Blogs Portugal

Siga por Email

Sinopse: Num futuro pós-apocalíptico surge, das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópode, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Uma anterior revolta fracassada dos Distritos contra o Capitol resultou num acordo de rendição em que todos os Distritos se comprometeram a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais com transmissão televisiva onde o lema é « matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida... Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, num acto de extrema coragem, um desafio desumano que a obrigará a escolher entre a sobrevivência e a solidariedade, a vida e o afecto cada vez maior que tem por Peeta, seu companheiro de Jogos. Conseguirá Katniss, face a circunstâncias tão avassaladoras, conservar a sua vida e a sua humanidade? 

OpiniãoPoucos dias antes de estrear o último filme dos livros de Suzanne Collins, decidi reler a trilogia que tanto encanto provocou no mundo. Em 2012, um pouco antes das férias de verão, apaixonei-me pelo official trailer, do filme homónimo. Não sabia absolutamente nada sobre a autora, ou sobre o mundo e, confesso, pouco ou nada sabia sobre distopias. Os Jogos da Fome apresentaram-me e, não tenho dúvidas, a muitos como eu, a mundos com sociedades alternativas e disfuncionais e abriram-me portas para um novo género de literatura até então desconhecido para mim.
A realidade criada por Suzanne Collins, intrigou-me por ter uma componente de reality show - quantos de nós não perdem horas, a admirar a vida de outros? quantos nós não se entusiasmam ou enojam com as atitudes dos concorrentes deste tipo de programa televisivo? Muitos, diria eu. E, não posso ser hipócrita, sou uma delas. Talvez seja desse tipo de gosto que surja a admiração pelos livros de Suzanne Collins, uma espécie de gladiadores em directo. A autora admitiu em entrevistas que a ideia surgiu num momento de zapping, um momento em que alternou no espaço de segundos entre um reality show e um noticiário de guerras e catástrofes. Quão, disfuncional está a nossa sociedade? Quantos de nós já vêem as notícias de mortes, cheias, incêncios, acidentes quase com desinteresse? Até que ponto é que podemos chegar?
Os Jogos da Fome retratam o extremo do que é a nossa sociedade. Penso que é por aí que está o encanto. E não só. A protagonista, Katniss Everdeen é tudo, o que uma personagem deve ser. É, essencialmente, defeituosa. É impossível não reparar na falta de compaixão perante a dor dos outros ou no egoísmo. Mas, é isso que a torna próxima do leitor. Eu consigo percebê-la, porque ela é retratada como uma humana. Não é nenhuma super-heroína. Não é a donzela que o príncipe tem de salvar. E, acima de tudo, não é colocada num pedestal acima de qualquer outra personagem. Sim, o livro centra-se em Katniss, narrado na primeira pessoa não podia ser de outra forma, mas é, sobretudo, um livro de sobrevivência, por enquanto.
Para além de um mundo diverso, Suzanne Collins ofereceu-nos um conjunto complexo de personagens e, um final imprevisível. Numa primeira leitura, penso que é impossível prever a decisão de Katniss, aliás, penso que, Os Jogos da Fome é um daqueles livros em que avançamos à medida que a protagonista avança. Não há espaço para suposições, principalmente porque vamos descobrindo mais sobre Panem e os Distritos à medida que a autora o deseja. O leitor não faz mais do que ir ao sabor da corrente.
É uma leitura fácil e envolvente. Não há dúvida. No entanto, por ser um livro sobre sobrevivência numa arena onde não podemos confiar em ninguém, acaba por ser um livro lento no que toca ao desenvolvimento: poucos diálogos, muitas repetições. Para além disso, os mutantes inseridos para criar o grande final, não me convenceram: «parecem-se com lobos enormes, mas que tipo de lobos aterra e depois facilmente se ergue sobre as patas traseiras? Que tipo de lobo incita o resto da alcateia a avançar com um aceno da pata dianteira como se tivesse um pulso?». Mas, o que Os Jogos da Fome perde com esse desenvolvimento lento, ganha com as descrições pormenorizadas, com as relações complicadas e com a própria curiosidade do leitor. É impossível não querer saber mais.
Outros títulos da colecção
*Os Jogos da Fome - adaptação cinematográfica: aqui
*Em Chamas - adaptação cinematográfica: aqui
*A Revolta - adaptação cinematográfica: aqui e aqui


Outros livros da autora
*Gregor - A Primeira Profecia
*Gregor and The Profecy of Bane
*Gregor and the Curse of the Warmbloods
*Gregor and the Marks of Secret 
*Gregor and the Code of Claw


Sinopse: AVC do Amor é um texto de ficção, baseado na realidade e que relata, de uma forma “leve”, não espiritual e alegre a rotina diária de uma paralisia causada por um AVC. Neste texto, o autor, ele próprio tetraplégico, faz um relato muito verosímil e realista dessa condição, misturando-o com grandes paixões, com uma viagem a outra dimensão e com alguns episódios ligeiramente humorísticos. Com várias histórias, AVC do Amor conta-nos alguns eventos passados na adolescência e na vida adulta de Rodrigo. Personagem principal que se recusa a acreditar no AVC e que, com a pertinência das suas questões, leva o leitor a duvidar da sua condição de tetraplégico. O autor guarda segredo da sua condição e nunca revela se está mesmo tetraplégico, deixando essa decisão ao leitor.  O texto percorre várias fases da vida de Rodrigo, personagem usado para o autor reflectir sobre os múltiplos assuntos que o apoquentam negativa ou positivamente.  É uma obra desconcertante que provocará, de certeza, múltiplos sentimentos conforme o estado de espírito de cada leitor.

OpiniãoSou a primeira a dizer que não estava, minimamente familiarizada com o trabalho do autor, no entanto, foi-me dada a oportunidade, pelo próprio, de divulgar o seu trabalho e pude lê-lo. É uma leitura muito rápida, com capítulos pequenos e uma escrita fácil. Fácil. Usar essa palavra não me parece correcto mas sim, foi de uma facilidade tremenda entrar de alma e coração na história.
Começo por dizer que, não esperava gostar. Sou honesta. Não é o tipo de livros que goste, diria eu noutra altura qualquer. Mas, haverá realmente um tipo? Dei por mim completamente imersa, embora, confesse, dispensasse alguns capítulos. Não, por não serem de qualidade, mas porque não acrescentaram nada, nem sequer uma aproximação com o leitor - no meu caso.
AVC do Amor começa de forma brilhante e posso dizer que cativou-me do início ao fim. E sim, é uma obra desconcertante e que provoca vários tipos de emoções. Isso confirma-se. Ri-me. Enfureci-me. Entristeci-me. É mais um daqueles livros de capítulos pequenos, de poucas páginas, mas que condensa de forma perfeita a sua essência, à semelhança de Quando Éramos Mentirosos ou Sonha e Teme. São livros que me consomem por dentro, emocionalmente. Adoro.
O que mais gostei foi, sem dúvida, o à vontade do autor. Como leitora, senti-me imediatamente familiarizada com o narrador há, num estalar de dedos, o desejo de saber mais, não só sobre a sua condição, mas sobre as personagens/pessoas que o rodeiam desde as enfermeiras, aos amigos e às paixões. E, embora houvesse passagens com as quais não sentia qualquer tipo de ligação - não por ser insensível, mas devido ao teor da "conversa" - há capítulos de cortar a respiração, há verdades incontestáveis sobre o que deve ser realmente importante. AVC do Amor faz-nos pensar.
No entanto, há um sentimento de dúvida, como a sinopse refere. Enquanto leitora dei por mim a questionar imenso e o próprio narrador afirma: eu posso estar a mentir; cabe a cada leitor tirar as suas próprias conclusões. AVC do Amor é um livro que não deixo de aconselhar.

50% do lucro da venda deste livro reverte a favor da Associação Salvador
Encomendas para o e-mail: luisfdsabreu@gmail.com
Outros títulos do autor, a título individual: 
*Insónia 
*Fragmentário
*Muros e Amor


Sinopse: A Primavera chegou à Academia São Vladimir, e Rose Hathaway está quase a graduar-se. Chegou também o momento em que Rose tem de lidar com os seus pensamentos mais sombrios, o seu comportamentos mais errático e, pior que tudo, ela acha que anda a ver fantasmas... Tudo isto porque teve de matar os seus primeiros Strigoi. 
E enquanto Rose põe em causa a sua sanidade mental, novas complicações se avizinham: Lissa recomeça as experiências com a sua magia, o seu inimigo Victor Dashkov pode ser posto em liberdade, e a relação proibida de Rose e Dimitri aquece mais uma vez. Mas quando uma ameaça mortal  que ninguém podia prever transforma todo o seu mundo, Rose terá de arriscar a própria vida e escolher entre as duas pessoas que mais ama. 

OpiniãoPara mim, O Beijo das Sombras foi, até agora, o volume mais interessante. Não apenas pela conclusão - mais à frente - mas pelas descobertas em si. Rose é, desde o primeiro livro, alguém que foi beijada pelas sombras, ou seja, alguém que regressou dos mundos dos mortos e, embora esse conceito tenha sido explorado em Academia de Vampiros e Beijo Gelado (cujas opiniões podem ver aqui e aqui, respectivamente), nunca como em O Beijo das Sombras, as consequências dos poderes de Lissa, fizeram parte da acção e tiveram uma influência tão grande no núcleo de personagens.
As ideias criada por Richelle Mead, mais uma vez, são brilhantes, não me canso de dizer. E não me refiro apenas à natureza dos personagens, mas também ao mundo da Academia de São Vladimir e da Corte Real. É um livro "colegial", por assim dizer, mas que reflecte o microcosmo do que é a sociedade Moroi, na maior parte das vezes, reflectida nas personagens de Lissa e de Christian. A primeira porque é a única da sua linhagem, o último porque tem de combater contra o preconceito de ser filho de pais que escolheram tornar-se Strigoi.
Depois dos acontecimentos finais de Beijo Gelado, não esperei que as personagens permanecessem iguais e, embora a protagonista seja Rose, há uma noção de perda intrincada no seu grupo de amigos e aqui Eddie Castel brilha pela primeira vez. Nos dois primeiros volumes era apenas o melhor amigo de Mason, em O Beijo das Sombras, ocupa o seu lugar.
Qualquer um dos três volumes, seja em Academia de Vampiros, Beijo Gelado ou O Beijo das Sombras, Richelle Mead dá-nos um equilíbrio fantástico entre cenas de acção, de amor, de amizade, dor e de perda. Nada parece forçado, pelo contrário. Somos capazes de imaginar que, num mundo paralelo, os personagens, enquanto "pessoas" iriam reagir desta, e desta e daquela maneira. É raro encontrar um livro ou uma série que descreva as emoções humanas de forma tão natural. No entanto, e aqui realço o "No entanto", em O Beijo Gelado, há duas ou três excepções. Algumas descobertas por parte de Rose, descobertas fundamentais, são apressadas de forma quase estapafúrdia, algo que essencial para o continuar da história, mas que podiam ter sido melhor desenvolvidas.
Como referi anteriormente, o conceito de ser beijada pelas sombras é explorado ao máximo e, O Beijo das Sombras continua a jornada de Rose Hathaway, uma jovem dhampir de quase dezoito anos, arrojada, corajosa, sarcástica, divertida e arrogante que, neste terceiro volume, desenvolve um feitio de cortar os pulsos. Richelle Mead começa as descobertas de Rose com passos de bebé, dando tempo ao leitor de se inteirar da situação. Como contraste, vemos a felicidade de Lissa e há pequenos flashes daquilo que pode ser o seu futuro, numa dualidade de pontos de vista única.
O Beijo das Sombras tem, uma das conclusões mais forte que já li. Richelle Mead deu, mais uma vez, pistas aqui e ali, frases ou diálogos para que o leitor pudesse chegar à conclusão do terceiro volume e, embora tivesse descoberto, cedo ou não, não deixou de ser um final de cortar a respiração, de acelerar o pulso e de querer chorar baba e ranho encostada a um canto no quarto.
Podia falar da escrita, de como é fluída e fácil, em grande parte devido à leitura instrospectiva de Rose mas, são pontos que referi nas duas opiniões anteriores e, O Beijo das Sombras, nesse aspecto, não é diferente dos seus antecessores. É sim, um livro de descobertas, de intrigas e de jogos de poder, contrabalançado com um livro de amizade, amor e perda.
Outros títulos da colecção
*Academia de Vampiros
*Beijo Gelado
*O Beijo das Sombras
*Promessa de Sangue 
*Spirit Bound
*Last Sacrifice

*Bloodlines
*The Golden Lily
*The Indigo Spell
*The Fiery Heart
*Silver Shadows
*The Ruby Circle

Outros livros da autora
*Soundless


Sinopse: Rose Hathaway não está a atravessar uma boa fase: o seu deslumbrante mentor Dimitri parece gostar de outra pessoa e em contrapartida o seu amigo Mason tem um fascínio enorme por ela. Para piorar a situação, Rose não consegue quebrar a ligação mental com a sua melhor amiga, Lissa, mesmo quando esta está com o namorado Christian. 
Entretanto, perante a iminência de um ataque Strigoi, a Academia de São Vladimir decide tornar a viagem anual de esqui obrigatória a todos os alunos e juntar os guardiões, inclusive a lendária Janine Hathaway - a ausente mãe de Rose. 
Iludidos pela falsa segurança da paisagem cintilante e elegante do Idaho e na ânsia de vingar as vítimas dos últimos ataques dos Strigoi, três estudantes resolvem fugir para tentar encontrar e exterminar sozinhos um perigoso grupo de assassinos. Rose vê-se então obrigada a associar-se a Christian para os salvar, só que desta vez, a jovem irá sujeitar-se a perigos que nunca imaginou ter de enfrentar. 

OpiniãoMais uma vez, Richelle Mead encanta-nos com a sua escrita e com a sua imaginação. Em Academia de Vampiros - cuja opinião podem ler aqui - a autora roça a superfície do icebergue da sua genialidade e, em Beijo Gelado, penetramos na profundidade do oceano escuro. Desde o primeiro capítulo que somos arrastados para os procedimentos da formação académica de um guardião, momentos depois, somos arrastados para as burocracias do mundo Moroi, capítulos à frente, descobrimos novas formas de magia, novos personagens e uma inúmera quantidade de caminhos diferentes que a série pode tomar.
Richelle Mead criou um mundo vasto a que não fui capaz de resistir, aliás, vi-me enterrada nele nos últimos dois dias. A mudança de cenário foi bem-vinda. Não que a Academia de São Vladimir seja aborrecida, pelo contrário, mas explorar novos locais sob a perspectiva de dhampir e morois é quase fascinante, além de que tivemos acesso a novos personagens e a um maior conhecimento da sociedade moroi e da sua realeza.
Beijo Gelado continua a ser narrado na primeira pessoa por Rose Hathaway, uma das melhores protagonistas sobre as quais tive o prazer de passar os olhos, e, ao mesmo tempo, devido à sua ligação, por Lissa Dragomir e, essa dualidade de pontos de vista, encheu o livro de emoções. Por um lado, Lissa dá-nos a paixão, a responsabilidade e, por vezes a magia, e por outro lado, Rose enche-nos de sarcasmo, medo, arrogância, amor, frustração e divertimento. O que resulta num livro que merece, sem dúvida, cinco estrelas.
O aparecimento de Janine Hathaway parece revelar o pior que há em Rose e a emoção que transborda da personagem passa tão facilmente para o leitor, mais uma vez, graças à escrita introspectiva de Richelle Mead. É fácil entrar na cabeça de Rose, aliás, ser Rose, por algumas horas e experimentar em primeira mão o mundo dos dhampirs, morois e strigoi e ser consumida pela sua dor, frustração, ciúmes e amor.
Em Beijo Gelado temos igualmente a oportunidade de conhecer melhor alguns dos personagens secundários, nomeadamente Mason que, para mim, não passa de uma representação do que seria Rose sem a influência de Dimitri e, no final, os acontecimentos decorreram precisamente como Dimitri profetizou em A Academia de Vampiros. Se a amasse, atirar-se-ia para a frente de Rose, ao invés de proteger Lissa. A conclusão é a de que o amor é perigoso entre dhampirs.
Apesar de ter o lote da atenção do leitor, Rose é, igualmente, vítima de outro tipo de escrutínio por parte de Adrian Ivashkov. Ele dá-nos mais pistas sobre a natureza de Rose "beijada pelas sombras". A escuridão que a rodeia, as trevas que tira de Lissa, tudo isso levam a que Rose pareça mas ligada à morte do que propriamente à vida e só os próximos livros deixarão estas questões a descoberto. Por outro lado, a reacção exagerada de Janine à presença de Adrian faz-me questionar sobre a relação de Adrian a Rose, poderão partilhar o mesmo pai morri?
O único aspecto negativo que dou ao livro, rodeia a personagem de Mason. Não gostei da sua atitude impulsiva de querer caçar os strigoi, colocando em perigo uma moroi que ele jurou defender. Pareceu-me, à falta de melhor palavra, estúpido, muito estúpido. Por outro lado, adorei a reconciliação com Mia, o facto de Beijo Gelado deixar o bulling de lado, de haver uma mudança de temática e da própria acção. Richelle Mead não anda para trás, ela corre para a frente e, apesar do episódio estúpido de Mason e companhia, a conclusão foi mais do que perfeita. E o único caminho que vejo a série tomar é, realmente fazer com que os moroi utilizem a sua magia ofensivamente e, talvez, muito dessa mudança passe por Lissa que, aliás, gostaria de ver a ter um papel mais activo na resolução dos problemas.
Outros títulos da colecção
*Academia de Vampiros
*Beijo Gelado
*O Beijo das Sombras
*Promessa de Sangue 
*Spirit Bound
*Last Sacrifice

*Bloodlines
*The Golden Lily
*The Indigo Spell
*The Fiery Heart
*Silver Shadows
*The Ruby Circle

Outros livros da autora
*Soundless


Sinopse: Após dois anos de fuga, Lissa, a princesa da elite de vampiros Moroi, e a sua amiga e protectora Rose são apanhadas e arrastadas de novo para a Academia São Vladimir, escondida nas profundezas da floresta de Montana. Ai, Rose deverá continuar a sua formação de Dhampir, enquanto Lissa será educada para se tornar rainha. 
No entanto, é dentro dos portões de São Vladimir que a segurança de Lissa e Rose se encontra mais ameaçada. Os horríveis e sanguinários rituais dos Moroi, a sua antureza oculta e o seu fascínio pela noite criam um enigmático mundo repleto de complexidades sociais. 
Rose e Lissa vêem-se forçadas a deslizar por este perigoso mundo, resistindo à tentação de romances proibidos e sem nunca baixarem a guarda, ou os vampiros rivais farão de Lissa uma Strigoi para a eternidade...

OpiniãoUm dos aspectos únicos do mundo criado por Richelle Mead é a sociedade em si, recriada a partir do folclore romeno. Conceitos que, aliás, nunca tinha lido antes. Os nomes "dhampir", "moroi" ou "strigoi" eram-me completamente desconhecidos, embora uma rápida pesquisa indique outras obras literárias com a mesma influência.
Academia de Vampiros, penso eu, é uma obra minimamente conhecida, quanto mais, o título. Depois de Crepúsculo de Stephanie Meyer, agora a ganhar uma nova versão, houve uma explosão de livros vampíricos, entre eles, Academia de Vampiros e, sou a primeira a concordar que foi...saturante. Outro factor contra Academia de Vampiros, para além do facto de retratar personagens vampíricas a que alguns podem ter ganho aversão, foram as capas que, na mais sincera das palavras são horrendas. Mas, garanto-vos que em nada, absolutamente nada, retratam a excelência que está no interior, na maior parte das vezes, retratada sob o nome de Rose Hathaway, a protagonista.
Richelle Mead criou uma protagonista fantástica. Narrado na primeira pessoa, temos um lugar na frente de tudo o que passa pela cabeça de Rose, uma dhampir de dezassete anos, inteligente, arrogante e sarcástica, cujas passagens eram um deleite de ler:«Lissa e eu éramos melhor amigas desde o jardim-de-infância, a nossa amizade começara no dia em que a professora nos sentara juntas nas aulas de Gramática. Obrigar crianças de cinco aninhos a pronunciar Vasilisa Dragomir e Rosemarie Hathaway era de uma enorme crueldade, mas nós, ou melhor, eu respondera em conformidade. Atirara com o livro à professora e chamara-lhe sacana fascista. Não sabia o que é que essas palavras queriam dizer, mas sabia como acertar num alvo em movimento.»
Para além disso, a autora criou toda uma envolvência em torno da Academia São Vladimir e, em poucas páginas, as imagens de arquitectura gótica, as florestas e mesmo o interior, tornam-se fáceis de imaginar. A escrita introspectiva facilitou a inserção num mundo que me era estranho mas que me proporcionou uma quantidade enorme de divertimento. A essência do livro, flui com uma facilidade surpreendente e, embora o meu primeiro contacto com o mundo criado por Richelle Mead tenha sido através do grande ecrã, posso dizer, com toda a franqueza, que, mais uma vez, a qualidade de um filme não retrata a qualidade de um livro.
Uma das curiosidades em relação a Academia de Vampiros, é a dualidade de pontos de vista, embora esta não seja óbvia. A ligação que Richelle Mead criou entre Lissa e Rose possibilita-nos entrar em profundidade na mente da primeira, de tal modo que há, efectivamente uma evolução na sua personagem que, sem a ligação, não teríamos, de todo percebido e, embora o ambiente escolar e a existência de magia, recorde outros livros como Marcada de P.C.Cast e Kristen Cast (cuja opinião podem ver aqui), a qualidade da Academia de Vampiros é, muito, maior, pelo menos a meu ver, em grande parte, devido à protagonista.
Não é um livro romântico, pelo contrário. É um livro recheado de intrigas, de mistério e de magia e, embora haja romance, não é insuportável de ler, ou seja, não é lamechas, sobretudo, devido à presença de espírito de Rose nas melhores e nas piores situações. Não é, igualmente, um livro fácil de descobrir. Richelle Mead guardou bem os seus segredos, embora aqui e ali, hajam pistas de possíveis acontecimentos futuros, em grande parte, discussões entre Rose e Dimitri, por quem ganhei algum afecto.
Outros títulos da colecção
*Academia de Vampiros
*Beijo Gelado
*O Beijo das Sombras
*Promessa de Sangue 
*Spirit Bound
*Last Sacrifice

*Bloodlines
*The Golden Lily
*The Indigo Spell
*The Fiery Heart
*Silver Shadows
*The Ruby Circle

Outros livros da autora
*Soundless


SinopseAlguns pesadelos nunca terminam.

OpiniãoTeme é o segundo livro da trilogia A Caçadora de Sonhos, a opinião do primeiro livro, Sonha, pode ser vista aqui.
Teme segue a mesma linha que o primeiro livro da trilogia: uma prosa introstectiva, apesar de ser contada na terceira pessoa, contada na forma de um diário, com passagens curtas, pouco capítulos e muito fáceis de ler.
Mais uma vez, devorei o livro, no entanto, a história de Teme não me cativou como Sonha. O nosso conhecimento sobre os receptores de sonhos aumenta, no entanto, penso que o livro perde um pouco com a ligação de Janie à polícia. É algo inevitável, apresentado como o propósito da vida de Janie e aqui, Lisa McMann é óptima a cativar o leitor apenas com a protagonista.
Ao contrário de Sonha, um livro que retrata a juventude, Teme retrata a realidade dos predadores sexuais e, só por aí, torna-se um livro com um tom muito mais pesado mas realista. No entanto, tenho dificuldades em imaginar o Capitão ou alguém a colocar propositadamente uma rapariga de dezassete anos naquela posição vulnerável, mesmo considerando a personalidade desenrascada de Janie. É algo que, pura e simplesmente não compreendo.
A relação entre Janie e Cabel evolui de forma natural e apaixonada e gosto da forma como nenhuma das situações ou dos diálogos entre os dois parece forçada, pelo contrário. Lisa Mcmann é uma perita em criar conversas credíveis e a colocar o leitor dentro da história com uma facilidade incrível. As consequências de ser uma receptora de sonhos são de cortar o coração e, mal posso esperar para ler Foge, o último livro da trilogia, no entanto, questiono-me se a mãe de Janie, Dorothea, se auto-excluiu da sociedade por ser igualmente uma receptora de sonhos. Teorias!
Outros títulos da Colecção Caçadora de Sonhos
*Sonha
*Teme
*Foge



OpiniãoPerdido em Marte tem uma premissa para lá do simples: um homem, mais concretamente o actor Matt Damon, fica preso em Marte e, é obrigado a arranjar maneiras de sustento, uma vez que o seu resgate está a quatro anos de distância. É baseado no livro de Andy Weir, The Martian e, com muita pena minha, não li o livro antes de ver o filme.
SHAME ON ME!
No entanto, quando me sentei na sala do cinema, já ia com uma ideia do que ia ver. Tinha uma noção não só da história, mas da personalidade do próprio protagonista, Mark Watney e sabia que, de algum modo, ia-me rir, não sabia apenas em que circunstâncias.
Como? Questionam-se. Vi um vídeo, uma booktalk, no canal PolandBananasBooks, podem ver o vídeo no final da opinião, e a alegria e o entusiasmo, até mesmo a própria diversão do livro, passou para mim via computador.
Ridley Scoot, mais uma vez, arrastou-me para o filme nos primeiros cinco minutos, sem exagero. A cinematografia está brilhante e a interpretação de Matt Damon enquanto Mark Watney é mais do que credível. Não sei se as cenas no planeta Terra ou na nave Ares aparecem no livro, caso contrário, foram uma adição que agradeço porque dá um tom mais pessoal à história. Posso dizer igualmente que é um filme stressante como tudo e que dei por mim muitas vezes na ponta da cadeira à espera que corresse tudo mal. Foi um filme empolgante, embora tivesse gostado de ver NO MÍNIMO, dois minutos, da chegada de Mark à Terra e ao reencontro com a sua família. Para mim, não é comparável a outros do mesmo género, nomeadamente Interstellar, onde Matt Damon interpreta, novamente, alguém preso num planeta distante, mas aproxima-se um pouco.


Sinopse: Chegou a altura de coroar a vencedora. Quando foi escolhida para competir na Seleção, America nunca imaginou chegar perto da coroa - ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que o fim da competição se aproxima e as ameaças fora dos muros do palácio se tornam mais cruéis, America descobre o quanto tem a perder - e o quanto terá de lutar pelo futuro que deseja. 







Book Trailer: 

OpiniãoA Escolha traz-nos a conclusão da história de America Singer e, com ela, um sentimento incrível de nostalgia. A Seleção foi a primeira opinião a ser publicada aqui no blogue, logo no início do ano, seguida algum tempo depois pela Elite, pelo que tem um significado especial - ambas as opiniões podem ser lidas aqui e aqui.
Kiera Cass não mudou o seu estilo: a escrita é fluída e a leitura é fácil. É um livro sobre príncipes e princesas, reis e rainhas e, penso, é aí que Kiera Cass peca porque embora tenha uma perícia exímia no que toca ao romance, a capacidade que a autora mostrou na resolução do conflito com os rebeldes que há muito importunavam Ílea foi fácil e simples. Não acredito que um grupo como os rebeldes do sul fosse suficientemente estúpido ao ponto de enviar cada um dos seus soldados para o castelo, ao contrário do que os nortista fizeram, ao implementar a sua causa, como uma doença, espalhando-a pelas diferentes castas, enraizando-a inclusive, no castelo, entre as candidatas. Pareceu-me uma solução forçada para um problema que devia ter tido um maior impacto em toda a trilogia e, provavelmente o único ponto negativo é esse mesmo: a facilidade com que a autora se perde no romance e no conflito entre os personagens, perdendo-se na construção do mundo.
A Escolha podia ser igualmente resumida a uma questão: quem é que diz "amo-te" em primeiro lugar. Muitas das vezes dei por mim a questionar-me: Se America ama o Maxon, porque é que não lho diz? Porque é que, ao invés disso, pede-lhe para ele ir ter com as outras três raparigas quando o próprio Maxon expõe as suas dúvidas em relação aos sentimentos dela?
Apesar do nome do livro, America fez a sua escolha no final de Elite - graças aos céus, no entanto, apesar das contrariedades e da frustração que reinou pelo meio, foi divertido vê-la a tentar sobressair entre as quatros restantes e, mais uma vez, a realidade do livro sobressaí porque, enquanto os rebeldes atacam a torto e a direito, America enfia-se num vestido apertado para tentar seduzir Maxon.
Fiquei muito feliz por o triângulo amoroso ter sido finalmente dissolvido. Não que não tenha desfrutado de alguns momentos, mas, a romântica em mim queria um desfecho e uma escolha e, desde o princípio que não via nenhuma maneira de America ficar com Aspen. Não que Aspen não fosse um bom personagem porque, no fim, revelou-se excepcional, mas, por muito que gostasse da ligação que ele representava, despertava o pior em America: as dúvidas e as indecisões, pelo que quando ela tomou as rédeas da conversa, pensando por ela mesma, aplaudi. Mas, mais uma vez, Kiera Cass mostrou a sua mestria na arte da escrita, ao fazer-me sentir todo o tipo de emoções com uma ruptura que eu ansiava à muito.
As revelações em relação ao pai dela, ou das verdadeiras intenções dos nortistas, revelou-se previsível. Como mencionei, penso eu, na minha opinião sobre a Elite, o facto de o pai de America ter um livro sobre o mundo antigo, o facto de ser o único a quem ela mencionou os diários, tudo isso, levou à conclusão de que ele era um rebelde. Aí, não há nenhuma surpresa. No entanto, a partir do momento em que America leu a carta do seu pai, a acção precipitou-se e, embora já tivesse questionado a capacidade de Kiera Cass em criar cenas de acção verossímeis, depois do encontro com Augustus, voltei a fazê-lo.
A conclusão foi emocional, não vou mentir. A quantidade de mortes, mortes significativas, foi de cortar a respiração. Suspeito que a autora tornou Celeste suportável só para que ela nos fosse arrancada logo de seguida. Independentemente de tudo, adorei o final, a incerteza quanto aos sobreviventes, e tudo o que aconteceu depois, no entanto, gostava de ter visto mais: os funerais, os preparativos para o casamento e o próprio casamento, pelo menos até ao momento em que ambos dissessem o SIM. Foi uma viagem fantástica que vou recordar com carinho e mal posso esperar pelo lançamento da Herdeira para dar continuidade a esta fantástica história.
Outros títulos da colecção
*A Selecção
*A Elite
*A Escolha
*A Herdeira
*The Crown (05/2016)

*Happily Ever After 

Outros livros da autora
*The Siren (26/01/2016)


Título Original: AVC do Amor
Autoria: Luís Abreu
Editora: Chiado Editora
N.º Páginas: 112
Preço: 11,00€
Data de Lançamento: 16 de Outubro
Sinopse: AVC do Amor é um texto de ficção, baseado na realidade e que relata, de uma forma “leve”, não espiritual e alegre a rotina diária de uma paralisia causada por um AVC. Neste texto, o autor, ele próprio tetraplégico, faz um relato muito verosímil e realista dessa condição, misturando-o com grandes paixões, com uma viagem a outra dimensão e com alguns episódios ligeiramente humorísticos. Com várias histórias, AVC do Amor conta-nos alguns eventos passados na adolescência e na vida adulta de Rodrigo. Personagem principal que se recusa a acreditar no AVC e que, com a pertinência das suas questões, leva o leitor a duvidar da sua condição de tetraplégico. O autor guarda segredo da sua condição e nunca revela se está mesmo tetraplégico, deixando essa decisão ao leitor.  O texto percorre várias fases da vida de Rodrigo, personagem usado para o autor reflectir sobre os múltiplos assuntos que o apoquentam negativa ou positivamente.  É uma obra desconcertante que provocará, de certeza, múltiplos sentimentos conforme o estado de espírito de cada leitor.

50% do lucro da venda deste livro reverte a favor da Associação Salvador
Encomendas para o e-mail: luisfdsabreu@gmail.com

Sobre o Autor: Luís Abreu nasceu no ano de 1973 em Luanda. Veio para Portugal com 30 meses para morar em Vieira de Leiria, aos 4 anos mudou-se para Paio Pires e aos 13 anos foi viver para Almada. Estudou engenharia informática no IST, foi sócio de uma empresa de novas tecnologias e trabalhou numa multinacional onde esteve envolvido em projectos de âmbito nacional. Em 2006 teve um AVC gravíssimo que quase o levou à morte. Contrariando as evidências sobreviveu e, desde então, tem tido vários ganhos que, apesar de lentos, são o culminar de muito esforço e dedicação do próprio e de todos que o rodeiam. É autor da página do facebook “Palavras Paralíticas - Luís Abreu” e tem publicados:

A Título Individual:

  1. Insónia, Minerva, 2012
  2. Fragmentário, Chiado Editora, 2013
  3. Muros e Amor, Chiado Editora, 2014
A Título Colectivo:

  1. Conto de Poetas; Nós, Poetas, Editamos; 2013
  2. Nós, Poetas, Editamos IV; Nós, Poetas, Editamos; 2013
  3. Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia Contemporânea Vol. VI, Chiado Editora, 2015
  4. Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia Contemporânea Vol. V, Chiado Editora, 2014
  5. Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia Contemporânea Vol. IV, Chiado Editora, 2013
  6. Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia Contemporânea Vol. III, Chiado Editora, 2012
Luís Abreu é munícipe de Almada, tetraplégico e, no dia 16 de Outubro, pelas 18:00 vai lançar o seu 4ºlivro na biblioteca da Residência Nossa Srª da Esperança na Rua Ramiro Ferrão Nº38. O evento contará com a presença do autor e a apresentação do livro está a cargo do professor Américo Morgado. 


Sinopse: Os teus sonhos não são teus

Opinião: Sonha é um daqueles livros de que não me lembro de comprar, de todo e, por estranho que pareça, tenho a continuação, Teme. Penso que tanto Sonha, como Teme, são o resultado de uma ida às compras, sem nenhum livro em mente, e de algum modo, acabaram por passar quatro anos até que decidisse pegar num deles. Shame on me!
A história é, na sua essência, muito simples: Janie Hannagan é puxada para os sonhos de outras pessoas, sempre que estas adormecem e sonham. Não é uma experiência simpática, uma vez que dependendo do tipo de sonho e do grau de intensidade, Janie chega a perder a consciência e, na maior parte das vezes, vê-se na impossibilidade de sair deles. É uma premissa fácil de compreender.
Para minha surpresa, devorei o livro em pouco mais de duas horas. Não é difícil. Sonha é uma prosa muito introspectiva, contada quase sob a forma de diário, pelo que há passagens muito curtas. Lisa McMann faz um trabalho fenomenal em condensar a história não só em poucas páginas, como em poucas linhas, algo que só tinha experimentado com Quando Éramos Mentirosos.
A protagonista, Janie, não leva uma vida fácil, não só pela ausência de voluntariedade no que toca às visitas aos sonhos de outras pessoas, mas o próprio núcleo familiar não é o mais apropriado para uma criança crescer. Os personagens secundários são interessantes, até certo ponto, e conhecemos a maior parte através dos seus sonhos, porque não há muito diálogo ou porque não há um arrastar da acção. Mais uma vez, Lisa McMann é brilhante nesse aspecto, principalmente no que toca a Carrie, Melinda e Cabel.
É um livro que retrata a juventude, sexo e drogas de uma forma realista e, por qualquer motivo, eu queria que ficasse por aí. O desenlace e a ligação com a polícia não me pareceu bem. Não é algo que eu, previsse, de forma alguma e, não é algo que eu admire na história mas que, contudo, não me pareceu forçado. É apenas uma reviravolta na vida da protagonista que não apreciei.
Surpreendeu-me muito, pela positiva. Não fazia a mais pequena ideia de que ia gostar como gostei. Proporcionou-me bons momentos. Há uma relação que evolui de forma realista. A protagonista é alguém que se sabe desenvencilhar e as próprias descobertas que faz no campo dos sonhos são interessantes e, convenhamos, misteriosas. Lisa McMann consegue colocar o leitor dentro da história com uma facilidade tremenda e deixa-o experimentar as emoções de Janie ao mais alto nível e, o mais surpreendente, com o recurso a poucas palavras. Não há muito mais a dizer. É um livro pequeno, rápido de ler e, mais importante, um livro que proporciona um bom entretenimento.

Outros títulos da Colecção Caçadora de Sonhos: 
*Sonha
*Teme
*Foge


Sinopse: Os Contos de Beedle, o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada um com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores. 
Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts. 
Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrados por J.K.Rowling, autora da famosa série Harry Potter. 

O Feiticeiro e o Caldeirão Saltitante
A Fonte do Justo Merecimento
O Feiticeiro do Coração Medonho
A Coelha Babita e a Árvore Tagarela
O Conto dos Três Irmãos 

OpiniãoPrimeiro que tudo, a introdução escrita e assinada por J.K.Rowling, é belíssima, não apenas nos dá uma noção daquilo que vamos ler, como explica, para aqueles que conseguem ler nas entrelinhas, a importância do último conto e o porquê de Dumbledore não fazer nenhum comentário mais explícito: «É uma coisa linda e terrível e, portanto, deve ser tratada com a maior cautela» (em relação "à verdade") e, um dos pontos que a minha autora favorita realça, é o facto de que as heroínas dos contos controlam o seu próprio destino em vez de «fazerem uma longa sesta ou esperarem que alguém lhes devolva um sapato perdido». No dia em que tiver filhos, certamente que Os Contos de Beedle, o Bardo serão uma das primeiras histórias que irão ouvir.
Os Contos de Beedle, o Bardo, à semelhança de Quidditch, Através dos Tempos ou de Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, expandem o mundo de Harry Potter, para lá do imaginável. Por exemplo, agora sei que houve um jornal chamado Bruxos em Guerra, dirigido por Brutus Malfoy que, já na altura se revelava muito anti-muggle e, com o conto A Fonte do Justo Merecimento, descobrimos o momento exacto em que Lucius Malfoy começou a fazer campanha contra Albus Dumbledore e que, outrora houve um professor de herbologia, entusiasta de artes dramáticas.
O conto mais intrigante foi, sem dúvida, O Feiticeiro do Coração Medonho porque retrata de forma bruta o amor, algo comum nos livros de J.K.Rowling, e a vulnerabilidade e, ao contrário dos dois contos anteriores, tem uma conclusão macabra, para não dizer mais. No entanto, a partir das notas do professor Dumbledore percebemos a intenção de Beedle. Numa nota mais adicional, descobrimos que houve um mestre de poções, chamado Hector Dagworth-Granger - talvez um familiar muito distante de Hermione?
Um elemento comum a todos os contos, excepto ao último O Conto dos Três Irmãos, é o desejo do domínio dos feiticeiros sobre os feiticeiros de origem muggle, ou sobre os próprios muggles, algo que é familiar para os fãs de J.K.Rowling, uma vez que o preconceito é um elemento comum, nos seus livros, à semelhança do amor.
Por último, o Conto dos Três Irmãos, nosso conhecido não é diferente daquele que aparece em Harry Potter e os Talismãs da Morte, no entanto, há efectivamente novidades nas notas de Albus Dumbledore porque, pela primeira vez, temos conhecimento em primeira mão, da opinião de J.K.Rowling quanto ao conto em si e, mais importante, é-nos dada novas informações. Por exemplo, há um trajecto na linha de sucessão da varinha de sabugueiro até ao seu último proprietário e, por fim, há uma nota do próprio Dumbledore, uma pista em relação à sabedoria do terceiro irmão, possuidor do manto da morte, e ele próprio afirma que nunca escolheria o manto face à pedra ou à varinha.
Não é um livro longo, pelo contrário: é pequenino e curto, como um bom livro de contos infantis deve ser. E, como já disse, é um complemento adorável à colecção de qualquer fã. Os contos são divertidos, originais, diferentes dos nossos contos infantis cujas personagens têm a estranha tendência de serem "necessitadas". É uma leitura divertida.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados. 
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião de Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente. 

Book Trailer: 

OpiniãoRainha Vermelha foi diferente do que estava à espera. Esperava um livro a que não tivesse dúvidas de que poderia concorrer, com facilidade, ao meu livro preferido de 2015. Foram tantas as coisas boas que ouvi e li sobre Red Queen, que não tive sequer em pensamento a ideia de não adorar a história, mas a verdade é que foi exactamente isso que aconteceu. 
Não adorei. Mas também não desgostei de todo. É um livro de poder, como a belíssima capa o indica mas, em comparação com outros do mesmo género, talvez não agrade a todos. O conceito de Vermelhos e Prateados lembrou-me um pouco a linguagem e a própria hierarquia utilizada em Alvorada Vermelha de Pierce Brown.
Confesso que tive alguns problemas em ambientar-me ao mundo e aos diferentes tipos de poder prateados, e penso que a autora esforçou-se demasiado para passar uma imagem "errada" da protagonista: uma Mare invejosa e, confesso, não fui fã. Eu queria uma protagonista única, alguém que sobressaísse no mar de personagens femininas que povoam os livros nos dias de hoje, no entanto, não obtive mais de que uma Katniss forçada. A forma apressada como Mare decide fugir com o seu amigo de infância Kilorn sem nenhum tipo de medo, insegurança ou saudade pela sua família torna a personagem fraca, a meu ver. Há um apressar da história que é desnecessário uma vez que, o enredo é de qualidade. Não era preciso.
Mas, Rainha Vermelha é um livro apressado. As conclusões dão-se no espaço de uma página, as soluções no espaço de um parágrafo. Há livros como Quando Éramos Mentirosos, que têm a capacidade de condensar uma história em poucas páginas, no entanto, infelizmente Victoria Aveyard, para mim, não soube expandir o leque de possibilidades e criar o suspense necessário para me prender à sua leitura.
Apesar da ideia ser boa, há demasiados clichês que torna Rainha Vermelha demasiado previsível. Sabemos o que vem a seguir porque já lemos antes. É quase como, o condensar de todas as histórias, desde A Seleção, Os Jogos da Fome, Alvorada Vermelha, num único livro e, para aqueles que não estão familiarizados com o género, percebo o porquê de adorarem: é uma novidade. Mas Mare, Kiliorn, a Rainha Elara Cal e Maven, são personagens que já vimos antes e, apesar das repetições, normais num género tão grande, nunca um livro me pareceu tão condensado de ideias de outras pessoas. Incluindo frases promocionais do filme homónimo. Uma revolução começa com uma faísca.
No entanto, o livro melhora, a história torna-se mais interessante, o final, ainda que previsível, é atraente, mas não corresponde de todo, às expectativas. É uma combinação dos livros mencionados em cima com o X-men e a sua protagonista, egoísta na sua essência, não me cativou, e atenção, eu adoro personagens dúbias, cujas acções são questionáveis, mas Mare ficou aquém. E, apesar de a autora referir uma verdade incontestável: que não pode colocar a revolução em causa devido a uma romance adolescente, é exactamente isso que faz e, de todas as coisas, isso foi o que mais me irritou.
A escrita é simples, por vezes poética, no entanto, desde o primeiro capítulo que somos bombardeados com conceitos de poderes prateados que não percebemos, não há espaço para a compreensão, o leitor é colocado directamente na frente de batalha. Os capítulos, alguns, tornaram-se aborrecidos pela imensa quantidade de tarefas quotidianas, o arranjar, o danças, os jantares, as aulas, blá, blá e peca, uma vez que não há apenas uma repetição da acção como de palavras. Penso que nunca li tantas vezes a palavra "logro".
Contudo, apesar das críticas, não é um mau livro, pelo contrário, penso que Rainha Vermelha é daqueles livros que são difíceis de opinar. Houve momentos de revirar os olhos. Houve momentos de sorrir. Houve definitivamente, momentos de atirar com o livro à parede. Rainha Vermelha é um primeiro livro numa série, e penso que está ainda a adquirir a sua própria personalidade.
Outros títulos da colecção:
*Rainha Vermelha 
*Glass Sword (09/02/2016)
*Red Queen #3
*Red Queen #4