Sinopse: Amanda vive num teatro desde os seus 15 anos de idade e é uma das actrizes mais promissoras da companhia. Ansiosa por esquecer os tempos em que vivia, abandonada, num orfanato, prende-se às personagens que interpreta em cima do palco e é levada à loucura, num apregoar de paz e de liberdade de espírito de uma alma atormentada. 
Um conto sobre a linha ténue entre a loucura e a sanidade, onde assistimos às várias facetas do ser-humano e os motivos que levam alguém a perder-se de si mesmo. 

OpiniãoNunca tinha lido nada da autora Carina Rosa, no entanto, vou seguindo com satisfação a sua evolução, pelo menos, em termos de publicação.
O que me levou a lê-lo foi a premissa de um componente psicológico e de loucura. É um conto intenso e trágico que, regra geral, não figura na minha lista de livros/contos a ler , no entanto, a curiosidade levou a melhor e aventurei-me nas poucas páginas que retratam Amanda e dei por mim a afeiçoar-me à protagonista, embora o desfecho final fosse previsível desde a primeira linha. A forma como termina é, sem dúvida, dramático, e está ao nível da construção da própria personagem.


Trata-se de um jogo psicológico bem elaborado entre o que é real e o que é fantasia, com os momentos de lucidez a serem-nos trazidos pelas restantes personagens, como Artur, Tiago e Gonçalo. Em poucas páginas a autora consegue passar de forma sucessiva entre a linha que separa a sanidade da loucura e novamente para a sanidade culminando numa explosão de loucura que nos traz o esperado e previsível final.
Uma das coisas que mais me agradou foi a alternância entre esses momentos, traduzidos em poucos espaços, poucas linhas, poucas palavras. Bem escrito, há um sentimento de desespero que é transcrito de forma perfeita.
Outros títulos da autora: 
*Olhos de Vidro
*As Gotas de um Beijo
*O Intruso
*Na Sombra de um Passado
*A Rapariga do Lago
*Um Presente Inesperado
*Sonhos Malditos


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