Sinopse: Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minhas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do príncipe herdeiro, que lhe oferece a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa. 
Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império, cada um deles patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda Chaol Westfall. 
No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interessante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender. 
Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto... e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar a próxima vítima?

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Opinião
Sarah J. Mass ofereceu-nos uma história fantástica, high-fantasy, a que fui incapaz de resistir. O primeiro de seis, Trono de Vidro é um início promissor de uma série que tem tudo para ser marcante, não apenas pelo enredo e originalidade mas, sobretudo, pela protagonista Celaena Sardothien.
Sou sincera ao afirmar que, há muito, mesmo muito, tempo que não me apaixonava por uma personagem desta maneira. Qual Katniss Everdeen ou Tris Prior. Celaena Sardothien é única no seu maneirismo, no seu sarcasmo e arrogância e, mais importante, ela abraça a sua feminilidade e beleza. Celaena Sardothien é vaidosa e não tem medo ou vergonha de o ser. Celaena Sardothien é forte e vulnerável, inteligente e perspicaz. Celaena Sardothien é corajosa e determinada. Celaena Sardothien é uma assassina.
Se há algo que aplaudo num filme ou num livro, é a forma como os directores ou autores, conseguem fazer o espectador, ou neste caso, leitor, torcer por alguém que, de outra forma, não o fariam. Celaena já matou e não temos conhecimento suficiente para saber quais os seus critérios: boas ou más pessoas? Apenas sabemos que se recusou a assassinar crianças e alguém que fosse da sua terra. E esse é um dos maiores mistérios. Ao longo das quatrocentas páginas, conhecemos a personalidade de Celaena mas, ao mesmo tempo, o passado da protagonista permanece intocável.
No entanto, pelo menos para mim, Trono de Vidro caminhou numa direcção óbvia. A surpresa final de Celaena em relação aos ataques e ao seu culpado não foi chocante, pelo contrário. Era algo esperado, embora a autora pelo meio tivesse desviado a rota, as pistas continuavam lá. Contudo, o que me moveu de forma apaixonante foi mesmo o enredo fantástico, as referências históricas, ainda que criadas e irreais e os personagens maravilhosamente descritos e criados.
Chaol e Dorian, amigos desde crianças, formam com Celaena um triângulo amoroso cuja emoção despertada é comparável àquela provocada por Cassandra Clare em Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico e Princesa Mecânica com Will, Jem e Tessa. É um triângulo amoroso que não é a parte principal na história mas que está lá e que, para mim, faz parte do encanto da escrita de Sarah J. Maas e, para mim, as melhores cenas passam-se, sem dúvida, na presença de um dos dois. Se me fizerem a pergunta da praxe: com quem achas que ela vai acabar? penso que talvez com Dorian, pelo que a rainha Elena pelo paralelismo com a sua própria história e a de Gavin, uma guerreira e um rei, embora a história tenha mudado para que Elena fosse uma donzela, que salvaram Erilea. Celaena é descendente de Elena «laço de sangue não podem ser quebrados» e, é de supor que Gavin é descendente de Dorian MAS, por outro lado, há uma referência aos olhos safira do príncipe em nada semelhantes aos olhos da mãe ou do pai, pelo que se coloca a questão: será bastardo? ou será apenas algo para o aproximar de Gavin? Por outro lado, o simbolismo de lutar lado a lado, pode indicar o emparelhamento entre Celaena e Chaol. Ou, também pode significar: nada. A autora pode simplesmente resolver assassinar os dois ou os três. A minha escolha, contudo, seria Chaol.
A envolvência em redor do torneio recorda-me os tempos de Harry Potter e o Cálice de Fogo de J.K.Rowling e de Jogos da Fome de Suzanne Collins, o tipo de competição mortífera a que não consigo resistir.
Penso que no futuro, Dorian será colocado um pouco de lado para ir lutar na frente da batalha e, talvez tornar-se um guerreiro, que veremos o Rei dos Assassinos que criou Celaena, que Holim, o irmão mais novo de Dorian, personificado quase como Geoffrey de Game of Thrones, irá fazer a sua aparição e cheira-me que a princesa Eelyw irá morrer. Refiro, no entanto, que nada sei sobre o resto da série, não li nenhum dos outros livros, até agora, quatro volumes, ou respectivas sinopses e que estas são apenas suposições.
Sarah J. Maas criou uma dinâmica entre os personagens absolutamente mágica. Algumas cenas foram brilhantes, puro ouro, nomeadamente aquela em que descreveu as dores menstruais da assassina e a forma hilariante como Chaol e Dorian lidaram com o assunto - foi de rir e chorar por mais. Uma entre dezenas de pequenas maravilhas que a autora criou.
Outros títulos da colecção
*Trono de Vidro
*Heir of Fire
*Queen of Shadows
*Empire of Storms
*Throne of Glass #6

*The Assassin's Blade

Outros livros da autora
*A Court of Thorns and Roses
*A Court of Mist and Fury (03/05/2016)
*A Court of Thorns and Roses #3


Sinopse: Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura?




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OpiniãoDepois de Maze Runner: Correr ou Morrer (podem ler a minha opinião aqui) e de Maze Runner: As Provas de Fogo (podem ler a minha opinião aqui), chega o fim da história de Thomas com Maze Runner: A Cura Mortal. Para muitos, um livro há muito desejado, para outros, apenas mais um livro numa busca interminável por respostas. Eu situo-me algures no meio, no entanto, mais inclinada para a procura de respostas.
Acho que um dos maiores problemas com Maze Runner foi a sua complexidade. Não que não goste de livros complexos, pelo contrário, mas talvez por o primeiro livro ter sido pobre em termos de explicações ou por o segundo livro não ter esclarecido as minhas dúvidas de forma satisfatória, a minha opinião relativamente à história de James Dashner não foi a mais positiva.
Sou a primeira a afirmar que, por vezes, a minha opinião oscila, consoante o rumo que a história toma e vejo-me na obrigação de "ver" para lá dos meus gostos pessoais e, em A Cura Mortal, a minha determinação em manter-me limitada à história foi testada inúmeras vezes. Foram vários os momentos em que a minha determinação quase quebrou. Thomas é incoerente nas suas acções e nos seus pensamentos. A repetibilidade que desapareceu em Provas de Fogo regressa em a Cura Mortal, no entanto, perante os acontecimentos em torno do protagonista, as repetições quase, quase que passam despercebidas.
Confesso que, ao contrário dos outros dois volumes, A Cura Mortal prendeu-me imediatamente e, ao contrário do que seria de esperar não pela acção, mas pelas descobertas. A verdade é exposta, ainda que de forma limitada devido às decisões do protagonista e, pela primeira vez, percebi que uma dualidade de pontos de vista, poderia ter melhorado, em muito, a percepção que o leitor tem do mundo. Teresa, Aris e todos os outros, voltam a desaparecer nas primeiras cem páginas, para regressar somente no pico da acção, pelo que teria sido interessante alternar entre o ponto de vista de Thomas e Teresa, uma vez que a última recuperou a totalidade das memórias e, embora seja do conhecimento geral a participação de Thomas nas Experiências, continuamos na ignorância face à quantidade de informação que Thomas podia dar.
O aparecimento do Braço Vermelho e, com ele, de Gally, foi uma surpresa e, por momentos, pensei que iria voltar a ver Chuck, que talvez ele não tivesse morrido e fiquei ligeiramente decepcionada por Thomas nunca mais se ter lembrado da promessa que fez ao rapaz moribundo. No entanto, o momento alto de A Cura Mortal é metaforizado na personagem de Newt. De um ponto de vista externo, percebo. Tinha de haver essa perda para a doença.
Porém, James Dashner decidiu outras coisas. De fora, percebe-se a intenção do autor. É o derradeiro sacrifício , uma forma de mostrar que, independentemente de tudo, houve uma fidelidade. Mas, enquanto leitora, pareceu-me uma forma fácil de Thomas decidir-se num triângulo amoroso quase invisível.
Não posso, de todo, afirmar que foi uma conclusão que me satisfizesse. O mundo foi deixado para morrer e ao acaso. E, apesar dos três volumes e das repetidas explicações, continuo, infelizmente, sem perceber o porquê de ser necessário um Labirinto ou uma corrida pelo deserto na Terra Queimada para adquirir dadas variáveis e padrões. A cura continua a ser um mistério para mim. A CRUEL mantém-se inacessível até um determinado ponto, porque agora, depois de mais de mil páginas percebo finalmente as palavras que Teresa escreveu no braço tantas páginas antes: CRUEL é bom.
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal



OpiniãoEm Maze Runner: Correr ou Morrer, Dylan O'brian interpreta Thomas de forma excepcional. No questions ask. E, por qualquer motivo, dei por mim a apreciar mais a versão do Labirinto do filme. Há mais acção e de repente, ao contrário do que acontece no livro, o Labirinto ganha vida e cor e torna-se real durante alguns minutos e aí, não tenho nada a apontar. MAS, no que toca a outros aspectos, nomeadamente as explicações, ficam um pouco aquém. Eu compreendo a razão. Os livros criados por James Dashner são repletos de ideias complexas e o facto de os protagonistas não saberem o que se passa, deixa o leitor, ou neste caso o espectador, confuso. Uma confusão que é, aliás, retratada no livro e podem ver a minha opinião aqui. E, tal como refiro na opinião relativa ao livro, no filme a repetibilidade do diálogo, não é diferente. "Não podes sair". "Ninguém regressou". "Não podes". "Não deves". "Porquê". "Porquê". "Porquê". Ao contrário do livro, não há espaço para explicações e somos obrigados a ir com a corrente. O aparecimento de Teresa é igualmente diferente, não há coma, não há telepatia, pelo que fiquei grata. No entanto, o aparecimento de Teresa, não parece desencadear o conjunto de reacções como acontece no livro. A própria relação com Minho, não parece real, de facto as únicas personagens com quem parece manter uma relação verdadeira é com Chuck e Newt.
Por outro lado, há erros desnecessários. Os mapas, retratados no livro, são em papel por uma razão. Mas no filme, aparece uma versão em 3D criada com pauzinhos. No entanto, Minho refere que o Labirinto move-se durante a noite, e que muda todos os dias e que eles são obrigados a estudar os padrões e blá, blá,... mas como é que fazem isso com os pauzinhos?
É uma adaptação decente, concedo-lhe isso, e para os que não leram o livro é, possivelmente um filme interessante, apelativo e cheio de acção. O próprio final, muito diferente do livro, pareceu-me mais lógico e real do que o escrito por James Dashner. É um balanço precário entre o gostar e o não gostar, enquanto adaptação, porque para mim, houve cenas que funcionaram melhor no filme e outras que funcionaram melhor no livro e, ao mesmo tempo, houve cenas desnecessárias, como a "batalha" à frente da fogueira em que Thomas, lembra-se que se chama Thomas. É difícil apreciar enquanto adaptação, mas a essência do filme, estava lá, e, algumas vezes, melhor retratada que no livro, mas, tal como os homónimos, os filmes parecem decididos a serem tão confusos, senão mais.
Ontem, sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2015, consegui terminar a leitura de Maze Runner: Provas de Fogo e, com cada pormenor ainda em fogo na minha mente, decidi que era boa ideia ir ver o filme. Confesso que me senti particularmente feliz, uma vez que tinha receio de não conseguir terminar a leitura e, para lerem a minha opinião literária sobre a mesma, basta carregar aqui. Now... The movie...
Nunca, em toda a minha existência, vi uma adaptação tão pouco fiel ao livro. Não me levem a mal, enquanto filme, está fantástico e, desafio qualquer pessoa que não tenha lido os livros a ir ver porque, certamente irá adorar. É um filme cheio de acção, alguns momentos de humor, e visualmente apelativo. Mas garanto-vos que quem leu o livro tem, obrigatoriamente, uma experiência completamente diferente.
Por exemplo, no livro Teresa, a personagem brilhantemente interpretada por Kaya Scodelario, desaparece no início e regressa apenas no fim como uma verdadeira traidora, batendo em Thomas, mais uma vez, maravilhosamente interpretado por Dylan O'brian, e inclusive tem uma sessão de marmelada à frente do mesmo com Aris que, no filme, parecia ter pouco mais do que treze anos de idade. Mas a maior diferença, e mais problemática a meu ver, foi a essência do filme porque, no livro, e como foi mencionado aliás, no filme anterior, as Provas de Fogo são a Fase Dois do procedimento da CRUEL, e, logo no início do livro, os Clareirenses são fechados num edifício, e é-lhes dado a conhecer o plano: ELES TÊ DE SAIR DO EDIFÍCIO, ATRAVESSAR A TERRA QUEIMADA DURANTE X QUILÓMETROS PARA CHEGAR A UM REFÚGIO. E porquê questionam-se? PORQUE TODOS, SEM EXCEPÇÃO, FORAM CONTAMINADOS COM O FULGOR, A DOENÇA QUE DIZIMOU GRANDE PARTE DA HUMANIDADE. Agora, o que vemos no filme? Uma revolução. Não há explicação nenhuma, não há nenhuma Fase Dois como repito, apareceu no final do filme Maze Runner: Correr ou Morrer.
Outro grande erro mas que, por esta altura, não faz qualquer tipo de diferença, é a utilização de armas. As armas estão proibidas no livro Maze Runner: Provas de Fogo porque podem alterar os resultados, os padrões ou as variáveis. O que vemos no filme? As armas são mais do que as mães. Todos os personagens, em algum ponto do filme disparam uma espécie de Taser que agora sei ser um Lançador, uma vez que já comecei a ler Maze Runner: Cura Mortal e percebo que, em vez de se basearem apenas num único livro, seja lá quem for que está à frente do script do filme, decidiu misturar tudo.
Algo que me deixou chocada e de boca aberta no meio de uma sala de cinema cheia de gente, foi a forma como decidiram retratar o Fulgor. A doença, que agora sei que se CONTAMINA PELO AR, aloja-se no cérebro e essencialmente, come-o, incapacitando as pessoas, tornando-as loucas e realço o loucas. Em momento algum me foi dado a entender que os Crankos, mesmo os mais perto do Fim, fossem versões animalescas do The Walking Dead e que eram estimulados pelo barulho ou pelo aparecimento de electricidade, numa versão rasca de WWZ.
Dou, no entanto, algumas notas positivas: a morte de Winston é mais emocionante no grande ecrã da que representada no livro, sem pano para dúvidas, e a relação entre Thomas e Brenda parece mais real e sincera do que no livro. Contudo, cenas pelas quais eu ansiava, não tiveram o mesmo impacto, nem pouco mais ou menos, principalmente, a traição de Teresa. E, pior do que tudo, não vemos o papel que Aris representa nessa traição e, a própria traição de Brenda, como membro da CRUEL, nem sequer é mencionada.
No fim de uma adaptação muitíssimo pobre, Thomas dá um discurso muito pouco emocionante sobre lutar contra a CRUEL para recuperar Minho, raptado, algo que fiquei para lá de confusa, uma vez que em ponto algum, Minho deixa-se capturar. Não faço ideia qual pode ser a linha de pensamento para o terceiro filme, uma vez que, as primeiras 100 páginas de Maze Runner: A Cura Mortal diferem completamente do final dado pelo filme. Fiquei muito decepcionada e, um pouco zangada, uma vez que tinha a sensação que estavam a retratar pormenores do terceiro livro, um pouco como fizeram com Criaturas Maravilhosas. Não gostei e para quem leu o livro, aconselho a verem com uma mente muito aberta, e não vão como fãs do livro para evitarem uma cambada de frustração desnecessária porque não estou a falar de ligeiras mudanças como aconteceu em várias adaptações, por exemplo Harry Potter, mas estou a falar de mudanças que alteraram por completo a história criada por James Dashner. 
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


Sinopse: Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... Lá fora, ao invés da liberdade, encontraram mais uma prova. Agora têm de atravessar a Terra Queimada, uma região desértica e ameaçadora, onde os Crankos, pessoas cobertas de feridas e infetadas por uma misteriosa doenças chamada Fulgor, vagueiam pelas cidades devastadas à procura da próxima vítima. À medida que Thomas vai recuperando algumas memórias confusas do passado, não pode deixar de se perguntar: saberá ele de alguma forma o segredo para a liberdade, ou ficará para sempre à mercê da CRUEL? 

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OpiniãoDe uma forma simplista, Maze Runner: Provas de Fogo é melhor do que Maze Runner: Correr ou Morrer, no entanto, não foi por isso que deixou de ser uma leitura bastante frustrante e não pelos melhores motivos. Basicamente, a minha frustração não residia no facto de não saber o que se estava a passar porque, tal como Thomas, o meu conhecimento pairava um pouco acima do "nada", mas muito abaixo do "tudo". Não. A minha frustração deveu-se ao facto de haver uma repetição na história mas, desta vez, com um cenário diferente. Uma frustração que dificultou o início da leitura e, mais importante, o interesse, e compreendo o motivo pelo qual muitos leitores viraram as costas à história criada por James Dashner - para além da repetibilidade, não há respostas, não há um enquadramento, não há explicações.
Aviso desde já que esta vai ser uma opinião com spoilers e dos grandes, pelo que se planeiam ler o livro nos próximos tempos, talvez seja melhor não continuarem a ler o texto, no entanto podem ler a minha opinião sobre Maze Runner Correr ou Morrer aqui. Caso contrário, se não planeiam ler o livro, sejam meus convidados.
Ao contrário do que aconteceu com o primeiro volume, não senti que houvesse tantas repetições ao nível de expressões ou até mesmo de palavras, no entanto, tal pode dever-se às pausas prolongadas que senti necessidade de fazer entre algumas leituras, no que é um exemplo de uma falta de interesse inicial. Porém, mesmo considerando a minha falta de interesse inicial, dou-lhe o mérito por não arrastar a acção, apresentando-a logo no primeiro/segundo capítulo.
Mas, no final de Maze Runner: Provas de Fogo continua a não haver uma explicação e penso que, sendo o segundo volume, alguma coisa já nos devia ter sido dada. Sim, Thomas fez parte da CRUEL, seja ela o que for. Sim, Teresa acha que "CRUEL é bom" apesar de todas as provas em contrário. Sim, houve uma qualquer alteração no Sol que dizimou metade do planeta. Sim, uma doença, chamada Fulgor, propagou-se a toda a velocidade, cuja culpa penso que podemos atribuir à CRUEL. Mas o que raio é que a CRUEL é, em primeira instância, e em que medida é que as variáveis e os padrões de decisão de Thomas ou de qualquer outro podem salvar a humanidade?
Um dos pontos positivos, e que senti uma tremenda falta no primeiro volume, foram as memórias. Em Maze Runner: Provas de Fogo há lembranças, algumas emotivas, outras ligeiramente explicativas, embora não muito. No entanto, a questão da telepatia continua por explicar, já que o mais perto que tivemos de uma foi: «jamais pudesse explicar a alguém como é que acontecia», o que é uma explicação pobre e preguiçosa. É algo que acontece? Não é uma resposta que me agrade de todo, especialmente considerando a importância que a telepatia teve no papel de Aris, Teresa, Thomas e da falecida Rachel.
Algo que despertou imensamente a minha curiosidade foi a existência de dois Labirintos: rapazes com uma rapariga, raparigas com um rapaz. A mera ideia de duas experiências iguais com sujeitos diferentes deixou-me para lá de curiosa e, durante muitas páginas quis imediatamente um livro sobre o Labirinto versão feminina, embora James Dashner a dispensasse logo de seguida. As parecenças são mais do que muitas e, para além dos papeis invertidos de Teresa e Thomas com Aris e Rachel, pareceu-me que Sonya e Harriet interpretam o papel inverso de Newt e Minho.
O papel de Thomas no meio de tudo fica cada vez mais confuso, não só pelos letreiros nas ruas, mas igualmente pelas tatuagens misteriosas que aparecem nos pescoços de cada um. Thomas parece ter um papel fundamental no meio de tudo, não só através da sua relação com Brenda, numa fraca tentativa de criar um triângulo amoroso, mas através de Teresa e Aris, e a importância de Thomas se sentir traído, ultrapassa a minha compreensão. No entanto, é um momento que realça a personalidade e carácter de Teresa e que mostra o quão disposta está para fazer o que for preciso para salvar (?) Thomas, no entanto, fiquei, eu própria a duvidar das intenções da rapariga naquele que é, sem dúvida, o maior plot twist dos dois volumes.
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


Sinopse: Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando aquela caixa metálica para, uma luz surge no teto como se este estivesse a abrir-se. Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico. Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como Thomas, não se lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar. E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira, lugar e que ninguém quer permanecer depois do anoitecer... Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo. 

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OpiniãoNem consigo expressar o quanto me esforcei e o quanto vasculhei o mundo virtual só para conseguir comprar Maze Runner: Correr ou Morrer; Provas de Fogo; e Cura Mortal a um preço acessível a tempo de ler pelo menos até ao segundo volume antes da estreia do filme a 17 de Setembro, quinta-feira. Foi, literalmente, uma corrida. Aviso desde já que esta vai ser uma opinião com alguns spoilers, pelo que se planeiam ler o livro nos próximos tempos, talvez e, só talvez, seja melhor não continuarem a ler o texto. Mas, caso contrário, se não planeiam ler o livro, keep going.
Primeiro que tudo: a escrita. Achei-a repetitiva e aqui, não estou a referir-me a questões de vocabulário ou de adjectivos, mas sim de expressões inteiras como: Thomas sentiu uma enorme vontade de o aplaudir. (pág.165) Thomas sentiu vontade de o aplaudir. (pág. 166). Um pequeno exemplo das inúmeras repetições não só de ideias como muitas vezes, de parágrafos inteiros, apenas "refeitos" para parecerem diferentes.
Em Maze Runner: Correr ou Morrer fiquei fascinada pelo mundo da Clareira e pelo Labirinto e pela forma como os rapazes se organizaram numa comunidade rudimentar mas funcional e ordenada sempre com o objectivo primordial da sobrevivência e a linguagem, mais propriamente o calão, digamos assim, dá um toque mais real à situação, uma vez que metaforiza o evoluir de uma sociedade.
Mas, senti que não compreendi, de todo, o mundo "cá fora". A forma como James Dashner explora o exterior com a horrenda Transformação é interessante e os lampejos daqueles que já passaram pela mesma, incentiva a curiosidade. No entanto, no momento da verdade, quando é o próprio Thomas a passar pela Transformação e as expectativas estão lá em cima porque finalmente vamos conhecer a verdade, tudo vai por água abaixo. Não vemos memórias absolutamente nenhumas, apenas dor e luz, no que eu suponho que seja uma sensação ao dito Clarão. Senti, sinceramente, que precisava dessas memórias para, pelo menos, compreender, já que o confronto com os Criadores foi uma cena pobre, muitíssimo pobre. E o e-mail (?) no final do livro contribuiu apenas para aumentar a minha confusão e não sei até que ponto a forma como está escrita e desenvolvida a história não afastou alguns leitores da continuação da trilogia.
Em termos dos personagens, achei Thomas um protagonista interessante, apesar da sua repetibilidade, mas, mais uma vez, achei a relação com alguns dos Clareirenses, forçada, porque, apesar das quase 400 páginas, Maze Runner: Correr ou Morrer, decorre em pouco mais de uma semana, se não me engano, pelo que a amizade entre os personagens que mais são explorados: Newt, Minho, Teresa e Chuck, podem indicar uma relação passada, como ficou comprovado com Thomas e Teresa e, há vários momentos do livro que realçam o laço entre Thomas e Chuck como irmãos, pelo que, quem sabe?
Em relação a Teresa, preferia que não tivesse existido telepatia. Porquê? Não foi, mais uma vez, bem explicada: mexeram-lhes com o cérebro antes de entrarem para a Clareira? Então mas eles já não comunicavam telepaticamente antes? Como se desenvolveu? Uma distopia, na minha humilde opinião, tem de ser, obrigatoriamente, bem explorada e explicada, principalmente quando é lançado para o "lume" elementos "sobre-humanos", caso contrário, acaba por ficar uma salganhada que tira o encanto ao livro. Mas, apesar de tudo, Maze Runner: Correr ou Morrer tem um bom balanço entre o positivo e o negativo, pelo que torna-se algo fácil de ler.
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


Sinopse: É neste sétimo volume que Harry Potter irá travar a mais negra e perigosa batalha da sua vida. Dumbledore reservou-lhe uma missão quase impossível - encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort...Nunca, em toda a sua longa série de aventuras, o jovem feiticeiro mais famoso do mundo se sentiu tão só e perante um futuro tão sombrio. Chegou o momento do confronto final - Harry Potter e Lord Voldemort... nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver... um dos dois está prestes a acabar para sempre... Os seus destinos estão misteriosamente entrelaçados, mas apenas um sobreviverá... Numa atmosfera apoteótica e vibrante, Rowling desvenda-nos, por fim, os segredos mais bem guardados do universo fantástico de Harry Potter e deixa-nos envoltos, talvez para sempre, na sua poderosa magia. Este sétimo volume tem sido considerado pelo público e pla crítica como o melhor de toda a série Harry Potter. 

Opinião: E chega a última opinião. Harry Potter e os Talismãs da Morte é, para mim, o melhor dos sete livros que J.K.Rowling proporcionou ao mundo. É um livro onde cada pormenor desde o primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal é explicado. Um dos exemplos é o que o nosso querido professor Dumbledore vê quando olha para o espelho dos invisíveis e que em nada se relaciona com um novo par de peúgas. E aqui, realço a semelhança entre Albus Dumbledore, Severus Snape e Harry Potter, uma vez que, cada um deles, ao olhar para o espelho dos invisíveis veria alguém que amam e que perderam.

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