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Sinopse: Ethan Wate passou a maior parte da vida a desejar fugir da sufucante pequena cidade de Gatlin. Nunca pensou que iria conhecer a rapariga dos seus sonhos, Lena Duchannes, que lhe revelou um lado secreto, poderoso e amaldiçoado da cidade, escondido à vista de todos. E nunca teria esperado ser forçado a deixar para trás toda a gente e tudo aquilo que é importante. Então, quando Ethan acorda depois dos acontecimentos horripilantes de Caos Maravilhoso, tem apenas um objectivo: arranjar forma de voltar para Lena e para aqueles que ama. Em Gatlin, Lena está a trabalhar para  o regresso de Ethan, prometendo fazer o que for preciso  - mesmo que isso signifique confiar em velhos inimigos ou arriscar a vida da família e dos amigos que Ethan abandonou para proteger. 
Em mundos diferentes, Ethan e Lena devem voltar a trabalhar juntos para reescrever o destino neste final deslumbrante da série Criaturas Maravilhosas. 

Opinião
E acabou. Ainda não fui exatamente capaz de processar tudo o que aconteceu desde a primeira página até à última. Com as memórias ainda recentes posso dizer que não fiquei minimamente satisfeita. Começou bem, de uma maneira espetacular na perspectiva de Lena. Uma perspectiva de cortar a respiração, capaz de conseguir fazer cair uma lágrima ou duas. Mas depois foi a catástrofe total, pelo menos até metade do livro onde temos novamente a perspectiva de Lena, pois Redenção Maravilhosa oscila entre a perspectiva de Ethan, Lena e novamente Ethan e, dos quatro volumes, é o pior, o que não é propriamente positivo, principalmente quando estamos a falar da conclusão de uma série que tinha tudo para terminar em grande, mas que com Redenção Maravilhosa começou em desgraça.
Há um começo de cortar a respiração, na perspectiva de Lena onde ela recorda um simples facto. O ténis preto. É doloroso de ler considerando o que a rapariga já perdeu e teve de suportar. E depois, demasiado depressa, passamos para a perspectiva de Ethan. A verdade é que não fiquei surpreendida por ele estar numa espécie de purgatório, de pessoas com assuntos por resolver. Mas, sou sincera, não esperava que fosse tão... mau? A ideia do cemitério com as casas por cima das campas, com as lápides como portas, numa ideia retorcida da própria vila é original, mas pouco ou nada apelativa, pelo menos para mim. Foi, no mínimo, desconfortável.
Nesta espécie de purgatório, como já disse, estão as almas com assuntos por resolver. Ethan revê a mãe, Lila Evers Wate, um encontro que eu esperava ansiosamente, mas quase que podia ter sido apenas um aperto de mão porque foi tudo menos emotivo. Foi pobre, muito pobre, em conteúdo e emoção. E nesta espécie de purgatório encontramos a Tia Prue e percebemos porque é que ela ali está. A Tia Prue, de algum modo, espera pelas Manas, pelas outras Raparigas, mas quando Ethan parte na tentativa de regressar ao mundo mortal, ficamos sem saber quais são os assuntos inacabados de Lila. Ela espera por Ethan? É esse o seu assunto inacabado? Ou Macon? Pelo menos pudemos conhecer os cinco maridos da Tia Prue.
Um ponto positivo são, sem dúvida, as visitas de Ethan ao mundo mortal, a visão de Lena e Link e Amma, sem, no entanto, poder tocar-lhes, sem eles o ver e, esse desespero, essa angústia, é passada muito bem para as páginas. Não sei se era ou não intenção das autoras mas as páginas relacionadas com Amma são muito mais emotivas, mais reais, do que as de Ethan com a própria mãe.
Em Redenção Maravilhosa, voltam duas personagens que participaram de modo indireto em Criaturas Maravilhosas: Genevieve Duchannes e Ethan Carter Wate. O destino dos dois está inacabado. Genevieve paira, com o seu assunto inacabado, Ethan e, por sua vez, Ethan está numa espécie de Rio Éstige no Registo Distante, preso, para sempre. É um final inacabado, vamos dizer assim.
Tal como em todos os outros livros, temos remanescências ao passado, desta vez de Sulla, a Profetiza, avó de Amma e demorei algum tempo até perceber o porquê e, para além da questão de Angelus, fiquei com a ideia de que Sulla, num momento em que recordava as cartas que colocou aquando o nascimento de Amma, soube. Sulla soube o final do livro antes de nós. Amma ia morrer.
Um defeito enorme, é a presença de Obidias Trueblood e referências a Link, e ao que ele fez nos Túneis. Na minha opinião é um trabalho desleixado. Coloca-se uma pseudo-história para justificar a existência de um personagem e nem sequer chegamos a saber o porquê de Ethan ter morrido, o porque de Obidias ter acrescentado a morte de Ethan. Porquê? Foi ao mando de Angelus? Foi porquê? Qual a razão? Li e não me apercebi? Faltam-me páginas? Essa era uma questão importante, bastante, na verdade.
Sinceramente, o que salvou o livro foram as partes da Lena e do seu conflito interior entre ser egoísta e altruísta, entre entregar ou não John, entre saber que ia provocar dor a Liv ou ficar sem Ethan. Toda a componente emocional de Lena é bastante interessante e, mais uma vez, penso que seria mais apelativo, pelo menos para mim, se houvesse uma maior quantidade e, mesmo em livros anteriores, da perspectiva de Lena. Claro que uma das minhas partes preferidas foi a morte de Abraham e de Link «Que se lixe toda esta merda dos íncubos. É assim que os Mortais fazem.» Abraham que, tal como Angelus, sucumbiu a um Mortal.
Uma das partes que mais me custou ler, para além da morte de Amma, foi a morte de Sarafine. Fiquei sem perceber se o fazia pela filha ou se o fazia por egoísmo, mas prefiro, acreditar na primeira hipótese, que ainda existia nela um vestígio de Izabel, de amor por Lena, mesmo que ela, tal como Ridley, tivesse dificuldades em admitir, embora pouco provável.
Uma das nova personagens que me deixou de coração apertado foi Xavier. Fiquei desiludida quando ele não teve o seu final, mas talvez não o pudesse ter. As coisas são como são. Mas ele era bom e era apenas um guardião que queria fazer o que era correto, pelo que espero que ele tenha tido a sua paz, de alguma forma. Não gostei minimamente do Registo Distante e da forma como se interlaçava com a mitologia grega. O que, a propósito, eram livros que Lila lia no encontro com Ethan e que incluíam Dante. Um pormenor que reparei e que tive de conter um grande suspiro porque já sabia o que aí vinha e sabia que não ia gostar.
A verdade é que não é, nem de longe nem de perto, um dos melhores finais para uma série. Não gostei dos entretantos, das histórias acrescentadas, das perguntas a que não tive resposta. É um final que deixa muito a desejar. Talvez por haver outra série, mas desta vez com Ridley e Link como protagonistas. O Epílogo é emocionante, sim, mas não por aí além. Pelo menos, ficamos FINALMENTE a saber o que é que Link fez na cave da Amma no Verão em que tinha 9 anos.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark


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