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Sinopse: Na Sombra das Palavras reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. 

OpiniãoPara mim, um bom conto é aquele que prende a atenção do leitor do início ao fim e, penso que grande parte das dificuldades em relação à elaboração de um é fazer com que haja um princípio, um meio e um fim visíveis e com algum desenvolvimento num curto número de palavras e, em relação a este ponto em particular, dou os parabéns aos cinco autores portugueses, assim como à iniciativa da Editorial Divergência.
O meu conto favorito foi, sem dúvida, o de Fábio Ventura, o único autor que conhecia de antemão, uma vez que tenho a sua obra - Orbias - As Guerreiras da Deusa e Orbias - O Demónio Branco cá em casa e que, confesso, não fui de todo fã, no entanto, o conto de Fábio, O Livreiro, intrigou-me e conquistou a minha atenção. Uma pessoa tem a liberdade para interpretar um livro a seu bel prazer e, para mim, O Livreiro foi realmente a pérola Na Sombra das Palavras e foi algo que apelou à minha pessoa porque, para mim - e a minha opinião que, mais uma vez, vale o que vale, - é uma metáfora para a criação de personagens e de uma história e a obsessão consequente. Ter-lhe-ia dado, individualmente 5 estrelas no Goodreads.
A seguir a O Livreiro de Fábio Ventura, o meu preferido foi O Panoptico de David Camarinha. A escrita é muito diferente dos outros quatro contos, mais poética, à falta de melhor palavra, no entanto, tal pode actuar como uma bênção ou uma maldição e, para mim, foi difícil de perceber o cerne do conto MAS, fiquei muito surpreendida com o desenrolar da acção e o final está perfeito e adorei e, mais uma vez, interpretei como uma metáfora à criação de um mundo fictício e, se tivesse de dar uma classificação ter-lhe-ia dado 4 estrelas no Goodreads.
No entanto, para além destes dois contos que, como já referi, adorei, o conto Tábua Rasa de Mário Seabra foi, provavelmente, aquele em que eu desejava um maior desenvolvimento e achei o limite das 2000 palavras injusto. O conceito dos Tábua Rasa é interessante e queria ler mais sobre os personagens e como chegaram aquele ponto e o que aconteceu antes, algo que não senti com os dois contos anteriores, ou seja, o conto bastou-me, mas aqui, foi frustrante. Eu queria mesmo saber mais. Ter-lhe-ia dado 3 estrelas no Goodreads.
Os contos de Ângelo Teodoro e de João Ventura, O Labirinto de Papel e A Lista de Deus, ficaram aquém, quando comparado com os outros três, no entanto, pode ser algo positivo porque, apesar de não se relacionarem com os meus gostos em particular, podem apelar a outras audiências, no entanto achei O Labirinto de Papel confuso e, não percebi o conceito da história, provavelmente problema meu e, em relação à Lista de Deus, apesar de ter gostado do conceito achei que não foi muito bem explorado e não apreciei a conclusão. Ter-lhes-ia dado 2 estrelas no Goodreads.
Na Sombra das Palavras foi uma óptima iniciativa e, sinceramente, valeu a pena.
Outros títulos da Editorial Divergência: 
*Na Sombra das Palavras
*Por Mundos Divergentes
*Nos Limites do Infinito


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