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Sinopse: Harry Potter está ansioso por ver terminadas as medonhas férias de Verão que está a passar com os Dursleys, os Muggles mais Muggles de todo o planeta. Mas o tempo parece ter adormecido, ou então está com muita preguiça, porque nunca mais passa. Entretanto surge uma visita inesperada - uma estranha criatura de grandes olhos verdes e enormes orelhas, o elfo Dobby que traz um sério e terrível aviso: HARRY POTTER NÃO DEVE VOLTAR PARA HOGWARTS. E a verdade é que no seu segundo ano na escola de feitiçaria, Harry vê-se envolvido numa terrível espiral de perigos e desventuras. Vozes horripilantes sussuram, vinda das paredes; algo ou alguém anda a transformar os alunos em pedra; aparecem fantasmas tenebrosos e aranhas gigantes; e um dia um misterioso aviso é escrito em letras brilhantes numa parede de Hogwarts: A CÂMARA DOS SEGREDOS FOI ABERTA. INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO. Mas o que é que isso significa? Harry Potter, Ron e Hermione vão fazer tudo para resolver este mistério, arriscando as suas próprias vidas. 

Opinião
No dia de aniversário do nosso herói, da minha autora favorita e de Neville Longbottom, terminei a leitura de Harry Potter e a Câmara dos Segredos e, mais uma vez, vejo-me na posição difícil de escrever uma opinião sobre um livro que marcou de forma irrevogável a minha infância. É uma tarefa complicada mas, procurei reler a série com um olhar mais crítico sem, no entanto, impedir-me de submergir completamente no mundo mágico que são os livros de Harry Potter. E, mais uma vez, como a opinião de Harry Potter e a Pedra Filosofal que podem ver aqui, vai haver spoilers e, aviso, não apenas deste segundo volume, mas da série inteira, procurando relacionar alguns factos que têm um papel mais importante no futuro.
Primeiro que tudo, volto a realçar a nossa tradução porque, tal como em Harry Potter e a Pedra Filosofal há alguns erros na conjugação do feminino e do masculino. Para ser mais específica, enquanto no primeiro volume, a Professora Sprout é um homem, neste segundo volume a professora Sinistra do Departamento de Astronomia é um homem.
Para mim, Harry Potter e a Câmara dos Segredos é o mais negro e assustador dos quatro livros "pré-regresso" de Voldemort, com as vozes sussurrantes, os ataques, os desaparecimentos e a lenda da câmara deixada por Salazar Slytherin. Lembro-me de ver o filme com as luzes da casa todas acesas e de tremer ao mínimo ruído - memórias!
Uma das coisas que achei mais divertida nesta leitura mais "crítica" é o facto de conseguir perceber pormenores que, noutra ocasião, noutra leitura ou "re-leitura" teriam provavelmente passado despercebidos. Um dos exemplos é o facto de Ron, durante o seu castigo e o seu ataque de vómito-lesma, ter limpo mais de cinquenta vezes, o prémio de serviços prestados à escola de Tom Riddle e perguntou ironicamente se o facto de o ter recebido, não foi porque Tom "matou a Murta, era um favor que fazia a todos"; ou o facto de Harry não ser capaz de deitar fora o diário do mesmo modo que o medalhão o afecta no último livro - uma forte ligação entre os horcruxes; e, um dos mais interessantes para mim, após o ataque a Colin, Dumbledore questiona-se em voz alta: "não é quem, mas como?", ou seja, Dumbledore já sabia que Tom Riddle estava por detrás de tudo mas, segundo as suas fontes, os restos de Voldemort andavam pela Albânia. O anagrama com o nome de Tom Marvolo Riddle para I AM LORD VOLDEMORT, é uma pequena amostra do poder imaginativo e de ligação de J.K.Rowling.
Em Harry Potter e a Câmara dos Segredos começamos a ver a relação "tumultuosa" mas afectiva que se desenvolve entre Ron e Hermione, há a primeira menção a Azkaban, a prisão dos feiticeiros, o Salgueiro Zurzidor, vemos a Mão da Glória pelos olhos de Draco Malfoy, e temos uma menção a um "armário valioso" que Peeves deixa cair, convencido por Nick-Quase-Sem-Cabeça que, podemos supor que é o armário de aparição (?) usado igualmente por Draco Malfoy no decorrer da série. E, há, pela primeira vez, a utilização do tão importante feitiço de desarmamento: Expelliarmus. E, no último capítulo uma menção a que Harry começava a ficar realmente muito bom naquilo.
Mas, tal como em Harry Potter e a Pedra Filosfal, tenho algumas questões. Uma rápida pesquisa permitiu-me constatar que, não há uma data certa para o nascimento de Petúnia, apenas para Lily (30 Janeiro de 1960), MAS, Petúnia refere em Harry Potter e a Pedra Filosofal que a irmã mais nova chegava a casa com ovos de rã nos bolsos, pelo que, em algum ponto do tempo, Petúnia e Lily tiveram de viver na mesma casa enquanto Lily ainda andava em Hogwarts. A minha questão é: não saberia Petúnia que Lily não estava autorizada a fazer magia fora da escola, tal como Harry não estava autorizado? Mas enfim, as regras podiam ter mudado, entretanto, ou talvez ela simplesmente não quisesse admitir o quanto sabia? Outra questão que me incomoda é o facto de que o primeiro instinto de Harry e de Ron é o de voarem ilegalmente num carro quando a passagem se fecha, facto que reitera que, daí em diante, Hermione esteja presente no planeamento de qualquer plano louco.
Depois há questões de origem mais física. Como é que deram a poção de mandrágoras ao Nick-Quase-Sem-Cabeça? Na festa dos mortos a comida era levada ao extremo da podridão para que eles a pudessem saborear, ainda que minimamente. Como é possível? Sabemos que Peeves é diferente uma vez que se trata de um poltergeist e não de um fantasma mas, a bebida inclui-se no catálogo do: podemos?
Mas, uma das frases que não compreendo de todo é de Dumbledore, no último capítulo, no qual ele refere que a mudança de Tom Marvolo Riddle para Lord Voldemort foi uma sugestão sua. «Muitas poucas pessoas sabem que Lord Voldemort se chamou em tempos Tom Riddle. Fui eu quem lhe sugeri a mudança há cinquenta anos, em Hogwarts». Tentei lembrar-me se, no sexto livro, em alguma memória, Dumbledore fez essa sugestão porque recordo-me muito vagamente de uma conversa em torno do nome quando Voldemort regressou para uma entrevista para o cargo de professor. Humm questiono-me...
O grupo de personagens começa a aumentar e a aumentar e, mais uma vez, para além do trio de heróis, a personagem que mais se destacou para mim - foram duas na verdade - foi Gilderoy Lockhart e Dobby. Lockhart pela sua estupidez e narcisismo, entrando muito no núcleo cómico do livro, aliviando alguma da "carga mais pesada" e Dobby por ser o Dobby. É o primeiro contacto que temos com elfos dométicos e com o seu imenso poder que, na minha opinião, é capaz de rivalizar com os dos feiticeiros. A minha frase favorita mais uma vez, pertence a Dumbledore - acho que vão pertencer todas - São as tuas escolhas Harry, que mostram quem de facto tu és, mais do que as tuas capacidades - e um dos meus capítulos favoritos foi o Herdeiro de Slytherin.

[All fanart was removed from the internet. Any questions about copyright, please contact the email above.]
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Quando naquela cinzenta manhã de terça-feira o senhor Dursley deparou, ao sair de casa, com uma gata malhada que estudava atentamente um mala, mal poderia imaginar todos os acontecimentos estranhos e misteriosos que se estavam a preparar. Mas, quando dez anos mais tarde, enigmáticas cartas endereçadas a Harry Potter, o sobrinho desprezado dos Dursleys, começam a chegar em catadupa lá a casa, é como se um raio atravessasse as suas mentes - o segredo que tão bem tinham guardado durante tanto tempo está prestes a ser revelado. O que poderá acontecer se Harry Potter descobrir que é um feiticeiro? Esta é uma história mágica, recheada de fantasia e encantamento, de aventuras misteriosas e de perigos arrepiantes, de criaturas sobrenaturais e de surpresas divertidas, que está a enfeitiçar as crianças... e também a gente mais adulta, um pouco por todo o mundo. 

OpiniãoDevido à frustração que foi a leitura anterior e cuja opinião podem ver aqui, decidi reler os maravilhosos livros da fantástica J.K.Rowling. Uma tarefa que me vai, com toda a certeza, aquecer o coração durante durante o verão. No entanto, escrever uma opinião é difícil, uma vez que estes sete livros excepcionais, fazem parte da minha infância. Foram livros com os quais cresci, com os quais ansiava a um ponto que roçava a obsessão e que, de certo modo, estão comigo, - sempre. Por vezes dou por mim a recordar uma determinada frase ou passagem. O meu pobre primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, já está muito, mas mesmo muito, usado.
E, sim, haverá spoilers, não apenas deste primeiro livro, mas dos restantes seis, uma vez que irei correlacionar certos e determinados factos.
Prossegue leitor,
mas tem cuidado,
os spoilers,
são um pecado.
Agora, relendo mais uma vez, é maravilhoso a forma como J.K.Rowling pensou em tudo, do início ao fim e como as linhas se cruzam com o decorrer da série. Mas, se me perguntam se há ou não incongruências? Há, algumas, por exemplo, em relação a Harry Potter e a Pedra Filosofal, como é que os amigos do irmão de Ron, Charlie, conseguiram passar pelas barreiras protectoras de Hogwarts? Será que elas foram fortificadas apenas DEPOIS da ascensão de Lord Voldmort no quinto livro? E algo que me deixa muito incomodada é o facto de a nossa tradução, transformar a professora Sprout num homem! E numa das cenas do último capítulo, quando Dumbledore explica a Harry que James fez uma coisa que Snape nunca lhe perdoou, parte de mim, acredita que o professor pode, também referir-se a Lily. Owen.
Em Harry Potter e a Pedra Filosofal não há uma grande desenvolvimento em termos emocionais, há sim o início da descoberta de quem Harry Potter realmente é e sim, tem emoção, desde o momento em que Harry vê Lily e James pela primeira vez no Espelho dos Invisíveis, ou quando Hagrid lhe dá o livro de fotografias ou quando Harry, Ron e Hermione tornam-se, pela primeira vez, uma equipa, mas ainda é um livro "infantil".
Vaguei pelo mundo do tumblr e deparei-me com factos que aquecem o coração de qualquer fã mas que, obviamente podem muito bem não ser verdadeiros. Factos esses que, referem-se às questões que Snape coloca a Harry na primeira aula de Poções. Aparentemente, "asphodel" ou "asfódeo" é um tipo de lírio (lily) que significa "os meus arrependimentos seguem-te até à campa" e "wormwood" significa "ausência" que é tipicamente simbolizada como uma forma "amarga de arrependimento", ao juntarmos os dois, iremos ter: "arrependo-me amargamente da morte de lily". E, pode nem ser verdade, mas eu quero acreditar.
Há um grupo tão vasto de personagens/personalidades que é difícil escolher uma para além do trio de heróis, no entanto, neste livro em específico, penso que escolheria Neville Longbottom. A minha frase favorita é, sem dúvida: Para uma mente bem organizada, a morte é a próxima grande aventura e, uma das minhas cenas/capítulos favoritos é o Espelho dos Invisíveis.

[All fanart was removed from the internet. Any questions about copyright, please contact the email above.]
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Com apenas uma lágrima, Eureka inundou o mundo e iniciou a ascensão da Atlântida. Se verter mais duas, nada parará o maléfico rei Atlas. Herdeira da Linhagem da Lágrima, é a única pessoa capaz de o deter, mas para o conseguir terá de atravessar o oceano para descobrir Solon, uma Semeador em fuga, que sabe como enfrentar o rei. 
Mas a revelação do amor entre Ander e Eureka faz com que Solon envelheça rapidamente e se sinta incapaz de vencer Atlas. Se continuarem juntos, Solon morrerá em breve. Eureka precisa de se reconciliar consigo mesma e com o que o seu sofrimento causou ao mundo. 
Um segredo sobre a Linhagem da Lágrima mudará tudo, passado, presente e futuro. Eureja tem uma visão de uma lagoa encantada que revela um segredo esmagador. Com esse conhecimento, será capaz de conseguir a chave para derrotar Atlas. Mas o seu coração partido poderá deitar tudo a perder.  

OpiniãoEsta não vai ser a minha opinião mais entusiástica, pelo contrário, mas para quem está a ler, não se deixe desmotivar porque, gostos são gostos e não se discutem e, pelas minhas rápidas pesquisas, parece haver uma maior preferência por A Cascata do Amor do que por Lágrima, o primeiro da duologia, cuja opinião podem ver aqui. Eis a questão, para mim, A Cascata do Amor foi uma completa decepção.
Em primeiro lugar, não sei se foi da tradução ou da revisão mas houve erros, alguns, mais de dez, pelo menos, na "diferenciação" das personagens. Um exemplo: após um parágrafo em que Eureka pensa em Diana, os diálogos seguintes, REFEREM Diana: "Diana disse", "Diana revirou os olhos" e não, não é uma memória. É um diálogo entre Eureka e Cat, ou Eureka e o pai. Houve, igualmente vários erros em termos de conjugação e, pelo menos duas frases que não fizeram o mínimo sentido.
Desde o início que nos é dito que Solon sabe como enfrentar o rei. Ele não sabe. Eureka descobre sozinha. E há uma relação forçada entre os dois, motivada pelo conhecimento em comum de Diana. Blá, Blá, Blá. Eles não pareciam muito próximos, pelo contrário. A autora provavelmente queria estimular uma relação amor-ódio mas, para mim, não resultou. Além de que a sinopse é péssima. Não é a revelação do amor entre Ander e Eureka que faz com que Solon envelheça rapidamente, é sim a capacidade de sentir alguma coisa para além do ódio. E, sinceramente, não me parece que eles estivessem perdidamente apaixonados. E ela não tem uma visão de uma lagoa encantada... Ela encontra-a no meio da rua.
Eu tinha muitas esperanças em relação a A Cascata do Amor, principalmente porque Lágrima foi quase, QUASE, uma redenção depois dos últimos livros de Anjo Caído, principalmente Paixão - basicamente voltei a ter curiosidade e vontade de ler os livros da autora, mas a escrita de Lauren Kate oscila drasticamente, ora temos um bom livro, ora temos um livro de cortar os pulsos. A Cascata do Amor e Lágrima são dois livros completamente diferentes. A Cascata do Amor tem um ritmo muito mais lento e uma história muito mais forçada e com cenas que não lembram a ninguém.
Porquê? Bem, aviso de spoilers, se não planeiam ler o livro, continuem a ler, se planeiam ler, também podem continuar a ler porque, sinceramente, acho que não faz muita diferença, MAS, numa situação de pânico em que William e Claire que, a propósito, deixam simplesmente de agir como crianças de 4 anos de idade, são quase raptados por outra criança, Eureka, no seu desespero, começa a cantar e nunca, em tempo algum, há uma explicação lógica para isso. Não há uma explicação lógica para o teste da orquídea que, não me fez o mínimo sentido - era para ver quem ela era? porque não podia atirar-se para debaixo de água para o meteorito funcionar? Depois de reveladas as existências das singularidades de William e Claire, em menos de uma página, todos os personagens (William, Claire, Trenton e Cat) desenvolveram as suas quando passaram uma vida inteira sem as conhecer e que, segundo Solon, podia ser complicado de descobrir, mas em menos de dois parágrafos, lá estão eles.
Uma das maiores falhas, contudo, é com Ander. Não vou discutir a natureza do rapaz, visto que é um maior spoiler MAS, no primeiro livro, Ander é nos apresentado com guelras. Ele pode respirar debaixo de água. Numa cena de A Cascata do Amor, Eureka, dentro de água, da bolha que lhe dá oxigénio, entra em pânico porque do outro lado está Ander, que deve estar aflito porque «doem-lhe os pulmões» de suster a respiração. Páginas adiante, Eureka entra de novo em pânico, mas aí percebe que Ander consegue respirar debaixo de água... Hummm quase que parece que a própria autora esqueceu-se de que Ander podia respirar debaixo de água... e, considerando a natureza de Ander, para aqueles que leram o livro, como é que ele tem guelras? O Zéfiro é a sua singularidade... Guelras parece-me mais uma mutação.
Honestamente, não gostei, demorei demasiado tempo a ler, houve demasiados erros que podia esperar num primeiro livro, e mesmo o final, que devia suscitar uma tonelada de emoções ao leitor, foi-me completamente indiferente, com Cat, no fim do mundo, ainda a namoriscar com um marinheiro depois da perda da sua família (faz sentido? Todo). Mas, o que inerva realmente uma pessoa, é que as últimas página e meia estão lindas, mas o que leva a essa página e meia, é o oposto.
A relação de Ander e Eureka é mal explorada, não há comunicação - sofrem de síndrome do segundo livro - e nunca chegamos realmente a conhecer Brooks. Um dos pontos mais positivos que dou ao livro é, sem dúvida, a capacidade da autora em transmitir memórias, porque de resto, nada fez sentido. Eureka podia ser uma óptima protagonista, mas neste segundo volume, revelou-se uma "falsa vilã". Não sei se Lauren Kate queria passar a mensagem de um anti-herói mas, se era essa a sua intenção, fê-lo pessimamente.
Outros títulos da colecção: 
*Lágrima 
*A Cascata do Amor
*Last Day of Love (short-stories)

Outros títulos da autora:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)


Sinopse: Tudo o que amamos pode ser levado pela corrente...NUNCA, NUNCA CHORES...A mãe de Eureka Boudreaux instilou esta regra na filha há anos. Mas agora a mãe partiu, e onde quer que Eureka vá, ele está lá: Ander, o rapaz alto, de cabelo louro-claro, que parece saber coisas que não devia, que diz a Eureka que ela corre um grande perigo e que a deixa sempre à beira das lágrimas. 
Mas Ander ignora o maior segredo de Eureka: desde que a mãe se afogou num acidente bizarro, Eureka deseja morrer. Resta-lhe pouco que lhe desperte o interesse, apenas o amigo mais antigo, Brooks e, uma estranha herança: um medalhão, uma carta, uma pedra misteriosa e um livro de outras eras que ninguém compreende. O livro encerra uma história assombrosa sobre uma rapariga que ficou destroçada e chorou tanto que formou um continente no mar... e há algo na história que é misteriosamente familiar. 
Eureka está prestes a descobrir que a narrativa antiga é mais do que uma história, que Ander pode falar verdade... e que a sua vida é muito mais obscura e oculta do que alguma vez imaginou. 

Book Trailer: 

OpiniãoLauren Kate chegou à minha estante através da série Anjo Caído e, embora um dia deseje reler os quatro volumes, a opinião dos dois últimos seria, provavelmente de duas e até mesmo uma estrela no Goodreads, pelo que Lágrima foi uma surpresa inesperada.
Eureka é uma protagonista dúbia. Ela tem tendências suicidas e depressivas mas, ao mesmo tempo, é "estóica" e incrivelmente forte porque tem que o ser. Eureka é uma criação que se destaca no mundo da fantasia e do YA e, ao contrário de Luce de Anjo Caído, a sua personalidade é cativante e atraiu-me até às últimas páginas. Há um núcleo de personagens muito forte e marcado e as descrições são suficientes - nem demasiado descritivas, nem menos, - de tal modo que houve momentos em que me senti perdida numa vila à beira mar, onde era capaz de sentir a humidade nas árvores.
É um livro realmente bom e, embora aponte algumas falhas, essas são apenas preferências pessoais e, para aqueles que descartaram Lágrima pela frustração (no meu caso) que foi a série Anjo Caído, leiam porque é diferente em noventa e nove aspectos e igual apenas em um. Lauren Kate passou de dez para cem com Lágrima, no entanto, há um elemento que permanece quase intocável e que obviamente, deve tratar-se de um assunto do pessoal interesse da autora mas que me desagrada em grande medida.
O amor. Ander é demasiado parecido com Daniel e, embora haja outra pessoa, a atracção é imediata, não há questões, é amor à primeira vista e no caso de Ander foram muitas vistas porque há, mais uma vez, o elemento "stalker amoroso" que não aprecio. Mas, ao mesmo tempo, Eureka não torna Ander a sua vida, questiona-o e afasta-se, aparentando um maior autocontrole do que Luce. Mas, honestamente, não foi o romance que motivou a leitura.
Como a sinopse muito eloquentemente refere, há toda uma mística em redor das lágrimas de Eureka, de quem ela é, da sua linhagem e, - o que me levou a ler realmente o livro, - a Atlântida e, para ser completamente sincera, não gostei a 100% do que a autora fez com a mística por detrás da cidade perdida, mas aceitei com facilidade. O que não gostei a 100% foi dos elementos fantasiosos na nossa realidade, nomeadamente Polaris e o seu sentido de GPS - é um elemento quase repetido do terceiro volume de Anjo Caído com Bill, para mim, o pior livro da série - e do "meteorito" e a forma como Eureka nadava numa bolha de ar. Ao mesmo tempo, a relação de Eureka com a vidente e a sensação de que tinha perdido o que mais próximo tinha de uma mãe, pareceu-me forçado. A história do Livro do Amor, sem interesse, confusa e não achei que desse mais à história. Ficava bem sem ela. Por outro lado, adorei a relação da Eureka com os irmãos e mesmo com a melhor amiga, Cat, com Rhoda, a madrasta e com o pai, Trenton e, mesmo morta, a forma como Eureka via Diana em tudo o que mexia.
O que achei igualmente interessante, foi a forma como a autora expôs aquilo que o leitor podia estar a sentir, após uma quantidade inexorável de páginas, sobre o isolamento de Eureka. Ela fê-lo através de Brooks e, para mim, foram realmente um ponto positivo, metaforicamente tornaram-se no acordar de Eureka.
Pergunto-me se Diana estará mesmo morta, devido ao lema presente numa t-shirt da mãe: «Fustigada pelas ondas, não se afoga», ou se será apenas uma pobre referência ao meteorito, além de que o corpo nunca foi encontrado. Outra questão a que quero ver respondida e que espero que não se torne numa de "imagine por si mesmo" é o porquê de Claire, a irmã de quatro anos, conseguir penetrar na "bolha de ar" do meteorito se não há qualquer relação entre ela e Diana para pertencer à linhagem, a não ser que talvez seja atlante? E como é que Diana sabia que Ander seria o rapaz que destroçaria o coração da filha? Para mim há mais misticismo à volta da mãe de Eureka do que de Atlântida. Recomendo vivamente, especialmente para as pessoas que desistiram de Anjo Caído.
Outros títulos da colecção: 
*Lágrima 
*A Cascata do Amor
*Last Day of Love (short-stories)

Outros títulos da autora:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)


Sinopse: Três anjos - Gabriel, o guerreiro; Ivy, a curandeira; e Bethany, a mais jovem e humana de todos - são enviados para levar o Bem a um mundo que sucumbe ao poder das trevas. Esforçam-se por esconder o brilho luminoso que os envolve, os poderes sobre-humanos que detêm e, representando o maior dos perigos, as asas, ao mesmo tempo que evitam qualquer tipo de relação com os humanos. 
Mas Bethany conhece Xavier Woods e ambos se revelam incapazes de resistir à atracção que sentem um pelo outro. Gabriel e Ivy tentam tudo para impedir aquela relação, mas o sentimento que une Xavier e Bethany é demasiado forte. 
A missão dos anjos é urgente e as forças das trevas são ameaçadoras. Irá o amor lançar Bethany na perdição ou salvá-la?


Book Trailer: 

OpiniãoNão têm sido dois meses fáceis no que toca à leitura ou à vida em geral, mas espero que as coisas melhorem lá para o meio do mês.A verdade é que Halo pareceu ter demorado uma eternidade e não posso apenas culpar a minha falta de tempo ou as ocorrências na minha vida.
Halo é um livro quase clichê. A mesma história repetida através dos tempos. Fiquei bastante desiludida, uma vez que quando comprei, imaginava a protagonista, Bethany, como alguém extremamente confiante e poderosa, à falta de melhor palavra. Alexandra Adornetto apresentou-me o aposto - alguém com muita falta de confiança, sentido de responsabilidade ou prioridade e demasiado dramática.
Para alguns é suposto ser uma história de amor e eu vejo até que ponto é que o pode ser mas, em muitos aspectos, demasiados, o amor torna-se obsessivo - não no sentido de ciúme ou emoções pejorativas que daí venham, mas no sentido de "não há mais nada no mundo" e, para mim, uma história não funciona quando o amor é representado dessa maneira ou quando, uma história com potencial foca-se apenas na relação amorosa e nas trivialidades da vida humana.
E mesmo a potencialidade da história perdeu-se nas primeiras páginas, uma vez que a religião é quase imposta «Não confiávamos que se tornassem obedientes e fosse à igreja todos os domingo (...)». Não irei falar sobre as minhas crenças pessoais mas, penso que qualquer pessoa tem de ter uma opinião relativamente a este tipo de "obrigação".
Não fui fã da forma como a religião é impingida ou como a autora decide retratar as restantes personagens femininas. Claro que a protagonista tem de ser a "especial" mas, ao ler, Molly e Taylah parecia-me personagens acéfalas e não senti absolutamente nada com a sua presença para além de um completo desespreso pela futilidade com que a autora as descrevia : «Toda a gente sabe que o Médio Oriente fica em África» A sério? Este diálogo era sequer necessário?
Para além de todos os conteúdos mencionados acima, Bethany apresenta-se como uma rapariga que quer ser salva pelo seu príncipe e não sei se é de mim, mas eu não aprecio este tipo de narrativa. Outro ponto bastante negativo é a previsibilidade da história, para além de um ou outro momento, sabemos exactamente o que vai acontecer a cada uma das personagens, tirando talvez Gabriel e Molly, porque acredito que há uma relação passada - reencarnação talvez «tenho esta sensação de deja-vú». E, se for realmente isso, vou continuar a dizer que é previsível porque está tudo na história e mesmo a personagem de Jake, não sei se era suposto ser chocante mas, não me pareceu, de todo, mau.
Há pontos positivos, o maior deles todos é, provavelmente, a escrita. É muito introspectiva e acho que teria gostado mais se a protagonista fosse também ela mais atraente em termos de personalidade. Provavelmente teria adorado que fosse escrito da perspectiva de Gabriel. Também gostei da forma como a autora abordou o sexo e, até mesmo a personagem de Xavier e o seu passado com Emily mas, tirando isso, não foi uma experiência boa.
Outros títulos da colecção
*Halo
*Hades
*Céu

Outros títulos da autora:
*Ghost House
*Ghost Hour
*Ghost House #3