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Sinopse: Os mestiços passaram todo o ano a prepararem-se para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais. 
Ao mesmo tempo que os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direcção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo. 
Neste muito aguardado, quinto e último livro da série betseller «Percy Jackson e os Heróis do Olimpo», a profecia que envolve o dia do 16º aniversário, de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino. 

OpiniãoDemorei algum tempo após Alvorada Vermelha de Pierce Brown a pegar num livro. Ainda estava tão imersa em Marte que não sentia nenhuma vontade de ler mais do que algumas páginas de Percy Jackson e o Último Olimpiano. Mas, FINALEMNTE, a coisa deu-se.
Neste último capítulo avançamos um ano, desde A Batalha do Labirinto e, uma das coisas mais interessantes nos livros de Rick Riordan é que, apesar de não haver páginas para contar a história, as personagens evoluem e acontecimentos ocorrem. O tempo não pára e, não é como em Harry Potter onde três ou duas semanas não faziam diferença porque nada de novo acontecia, em Percy Jackson, parece que tudo continua e acontece de tal modo que, Percy em, O Último Olimpiano arranjou uma namorada?
Primeiro que tudo, o intervalo de tempo desde que terminei A Batalha do Labirinto e que comecei a ler o Último Olimpiano, não afectaram a minha opinião em relação à série que continua divertida e interessante como sempre. Conhecemos novos deuses, entre os quais, Perséfone e Deméter e, pela primeira vez, há um contacto maior com as esposas daqueles que são os pais dos mestiços, ou seja, das mulheres que são traídas com mortais. Há também uma maior acção de deuses menores e, pela primeira vez, de Héstia e, como gostei dela. O facto de ela representar aquilo que mais amamos, ou estimamos, o lar, os amigos, etc (...), a forma como ela é descrita como o Último Olimpiano, lembra-me o epitáfio nas campas de Lily e James Potter "O último inimigo a ser derrotado é a morte", ou qualquer coisa parecida. E adorei.
Por outro lado, algo de que não fui propriamente fã, foi a forma como se desenrolou a situação da Grande Profecia. Quando Percy FINALMENTE, pode ter conhecimento, ela pareceu-me tão...insossa e, um pouco, sem nexo. Desde o primeiro livro que temos conhecimento de que um dos filhos dos três grandes: Hades, Zeus e Posídon, terá um papel importante na Grande Profecia, e blá, blá, e por isso é que os pobres Nico e Bianca ficaram aprisionados no Casino Lotús durante sessenta anos, e Tália tornou-se Caçadora de Artémis e afins... mas no final a profecia é sobre Luke, filho de Hermes? Não foi uma reviravolta: Oh meu deus, não estava à espera, mas faz todo o sentido. Mas mais: O quê? O único papel de Percy era dar-lhe uma faca e confiar?
Outra das coisas que não gostei, de todo, foi a regressão emocional e o nível da maturidade dos personagens, nomeadamente, a Casa de Ares e a da Casa de Apolo. Estão numa situação de morte, de guerra, mas lutam por uma biga? E depois Clarisse arma uma birra e recusa-se a lutar, aparecendo no final para salvar o dia? Nop. Não gostei. Do mesmo modo, a morte de Charles e a traição de Silena, pareceram-me forçadas mas que não me surpreenderam. Desde o início que desconfiava de Silena, pelo menos, depois da pequena traição de Nico, até que me lembrei que ele não pertence ao campo.
Outra das coisas que Rick Riordan fez que me irritaram profundamente, foi o facto de não abordar, não dar protagonismo a personagens realmente interessantes. May era uma delas, Hermes, e principalmente, a rapariga Oráculo, a Delfos. Eu queria saber mais sobre a sua vida, do mesmo modo que queria ver mais Nico.
Uma das coisas que, na minha opinião, foram muito bem exploradas, foram os poderes, principalmente os de Morfeu, o deus dos sonhos e a forma como Percy torna-se, à falta de palavra, invencível, havendo constantes lembranças de heróis do passado como Hércules e, principalmente neste capítulo, Aquiles.
A verdade é que vamos ter mais. Percy e Annabeth estão agora numa relação e, uma Grande Profecia irá, provavelmente envolvê-los também, ou assim espero e a NICO, e espero, sinceramente, que a posição dos deuses mude porque foi incrivelmente frustrante vê-los a tomarem todas as decisões erradas que podiam tomar. Espero que na próxima série, que ainda vou demorar um quanto tempo a pegar, haja um filho de Dionísio com maior protagonisto, porque o Senhor D. é demais. Pollux talvez?
É um bom final. Não há propriamente nada de chocante ou de apertar o coração. É um livro de acção, basicamente, já que a partir da página vinte mais nada se passa a não ser a guerra em Nova Iorque - vamos direitinhos do mundo dos mortos para a batalha - mas, ao contrário de livros anteriores como a Maldição do Titã ou A Batalha do Labirinto, não houve muita emoção, no sentido literal da palavra.
Outros títulos da colecção Percy Jackson
*Percy Jackson e o Ladrão do Olimpo 
*Percy Jackson e o Mar de Monstros
*Percy Jackson e a Maldição do Titã
*Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
*Percy Jacson e o Último Olimpiano

Outros títulos da colecção Heróis do Olimpo:
*O Herói Perdido
*O Filho de Neptuno
*A Marca de Atena
*A Casa de Hades
*O Sangue do Olimpo

 Outros títulos da colecção Magnus Chase: 
*Magnus Chase and the Gods of Asgard: The Sword of Summer


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