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Como em todos os anos, não fui capaz de resistir a passar pela Feira do Livro, este ano, muito bem apetrechada e descobri que, se for no horário nobre, durante a hora de jantar, tenho menos probabilidades de esmurrar alguém acidentalmente ou de ter de chegar a algum livro aos empurrões, embora ainda continue a haver pessoas que não percebem que as "barraquinhas", não são o melhor local para conversas de grupo. Enfim, só por isso, foi a minha Feira do Livro preferida. 
Passemos às aquisições. 



Cinder e Halo eram aquisições há muito desejadas, enquanto que Percy Jackson e o Último Olimpiano... Bem, é o que me falta na coleção de Rick Riordan relativo ao Percy. Já a Alvorada Vermelha e Quando Éramos Mentirosos, eram livros que TINHA de ter, e que sabia que não ia sair dali sem eles. Por fim, A Casa de Seda, saiu num sorteio, uma espécie de jogo, para quem gaste mais de 15€ na Editorial Presença - um conselho, apontem para os lados! :) Já leram algum destes? O que acharam?

Sinopse: Duas mulheres encarceradas numa prisão de gelo tentam manter viva a memória de quem são e do porquê de estarem presas.

Opinião: Nunca tinha lido nada da autora Ana Ferreira, no entanto, tive a sorte de ler um post no blogue o nosso mundo sobrenatural, que a autora tinha disponibilizado o livro de forma gratuita, pelo que a curiosidade e a belíssima capa, levou a melhor e, quando dei por mim, tinha acabado. 
É um conto com menos de vinte páginas e lê-se muito bem e adorei as frases em inglês no início de cada "capítulo". A escrita é apelativa e fluída e rapidamente percebemos o potencial por detrás da ideia geral. Outro conto que li, ainda este ano foi, Olhos de Vidro de Carina Rosa (podem ver a opinião aqui), e a única semelhança entre os dois é a intensidade.
Prisão de Gelo é um conto intenso, num futuro distópico, que retrata de modo um modo extremo, aquele que podia facilmente ser o nosso futuro sem a aceitação ou a compreensão. Um futuro onde o preconceito reina. As descrições são  muito vividas e claustrofóbicas, adequadas no caso em questão e a forma como os homens e as mulheres se apresentam a Berta, os homens, carinhosos e prestáveis e as mulheres frias e más é parte de uma terapêutica cruel que intensifica ainda mais o tom do conto e o puxa para o limiar da raiva, uma raiva que é minha
A forma como termina é frustrante e, inesperada. Desde o momento em que percebemos o porquê de estarem "presas" é difícil de imaginar o caminho de volta porque há várias pontes que a autora pode atravessar e num conto é difícil de prever qual delas será. No entanto, queria mais! É uma ideia com um potencial imenso e, apesar de curto, conseguiu transmitir tanto


Sinopse: Clara Gardner descobriu há pouco tempo que é uma sangue-de-anjo. Ter sangue de anjo a correr-lhe nas veias, faz com que fique mais inteligente, mais forte e mais rápida do que os humanos. Significa também, que tem um propósito. Uma razão para ter sido colocada na terra. No entanto, descobri-lo, não é fácil. As suas visões de um enorme incêndio florestal e de um rapaz atraente que ela não reconhece, levam-na para uma nova escola, numa nova cidade. Quando conhece Christian, o rapaz dos seus sonhos (literalmente), tudo parece encaixar no lugar - e, ao mesmo tempo, fora do lugar. Afinal, existe Tucker, outro rapaz que apela ao lado menos angélico de Clara. Ela deseja apenas encontrar o seu caminho num mundo que já não compreende. Mas encontra perigos invisíveis e escolhas que nunca pensou ter de fazer - entre a honestidade e o engano, o amor e o dever, o bem e o mal. Quando o incêndio da sua visão finalmente acontecer, estará Clara preparada para enfrentar o seu destino? Uma história comovente sobre o amor e o destino. Sobre a luta entre o desejo de cumprir as regras e o de seguir o coração.

Opinião: Celestial de Cynthia Hand é qualquer coisa de bom. Desde a primeira página que o elemento sobrenatural da história é desvendado. Clara é um anjo. Ponto. Recuamos até ao momento em que o descobriu? Sim. Mas não permanecemos lá mais do que quatro ou cinco páginas. Ela é mais rápida, mais inteligente e mais forte que os humanos. Ela tem asas que pode chamar a qualquer momento. Ela está a aprender a voar. E, mais importante: Ela tem um propósito na Terra. 
Se há uma coisa que Celestial aborda de forma magnífica é a questão: O que raio estamos aqui a fazer? Porque é que nascemos? Qual o sentido da vida? Essas são questões fundamentais que são levadas à letra, que implicam uma mudança de casa, momentos um tanto ou quanto a roçar o stalker e uma pintura de cabelo não muito artística. 
Celestial é um livro maravilhoso e Clara é uma óptima protagonista. Ela é uma adolescente de dezasseis anos, com todas as dúvidas que uma adolescente normal tem e, muitas das vezes, o que salva certos momentos mais aborrecidos é o seu sarcasmo e a sua ironia face às situações em que se coloca. 
Para além de Clara há um conjunto de outros personagens, cada um com a sua própria personalidade e conflitos, o que torna Celestial uma leitura mais do que interessante porque: nem tudo gira à volta de Clara, embora tenhamos apenas o seu ponto de vista, que é suficiente. 
Claro que tinha de haver um triângulo - não há sempre? - amoroso e embora haja uma força que a empurra constantemente para Christian, inclusive a sua própria mãe, não gosto da forma como Clara se comporta na sua presença. Ela perde o seu magnetismo, a sua ironia e o seu sarcasmo e transforma-se numa adolescente tola ao contrário do que acontece com Tucker, onde o seu mau génio vem ao de cima. 
Há todo um conjunto de revelações ao longo das páginas e algumas são rápidas, como Ângela, e outras mais lentas, como Christian e, embora no final tudo faça sentido, não desgostei, mas não morri de amores por ele. Não há um sentimento de "okay, isto aconteceu por isto, isto e isto". Há mais uma sensação de: "E agora?", o que percebo visto tratar-se de uma trilogia. No entanto, há mil caminhos diferentes que podemos percorrer e há pequenas coisas que quero ver desvendadas já que a mãe de Clara parece insistir que "a ignorância é o melhor caminho", coisa que acho extremamente frustrante, principalmente quando há material para criar uma história fantástica.
Celestial é perfeito no sentido de realidade. Eu consigo imaginar uma situação em que Clara existe. Não há elementos demasiado fantasiosos, ou talvez seja somente pela forma como é escrito, porque estamos na cabeça de Clara e conseguimos, com facilidade, pôr-nos no seu lugar. As relações que se estabelecem entre Clara-Christian e, principalmente, entre Clara-Tucker são incrivelmente naturais, a um ritmo realista, diferente de outros livros do mesmo género, onde o amor, não uma paixoneta, mas amor, amor, está presente desde a primeira página. 
Celestial peca talvez pelo seu início algo...lento. A primeira dúzia de páginas é muito procurar, procurar, procurar, e as coisas tornam-se realmente interessantes quando as outras personagens são postas na figura, o que demora cerca de cinquenta páginas, pelo que não esperamos muito. 


Outros títulos da colecção: 
*Celestial
*Anjo Sombrio
*Boundless

Por Raquel Pereira

Sinopse: Laurel não via Tamani desde que num momento de raiva, há um ano atrás, o mandou embora. E, por muito que o seu coração ainda doa, Laurel sabe que David foi a escolha certa. Agora que a sua vida estava a voltar ao normal, Laurel descobre que um inimigo oculto está a cercá-la. Mais uma vez, Laurel vai ter de pedir ajuda a Tamani para a proteger e ajudar, uma vez que o perigo que agora ameaça Avalon é mais poderoso do que aquele que uma fada poderia imaginar - e, pela primeira vez, Laurel não pode ter a certeza de que o seu lado sairá vencedor.

Opinião: Se os dois primeiros volumes tivessem metade da emoção e do conflito deste terceiro, a série era cem vezes melhor. Li Ilusões o mais depressa que consegui dado o tempo que tinha disponível que nunca parecia suficiente. 
Há, efectivamente, uma melhoria, não só ao nível da história porque, finalmente os dois mundos colidem, mas igualmente ao nível da escrita. Não há "palha", ao contrário dos volumes anteriores e, apesar de continuar a não apreciar a relação entre Avalon e o mundo humano e a forma com a nossa história e a nossa "mitologia" se interliga com a realidade das fadas,consegui, finalmente, apreciar muito mais, quer fosse pela mistura dos personagens, pelo mistério, pelos jogos mentais ou pelas descobertas. 
O triângulo amoroso torna-se igualmente muito mais interessante porque, pela primeira vez, vemos Laurel cansada e, embora a sua indecisão continue a ser insuportável, e a sua atitude perante os dois rapazes continue a ser de uma menina mimada possessiva e egoísta, há uma luz ao fundo do túnel. Ela fez, uma escolha, ou o mais perto que se pode chamar de escolha quando se trata de Laurel. 
O que melhorou, e bastante, foi o facto de a história ser contada, pela primeira vez, com dois pontos de vista principais: Laurel e Tamani. Ou seja, não estamos limitados às vivências mundanas de Laurel que são diminutas em Ilusões e podemos descobrir muito mais sobre o mundo de Tamani e o que é ser uma fada desde nascença, ao mesmo tempo que descobrimos mais sobre o seu passado e os seus sentimentos, por vezes quase obsessivos, mais sobre quem é que ele é e sobre os seus "compadres" entres os quais o meu preferido: Shar. 
A história torna-se progressivamente mais interessante porque para além dos trolls, há os Unseelie. Há uma nova e possível ameaça. Há a presença de Yuki e, com ela, a certeza de que há fadas selvagens que vivem entre os humanos. E a presença / desaparecimento de Klea só deixou tudo ainda mais confuso. Isto deixou de ser apenas uma luta entre trolls e fadas. Há uma ilusão de segurança com a certeza de uma ameaça
E Chelsea. Oh Chelsea. Nas minhas duas opiniões anteriores relativas a O Beijo dos Elfos e a Feitiços, podem ver que a minha opinião sobre Chelsea não era a melhor e tornou-se mais suportável neste terceiro volume. 
Yuki, por outro lado, estava mais ou menos à espera de "qual seria o seu papel", mas, por um breve momento, quando li por alto pela primeira vez, pensei que era CHELSEA, o que me deixou de queixo caído porque nunca, nem em mil anos, iria lá chegar, embora tivesse sido exponencialmente ais interessante. A verdade é que valeu a pena a quase tortura dos dois volumes anteriores para chegar até aqui e o final de Ilusões deixou-me furiosa! Por isso, para aqueles que deixaram O Beijo dos Elfos a meio ou Feitiços a meio, não desistam! O terceiro volume, Ilusões, vale a pena! 


Outros títulos da colecção: 
*O Beijo dos Elfos
*Feitiços
*Ilusões
*Destined

Por Raquel Pereira

Sinopse: Seis meses após ter salvaguardado a terra onde se encontra o portal de Avalon, Laurel tem de regressar ao reino das fadas para passar o Verão, a fim de aperfeiçoar as suas habilidades como fada do Outono. Contudo, a família e os amigos ainda se encontram em risco - e a entrada para Avalon está em perigo, agora mais do que nunca. 
No momento em que impreterivelmente tem de proteger aqueles que ama, Laurel tem de aliar os seus dotes feéricos ao que há de humano em si para conseguir combater o inimigo. Nesta batalha, irá Laurel pedir ajuda a David, o seu namorado humano? Ou recorrerá ao magnetizante Tamani, por quem sente uma atracção irresistível? E será o coração de Laurel feérico, ou já demasiado humano?


Opinião: Depois de A Elite, de Kiera Cass (cuja opinião podem ver aqui), foi-me extremamente difícil "entrar" noutro livro, com um universo fantasioso e com uma protagonista tão diferente. A verdade é que, Laurel não melhora. Na minha opinião do Beijo dos Elfos, que podem ver aqui, eu comparava a personalidade de Laurel a um camaleão e que só comecei realmente a gostar dela quando os seus defeitos começaram a aparecer, mas em Feitiços, Laurel é apenas uma adolescente mimada e egoísta. 
Mais uma vez, é um livro fácil de ler - uma leitura agradável. E, embora tivesse achado que a forma como a autora desenvolveu os traços de fada em Laurel fosse muitíssimo interessante, não sou particularmente fã do universo que ela criou. Não pelo conceito em si, mas pela forma como o desenvolveu e relacionou com o mundo humano - Eva? Oberon? Shakespeare? São formais fáceis de criar um mundo, mas nada apelativas, pelo menos, na minha opinião. 
As minhas passagens preferidas continuam a ser as de Tamani porque é quando, sinceramente, alguma coisa de interessante se desenvolve, seja pelas discussões, pelas descobertas, pela teimosia, pelo desenvolvimento do conflito em si. E, por isso, adorei Avalon, apesar de não gostar da sua ideia, pelo que continuei a imaginá-la como uma vilazinha, algures no nosso mundo. A hierarquia social é interessante e, sem dúvida, um dos pontos mais altos do livro que contraria os muitos pontos baixos, entre eles, Klea, uma caçadora de trolls. 
Não gosto dos trolls. Não gosto da forma quase fácil com que Laurel escapa sempre sem nenhuma baixa. As mortes, a sensação de que podemos perder um dos nossos personagens preferidos é o que nos faz, em primeiro lugar, importar com o destino dos protagonistas neste género de livros. Nunca senti isso em O Beijo dos Elfos ou Feitiços. David, Chelsea, Tamani e até Shar, estão seguros.
Há imensas boas ideias, uma delas, o passado de Laurel, porque não explorar um pouco mais? Shar, o elfo mais interessante para além de Tamani por não tratar Laurel como se ela não passasse de uma princesa há muito perdida. O mesmo para Mara. Shar, adorava ter visto mais dele, o mesmo para Tamani e até para Yasmine a pequena elfa do Inverno. A reação conturbada que Laurel agora tem com a mãe. Mas a autora foca-se demasiado no mundo humano, em Laurel e a escola e David e Chelsea, esta última uma autêntica anedota no que toca a "importância". Ainda me questiono "porque é que ela aparece?". E como é que ela soube? A primeira conclusão que se tira é que a melhor amiga é uma fada? Parece-me pouco provável. Há demasiada "palha". Há quase um capítulo inteiro para descrever uma cena de ballet elfico!!! Há demasiado coisa que não interessa e que acaba por tirar o gosto ao livro. 


Outros títulos da colecção: 
*O Beijo dos Elfos
*Feitiços
*Ilusões
*Destined


Por Raquel Pereira

Sinopse: A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.



Opinião: Sei que para algumas pessoas, esta pode parecer uma review muito negativa, uma vez que tenho opiniões fortes - muito fortes - sobre o livro mas, pelo contrário, adorei
O facto de uma história ou uma protagonista despertar um conjunto de emoções, nem sempre as mais civilizadas, não quer dizer que não seja um livro fantástico. O facto de despertar emoções é, por si só, um sucesso porque prefiro ler um livro que me faça querer bater na protagonista, do que ler um livro que não desperte nenhuma emoção a não ser o aborrecimento. E aborrecimento não é algo que A Elite tenha, pelo contrário. O único momento menos emocionante foi, provavelmente, o planeamento das festas que durou cinco páginas, no máximo, pelo que, se fizerem as contas, deixa-nos com um livro recheado de coisas boas. 
América Singer é a protagonista mais frustrante sobre a qual tive o prazer de ler. A sua constante indecisão em relação a Maxon e a Aspen e a sua personalidade volátil deu-me, várias vezes, vontade de espancá-la. Para qualquer pessoa que, como eu, tem uma imensa facilidade em "entrar" na cabeça dos protagonistas, sobretudo quando narrado na primeira pessoa, irá ter uma imensa vontade de atirar o livro contra a parede. A palavra "não" soou várias vezes na minha cabeça. 
América é demasiado influenciável para uma personagem que desde A Seleção é-nos apresentada como inteligente mas, durante as poucas páginas que durou A Elite, cada uma das suas acções podem ser definidas como e-s-t-u-p-i-d-a-s, exceptuando talvez a situação de Marlee. Aí dou-lhe uma palmadinha nas costas pela coragem. 
Mas América deixa-se levar por Aspen "O Maxon é isto" "O Maxon é aquilo" e ela, a quem Maxon mostrou várias vezes provas do seu amor e, mais importante, da sua confiança, nem sequer o defende, pior... acredita. E Aspen é um soldado, não é propriamente o melhor amigo do príncipe para fazer os seus juízos de valor. Ele é a única personagem que mais ganha em falar mal do príncipe, mas América, aparentemente, não percebe. 
E depois há as reacções exageradas ou incrivelmente irracionais de uma rapariga que desde o início é-nos impingida como inteligente. Ela esperava realmente que Maxon, um príncipe que tem de fazer OBRIGATORIAMENTE uma escolha, esperasse que a birra lhe passasse sem saber se ela iria ou não aceitar ser sua princesa? Obviamente que Maxon aproximou-se de Kriss, o que é que ela esperava? E a reacção ao ver Maxon com Celeste? Quão hipócrita é que América é quando, desde o aparecimento de Aspen, ela não tem feito outra coisa senão "traí-lo", mesmo depois de ver o que aconteceu a Marlee. Quão egoísta é da sua parte, colocar não só a sua vida, como a de Aspen e a de Maxon numa corda bamba que pode partir a qualquer momento? E pior, porque é que ela hesitou em dar tempo ao Maxon quando tudo o que ele fez desde o início da seleção foi dar-lhe TEMPO? 
Nunca li um livro onde a palavra tempo foi tão fortemente usada. 
Mas claro que, são essas pequenas questões, esses pequeninos defeitos que fazem de América uma personagem real porque, as suas reacções e sentimentos não são de um robot, são facilmente perceptíveis são... humanos. E é isso que adoro, a facilidade com que fico frustrada com América, a facilidade com que quero esganá-la. É por isso que justifico as 5 estrelas. 
O mundo é igualmente mais explorado, mas confuso na mesma quantidade, principalmente no que toca à fundação de Ílea, mas não devia ficar surpreendida. Um único homem foi capaz de convencer outras a chacinar milhões de pessoas,  naquilo que não é uma situação única na nossa história. Ficamos a perceber melhor as relações com outros países e mesmo os rebeldes e houve algo que me intrigou, BASTANTE. Os Nortistas, os menos agressivos, penso eu, atacaram o castelo para roubar livros, mas eles apenas começaram a fazê-lo depois de América contar ao pai sobre o livro de Gregório Illea, poderá o pai de América estar relacionado, de alguma maneira, com a rebelião? América afirmou várias vezes que o pai tem em casa um exemplar da que era a história verdadeira dos EUA, será possível? 
Em A Elite houve para além de mais ataques rebeldes, mais emoções ou situações extremas e podemos conhecer um pouco melhor a rainha e o rei e, a revelação dos maus-tratos por parte do rei fez-me questionar muita coisa porque, desde o início que, apesar da imagem de ríspido, nunca questionei o amor do rei pela rainha, mas como é que uma pessoa tão doce pode estar casada com um traste? Penso que isso só me irá obrigar a ler as novellas da série. Não que não o fosse fazer, de qualquer maneira. 
Uma das pequeninas falhas que notei foi a total ausência do irmão, Gerard? Porque é que ele não foi à festa de Hallowen? Onde ficou a criança? 
O final, onde América queria sair em grande foi de uma total e completa falta de inteligência apesar de, no futuro, prever que será isso que tornará América a favorita do povo, já que o seu plano é eliminar as castas que, nem sequer é um plano de filantropia. Ela podia ter escolhido um milhar de outras coisas: a fome, educação, higiene, prevenção de doenças, de filhos, mas não. Ela escolhe o mais radical possível: eliminar o governo. No fundo, penso que é mais ou menos por aí que The One, o último da trilogia, se dirige. Além de que América tem, aparentemente, a simpatia dos italianos, um povo com o qual Íllea nunca conseguia manter um relacionamento. 
Li-o com a maior das facilidades, demorei menos de um dia e adorei. Podem ver a minha opinião de A Seleção aqui e, apesar de ser uma protagonista extremamente defeituosa, adoro América e, obviamente que recomendo, principalmente para os leitores que adoram ser levados para dentro da história, que gostam de romance, de distopias ou triângulos amorosos desde, literalmente, a primeira página. 



Outros títulos da colecção
*A Selecção
*A Elite
*A Escolha
*A Herdeira
*The Crown (05/2016)

*Happily Ever After 

Outros livros da autora
*The Siren (26/01/2016)
Por Raquel Pereira.

SinopseLaurel estava hipnotizada a olhar para as coisas pálidas com olhos grandes. Eram terrivelmente belas, demasiado belas para exprimi-lo com palavras. Laurel olhou no espelho outra vez, pousando os seus olhos nas pétalas que pairavam ao lado da sua cabeça. Pareciam quase asas. 

No meio de Anna Dressed in Blood de Kendare Blake, comecei a reler O Beijo dos Elfos de Aprilynne Pike, para acabar a série, de uma vez por todas, já que tenho os próximos dois volumes - sendo que o último terei de adquiri-lo em inglês, uma vez que não está traduzido para português. Mas no início de Maio vai sair A Elite de Kiera Cass, pelo que ... PRIORIDADES. Coloquei Anna Dressed in Blood, ligeiramente de lado por uns dias. 
Confesso que sou bastante céptica no que toca a livros sobre fadas, mas desde Wicked Lovely de Melissa Marr que os meus olhos abriram-se para este mundo e que a minha opinião a meio que mudou? Melissa Marr tem uma escrita cativante que quando dei por mim já tinha lido quase metade do livro. Outro ponto a favor de Wicked Lovely é a protagonista, uma jovem adulta que é retratada como tal. 
Mas isso não acontece em O Beijo dos Elfos de Aprilynne Pike. Um dos pontos não tanto a favor da protagonista é o facto de ser retratada por, t-o-d-o-s os personagens, secundários ou não, como perfeita. Uma rapariga de rosto angelical, delicada e doce. 
A minha empatia para com a protagonista demorou algum tempo a aparecer. Foi o tempo necessário até começarem a aparecer os "traços maus", os defeitos, que me fizeram começar a gostar de Laurel. Mas, por outro lado, Laurel tem uma personalidade demasiado "camaleão", quase como se fosse uma pessoa diferente para cada uma das pessoas na sua vida, excepto com Tamani, ao que parece. Com Tamani, uma das melhores personagens do livro, Laurel é EFECTIVAMENTE, uma rapariga de quinze anos - ou de dezanove se quisermos ir pelos anos de fada - e reage como tal. 
Não posso dizer que é um ÓPTIMO livro, mas é uma leitura agradável. É fácil de ler, a escrita é simples e apelativa e os traços que a autora dá à protagonista (exceptuando a perfeição) e a forma como se relacionam com a sua verdadeira natureza de planta, são realmente interessantes e dão outro tom à história e, mesmo a forma como as asas/flor aparece é gradualmente dramática e não repentina como muitas vezes acontece em livros do mesmo género. 
Mas para mim, Aprilynne Pike "pecou" ao criar personagens humanos demasiado perfeitos. David, aparentemente sem defeitos, demasiado prestável, demasiado bom e Chelsea que, apesar de gostar de David "entrega-o" a Laurel porque quer vê-lo somente feliz? Qual era a rapariga de quinze anos que: 1. teria esse discurso; 2. não mostraria qualquer sinal de ciúmes; 3 repito novamente, teria esse tipo de discurso altruísta? Aprilynne Pike criou estes personagens demasiados maduros para a idade, que mesmo apesar dos traços que os definem, acabam por não ser realistas, pelo menos para mim. Chelsea, apesar de dizer tudo o que lhe vem à cabeça, acaba por ser uma personagem sem conteúdo absolutamente nenhum cuja existência seria facilmente dispensável, pelo que a presença de Tamani, demasiado ciumento, protetor e a roçar o sarcástico, acaba por ser não uma lufada, mas uma explosão de ar fresco. 
Não gostei particularmente do mundo das fadas, em si, principalmente da parte que vai até ao Rei Artur, Merlin, Excalibur e Avalon, mas aguentei. As coisas começaram a ficar mais interessantes com os Trolls mas, mesmo assim, sinto que falta conteúdo. Não que não tenha gostado das fadas em si, porque, como já disse, adorei os traços bastante peculiares que a autora deu a Laurel e à forma como as fadas SÃO, mas não gostei do mundo delas. É um equilíbrio bastante precário, eu sei
Do mesmo modo, houve cenas que eram desnecessárias como a cena com Chelsea do farol, quase que para impingir o leitor a gostar de Chelsea e a aceitar a amizade dela com Laurel. MAS, houve  também cenas muito boas, como a do rio ou as que retratam a história passada de Laurel enquanto fada e a sua relação com Tamani porque, para mim, o Elfo é o único portador de algum tipo de emoção dentro do bolo de personagens de Aprilynne Pike. 

Outros títulos da colecção: 
*O Beijo dos Elfos
*Feitiços
*Ilusões
*Destined

Por Raquel Pereira

O mês de Abril foi dedicado quase inteiramente a Rick Riordan e aos livros dedicados a Percy Jackson, nomeadamente, Mar de Monstros, A Maldição do Titã e a Batalha do Labirinto. No entanto, não começou bem, com Desejar de Carrie Jones, com uma história original na sua essência, mas quando desenvolvida, muito batida no género Young Adult.
MAS, pus as minhas mãos num livro que queria à muito para completar a minha coleção e que me levou, durante menos de cinquenta páginas, de novo para Hogwarts e para o mundo dos feiticeiros criado por J.K.Rowling e, pelo meio, tive duas surpresas boas com Ransom Riggs e o Lar da Senhora Peregrine, e peguei num dos (alguns) livros de John Green que ainda não tinha e, confesso, foi motivo de riso durante a maior parte da leitura.
Portanto, li um total de 7 livros. Nada mau. Melhor do que o mês passado.
Para lerem a minha opinião sobre cada um dos títulos, só precisam de clicar sobre o respectivo nome. 

Por Raquel Pereira