Opinião: Crepúsculo de Stephenie Meyer alcançou um patamar de sucesso que muitos autores apenas podem sonhar e as adaptações cinematográficas consequentes de uma procura massiva pela história de amor entre uma humana e um vampiro no grande ecrã resultou numa histeria massiva que acabou por provocar o afastamento de outros tantos. A verdade é que desde o início, a história de Isabella "Bella" Swan nunca se mostrou complicada, pelo contrário. Com uma premissa simples, a autora explorou a ideia de um amor proibido e usou a imaginação para criar uma nova espécie de vampiros.  
Em Amanhecer - Parte 2, a protagonista deixou a sua vida humana para trás e durante os primeiros minutos do filme assistimos ao desenrolar da vida familiar de Bella e de Edward, assim como ao desenvolvimento dos seus poderes enquanto imortal. A única preocupação é em relação a Reneésme que cresce a um ritmo demasiado acelerado para ser considerado normal. Infelizmente, o uso exagerado dos efeitos especiais, criou uma criança obviamente falsa mas simultaneamente parecida com a actriz Mackenzie Foy, resultando numa mistura nada apelativa. 
Em Amanhecer - Parte 2 há, pela primeira vez, uma atmosfera conspirativa e, quando os Volturi mostram as suas verdadeiras intenções, os actores escolhidos para interpretar cada um dos novos vampiros igualou a minha imaginação. Essa presença fresca levou a momentos mais dinâmicos e com humor mas que prejudicou o estabelecimento de uma relação visível e palpável entre Bella, Edward e Renéesme, pelo menos quando comparada à relação estabelecida pelo livro. 
Melissa Rosenberg, responsável pelo guião, criou um momento de horror e de surpresa entre os apaixonados pela história. O final, recheado de morte e de dor foi uma surpresa ao nível da coreografia das cenas de acção, dos efeitos especiais e da intensidade. Ao contrário do livro e do seu final anti-climático em Amanhecer - Parte 2 podemos ver como as coisas poderiam ter corrido se Stephanie Meyer não quisesse um final feliz. Amanhecer - Parte 2 é o encerrar de um ciclo de uma história de amor que encantou milhares. E fê-lo muitíssimo bem. 


Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química



Por Raquel Pereira


Sinopse: Após dez anos, os Hernani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriza invadisse Harlan e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria.
O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador, que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo errai, e está perto de descobrir um segredo chocante.
A paz com Valória tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel de casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.


Opinião: Depois de concluída a leitura de A Maldição do Vencedor de Marie Rutkoski, passei imediatamente para o livro seguinte, O Crime do Vencedor, ainda ignorante face à razão da minha demorada decisão de leitura. Porquê? Porque é que demorei tanto tempo a deixar-me levar pela mente de Kestrel, a deixar-me ser consumida pelas emoções de Arin, a deixar-me embrenhar no mundo e nas intricadas redes políticas de Marie Rutkoski? O Crime do Vencedor é, a meu ver, um livro mais complexo do que A Maldição do Vencedor. Desta vez a política é muito mais difícil de seguir misturada pelas emoções dos protagonistas e a frustração é o elemento principal que polvilha a maior parte das páginas. Uma frustração que passa para o leitor como a passagem dos dias e que o faz questionar-se quanto aos seus gostos iniciais, pois O Crime do Vencedor e A Maldição do Vencedor são dois livros completamente opostos. 
Mas, ainda assim, O Crime do Vencedor mantém a mesma tensão que vai para além da noção de romance. Durante várias páginas, a ausência de acção transforma-se em expectativa de que algo aconteça porque, por entre as linhas, somos capazes de sentir o perigo, as ameaças e a verdade. A voz que a autora criou, grita-nos aos ouvidos enquanto as frases esforçam-se por fazer sentido porque enquanto os protagonistas procuram por uma verdade, nós fazemos o mesmo. Enquanto leitores sentimos que temos a totalidade das informações. Então porque é que não o vemos? A escrita da autora, de um talento enorme, leva-nos a colocar de lado as pequenas pistas que vamos ouvindo, que a própria Kestrel invoca porque pensamos que já conhecemos o jogo quando ainda não temos as cartas todas.
Mais uma vez, há uma sensação de que estamos perante uma guerra fria. Aguardamos por algo que, na maior parte dos capítulos, parece ao alcance das nossas mãos mas... como está longe. Desta vez, as descrições de violência primaram pelo detalhe e o romance passou não para segundo, mas para terceiro plano. Ele existe, é difícil esconder as emoções quando elas insistem em surgir nos momentos mais inoportunos mas, por entre a honra e a lealdade, é difícil manter a frustração a um nível facilmente controlável. Marie Rutkoski arriscou com O Crime do Vencedor e, para mim, foi um risco que valeu a pena. A ausência de um beijo motivou a leitura, motivou-me na sua continuação, pensei que sabia o que iria acontecer e, como estava errada. As pontas soltas que a autora deixou foram explicadas, algo que eu não esperava que acontecesse. 
O Crime do Vencedor é uma história mais inteligente do que A Maldição do Vencedor e, desta vez, a autora não se limitou às várias formas de amor ou à fiabilidade de estratégias de poder. Não. Marie Rutkoski desenvolveu uma história onde o poder é o elemento chave, onde a conspiração domina o ar e onde a intimação se mostra mais importante do que o amor e a família.


Outros títulos da colecção


Por Raquel Pereira




Opinião: A história de Isabella Swan está apenas a começar. A sua verdadeira existência começa lentamente a ganhar forma à medida que os minutos passam e vemos a transformação ocorrer à frente dos nosso olhos. Não há qualquer dúvida para mim de que, Amanhecer - Parte 1 é, até agora, a melhor adaptação. Uma representação fiel daquilo que é o seu material original que é o mais interessante de todos. Uma adaptação que se foca, não apenas na linha principal de acontecimentos, mas nos pormenores. Mesmo para aqueles - que são muitos, - que não têm qualquer interesse na história da humana que se apaixonou por um vampiro, devem ser capazes de ver a beleza cinematográfica da última hora de filme. 
Amanhecer - Parte 1 é o filme onde os efeitos ganham um maior destaque, não numa luta, mas na própria aparência da protagonista. A falta de força, a ausência de um cuidado, a tomada de uma decisão irrevogável que levam a uma magreza extrema, a uma perda de brilho e de saúde, são tão bem representados na carne da actriz que não parecem outra coisa senão verdadeiros. 
Amanhecer - Parte 1 é uma montanha-russa de emoções. Nos primeiros minutos assistimos a um amor que parece não ter fim, vendo-o finalmente, oficializado tanto no papel como na carne, para depois sermos arrastados para uma gruta de medo e de incerteza, pois as memórias felizes e divertidas foram rapidamente esquecidas por algo aparentemente abominável que não devia existir. 
Claro que toda a situação levanta um conjunto de questões, no entanto, estamos num mundo fictício onde tudo pode acontecer e, embora haja perguntas, estas são colocadas de lado pela maravilhosa interpretação de Kristen Stewart como Isabella Swan e, nos últimos minutos de filme, mesmo aqueles que desprezam a actriz são obrigados a ceder. A sua interpretação num momento de dor e de desespero levam qualquer um a encostar-se no seu lugar perante o medo e o enjoo. 
Ao contrário do que acontece com os filmes anteriores, desta vez a ameaça não vem de fora, mas de dentro do próprio núcleo de personagens e a linha divisória que se cria, embora não tão definida na adaptação como o é no livro, é o suficiente para, enquanto espectadores, sentirmos a mudança e a dor que consequentemente surge. Não há nada melhor do que um filme que nos leva desde o divertimento até ao mais absoluto horror e Amanhecer - Parte 1 conseguiu-o na perfeição. 


Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química



Por Raquel Pereira

Sinopse: Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apensa duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai. 
Num passei clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por compra-lo - por um preço tão alto que a torna alvo de mexericos na sociedade. 
Arin pertence ao povo de Hernani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Ari  contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara

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Opinião: Há momentos na vida de cada leitor quando durante a leitura, somos obrigados a parar, a pousar o livro, a respirar fundo e a olhar à nossa volta. Isto aconteceu durante o dia de hoje e dei por mim a perguntar como é que consegui evitar A Maldição do Vencedor de Marie Rutkoski durante tanto tempo. E mais importante, porquê?
A Maldição do Vencedor é um livro, na melhor das descrições, de fantasia política. Kestrel, filha do general Trajano, a protagonista, não é uma guerreira mas possui uma mente afiada, aguçada para as verdades, perspicaz nos detalhes, ganhando mesmo as mais difíceis tarefas apenas com o poder da sua mente e as mentiras das suas palavras. A sua voz é forte e gritante, mesmo através das páginas de papel.
A Maldição do Vencedor não é, no entanto, para todos. Durante a maior parte das páginas, há uma tensão e expectativa que vai para além do romance. Enquanto leitores, somos dotados de informação, por vezes, previsível mas, ainda podemos desfrutar da ignorância daqueles que vivem a história. A acção demora a chegar, algo que não me incomodou minimamente. O arrastar dos acontecimentos foi o que motivou a minha leitura, uma espécie de guerra fria entre dois personagens que representam dois povos imensamente diferentes mas com um caminho em comum. Há danças. Há festas. Há o planeamento de lutas. Há mortes. Há acordos. Mas, para aqueles que esperam uma guerra violenta ou mortes épicas, desenganem-se
No que toca à linguagem, à história, ao diálogo, à construção do universo, mesmo dos pequenos detalhes, às descrições, à atenção ao pormenor, Marie  Rutkoski é uma escritora talentosa mas, a durabilidade de uma guerra, de um cerco, de um ataque é rapidamente passada de uma página para a outra e, algumas pontas soltas foram deixadas a balouçar ao vento e não acredito que sejam apanhadas no próximo volume - porque, afinal, foi Jess que a arrastou para o leilão, como é que podiam saber que ela ia para lá?
Na sua essência, A Maldição do Vencedor é um livro cru, quase demasiado domado pelas próprias palavras para se rebelar mas posso afirmar que me cativou desde a primeira página com a mente de Kestrel num simples jogo de cartas. A próprio noção do que é a maldição do vencedor é um conceito interessante e percebo o motivo pelo qual a autora o quis explorar da forma que o fez. No seu íntimo, Marie Rutkoski criou uma história inteligente, relatando com relativa fiabilidade estratégias de poder e várias formas de família e amor. 


Outros títulos da colecção


Por Raquel Pereira

SinopseDiz a lenda que uma terrível guerra entre mundos ameaça causar o fim do Universo. Fairyland, o reino das fadas, encontra-se desprotegido devido ao desaparecimento misterioso da rainha. Aos poucos, o rei dos vampiros vai adquirindo mais e mais poder, corrompendo todas as criaturas dos diversos mundos. A jovem princesa Alexia, abandonada no reino dos humanos ainda em bebé, é a única capaz de salvar o Universo e todas as suas criaturas. Para isso, ela vai contar com a ajuda dos cinco cristais mágicos e de todos os aliados que encontrar pelo caminho.
Katherine nunca acreditou em lendas ou histórias mitológicas. Para ela, tudo isso não passavam de invenções sem sentido. Desde pequena que fora educada a acreditar apenas naquilo que era visível aos seus olhos. Porém, de um momento para o outro, a vida dela muda drasticamente e, ela vê-se forçada a enfrentar uma nova realidade. Uma realidade assustadora que, até então, ela desconhecia ser possível. Ninguém é quem ela pensava ser, nem mesmo os seus amigos e familiares. Como tal, Katherine inicia uma busca pela sua verdadeira identidade. Mas estará ela preparada para saber toda a verdade?

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Opinião: Desconhecia por completo o mundo criado por Carina Sapateiro até ao momento em que a mesma o sugeriu como uma das minhas próximas leituras - aqui. Pela sinopse parecia algo repetido ao longo dos tempos mas a autora muito generosamente disponibilizou-se a enviar-me o e-book de A Luz da Princesa de forma a que pudesse conhecer um pouco mais a fundo o mundo que ela construiu.
Em primeiro lugar, aplaudo qualquer um que consiga colocar no papel uma ideia e que consiga perseguir essa ideia do início ao fim. Em segundo lugar, aplaudo de pé qualquer autor português que escreva fantasia. Em terceiro lugar, salto de contentamento ao ver editoras a apostar - forçosamente ou não, - em autores portugueses que se atrevam a escrever sobre mundos que não existem a não ser no imaginário daqueles que os criam.
A Luz da Princesa não é diferente de outros do mesmo género. Na verdade, segue de forma bastante fiel a mesma estrutura de outros livros que rodeiam o tópico de "A/O Escolhida/0", aquela/e que detém o poder de salvar o universo da sua desgraça e não se afasta muito dessa linha de acção. Para alguns, essa ideia está muito repetida, (blá, blá), para outros, é a melhor coisa do mundo. Para alguns, a ideia da existência de um planeta para vampiros, de outro para fadas, de outro para lobisomens, do uso da magia, da existência dos cristais não passam de ideias infantis ou ridículas. Mas, cada vez mais, vejo-me a ser mais crítica no que toca à concepção de um universo e à passagem dessa informação para a sinopse. Isto porque se pensarmos nos livros mais famosos e colocarmos o coração da história numa única frase, tudo se torna irreal e ridículo: "vampiro vegetariano e que brilha ao sol apaixona-se por uma humana com resultados desastrosos", "rapaz de onze anos de idade vai para uma escola de magia onde é perseguido durante sete anos por um homem de meia-idade". Por exemplo, nunca pensei que o meu livro favorito do momento fosse sobre sexy aliens que vivem entre nós. O problema com os autores nacionais é que são alvo de muito mais escrutínio por parte dos leitores e, aqui, as sinopses não ajudam quando nos dão a totalidade da história. Por este motivo, A Luz da Princesa tornou-se demasiado previsível. À parte de um plot twist para as últimas páginas, adivinhei cada um dos acontecimentos/aparecimentos/identidades. Não podemos dar, de bandeja, tudo ao leitor, caso contrário a história torna-se anti-climática.
Algo que me incomoda pessoalmente é o facto de que, sendo um livro de fantasia, onde existem estes mundos fantásticos nos quais se podem tomar as liberdades que o autor desejar, a autora opta por passar mais de metade, se não a totalidade do livro, no nosso mundo. Entendo que faz parte da história de Katherine, que é importante conhecermos a história dela enquanto humana mas, senti uma desconexão enorme entre o seu passado e o seu presente. Se criaram este mundo, usem-no.
Ao mesmo tempo, A Luz da Princesa acaba por possuir um passing disconecto e, por vezes sentia que estava a ler apenas a ideia do livro e não a história em si. No início, nos primeiros capítulos, a história é apressada, a vida da protagonista é apresentada à força. As acções ao invés de serem mostradas ao nível do diálogo são descritas com poucos pormenores. Nunca em nenhum momento aprofundamos a relação de Katherine com Samantha, a sua melhor amiga de dez anos. Tudo se resume a algumas linhas. O mesmo acontece com Liam. Não senti a conexão entre os dois. Não houve tempo ou evidencias para o leitor sentir choque com os acontecimentos. A única emoção que transmitiu foi de apatia.  São raros os livros que começam com a existência de interesses amorosos mas, mesmo esses, podem ser feitos de forma fantástica, o importante é que transmitam ao leitor a familiaridade, a cumplicidade e mais importante a profundidade do laço que os une - A Selecção de Kiera Cass.
A Luz da Princesa perde, para mim, ao ser narrado na terceira pessoa, saltando das emoções de um personagem para outro sem qualquer separação, sem aviso, porque ora estamos a seguir a linha de acção/pensamento de Katherine ora passamos para os pensamentos de Gabriel, ou de Mark. Não há uma coesão. A própria personalidade da protagonista é mostrada através de a descrição da autora, ao invés de ser evidenciada através de acções:

Katherine era uma rapariga doce e amável, não só com as pessoas, mas com todos os seres vivos e isso não mudou com o passar dos anos.

Excerto de: “A luz da princesa_final - eBook.” iBooks.

O facto de a protagonista estar rodeada de demasiadas personagens do sexo masculino num curto espaço de tempo, não ajuda, simplesmente porque coloca de lado o mundo e o próprio desenvolvimento/aprofundamento de Katherine enquanto líder da sua própria história.  Sinto que rocei apenas a superfície. Depois de terminada a leitura, não sei quem a protagonista é porque não possui emoção suficiente. A "barreira" que ela ergue à sua volta, chega ao leitor. Não me preocupei com Katherine ao ponto de apenas desejar a revelação da sua identidade.

Tivera um dia repleto de emoções. Foram acontecimentos atrás de acontecimentos e cada um mais confuso que o outro. Primeiro a conversa que tivera com Mark, depois com Harry e, por fim, com Sebastian, aquela que até ao momento lhe estava a dar mais problemas. Estava tão imersa nos seus pensamentos que se esquecera por completo de responder às mensagens de Gabriel.

Excerto de: “A luz da princesa_final - eBook.” iBooks.

Há também algumas inconsistências ao longo do livro que remontam à parte da construção do universo mas também algumas facilidades. Ao ler A Luz da Princesa senti que a autora juntou apenas dois termos em inglês para formar o seu universo: Fairyland, Elfland, Mermaidland são alguns dos exemplos. Eu queria algo mais complexo, queria mais emoção, queria fúria por parte da protagonista por estar rodeada de pessoas que lhe mentiram a vida toda, queria angústia e dor pela perda que sofreu e queria raiva por perceber que fora enganada. É a emoção, é a protagonista que comanda o livro independente da qualidade do universo. Katherine deveria ter sido o pilar da história, a sua força devia ser única, a sua voz devia elevar-se no leque de palavras mas isso não aconteceu.
No que toca à escrita da autora, penso que faltava uma outra revisão. Algo falta. Há a repetição de demasiadas palavras e de acções. Ao longo de todo o livro, sempre que uma nova personagem era apresentada a autora descrevia apenas os cabelos e os olhos, repetindo vezes sem conta a palavra "lindos", "lindo", "linda" e "lindas" e, ao mesmo tempo, a escrita é demasiado simples e repetitiva.

Junto ao portão estava a mota do rapaz com dois capacetes. Gabriel agarrou num deles e entregou-o a Katherine, que olhou para o capacete um pouco atrapalhada e sem saber o que fazer. Aquela era a primeira vez que iria andar de mota, como tal, receava não saber como colocar o capacete correctamente. Contudo, antes que ela se pudesse pronunciar sobre o assunto, Gabriel precipitou-se na sua direcção e, colocando-se atrás dela, ajudou-a cuidadosamente a colocar e a ajustar o capacete. Katherine sorriu.

Excerto de: “A luz da princesa_final - eBook.” iBooks.

A pele da fada era branca e reluzente, quase tão branca como a dela, o que contrastava com os seus intensos e longos cabelos escuros e também com os seus lindos olhos castanhos. Tinha umas lindas e brilhantes asas em tons de lilás e rosa. O vestido era bastante robusto, com imensas purpurinas que o tornavam ainda mais deslumbrante. Sob os seus lindos e ondulados fios de cabelo tinha uma coroa de diamantes, que realçava a sua beleza natural.

Excerto de: “A luz da princesa_final - eBook.” iBooks.

Para mim, A Luz da Princesa é dirigido para um público mais jovem, apesar de a protagonista ser maior de idade. Dei graças aos céus pela ausência de actividade sexual que, por vezes, os autores gostam de atirar "para ver se pega", independentemente de coincidir ou não com a tonalidade do livro. Mas, Katherine precisa de amadurecer enormemente enquanto protagonista e a emoção precisa de coincidir com a acção porque é aqui que o mundo se torna real para o leitor, através de emoções que como seres humanos somos capazes de discernir.
Não me consegui obrigar a adorar A Luz da Princesa mas, não foi nem de perto nem de longe o pior livro de fantasia que me passou pelas mãos. Falta maturação. Falta conteúdo. Falta emoção. Mas a história está lá e enquanto para uns pode parecer interessante, para mim foi muito previsível e anti-climática. Há cinco livros programados e quero ler cada um deles, apoiando a autora, vendo Katherine evoluir, vendo a escrita crescer e, espero eu, a profundidade do universo que Carina Sapateiro nos apresentou com A Luz da Princesa.
Outros títulos da colecção
*A Luz da Princesa
*A Saga os 5 Elementos #2
*A Saga os 5 Elementos #3
*A Saga os 5 Elementos #4
*A Saga os 5 Elementos #5



Por Raquel Pereira

Com o novo ano, novos desafios e novas leituras. Para além do desafio do Goodreads de 100 livros que podem ver aqui, decidi participar também no PopSugar Reading Challenge (aqui) para obrigar a aumentar a minha diversidade de leituras. 

Se tiverem alguma sugestão, por favor, deixem-na nos comentários, ou então nos contacto, na "sugestão de leitura". Seria um e-mail que teria todo o gosto em ler
Este mês de Janeiro, foi um mês em cheio com nada menos do que sete livros e, um deles, tenho a certeza absoluta que se vai tornar um dos meus favoritos do novo ano - Obsidian - é qualquer coisa. Foi um mês dedicado à fantasia com a leitura de A Guerra dos Tronos, mas também de muita emoção com os livros de Nicola Yoon e Patrick Ness. 
No geral, foi um mês bom, com leituras em inglês e em português, com leituras leves como P.S. Ainda te Amo, como emotivas e de chorar por mais como Obsidian. Em Fevereiro, vai haver a Carnaval-A-Thon, cujo grupo podem conhecer aqui, por isso ainda não sei muito bem o que é que o segundo mês do ano me reserva, mas posso afirmar com toda a certeza que estou ansiosa!

Média das Leituras:


Por Raquel Pereira

SinopseQuando Eddard Stark aceita tornar-se Mão do Rei, o seu objectivo é o de proteger o rei do clã da rainha, os Lannister. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal e cedo descobre que a ambição dessa família não tem limites. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe de que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo

Opinião: O mundo de Westeros é um mundo complexo. Um mundo dominado por jogos políticos, mentiras e verdades duras que, até ao momento, não possibilitaram a evolução dos personagens. A história dirige-se a algum lugar, sim, mas o acontecimento catalisador de tais mudanças parece ainda demasiado longínquo para que o possa ver com clareza.
Não é comparável a Tolkien, pelo contrário. Sinto que, neste momento, os personagens ainda me são desconhecidos. As imagens que tenho e as afeições que nutro baseiam-se mais na sua representação na adaptação televisiva do que propriamente daquilo que retenho com a leitura. O meu principal problema neste momento é que retrata demasiado a política e as relações/ligações entre os personagens estão em segundo plano, demasiado escondidas nas entrelinhas. Elas estão lá, não me interpretem mal, entre uma acção e outra mas, estão demasiado camufladas para as conseguir sentir na sua plenitude.
Neste volume II de II de A Guerra dos Tronos, com o Torneio da Mão do Rei, os nomes e as casas misturam-se. Há uma quantidade imensa de nomes e factos que pura e simplesmente ignorei porque estavam condensados num único parágrafo.  George R. R. Martin criou um mundo de regras não só complexas como de personagens substanciais. Por momentos, acreditamos que, perante a quantidade de factos sobre uma personagens secundária que ela se vai tornar importante. Mas não. Está apenas lá. Faz apenas parte de um mundo criado de raiz com personagens secundárias com plots "fantasma".
A Guerra dos Tronos dá-nos uma quantidade imensa de conteúdo, alguns dos quais, não era requisitado e vi-me obrigada a filtrar entre o que era importante e o que não o era. Tanto que, para o final, alguns dos nomes passaram a ser meros borrões de tinta, nomeadamente durante as celebrações. Não foi uma leitura que apreciei por aí além. Há tanto para conhecer e desejava um maior aprofundamento das emoções porque embora cada voz continue a ser muito distinta, os sentimentos perderam-se no meio da política de rua.


Outros títulos da colecção
*A Guerra dos Tronos - Volume I 
*A Guerra dos Tronos - Volume II
*A Muralha de Gelo
*A Fúria dos Reis 
*O Despertar da Magia 
*A Tormenta de Espadas
*A Glória dos Traidores
*O Festim dos Corvos
*O Mar de Ferro
*A Dança dos Dragões
*O Reino do Caos 
*The Winds of Winter (2017/2018)
*A Dream of Spring (sem previsão de data)



Por Raquel Pereira

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 228
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789895131808
Idioma: Português
Sinopse: Diz a lenda que uma terrível guerra entre mundos ameaça causar o fim do Universo. Fairyland, o reino das fadas, encontra-se desprotegido devido ao desaparecimento misterioso da rainha. Aos poucos, o rei dos vampiros vai adquirindo mais e mais poder, corrompendo todas as criaturas dos diversos mundos. A jovem princesa Alexia, abandonada no reino dos humanos ainda em bebé, é a única capaz de salvar o Universo e todas as suas criaturas. Para isso, ela vai contar com a ajuda dos cinco cristais mágicos e de todos os aliados que encontrar pelo caminho.
Katherine nunca acreditou em lendas ou histórias mitológicas. Para ela, tudo isso não passavam de invenções sem sentido. Desde pequena que fora educada a acreditar apenas naquilo que era visível aos seus olhos. Porém, de um momento para o outro, a vida dela muda drasticamente e, ela vê-se forçada a enfrentar uma nova realidade. Uma realidade assustadora que, até então, ela desconhecia ser possível. Ninguém é quem ela pensava ser, nem mesmo os seus amigos e familiares. Como tal, Katherine inicia uma busca pela sua verdadeira identidade. Mas estará ela preparada para saber toda a verdade?

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"Estava a meio caminho quando se deu conta que os passos que seguiam atrás de si desde que saíra do bar estavam cada vez mais próximos. Tentou olhar discretamente, mas apenas conseguiu ver um vulto envolto numa capa preta que caminhava a passos largos na sua direcção. Sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Começou a andar mais depressa. À medida que ia aumentando o ritmo, os passos do estranho tentavam acompanhá-la. 
O seu coração estava cada vez mais acelerado e o medo crescia dentro do seu peito à medida que o estranho se ia aproximando. Nunca na vida tinha sentido tanto medo como sentia naquele momento. Começava a sentir-se cansada. Tentou correr, mas os pés começavam a pesar e as forças para continuar eram cada vez menos. A sua respiração começava a ficar ofegante e conseguia ouvir os passos do estranho a aproximarem-se mais e mais. Estremecia só de pensar no que poderia acontecer caso ele a alcançasse.
Estava escuro e frio. Era impossível ver o caminho. Olhou à sua volta e foi aí que percebeu que tinha entrado numa rua estreita ficando cercada por duas paredes. A única solução era correr em frente, não havia outro caminho. [...] Ao longe conseguia ver uma luz brilhante, talvez fosse a luz de um candeeiro da avenida principal que ficava próxima da sua casa.
A sua esperança crescia à medida que se aproximava da luz. Porém, começava a ficar cada vez mais cansada e fraca. Já não tinha energia para correr àquela velocidade. Eram poucas as forças que lhe restavam, mas não podia parar. Não agora que estava tão perto da luz. Tinha de conseguir chegar à avenida, talvez aí conseguisse despistar o estranho que a perseguia e, assim, regressar sã e salva a casa. A luz estava cada vez mais próxima. Faltava pouco para a conseguir alcançar. Estava a poucos metros de distância. Quando parou subitamente. Era o fim do percurso. [...] A luz da sua esperança era agora a luz da sua desilusão. Atrás de si, os passos tinham parado. O pensamento de que ele poderia ter desistido de persegui-la veio-lhe à mente. Calmamente, Katherine começou a virar-se para ter a certeza de que não estava ali ninguém e que tudo aquilo não passara de uma ilusão. Foi então que o viu, o seu pior pesadelo."

Sobre a autora

Carina Sapateiro é uma jovem de 22 anos. Nasceu em Lisboa em Agosto de 1994, mas foi na cidade de Montijo, na margem Sul do rio Tejo, que passou toda a sua infância, acompanhada da sua família, amigos e animais. 
Desde muito cedo, Carina manifestou a sua admiração pelos animais, pela natureza e pelo mundo místico, pelo desconhecido. A leitura e a escrita começaram a fazer parte da sua vida desde que descobriu os cadernos e os lápis nas gavetas da sua casa. 
Aos 10 anos já escrevia inúmeras histórias, sendo constantemente elogiada nas aulas de português pelas belíssimas composições desenvolvidas. Aos 18 anos, ingressou num curso de teatro, descobrindo outra grande paixão, o mundo da representação. 
A "Luz da Princesa" é o seu primeiro romance. Começou a ser escrito quase por acaso, mas depressa se tornou em algo de muito concreto, um sonho tornado realidade.

Por Raquel Pereira 

Sinopse: Starting over sucks. 
When we moved to West Virginia right before my senior year, I'd pretty much resigned myself with thick accents, dodgy internet access, and a whole lot of boring... until I spotted mu hot neighbor, with his looming height and eerie green eyes. Thins were looking up. 
And then he opened his mouth. 
Daemon is infuriating. Arrogant. Stab-worthy. We do not get along. At all. But when a stranger attacks me and Daemon literally freezes time with a wave of his hand, well, something...unespected happens. 
The hot alien living next door markes me. 
You heard me. Alien. Turns out Daemon and his sister have a galaxy of enemies wanting to steal their abilities and Daemon's touch has me lit up like the Vegas Strip. The only way I'm getting out of this alive is by sticking close do Daemon until my alien mojo fades. 
If I don't kill him first, that is. 

Opinião: É oficial. Jennifer L. Armentrout tornou-se numa das minhas autoras favoritas. Não compreendo como é que, no meio do festim que é o género YA, nenhuma editora portuguesa pegou na série Lux. 
Obsidian é tudo aquilo que se pode desejar num primeiro livro: diferente, encantador e, mais do que tudo, hilariante! Foi a primeira vez no que parece ser imenso tempo, em que me ri em voz alta, página sim, página não. Obsidian neste momento, apesar de ainda ser muito cedo para fazer previsões, no entanto acho que conhecendo-me posso afirmar que vai ser um dos meus livros preferidos do ano.
Primeiro que tudo, Kat, a protagonista, é uma de nós. Literalmente. Kat possui um blog de livros, faz videos, escreve opiniões, aguarda-os ansiosamente e, para ela, são uma preciosidade. Os sentimentos que ela transmite quando se trata destes tesouros são familiares e facilmente relacionáveis. Mas, Jennifer L. Armentrout fez algo ainda melhor: transformou Kat na minha protagonista favorita. Celaena Sardothien está lá em cima, junto a ela, no topo mas Kat é qualquer coisa de muito bom. A sua personalidade simpática e divertida, as suas saídas sarcásticas e directas, as suas acções, são de uma personagem bem pensada e que reflecte na essência o que é ter dezassete anos de idade. Jennifer L. Armentrout, se possível, fez ainda mais pois cada reacção de Kat pareceu real. As suas descobertas e a forma como lidou com os assuntos não são comparáveis a outro livro ou a outra protagonista do mesmo género. Kat é única
O aspecto fantasioso de Obsidian é diferente, é a melhor palavra que encontro para descrever. Para alguém que já leu de tudo um pouco, desde anjos a vampiros, parece-me plausível passar para aliens - sexy aliens. Mas gostei bastante do que a autora fez com os poderes de cada um, da forma como os formou e como os escondeu e de como eles existem no mundo porque o governo também os conhece. Mais uma vez, foi diferente. E diferente é bom!
A minha parte favorita foi, sem dúvida, a relação entre Daemon e Kat. Os diálogos entre os dois são divertidos e, apesar de saber para aquilo que vamos - muitos anos a virar frangos - é o oposto daquilo que esperava. Eles são maus um para o outro, sarcásticos, arrogantes mas, ainda assim, parecem não conseguir manter-se afastados durante um grande período de tempo. No entanto, apesar de por vezes, frustrante, a relação deles é a mais real que eu alguma vez li quando falamos de livros do mesmo género - ainda não há amor, não há amo-te, há apenas um gostar, um estar atraído. Há um pouco mais do que uma amizade e do que um respeito. O que é, mais uma vez, diferente daquilo que costumamos ver quando os protagonistas do romance se conhecem.
Obsidian tem um ritmo perfeito entre cenas de humor, de acção e de descoberta. Não há realmente momentos mortos, a autora assegurou-se disso. O leque de personagens que surgem são diferentes, o número em que aparecem é igualmente diferente e, para ser honesta, tudo foi do meu gosto. Desde a mãe de Katy até aos momentos na sala de aula com aquela maldita caneta. E aquele final! "So do I, Daemon, so do I". Perfeição
Para aqueles que têm facilidade em ler em inglês, aconselho vivamente e, para aqueles que, por vezes se debatem com o significado de uma palavra, aconselho à mesma. No início houve momentos em que tive de ir procurar uma ou outra palavra ao google tradutor mas, à medida que as páginas voavam e me embrenhava na leitura, deixei de pensar se estava a ler em português ou inglês. Foi a primeira vez que tal coisa me aconteceu, de tal modo que estava sintonizada com a personalidade e os pensamentos de Kat. Mas, Obsidian existe tanto em espanhol e em brasileiro e acreditem, enquanto as editoras portuguesas não pegam ou despegam, não querem perder esta beleza.

Outros títulos da colecção
*Obsidian 
*Onyx 
*Opal
*Origin 
*Opposition
*Oblivion 
*Shadows (prequel)
*Obsession (sequel)

Outros livros da autora
*Covenant Series (7 livros)
*Titan Series (3 livros) 
*Dark Elements (4 livros)
*Wicked Trilogy (3 livros) 

Por Raquel Pereira.

Sinopse: Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu. Mas não era exactamente o monstro de que Conor estava à espera, o monstro do pesadelo que ele tem tido quase todas as noites desde que a mãe iniciou os tratamentos. Este é antigo, selvagem e muito mais perigoso, e aparece sempre que o enorme teixo do cemitério das traseiras da casa de Conor ganha vida e vem bater com os ramos na janela do seu quarto, desafiando-o a contar toda a verdade

Opinião: De uma maneira distorcida, poucas páginas após o começo de Sete Minutos Depois da Meia-Noite é difícil gostar de Conor pelas suas palavras e pelas suas acções mas, com o passar das páginas, senti uma empatia cada vez maior, consequência da verdade que é revelada pouco a pouco. O monstro que surge, quase como uma metáfora à dor de Conor, um pedido inconsciente de uma mente sofrida, é o meu favorito e, os momentos em que são uno, deixaram-me o coração a arder. Os diálogos são belos e profundos, e as histórias do monstro, apesar de inicialmente confusas, fazem sentido com o passar do tempo. 
A verdade permanece um mistério até às últimas páginas, no entanto, somos capazes de imagina-la. O monstro escuro que parece consumi-lo durante as noites. A sensação de impotência e de desespero que o atravessa. A imaginação tem dessas coisas. Através dela conseguimos com facilidade colocar-nos na posição de um personagem/de outra pessoa. Nunca chegamos realmente a saber qual é a doença que quer roubar a vida à mãe de Conor mas, mais uma vez, podemos imagina-la, podemos adivinhar. 
Em Sete Minutos Depois da Meia-Noite nunca me senti aborrecida e a jornada de Conor até ao inevitável é emocionalmente desgastante e, através das páginas, mais ou menos coloridas, das ilustrações mais ou menos disformes, conseguimos sentir os medos e a dor do rapaz. Estamos em completa sintonia com a escrita de Patrick Ness e posso afirmar que os momentos e os diálogos com a mãe ou com o monstro foram aqueles que despertaram uma maior emoção ou compreensão em relação à própria vivência e personalidade de Conor. As últimas páginas são, sem dúvida, as melhores, a emoção é pura e a conclusão dura.
Uma história belíssima. 
 


Outros títulos do autor
*Sete Minutos Depois da Meia-Noite 
*More Than This 
*The Rest of Us Just live Here 

Por Raquel Pereira.



Opinião: O fim chegou. Harry Potter e os Talismãs da Morte é, para mim, o melhor livro que J.K.Rowling nos proporcionou e Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 vive às suas expectativas e, ao contrário do anterior, ganha pelas cenas de acção, umas atrás das outras dando-nos pouco, ou nenhum tempo para recuperar daquilo que fomos obrigados a ver até agora. Momentos movidos pela coragem, pela inteligência e pela paixão.
Claro que é impossível negar as perdas - mais uma vez, há perdas das quais não se recupera e, infelizmente as últimas adaptações perdem pela falta de atenção aos pormenores, no entanto, ganha pela maravilha cinematográfica porque não há nenhum filme que viva para superar a minha reacção ver a Batalha de Hogwarts; não há uma banda sonora que eu aprecie mais.
Entre as perdas podemos realçar a ausência de um aprofundamento da relação de Dumbledore com a família ou com Grindewald - agora possivelmente explorado na prequela Monstros Fantásticos e Onde eles Habitam - mas, pelo contrário, a emoção que me assolou os olhos ao ver e ouvir pelo que me pareceu imenso tempo, Lily e James Potter, não tem comparação. A intensidade das interpretações, de vidas perdidas pelo egoísmo de um único homem levaram-me às lágrimas. Lord Voldemort não morre como um homem, mas como uma pedaço de papel a quem alguém deixou demasiado tempo ao lume, no entanto, as novas memórias do momento em que o mundo mudou, a morte de uns pais que deviam ter vivido para ver o filho crescer, o momento em que o amor de um personagem detestado finalmente surgiu e nos fez compreender, levam a tristeza das mudanças para outro lugar porque, embora a pequena Lily não possua os olhos do Harry e, embora grande parte das memórias se perca no constante movimento e no excesso de cor azul, a interpretação de Alan Rickman supera qualquer coisa quer nos seus gestos quer no seu diálogo porque há um amor que vive para além da morte.
No entanto, há perdas, mais concretamente mortes das quais não recuperamos e outras que aplaudimos, personagens que se tornaram queridas, mas que são obrigadas a existir para representar a perda de um filho, de uns pais, de inocentes que não deviam ter sido sacrificados, de metades que não deviam ter, em momento algum, sido separadas.
Não há um final feliz, não completamente. Como em qualquer guerra ou luta, as vidas perdidas ainda ecoam no nosso cérebro e no nosso coração e mesmo, 19 anos depois, ainda não superamos o que se perdeu.  Neste epílogo, a ausência de diálogo e de interação marcou-me mais pela negativa do que pela positiva porque, embora para mim, Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 seja o melhor dos filmes, penso que merecia um futuro mais falado, com mais discussão e interação entre os personagens. No fundo, mais parecido com o livro. Tudo se compôs, no entanto, penso que merecia um final melhor. 


Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives



Por Raquel Pereira