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Sinopse: Percy está prestes a começar o ano letivo numa escola nova. Ele já não esperava que essa experiência fosse muito agradável, mas quando teve de enfrentar um esquadrão de líderes de claque tão esfomeadas quanto demoníacas, imediatamente se apercebeu que tudo podia ficar muito pior.
Nesse quarto volume da série Percy Jackson, o tempo está a esgotar-se e a batalha entre os Deuses do Olimpo e Cronos, o Senhor dos Titãs, está cada vez mais próxima. Mesmo o acampamento dos meio-sangues, o porto seguro dos heróis, torna-se vulnerável à medida que os exércitos de Cronos se preparam para atacar as suas fronteiras, até então impenetráveis. Para detê-los, Percy e seus amigos semideuses partirão numa jornada pelo Labirinto — um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais temíveis surpresas.

OpiniãoSe eu achei que em A Maldição do Titã o desenvolvimento emocional e o conflito evoluíram, quando comparado com os outros dois volumes anteriores, em A Batalha do Labirinto, eles explodem, literalmente. É, até agora, o meu preferido e adorei cada página.
Está muito melhor desenvolvido do que A Maldição do Titã no que toca à relação com os livros anteriores. Há sempre pormenores que nos escapam, mas ao contrário do que aconteceu com o volume anterior, que pareceram sub-desenvolvidos ou pessimamente mal explorados, aqui fazem completo sentido, um dos exemplos foi a missão secreta de Clarisse, que foi referida apenas brevemente, sem ter sido dada importância, ninguém sentiu a sua falta, mas que neste volume ganha uma maior relevância.
Se há alguma coisa que posso criticar é a personalidade dos heróis mas é algo dúbio porque a personalidade de cada um deles é, igualmente, o que me faz continuar a ler, para além da história em si. Por exemplo, Percy Jackson, continua a colocar a vida dos amigos nas suas mãos: Eu faço isto ou se não fizer, os meus amigos morrem. Eu confesso que são cenas, ora divertidas, ora de tensão, mas já era altura do rapaz aprender a não colocar a vida de outros nas suas mãos.
Começamos de uma forma familiar. É o início de verão e Percy rebenta com mais uma escola MAS, desta vez há uma surpresa agradável: Rachel Elizabeth Dare. FINALMENTE, percebemos qual é o papel que a rapariga mortal - cheguei seriamente a ponderar se ela seria ou não uma verdadeira mortal, apesar de a espada de Percy não a ter morto, pensei que podia ser uma coisa rara, ou algo do género. Na história de Teseu e o Minotauro, ele consegue orientar-se através do Fio que a rapariga mortal, Ariadne, lhe deu, mas, na realidade, ele só conseguiu orientar-se porque as Mortais, capaz de ver através da Névoa, são as únicas que consegue orientar-se modo-GPS, pelo Labirinto, evitando as coisas más que por lá andam, o que eu achei muito inteligente, uma reviravolta na mitologia. A verdade é que gostei da personagem de Rachel e do que ela representa: os heróis por vezes, em casos raros, precisam da ajuda de uma simples mortal, coisa que custou admitir a Anabeth.
A relação Percy-Annabeth-Rachel-Luke é mais intensa, há ciúmes, há uma maior necessidade de convívio, as hormonas começam realmente a entrar em ação e, no início fiquei toda empolgada com o "encontro" de Percy-Annabeth, mas claro que não ia acontecer porque Rick Riordan adora colocar monstros a atacar o pobre rapaz logo no primeiro capítulo. E, por falar nos monstros, em cada volume parece que eles ficam mais "monstruosos" e realmente assustadores.
Uma das minhas parte preferidas é, sem dúvida, o Labirinto e a história de Dédalo/Quintus. Fiquei sem saber muito bem se Quíron sabia a verdadeira identidade de Dédalo, ou não. Isto porque no início Quíron é um tanto ou quanto evasivo no que toca ao novo professor na Colónia dos Mestiços. Mas o seu final foi para o previsível a partir do momento em que ele afirma que o Labirinto está ligado à sua vida, pelo que conclui que para o Labirinto ser destruído, Dédalo teria de morrer. Não deixou saudades. Aqui, há que concordar com Clarisse que ganhou uma nova imagem aos meus olhos com a sua preocupação/relação com Chris.
Uma das minhas maiores surpresas foi o facto de Grover, o sátiro, ter uma namorada, a Júniper. Uma prova que, os volumes passam e os personagens continuam a crescer e a evoluir mesmo que não haja um livro para o provar. Júniper é um tanto ou quanto chorosa e o Conselho dos Anciãos dos Cascos Fendidos, um bando de velhos sátiros gordos. Mas Pã, sempre foi um dos maiores mistérios e perguntava-me se iríamos ter notícias do velho deus da natureza. A sua "partida" (?) foi comovente, a forma como se dirigiu a cada um (excepto Nico) e deu, de algum modo, um poder a Grover - o poder de gritar para afugentar os monstros (já era tempo de ser verdadeiramente útil).
Nico é um dos personagens mais interessantes. Não só por ser o filho de Hades e ter um conjunto de poderes, um pouco mórbidos, mas vamos admitir, um tanto ou quanto para o espetacular, mas por ser o único - para além de Annabeth, - que lida com algum tipo de conflito interior - a morte de Bianca. Sinceramente, pensei que a rapariga iria voltar e que o facto de ele não a ver significava que não estava morta porque: para onde foi o corpo? O isolamento de Nico da restante "comunidade", mesmo na Colónia onde não tem uma cabana, deixou-me triste. Não há espaço para ele, é o que disse Hera, apeteceu-me bater-lhe.
Uma das coisas que, por outro lado, me deixou mais confusa foi a questão de Annabeth e do seu nascimento. Atena é uma das deusas virgens, pelo que os seus filhos nascem dos seus pensamentos. Pergunto-me como é que o pai de Annabeth acreditou que a criança era dele se nunca teve nenhum tipo de relação sexual com a mãe dela, mas deixemos essa parte de lado por momentos e vamos falar do beijo de Annabeth e Percy. Eles beijaram-se, no entanto, em nenhum ponto do livro, Percy voltou a mencionar/pensar no assunto, exceptuando uma única vez. E a cena de Calipso, irritou-me bastante porque ele pensou "ela vai ser o meu maior «e se»". Como é que ela vai ser o teu maior e se?! Ela limitava-se a rir das piadas dele e a plantar. Não dizia nada sobre si e era bonita. Como é que isso é um «e se»? O mesmo para Annabeth e Luke. Eu sei que o amor não tem idade mas, em O Ladrão de Raios Annabeth não tinha tipo 12 anos e Luke 19 anos? O que faz com que agora ela tenha 14/15 e ele 21/22?! Eu sei que eles eram amigos mas vamos colocar as questões na mesa, eu não julgo ninguém, para uma história catalogada como "para crianças" é uma situação um bocadinho para o anormal. A não ser que seja amor platónico, mas Luke parecia realmente interessado nela antes de virar Crono, o que foi outra cena, chocante, para não dizer mais.
A luta no final foi um tanto ou quanto anti-climática, não houve nenhuma morte ao nível dos protagonistas, não houve um banho de sangue, como seria de esperar, foi tudo muito soft, pelo que provavelmente no próximo e ÚLTIMO volume as coisas vão aquecer. Mas uma das coisas que mais me irrita é o facto de os titãs, os mauzões, poderem intervir enquanto que os deuses deixam tudo nas mãos dos heróis em vez de tirarem o c* do Olimpo e agirem. Por exemplo, Hera estava mais preocupada com a família perfeita e Afrodite com uma história trágica de amor, blá, blá. Porque é que eles não podem agir a não ser quando os monstros lhes baterem à porta?
É completamente viciante, confesso, não estava à espera de gostar desta maneira, as expectativas não estavam muito altas, mas dei por mim imersa no mundo de Percy Jackson e recomendo realmente a toda a gente, qualquer que seja a faixa etária. É divertido, é leve, principalmente no início, e é educativa porque mesmo sem querer, aprendemos uma coisinha aqui e ali sobre mitologia grega.
Outros títulos da colecção Percy Jackson
*Percy Jackson e o Ladrão do Olimpo 
*Percy Jackson e o Mar de Monstros
*Percy Jackson e a Maldição do Titã
*Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
*Percy Jacson e o Último Olimpiano

Outros títulos da colecção Heróis do Olimpo:
*O Herói Perdido
*O Filho de Neptuno
*A Marca de Atena
*A Casa de Hades
*O Sangue do Olimpo

 Outros títulos da colecção Magnus Chase: 
*Magnus Chase and the Gods of Asgard: The Sword of Summer


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