para o mundo dos Caçadores de Sombras em menos que nada; o que não me apercebi na altura, foi o quão investida emocionalmente iria ficar. Claro que, depois de As Origens já era altura de aprender que não há nada relacionado com os Caçadores de Sombras que não me faça ficar completamente viciada no espaço de minutos.
Primeiro que tudo, fiquei extremamente surpreendida por a Editora Planeta não ter optado por traduzir o título Lady Midnight - e ainda bem - e, em segundo lugar, sabia que, ao ainda não estar traduzido, e ao não ter optado por ler na sua língua original The Tales of the Shadowhunter's Academy, iria ser surpreendida. Sabia que isso iria ser um dado adquirido. Mas admito, se pudesse voltar atrás, não o teria feito à mesma.
A surpresa, os gritos e os guinchos com cada referência às personagens de Os Instrumentos Mortais, as novidades relacionadas com a vida de Magnus, Alec, Clary, Simon, Jace, Isabelle e mesmo com Will, Jem e Tessa, para mim, são pequenos chocolates que me atiram à cara quando estou a morrer de fome. É algo simultaneamente nostálgico e estranho porque, de certa maneira, conhecemos aquelas personagens, conhecemos o seu passado e o seu coração por termos passado tantas horas a ler cada uma das páginas dos seus maravilhosos livros, pelo que é um pouco surreal ler algo, do ponto de vista de outra personagem onde Jace Herondale e Clary Fairchild são descritos como os melhores Caçadores de Sombras e que, aparentemente à, algures no Mundo das Sombras, quadros a retratar a sua história.
Em Lady Midnight é a primeira vez que temos uma protagonista com um conhecimento mais do que provado do Mundo das Sombras; enquanto Clary era uma Mundana e Tessa uma Habitante do Mundo-à-Parte, Emma é uma das melhores guerreiras. Ela conhece o mundo e sabe como é que ele funciona mas, mesmo assim, a autora dá-nos mais conhecimento sobre o mundo das fadas, sobre os mercados negros, sobre as próprias leis, sobre a existência de uma Scholomance e de Centuriões. É quase como se nos fosse apresentado uma versão melhorada de um mundo que já conhecíamos, mas que parece, ao mesmo tempo, novo.
Para além disso, já conhecíamos Emma, assim como a família Blackthorn e, para aqueles que como eu navegam pela blogosfera era impossível não ter conhecimento de qual seria, desta vez, o romance proibido e, embora ainda não perceba como é que vamos sair desta, é simpático saber finalmente o porquê de os parasitai não se poderem apaixonar. Mas, cinco anos passaram e as mudanças são visíveis e, apesar de Emma ter adquirido muito da personalidade de Jace e de Will, Julian é a sua própria personagem cuja principal característica - assustadora - é a capacidade de fazer - literalmente - o que for preciso pela sua família; incluindo incriminar alguém inocente, mentir, e um leque de outros feitos não desculpáveis pelo medo. Julian é alguém muito interessante, com gestos maravilhosos mas, ao mesmo tempo, horrorosos.
Em Lady Midnight admito que, apesar de estar 100% emocionalmente investida não senti uma conecção tão pessoal como quando li, pela primeira vez, o Anjo Mecânico e penso que parte disso deve-se ao facto de, até certo ponto, a familiaridade com a escrita da autora permitiu-me prever, até dado momento, o desfecho e as decisões da protagonista, muito ao estilo William Herondale ou até mesmo Jace Herondale - definitivamente Emma deve ter herdado algum sangue Herondale porque o dramatismo e as más decisões correm no sangue daquela família.
Há algo de maravilhoso em voltar a este mundo que é um dos meus preferidos, sem qualquer tipo de dúvida. E ajuda o facto de Cassandra Clare ter uma escrita maravilhosa e de, aqui e ali, dar-nos algo que nos recorda os bons tempos que passámos e de que as personagens pelas quais nos apaixonámos há tanto tempo ainda existem e cujas vidas avançam felizes, umas mais do que outras. E o último capítulo é um excelente exemplo disso e, embora preveja muitos ataques cardíacos e choques no futuro fico feliz por poder continuar.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


OpiniãoA primeira coisa que deve ser dita para qualquer alma que leia as minhas palavras é: Outlander é uma experiência maravilhosa. Fui acompanhando os primeiros episódios da série à medida que ia avançando na leituras das 772 páginas que é o tesouro que Diana Gabaldon nos proporcionou. Ao fazê-lo, tive um imensa facilidade a entrar numa história onde nomes da mesma família se misturam, onde há todo um clã numeroso de figuras, cada uma mais especial do que a outra. As personagens ficam-nos presas na mente e as suas expressões tornam-se familiares para nós o que facilitou imenso a imersão na Escócia do século XVIII - conseguia distinguir rostos, familiarizar-me com a localização e com nomes que me eram completamente desconhecidos.
Mais uma vez, repetindo as palavras da minha opinião em relação ao livro, não sou a maior entusiasta de viagens temporais, pelo contrário, visto que acredito que abrem um leque de questões que preciso de ver explicadas - não sou alguém que lida de forma saudável com pontas soltas mas, citando as minhas próprias palavras, em Outlander a diferença entre o passado, presente e futuro basicamente junta-se num só e algo que Diana Gabaldon faz muito bem é diferenciar cada um deles, dar-lhes uma espécie de "contentor" a cada uma das vidas e depois junta-as, mantendo, ainda assim, a individualidade de cada uma.
Mais do que uma vez escrevi que, uma adaptação, seja ela cinematográfica ou televisiva deve ter em consideração o coração da história, deve servir como uma extensão do mundo, mostrar coisas que de outra forma não teríamos conhecimento e, em Outlander - Nas Asas do Tempo, ao seguir única exclusivamente a linha de Claire, perdemos muito do que se passa nos tempos actuais (1945). Contudo, a sua adaptação ganha pontos ao explorar a procura de Frank, o seu desespero em encontrar a mulher, as informações que ele próprio recebe, as suas decisões que certamente vão afectar o futuro. Outlander dá-nos mais do que aquilo que pensávamos que queríamos, dá-nos um passado e um futuro; dá-nos uma sensação de emoção, amor e horror ao mesmo tempo; faz-nos querer agarrar numa almofada e chorar, como rir desalmadamente. Ao contrário de outros do mesmo género, senti que pertencia à Escócia do século XVIII que, como Claire era capaz de atravessar aquelas paisagens deslumbrantes; durante quase uma hora - a duração de cada episódio - senti que estava com Claire. É uma sensação que tive de fazer perdurar, parando um pouco depois do décimo segundo episódio. Foi, a primeira vez, que tive de forçar a minha vontade. Não queria ver mais. Queria guardar para mais tarde quando o tempo ficasse chuvoso e as tardes mais curtas. Outlander é fiel ao seu coração e, como Diana Gabaldon consegue transmitir no livro, a série não falha ao demonstrar com bastante realismo as cenas, não só de amor, como de horror e, pela primeira vez - também, - vi-me a fechar os olhos e a deixar de ouvir, principalmente nos últimos dois episódios onde a minha memória, infelizmente, não me falhou porque queria esquecer que aquilo acontecia. Tal como no livro, vi-me incapaz de continuar sem fazer uma pausa.
Tive e a fazer.
Não conseguia ver mais nada para além da água que se formava nos meus olhos.
Não conseguia ouvir mais nada para além dos guinchos de horror que me saiam da garganta.
Durante dezasseis episódios, que devem rondar mais ou menos dezasseis horas - pelo que se não tiverem nada para fazer podem sempre apoiar-se numa maratona de Outlander, - vi-me forçada a apaixonar, a rir, a chorar e a gritar de medo. Algo me dizia que, assim que colocasse um olho no mundo de Diana Gabaldon não iria ser capaz de sair. Estava certa. Claro que a interpretação de Catriona Balfe, Sam Heaughan e Tobias Menzies ajudaram - e muito. Três actores f-a-n-t-a-s-t-i-c-o-s, com especial destaque para a protagonista que me fez sentir cada uma das suas emoções. Podia continuar o dia todo a escrever sobre o quanto adorei cada segundo mas é daquelas coisas, - é preciso ver para querer.

Outros títulos da colecção: 
*Nas Asas do Tempo - adaptação televisiva aqui
*A Libélula presa no Âmbar 
*A Viajante
*Tambores de Outono
*The Fiery Cross
*A Breath of Snow and Ashes 
*An Echo in the Bone 
*Written in my on Heart's Blood


Sinopse: Noemi é fã de cinema e séries de acção e aventura. Mas nunca imaginou que ela própria faria o papel de uma dessas personagens que de um momento para o outro vêem a sua vida normal dar uma volta de 180 graus. De uma forma pouco ortodoxa descobre que é um Anjo, uma Guerreira ancestral renascida e que, numa dimensão paralela à da Terra, existe um mundo mágico regido por uma Deusa: Orbias. 
Mas Noemi não terá apenas de lidar com os seus novos poderes e responsabilidades. Terá também de se confrontar com perigos e emoções aos quais não estava habituada, especialmente um sentimento em relação a Sebastian, um orbiano sedutor... Conseguirá ela superar a sua fragilidade e conflitos interiores para salvar os dois mundos da destruição

OpiniãoHá um momento durante a leitura em que percebemos que ultrapassámos um qualquer muro invisível; um muro que separa a certeza da qualidade de um livro para a incerteza quanto àquilo que temos efectivamente à nossa frente. Em Orbias - As Guerreiras da Deusa é-nos apresentado um mundo fantástico repleto de possibilidades; há uma boa ideia; há uma potencialidade para excelência que o autor, na minha opinião, desperdiça.
Infelizmente, não gostei. Neste primeiro volume, somos apresentados a um leque de personagens infantis e que, apesar da ideia primordial ser fantástica, não chega para disfarçar os discursos apatetados - "Para proteger os inocentes e indefesos de criminoso como tu, chega o Anjo da Luz Resplandecente". A verdade é que até poderia ser aceitável caso se tratasse de um livro direcionado para um público infantil mas trata-se de palavras proferidas pela boca de uma protagonista universitária que se assemelham a um discurso saído directamente de um episódio das "Navegantes da Lua" cujas comparações são impossíveis de passar despercebidas - seja pelos discursos, seja pelas mudanças de roupa aquando a transformação, seja pelos braços que são usados para o transporte entre os dois mundos.
Para além disso, a própria escrita é muito infantil e muito pouco dada ao leitor. Pareceu-me mais um registo das emoções que cada uma das personagens devia sentir. Foi muito impessoal, por mais aprofundada que fosse a emoção ou o sentimento e, mesmo a própria caracterização das seis guerreiras e restantes companheiros foi fraca. O excesso de palavras como "lolita", de expressões de pudor da protagonista quase repetidas face às acções de duas outras personagens, cansou. Do mesmo modo, o romance instantâneo foi forçado. Para mim, a não ser que se trate de um livro juvenil que retrata uma paixoneta e não um "amor grandioso" não pode ter no mesmo parágrafo "Estava raivosa com Sebastian, já não o suportava, mesmo só o conhecendo há horas! (...) Estava irritada porque ele tinha feito com que estivesse completamente e perdidamente...apaixonada por ele!". Não. Não quando se trata de uma jovem adulta.
Orbias - As Guerreiras da Deusa acentua algo que começo a ver como obrigatório nos livros de fantasia escritos por autores portugueses: por muito infantil que o diálogo possa ser, por muito irreal que as personagens possam parecer, há sempre, sempre, uma cena de sexo para mostrar que afinal é um livro adulto, com personagens maduras e com uma vida sexual activa. O final, confuso, pouco serviu para aumentar o meu gosto. Talvez funcionasse se a história não fosse contada na primeira pessoa, assim pouco mais serviu do que para aumentar a sensação de que me escapou algo de essencial. Senti-me acéfala.
Atenção, não critico o autor mas sim Orbias - As Guerreiras da Deusa. Tive oportunidade de ler um conto do autor para uma antologia publicada pela Editorial Divergência e foi, sem sombra de dúvidas, um dos meus favoritos. A qualidade deste material em especifico é que não despertou nenhuma atenção. Talvez pela minha idade, por não ser facilmente levada por amores instantâneos, ou amizades rápidas, a verdade é que não consegui identificar-me com a escrita do autor. Era demasiado simples e infantil e, por uma vez ofensiva. Não consigo concordar com "a depressão" como uma "doença da moda" ("Porém, o mais grave era a depressão, a doença da moda, nomeadamente nos jovens"). Tenho o segundo volume e faço intenção de o ler na esperança de alguma espécie de melhoria.
Outros títulos da colecção
*Orbias - As Guerreiras da Deusa 
*Orbias - O Demónio Branco