Blogs Portugal

Siga por Email

Sinopse: A collection of the notable last recorded words of the dying, Famous Last Words is, unexpectedly, bursting with life, hope, wisdom, and often laughter. Here are writers, philosophers, athletes, gangsters, kings, queens, movie stars, and politicians, in all sorts of moods and states of preparedness. Some merely want to say goodbye to loved ones, others want to create a legacy. And some are caught completely off guard, like Civil War general John Sedgwick, answering his troops' urgings to take cover: They couldn't hit an elephant at this dist-.
There's the droll: It's the wallpaper or me. One of us has to go (Oscar Wilde); the blasé: How are the Mets doing today? (Moe Berg); the cranky: It wasn't worth it (Louis B. Mayer); the wistful: That was the best ice cream soda I ever tasted (Lou Costello); the optimistic: I shall hear in heaven! (Beethoven); and the overly optimistic: I've never felt better (Douglas Fairbanks). Ultimately, every one of these parting statements is a reflection of the person behind it. Each is accompanied by a mini-biography of the speaker, including the context of death, from the golf course (That was a great game of golf, fellers Bing Crosby) to a favorite armchair (Go on, get out. Last words are for fools who haven't said enough-Karl Marx).


OpiniãoPara os fãs de John Green, Ray Robinson não é um nome estranho. Em À Procura de Alaska, Miles Halter tem uma obsessão com a forma como as pessoas se despedem da vida e abraçam a morte, ou seja, com as últimas palavras.
Depois de ler À Procura de Alaska, eu própria fiquei ligeiramente obcecada com o conceito e encomendei esta pequena - muito pequena - beleza. Na minha cabeça, imaginei o livro como sendo apenas de citações, no entanto, maravilhei-me com o enquadramento de Ray Robinson. Ele escreve não apenas sobre a vida da pessoa, algumas completamente desconhecidas para mim, como do momento exacto da sua morte.
Quando soube que o título tinha "Pessoas Célebres", imaginei que iria conhecer cada um dos nomes mas, como é óbvio, enganei-me. A maioria das citações pertencem a magnatas, senadores e até mesmo presidentes da história americana, os primeiros menos conhecidos neste nosso Portugal. Contudo, Ray Robinson adicionou igualmente citações de nomes memoráveis como Beethoven, Jane Austen, as irmãs Bronte, Ana Bolena e, inclusive, de homens e mulheres que foram condenados à morte por homicídio, entre os quais John Booth. E, algumas das frases são conhecidas do livro de John Green, a mais importante, penso eu é "Aquilo ali e muito bonito", de Thomas Edison.
Dei por mim a rir-me com a não seriedade com que algumas pessoas encaram a sua morte. Um dos exemplos é Georges Danton, condenado por conspiração e condenado à guilhotina, cujas últimas palavras foram: "Tens que mostrar a minha cabeça às pessoas - vale a pena vê-la"; ou de Lady Astor "Estou a morrer ou é o meu dia de anos?"; e, as minha preferidas, de Fred Harvey "Não cortem o fiambre muito fino" e da Condessa de Vercellis: "Óptimo, uma mulher que peida não está morta".
Mas não só, há frases realmente inspiradoras, como a de Amelia Earhart "Por favor, acredita que estou perfeitamente ciente dos riscos. Quero fazê-lo porque quero fazê-lo. As mulheres devem tentar fazer coisas tal como os homens tentaram. Quando falham, o seu falhanço deve ser apenas um desafio para as outras". Ou frases pronunciadas em momentos conhecidos como o naufrágio do Titanic.
É um livro pequeno, realmente pequeno, mas, acho que é um bom complemento à leitura de À Procura de Alaska. É diferente, extremamente rápido de ler e com certeza irá provocar uma mistura de emoções, desde tristeza, saudade por pessoas que nunca conhecemos, e até mesmo divertimento.


Deixe um comentário

Tens uma opinião? 3,2,1 GO