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Sinopse: Três anjos - Gabriel, o guerreiro; Ivy, a curandeira; e Bethany, a mais jovem e humana de todos - são enviados para levar o Bem a um mundo que sucumbe ao poder das trevas. Esforçam-se por esconder o brilho luminoso que os envolve, os poderes sobre-humanos que detêm e, representando o maior dos perigos, as asas, ao mesmo tempo que evitam qualquer tipo de relação com os humanos. 
Mas Bethany conhece Xavier Woods e ambos se revelam incapazes de resistir à atracção que sentem um pelo outro. Gabriel e Ivy tentam tudo para impedir aquela relação, mas o sentimento que une Xavier e Bethany é demasiado forte. 
A missão dos anjos é urgente e as forças das trevas são ameaçadoras. Irá o amor lançar Bethany na perdição ou salvá-la?


Book Trailer: 

OpiniãoNão têm sido dois meses fáceis no que toca à leitura ou à vida em geral, mas espero que as coisas melhorem lá para o meio do mês.A verdade é que Halo pareceu ter demorado uma eternidade e não posso apenas culpar a minha falta de tempo ou as ocorrências na minha vida.
Halo é um livro quase clichê. A mesma história repetida através dos tempos. Fiquei bastante desiludida, uma vez que quando comprei, imaginava a protagonista, Bethany, como alguém extremamente confiante e poderosa, à falta de melhor palavra. Alexandra Adornetto apresentou-me o aposto - alguém com muita falta de confiança, sentido de responsabilidade ou prioridade e demasiado dramática.
Para alguns é suposto ser uma história de amor e eu vejo até que ponto é que o pode ser mas, em muitos aspectos, demasiados, o amor torna-se obsessivo - não no sentido de ciúme ou emoções pejorativas que daí venham, mas no sentido de "não há mais nada no mundo" e, para mim, uma história não funciona quando o amor é representado dessa maneira ou quando, uma história com potencial foca-se apenas na relação amorosa e nas trivialidades da vida humana.
E mesmo a potencialidade da história perdeu-se nas primeiras páginas, uma vez que a religião é quase imposta «Não confiávamos que se tornassem obedientes e fosse à igreja todos os domingo (...)». Não irei falar sobre as minhas crenças pessoais mas, penso que qualquer pessoa tem de ter uma opinião relativamente a este tipo de "obrigação".
Não fui fã da forma como a religião é impingida ou como a autora decide retratar as restantes personagens femininas. Claro que a protagonista tem de ser a "especial" mas, ao ler, Molly e Taylah parecia-me personagens acéfalas e não senti absolutamente nada com a sua presença para além de um completo desespreso pela futilidade com que a autora as descrevia : «Toda a gente sabe que o Médio Oriente fica em África» A sério? Este diálogo era sequer necessário?
Para além de todos os conteúdos mencionados acima, Bethany apresenta-se como uma rapariga que quer ser salva pelo seu príncipe e não sei se é de mim, mas eu não aprecio este tipo de narrativa. Outro ponto bastante negativo é a previsibilidade da história, para além de um ou outro momento, sabemos exactamente o que vai acontecer a cada uma das personagens, tirando talvez Gabriel e Molly, porque acredito que há uma relação passada - reencarnação talvez «tenho esta sensação de deja-vú». E, se for realmente isso, vou continuar a dizer que é previsível porque está tudo na história e mesmo a personagem de Jake, não sei se era suposto ser chocante mas, não me pareceu, de todo, mau.
Há pontos positivos, o maior deles todos é, provavelmente, a escrita. É muito introspectiva e acho que teria gostado mais se a protagonista fosse também ela mais atraente em termos de personalidade. Provavelmente teria adorado que fosse escrito da perspectiva de Gabriel. Também gostei da forma como a autora abordou o sexo e, até mesmo a personagem de Xavier e o seu passado com Emily mas, tirando isso, não foi uma experiência boa.
Outros títulos da colecção
*Halo
*Hades
*Céu

Outros títulos da autora:
*Ghost House
*Ghost Hour
*Ghost House #3 


2 Comentários

  1. De facto o factor "amor obsessivo" que eu pessoa conhecida nada lamechas detesto profundamente foi o que me desgostou nos seguintes. Neste primeiro ainda se aguenta, nos próximos, não.
    Para mim uma personagem ou pessoa na vida real que vive exclusivamente do amor a uma pessoa... bem... não vive, não é?

    A primeira pessoa que tens de amar é a ti própria, e depois a outro. Tão "simples" quanto isso. Caso contrário não vives, sobrevives.
    Esta autora também acho que escreveu isto muito nova, muito fantasiosa e cheia de ideias erradas de como é o mundo na vida real, mas é pena, pois esta história tinha um ENORME potencial, se bem explorada...

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