| Review | A Elite de Kiera Cass

sábado, 9 de maio de 2015

Sinopse: A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer. 
SynopsisThe Selection began with thirty-five girls. Now with the group narrowed down to the six Elite, the competition to win Prince Maxon's heart is fiercer than ever—and America is still struggling to decide where her heart truly lies. Is it with Maxon, who could make her life a fairy tale? Or with her first love, Aspen? America is desperate for more time. But the rest of the Elite know exactly what they want—and America's chance to choose is about to slip away.


Disclaimer: Tal como A Seleção, esta é a segunda opinião. A opinião de A Elite foi publicada do DeliriousBeautifulMind no dia 5 de Maio de 2015 e era, sobretudo um resumo. Nesta nova leitura, espero que a opinião seja mais pertinente

OpiniãoA Seleção começou quando trinta e cinco raparigas que não podiam ser mais diferentes uma das outras foram escolhidas para participar num concurso público com o objectivo de conquistar o coração do Príncipe Herdeiro de Ílea e, com isso, a coroa. Com este segundo volume, A Elite, ficamos reduzidas a seis raparigas e a uma confusão de emoções e de atitudes que na maior parte das vezes não faz jus à sanidade de uma pessoa comum. Ainda assim, a autora conseguiu - novamente - criar uma história com um ritmo rápido e a sua escrita aditiva impediu-me de pousar o livro. A verdade é que qualquer uma destas pérolas não preza pela sua complexidade ou até mesmo profundidade mas é uma leitura viciante que obriga o leitor a seguir em frente.
A Elite decorreu um pouco como A Selecção, possuindo os mesmos fortes e fraquezas mas, cada elemento - bom e mau - é exacerbado ao máximo porque já conhecemos cada um dos intervenientes e as apresentações já estão feitas. O mundo criado para a protagonista - Ílea - continua um mistério. O forte da autora é, sem dúvida, o romance e não a construção de um universo ou world building. Ílea possui buracos ou plot holes em número exagerado e, à medida que o conhecimento surge e que são nos dadas novas descobertas, mais preguiçoso parece o esforço da autora para fornecer ao leitor um mundo que, não só faça sentido, como pareça justificável - as principais qualidades de uma boa distopia.
Os rebeldes são o espelho e uma das consequências do mundo - pobremente - criado. Uma mistura de “interessante” com “confuso” com “o quê?”. Não há um propósito forte ou credível para a sua existência e, mais do que isso, não há uma lógica por detrás dos ataques realizados, algo que a própria autora chama a atenção usando a protagonista, enquanto, simultaneamente não dá uma justificação lógica para eles existirem, deixando o motivo em aberto para o leitor interpretar da maneira que melhor lhe aprouver. A verdade é que não há nada de interessante nos ataques ou algo que suscite a curiosidade. Até mesmo a violência é pobre.
Kiera Cass domina na perfeição a arte de criar um romance credível e de formar uma protagonista extremamente frustrante. A moralidade dúbia de America leva qualquer leitor a querer esbofeteá-la, pois a protagonista tem o poder de provocar no leitor emoções que não são dignas de uma pessoa civilizada. O triângulo amoroso torna-se massivo e, subitamente, somos arrastados para uma bola de dúvida, traição e amores mal resolvidos. Ainda assim, prefiro a emoção à apatia, sendo o primeiro o grande motivador da leitura. Temos simplesmente de saber.
Infelizmente, ao mesmo tempo que dá continuação ao romance, a autora perde o elemento fundamental do primeiro livro: o reality show, a competição pelo coração de Maxon/pela coroa/pela possibilidade de ser rainha, deixando espaço para momentos melodramáticos e intrigas comuns, recicladas mil vezes no género YA, ainda que com algumas surpresas, embora a autora não seja a melhor na criação da expectativa.
Mais uma vez, apesar dos pontos acima, claramente negativos, gostei de A Elite. É um daqueles livros cujas falhas são gritantes mas que, ainda assim, somos incapazes de não gostar. A ausência de sentido no mundo é a maior falha, já que vai relaciona-se intimamente com o resto do plot, sejam os rebeldes, seja a forma como Maxon e restante família são obrigados a lidar com o mundo à sua volta, seja a forma como America vê e lida com as suas verdades. A Elite provocou emoções fortes, uma confusão relativa mas, ainda assim, entreteve o bastante para ser capaz de o ler em dois dias.

Review: The Selection began when thirty-five girls who could not be more different from each other were chosen to participate in a public contest with the aim of winning the heart of the Crown Prince of Ilea and, with it, the crown. With this second volume, The Elite, we are reduced to six girls and a confusion of emotions and attitudes that most of the times does not live up to the sanity of an ordinary person. Still, the author was able to - again - create a story with a fast pace and her additive writing prevented me from quitting the book. 
The Elite has gone a bit like The Selection, having the same strengths and weaknesses but each element - good and bad - is exacerbated to the maximum because we already know each of the players and the presentations are already made. The world created for the protagonist - Ílea - remains a mystery. The author's forte is undoubtedly the romance and not the building of a universe or world-building. Ílea has holes or plot holes in an exaggerated number, and as knowledge emerges and new discoveries are made, the more lazy it seems the author's effort to provide the reader with a world that not only makes sense, but seems justifiable- the major qualities of good dystopian.
The rebels are the mirror and one of the consequences of the world - poorly - created. A mixture of "interesting" with "confused" with "what?". There is no strong or credible purpose for its existence and, more than that, there is no logic behind the attacks, something that the author herself calls attention using the protagonist, while at the same time does not give a logical justification for them to exist, leaving the motive open for the reader to interpret in the way that suits him best. The truth is that there is nothing interesting about the attacks or anything that raises the curiosity. Even violence is poor.
Kiera Cass masterfully mastered the art of creating a credible romance and forming an extremely frustrating protagonist. The dubious morality of America makes any reader want to slap her, because the protagonist has the power to provoke in the reader emotions that are not worthy of a civilized person. The love triangle becomes massive and, suddenly, we are drawn into a ball of doubt, betrayal, and unresolved loves. Still, I prefer emotion to apathy, the first being the great motivator of reading. We simply have to know.
Unfortunately, while continuing the novel, the author loses the fundamental element of the first book: the reality show, the competition for Maxon's heart / for the crown / the possibility of being the next queen, leaving room for melodramatic moments and common intrigues, recycled a thousand times in the YA genre, with some surprises, although the author is not the best at creating the expectation.
Again, despite the above, clearly negative points, I enjoyed The Elite. It's one of those books whose flaws are glaring but that we are still unable to dislike. The lack of meaning in the world is the biggest flaw since it is closely related to the rest of the plot, be it the rebels or the way Maxon and the rest of the family are forced to deal with the world around them, how America sees and deals with its truths. Elite elicited strong emotions, a relative confusion but still entertained enough to be able to read it in two days.

Love is beautiful fear




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