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OpiniãoComo é natural, as pessoas têm diferentes opiniões quanto aos livros criados por Suzanne Collins e, como não podia ser de outra forma, as opiniões relativas aos livros homónimos, também diferem. No que toca à minha pessoa, Em Chamas, foi o meu livro preferido (a opinião do mesmo pode ser lidas aqui) e, em relação ao filme, a minha opinião não mudou.
Em Chamas começa a desenvolver o stress pós-traumático da protagonista e, do mesmo modo, a formar os contornos da revolta que está para vir, e, somos apresentados pela primeira vez há possibilidade da existência de um distrito 13. Como Os Jogos da Fome, seu filme antecessor, cuja opinião podem ler aqui, é uma adaptação extremamente fiel daquilo que foi o livro, no entanto, ao contrário do primeiro filme e, apesar dos actores não apresentarem falhas na sua performance, o director, Francis Lawrence, dá a Em Chamas, mais cor, mas mantendo o esqueleto daquilo que foi o primeiro filme, ou seja, não há mudanças drástica, mas elas estão, efectivamente, lá.
Como já referi, as performances estão no ponto e, embora os livros sejam narrados na primeira pessoa e como tal, bastantes introspectivos, através dos actores conseguimos com facilidade, perceber o que vai na mente de cada um, ou, pelo menos, aquilo que estava escrito no livro. Um dos exemplos é, a morte de Peeta. Até então, um amor encenado, que não conquistou o Presidente Snow, ou outros vencedores como Finnick Odair, é revelado, nesse momento e apenas nesse momento, como verdadeiro e percebemos isso através das interpretações de Donald Sutherland e de Sam Claffin.
Esta trilogia, ao contrário de outras adaptações cinematográficas funciona extremamente bem como complemento à leitura. Como já referi na opinião anterior, em Em Chamas, vemos para lá da arena. Temos total consciência de como funciona o Centro dos Produtores de Jogos e Francis Lawrence, dá-nos cenas adicionais que mostram o quão imensa é a influência de Katniss não só nos distritos como no próprio Capitólio através da neta do próprio Presidente Snow.
No livro, apesar de termos uma ideia, uma visão, o filme dá-nos, de forma maravilhosa, a estrutura da arena, a ideia do que é o relógio, e o horror que cada sector proporciona. É uma experiência visual fantástica e, recuando no filme, há mudanças que são bem vindas. O aparecimento de Johanna Mason - uma personagem para lá de brilhante, - ou o desenho de Rue, feito por Peeta, relembram-nos do quanto os personagens perderam e o que tiveram de sacrificar; algo que não estava no livro. Aqui, realço a banda sonora. Seja no discurso durante o Passeio da Vitória, ou na ceifa, estava no ponto certo. Emocional o suficiente para deixarmos cair algumas lágrimas, mas forte o suficiente para nos fazer sentir revolta pelo Capitólio e pela existência dos próprios jogos.
Ao contrário do que aconteceu com Os Jogos da Fome, o vestuário e, os efeitos especiais criados por Cinna, sobem de qualidade - exponencialmente. No primeiro filme eram, obviamente falsos e, para ser sincera, penso que não impressionaram ninguém; mas, sob a direcção de Francis, o factor UAU, está definitivamente lá.
O que é igualmente divertido de se ver, é a forma como Elizabeth Banks dá vida a Effie. A única personificação do Capitólio que vemos e, por mais insensível que ela se mostre, somos incapazes de não a adorar. E, ao contrário do que aconteceu nos livros, conseguimos sentir, a dor dela, e o começo da percepção de que talvez, e só talvez, os jogos sejam errados, de que eles, o povo de Panem, merece um destino melhor. É a mudança que se desenvolve à frente dos nossos olhos - manobras e contra manobras.
Outros títulos da colecção
*Os Jogos da Fome - adaptação cinematográfica: aqui
*Em Chamas - adaptação cinematográfica: aqui
*A Revolta - adaptação cinematográfica: aqui aqui


Outros livros da autora
*Gregor - A Primeira Profecia
*Gregor and The Profecy of Bane
*Gregor and the Curse of the Warmbloods
*Gregor and the Marks of Secret 
*Gregor and the Code of Claw


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